Meus Últimos Dias

1 A pior aula de todos os tempos


Notas iniciais
OOOOi gente, essa é minha primeira fic original, por favor comentem quando lerem pra eu saber o que acham da história, é muito importante pra mim.

— Vamos Chloe, a aula já vai começar! — chamou Amber. Estávamos em frente a escola, Amber ia apressadamente em direção a entrada.

— Pode ir – disse. — Eu preciso falar com o Alex.

— Ta bem, mas não demore. — disse ela, já entrando no prédio.

Alex, o irmão de Amber tinha me mandado uma mensagem, a poucos minutos, dizendo que queria me ver. Avistei-o encostado em seu carro, no pequeno estacionamento da escola, conversando com alguns garotos do time de lacrosse. Ele usava uma blusa com o emblema do Avicii com o casaco do time por cima, jeans escuros e botas pretas. O modo como estava escorado no carro, parecendo despreocupado, o cabelo bagunçado, o faziam parecer um verdadeiro badboy. Fui em sua direção. Quando me viu, Alex se despediu dos garotos e veio em minha direção.

— Choe!

— Oi, o que queria me dizer? — perguntei, enquanto íamos juntos em direção a entrada. Enquanto falava com ele me concentrava em olhar pra frente. Sempre que encarava Alex, e olhava nos olhos dele, eu começava a ficar nervosa e falava besteira, mas estava aprendendo a me controlar. Eu era afim de Alex desde que o vi pela primeira vez na casa de Amber, quando ainda fazíamos o primeiro grau. Eles haviam acabado de se mudar pra vizinhança e ainda não tinham sido matriculados na escola. Mas mamãe me obrigou a ir a casa deles levar uma cesta de boas vindas, e então eu conheci minha melhor amiga e minha alma gêmea de uma única vez. Obrigada Mãe.

— Você tem planos pra amanhã à noite? — perguntou ele. Sorri. Alex era o cara por quem toda garota se apaixonaria. Ele era moreno, alto, tinha olhos verdes brilhantes. Mas era mais do que isso que me fazia gostar dele depois de todo esse tempo. Alex era divertido, brincalhão, mas sério quando precisava ser. Além disso ele tocava violão e escrevia letras incríveis. Poucas pessoas sabiam da inclinação de Alex para a música, e eu sentia orgulho de ser uma dessas pessoas.

— Não, na verdade meus pais queriam ir pra Boston esse fim de semana, visitar minha tia, mas papai teve problemas no trabalho. — falei. Era o tipo de coisas que sempre acontecia, o chefe de papai acima de nossos planos.

— Você quer ir no cinema comigo? — perguntou. — Acabou de estrear um novo filme da Marvel.

— Sim, tudo bem. — falei tentando soar natural, mas a verdade é que eu estava soltando fogos por dentro.

— Ótimo, eu te pego às oito?

— Combinado, eu tenho que ir agora, te vejo depois?

— Claro, até mais tarde – disse ele, indo em direção a sua aula.

Segui pelo corredor em direção ao laboratório de ciências. Cheguei em frente a sala bem na hora em que tocou o último sinal. Espiei através da porta de vidro e vi que felizmente o Sr. Perry não havia chegado. Entrei rapidamente e vesti o jaleco branco, obrigatório no laboratório. Em seguida sentei na mesma bancada de sempre, junto com Amber.

— E então, o que ele queria? — perguntou ela, soltando o celular logo que me viu sentar.

— Vamos ao cinema — respondi.

— De novo? Vocês tem que dar um próximo passo. Vocês já saíram juntos umas três vezes e nunca rolou nada de mais – replicou ela revoltada. Olhei pro lado sem jeito.

— Nos divertimos… — tentei argumentar.

— Divertido… — debochou ela, revirando os olhos.

— Bom dia turma! — anunciou o professor, enquanto entrava na sala, trazendo uma caixa plástica em mãos. — Desculpem o atraso. Hoje eu tenho uma surpresa pra vocês!

