Meu pequeno anjo

4 Um novo mundo


Notas iniciais
Oi gente, estou postando logo por que me empolguei com a história e acabei escrevendo muitos capitulos :x Mas por favor comentem ok? Eu gostaria de saber a opinião de vocês

Após a única hora que tivera para dormir, Emma estava tomando café, já arrumada com um jeans preto, uma regata branca e um casaco leve roxo. No pé havia uma bota marrom de cano alto, e os cabelos estavam úmidos pelo banho recém tomado, deixando o cheiro do shampoo por onde passava.
Sua mala ja pronta fora colocada perto da porta, a fim de economizar tempo na hora de sair.
Josh, sabendo que a filha tivera poucas horas de sono para dormir, fez seu café da manhã.
– Regina vai passar aqui? — O pai falou, sentando-se ao seu lado.
– Sim — Olhou no relógio — Ela já deve ter saído de casa.
Apressou-se em comer a torrada com geléia e engoliu o suco em três goles.
– Anciosa? — Ginnifer perguntou
– Muito. — Emma respondeu. Ainda sem ter certeza de que aquilo era bom para ela.
Ouviram a buzina do carro de Regina, e souberam que era agora o momento de se despedir.
– Cuidado Emma, por favor. — A mãe da garota falou, já com os olhos mareados. — Não deixe de ligar.
– Vou ligar assim que chegar lá — A loira falou abraçando a mãe — Eu te amo mãe.
– Eu também te amo — Beijou suas bochechas e ela seguiu para o pai.
– Toma conta da minha mãe!- Emma brincou e se despediu dos dois, carregando a mala para o Porsche preto de Regina.
Agora não teria mais volta. Escolheu sair de seu centro de conforto e agora iria superar seus obstáculos!

– Acho que era eu quem deveria estar tremendo — A morena falou meio que sorrindo, percebendo seu nervosismo.
A mesma vinha com os olhos inchados e bolsas arroxeadas logo abaixo, sinal que não dormira nada nessa noite. Afinal, como dormiria? Seu único filho estava a quilômetros de distância e com o estado de saúde fragilizado.
– Desculpe. Mas estou nervosa — Ela disse por fim.
– Eu também — lhe sorriu confortando-a e seguindo para o aeroporto.
Não era tão longe, era cerca de trinta minutos torturantes até lá, levando em conta que não havia trânsito formado ainda naquele caminho.
Foram ao som de uma música classica, no fundo se ouvia um violão cello e um piano em perfeita harmonia. Emma se agradava desse som, enquanto Regina ouvia apenas como um calmante.
Logo estaria longe de Vancouver...
...

Após algumas horas no avião, Emma acordou Regina que dormira em seu ombro. Ao menos agora sua expressão estava melhor.
– Espero que ele esteja bem — A morena Sussurrou e pegou sua mala de mão.
– Ele é forte, vai ficar tudo bem — A loira respondeu tocando seu ombro esquerdo — Prefere ir direto para lá ou quer passar em casa?
– Não, tenho que ir pra casa. Só aceitam visitas a partir das duas da tarde — Falou tristemente.
– Okay. — Deu de ombros — Vamos, quero ver sua mãe — falou, tentando parecer mais animada.
De fato funcionou, Regina parecia agora mais tranquila. Claro que só melhoraria quando pudesse, em fim, ter o filho nos braços.
– Vou chamar um táxi. — Declarou e discou rápido um número da agenda.
– Seu irmão não tem carro? — A loira questionou.
– Tem. Mas não pode dirigir — falou e a outra linha ocupou sua atenção.
Emma ficou tentada a perguntar o por que do irmão não poder dirigir, mas lembrou que a amiga não gostava muito de falar da situação do irmão.
Apesar se que gostaria de saber mais sobre ele, ja prevenindo que Regina e Robin estariam ocupados com Roland, assim, se soubesse um pouco sobre Killian poderia contar com a presença dele. Mas apenas sabia que ele não era um vegetal, palavras da própria Regina.
Menos mal certo?
– Pronto, ele já está vindo. Vamos lá pra fora — Falou jogando o celular no fundo da bolsa, já indo pegar a mala.
Não demoraram a achar, já que não era uma época muito comum de viagem e consequentemente não haviam muitas malas ali. Depois seguiram para a entrada do aeroporto, onde passavam os taxes e carros de familiares indo buscar seus parentes.
Não custou mais do que cinco minutos para Regina reconhecer o motorista do táxi amarelo e ele parar.
O senhor, chamado pela morena de Charles, ajudou as duas amigas a colocarem as bagagens no porta-malas e saíram rumo à casa dos Jones Mills.

Não era longe, foram apenas alguns minutos, — minutos esses que Emma tremia como louca e tinha a boca seca pela anciosidade — . Estar numa nova cidade, com novas pessoas e qualquer tipo de imprevisto a assustava.
Mas reparou em Regina, avoada nos pensamentos enquanto olhava pela janela. Apertava os dedos das mãos e mordia o lábio, estava visivelmente nervosa. Não era de se estranhar, afinal o filho estava mal e ela nem o podia ver, sequer tinha notícias.
Depois de seu acidente, Emma aprendeu a ver o melhor da vida e a se dedicar mais aos outros, assim, engoliu o temor pelo novo ambiente e pegou a mão da amiga para lhe passar segurança.
Esta a olhou com lágrimas nos olhos, mas lhe sorriu.
Sim, Emma podia deixar os problemas de lado pela amiga, como sempre fizera e como sempre faria.

Notas finais
Comentem! No próximo capítulo Killian entra :)