Meu pequeno anjo

3 Um valor da amizade


No outro dia, Emma seguiu com a mesma rotina do dia anterior. Acordou às 6:00, tomou o café, e dirigiu até a unidade de saúde de Vancouver, sempre programada para ficar até mais tarde, a fim de ajudar nas reuniões. Mas neste dia em especial, se completava uma semana que Roland estava no hospital e não apresentava melhora. De acordo com os exames, tinha dores no peito, não respirava com facilidade, as manchinhas no corpo continuaram ali e sua febre aumentou. Aquilo não era câncer, obviamente, mas ainda não se sabia o que o garoto tinha. Robin revezava com Regina para estar com o filho no hospital. A mãe ficava de dia e o pai de noite, quase não paravam em casa mais. Emma vez ou outra ficou com o garoto para que os país pudessem descansar, mas nada mais do que umas cinco horas. O que ainda era pouco, levando en contra que os pais do garoto mal estavam dormindo de noite, só quando o cansaço era muito maior do que a preocupação.

Depois de dois dias, Emma acordou de madrugada com o telefonema de Regina.
– Oi Re — falou com a voz pesada de sono.
– Emma, Roland vai ser transferido para o Maine Medical Center agora. Ele piorou... — A voz de Regina transbordava desespero.
– Agora? — se levantou correndo — Onde você está?
– Em casa — Regina falou chorando — Estou arrumando as coisas para irmos à Maine. Vamos ficar na casa da minha mãe.
– Okay, quer que eu a leve até o aeroporto? — Falou a loira já com uma calça jeans e procurando uma blusa para vestir.
– Emma na verdade eu gostaria que você fosse conosco... — Sua voz soava receosa, como se esperasse uma bronca.
– Regina, sabe que é difícil pra mim.
– Já faz quatro anos Emma... Por favor. — Nessa hora se entregou ao choro — Eu não quero ir sozinha. Robin foi com Roland de helicóptero, para chegarem mais rápido. Eu preciso de alguém comigo. Não vou conseguir ir sozinha.
Emma suspirou. Seria mesmo uma boa ideia?
– Tenho que falar com meus pais. Por favor não saia antes de amanhecer, tudo bem?
– Okay... — Por fim respirou fundo — Obrigada Emma.
– Por nada.
Colocou o telefone na mesa do criado mudo e seguiu para o quarto dos pais, afinal, não podia fazer a amiga esperar até mais tarde sendo que poderiam ir bem cedo.
Parou um momento na frente do maior quarto da casa, pensando em como começar a conversa.
O que eles diriam se os acordasse às 3:45 da manhã?
Claro que a ouviriam. Ainda mais se tratando de Regina, uma amiga próxima de Emma e a quem eles deviam muito. Sem falar no quanto amavam a morena como uma filha.

– Pai, mãe ... — Os chamou baixo, mas ainda assim ouviram. Depois de seu acidente, passaram a ter um sono mais leve do que o normal.
Sentia pena deles quando acordavam de madrugada por um barulho qualquer.
– Emma, o que foi? Está bem? Os pesadelos voltaram? — Josh falou abraçando-a.
– Eu estou bem pai. — Respirou fundo e resolveu contar logo tudo de vez — Mas o Roland não. Ele foi transferido para um outro hospital, maior e com mais capacidade para cuidar dele. Mas Regina quer que eu vá com ela.
– Bem, de noite? Sabe, agora? — Ginnifer falou receosa esfregando as mãos.
– Não, eu pedi que ela esperasse até amanhecer.
– Ah, tudo bem então. Mas por que não esperou para nos contar de manhã?
– Por que teria que pegar um avião para ir. Ele vai para o Maine Medical Center.
Eles pararam um minuto em silêncio, provavelmente refletindo sobre o assunto. Se fitaram e pareciam conversar com os olhos, meio que procurando a opinião do outro. Até que por fim um se pronunciou.
– Emma, acredito que vai ser bom pra você, eu aceito que vá com ela. — Josh falou segurando seus ombros — Lá tem a universidade que quer, e com seu trabalho comunitário pode ganhar a bolsa.
– Acha mesmo que consigo? — Emma falou insegura e ele apenas sorriu.
– Querida, você sabe o que é melhor pra você. E quando a situação era com você, Regina ficou ao seu lado. Acho justo estar ao lado dela também — Ginnifer falou beijando sua testa.
– Sim, devo muito a ela por tudo — Emma falou, mais para si.
– Nós também devemos, depois que ela nos ajudou a te trazer de volta — Josh falou apertando a filha em seus braços.
– Nós a amamos filha — Ginnifer falou, se juntando ao abraço.

Emma assentiu e concordaram, ali, todos de pijamas, às quatro da manhã, que a loira iria à Maine para acompanhar Regina, assim que amanhecesse.
A filha tranquilizou os país, avisando que ficaria na casa da mãe de Regina, junto com o irmão, marido, filho e mãe da mesma, também avisou que a amiga lhe oferecera uma vaga de emprego de ajudadora para alguém por lá, apenas não sabia identificar a pessoa, ou como e onde era.
Depois de certos de que Emma não estaria sozinha nessa, puderam por fim, voltar a dormir.

A loira tratou de ligar para a amiga, que agradeceu mil vezes pela companhia e amizade. Ao telefone, compraram as passagens de avião para as sete da manhã, arrumaram as malas, sendo que a morena certificou que não precisaria levar muita roupa, já que ela tinha um closet inteiro ainda e a mãe era dona de uma loja de roupas. Assim, Emma colocou apenas o básico na mala.
Logo depois que estava tudo pronto, as duas dormiram , faltando cerca de duas horas apenas, para levantarem a toda disposição.

Notas finais
Gente, eu realmente gostaria que pudessem comentar, por favor