— O senhor vai se mudar pra Islândia!? — disse Hank Mitchell, um garoto ruivo do time, ele era sempre o que soltava piadinhas pros professores durante a aula. o comentário provocou risadas em todos na sala. Se fosse verdade, com certeza seria uma ótima notícia.

— Muito engraçado Sr. Mitchell. Mas na verdade é uma prova surpresa. — disse ele. A turma toda protestou. — Não adianta o que vocês dizem, eu sou o professor aqui. Venha aqui Walter, distribua isso para a turma — continuou, entregando a caixa nas mãos de Walter.

O Sr. Perry começou a escrever algo no quadro enquanto Walter se aproximava de cada bancada, tirava algo da caixa e deixava sobre a mesa. Seja lá o que fosse aquilo deixava uma comoção entre os alunos por onde passava.

— O que é aquilo? — perguntei.

— Eca!- disse Amber.

Enfim Walter chegou na nossa bancada. A caixa continha pequenos bichinhos pegajosos, percebi que eram algum tipo de rã. As coisas estavam vivas, mas meio congeladas.

— Ah meu Deus, o Senhor não quer que…?

— Sim Srta. Carter, hoje vocês porão em prática tudo que aprenderam esse semestre sobre anatomia animal e vão dissecar essas pequenas rãs.

Toquei rapidamente na rã cujo Walter havia deixado em nossa mesa. Senti sua pele viscosa e afastei a mão rapidamente, a rã contraiu o músculo.

— Mas… Isso tá vivo! — gritou Amber assustada.

— Bem observado Srta. Phillip. Ouçam, este trabalho faz parte da nota final de vocês, então todos devem prestar bastante atenção. Vou lhes dizer passo a passo o que tem que fazer e, na próxima aula, todos devem me entregar um relatório referente a esta aula.

— Mas…

— Sem mas, agora coloquem a rã no pote com gelo em suas mesas enquanto dou as instruções, vocês não querem que elas acordem, não é?

Encarei novamente a criatura. A rã tinha pouco mais que dez centímetros de comprimento, com a pele esverdeada e algumas manchas mais escuras. Ela já estava meio agitada, quase completamente descongelada.

— Ouviu o que ele disse, Chloe, coloca ela no gelo ou ela vai acordar! — falou Amber.

— Eu não, coloca você! — falei.

— Não consigo, é… Nojento!

A cada segundo a rã se mexia mais, enquanto voltava a sua temperatura normal.

— Logo Amber! — falei.

— Eu não vou tocar nisso aí, não... — disse Amber com convicção e cruzou os braços se afastando da mesa. Ela não ia mudar de ideia mesmo.

— Ai… tá bem, eu faço!

Levei a minha mão lentamente até o corpo da rã, que já estava quase totalmente consciente. Quando senti novamente a viscosidade da pele, fiz uma careta de nojo. Se alguém tivesse tirado uma foto minha naquele momento, com certeza eu iria virar a piada da escola, talvez até virar meme na internet. Senti meu estômago revirar. Segurei a rã, levando-a em direção ao pote de gelo, mas antes que eu a soltasse no pote a rã se soltou da minha mão e deu um salto em direção ao meu rosto.

Eu poderia dizer que agi calmamente, tirei a rã do meu rosto e coloquei-a de volta no pote, sem maiores problemas, mas seria mentira.

Quando senti os dedos moles e viscosos da rã no meu nariz eu basicamente surtei!

— Tira isso de mim! Tira! Tira! — gritei, dando pulinhos nervosos. A rã não pareceu se incomodar com o meu surto e continuou tranquilamente parada no meu nariz, como se fosse um lugar extremamente confortável.

— Tira! — praticamente berrei.

Amber e praticamente todo o resto da sala me encaravam assustados, mas ninguém se voluntariou pra tirar aquela coisa nojenta de mim.

Então meus membros amoleceram e minha visão escureceu. Eu desmaiei no meio da sala. A última coisa que vi foi Amber me segurando e chamando meu nome.

Notas finais
Eaí? O que acharam? Espero que vocês gostem da história, até o próximo cap.