Notas iniciais
História Fictícia, qualquer semelhança com a realidade é pura e simples coincidência.

Essa não é uma história triste, mas uma crônica relativamente cômica de como a tristeza, insegurança e falta de noção me complicam ao me por em uma saia justa.

Meu relacionamento nunca foi fácil, mas sempre foi gostoso e estar com Ela é fascinante, as vezes. O ponto não é esse. A grande questão é: como resolver a mente de um sem noção? Ela me resolvia, isso é verdade mas agora é sem ela, certo?

Eu amo animais, pode ser que eles me resolvam e espero contar aqui, histórias sobre eles, já que não são poucos, apenas oito gatos, uma cachorra e um eterno inquilino canino. A cachorra Capitu sempre se enfiava nos cabelos Dela como se quisesse cavar um buraco pra entrar. Geralmente fazia isso enquanto Ela estava dormindo. Uma da minhas gatas, a Foxy, sempre mordia o pé Dela e isso a irritava enquanto dormia, me chutando como se eu tivesse algo a haver.

Tem a minha (pequena) família, que também pode me resolver. Minha mãe é professora aposentada, mas a verdade é que ficar os Meus Dias Sem Ela, fez me aproximar de minha progenitora. Minha mãe foi a primeira a me apoiar quando pedi refúgio, a verdade é que eu achei que fosse me julgar, mas fui muito bem acolhido. Apesar disso, a senhora minha mãe sempre queria interromper minhas explicações sobre Ela, dando pitacos como se fosse trivial terminar um relacionamento, imaginem só. Meu meio-irmão possui uma síndrome rara que não o permite falar nem se locomover sozinho, minha mãe cuida dele e quando ele grita por estar irritado, eu mostro quem fala mais alto nessa casa (AAAAAAAAAAAAH). A música acalma ele então eu sempre curto ficar lendo no quarto dele. Há a minha tia, filiada ao PC do B, se diz comunista, mas não é na prática, e até pra isso o Brasil não leva jeito. Ainda assim o Brasil Que Deu Certo está por aí. Tem o meu primo que é professor e musicista, geralmente baixista em bandas de Rock. Ele sempre foi um tanto quanto misterioso, mas sempre curti muito trocar ideias com ele. Minha avó mora na Tijuca (Um Bairro do Rio de Janeiro), acha que é dondoca da zona sul (a região rica do Rio) e que está na década de trinta (usa alguns termos meio preconceituosos, tipo chamar Ela de Amazona). Meu avô sempre foi muito ativo, da marinha mercante, ele viajou o mundo muitas vezes, porém hoje ele tem Alzheimer e pouco se lembra (sempre que falo com ele, me chama pelo nome do meu primo e com meu primo acontece o contrário, é bem engraçado). Também tem meu tio, que mora em curitiba, mas é só meu tio mesmo.

Meus amigos são vários, estudantes universitários ou vestibulandos, que aos poucos citarei aqui, porém posso adiantar que o apoio que me dão é sempre uma faca de dois gumes (doideira). Na verdade não, é que sempre volto a eles para ser crucificado e ouvir o quão idiota e sem noção eu fui ao tomar certas atitudes. Mas é claro que são amorzinhos comigo e me tratam da maneira mais fofa possível, sou sensível pô.

O amor é complexo e maravilhoso e depois de cinco anos, se afastar não é fácil, mas e se o que você lessem aqui fosse verdade? E se eu pudesse mostrar que mesmo Uma Atrapalhada História de Amor pode ter dado certo após seu fim?

Esta não é uma história triste, mas uma crônica relativamente cômica de como a minha tristeza, insegurança e falta de noção me complicaram ao me deixar em uma saia justa.

Notas finais
Nunca se sinta só, você tem pessoas que gostam de você. A autossuficiência é essencial para viver e estar bem consigo mesmo(a) é importante para atingir a felicidade. Mas o que é a tal da felicidade? Quem sabe no futuro a gente não descubra...