Meu namorado é uma superestrela
14 Treze
~Corujíssima Autora me senti extremamente lisonjeada com seu acompanhamento. Obrigada. ♥ ~
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Quando entrou os comerciais foi como se as meninas tivessem combinado. Todas elas se levantaram ao mesmo tempo e praticamente pularam em cima do Lucas. Elas não paravam de falar sobre o como ele teria que ler o texto delas e blá blá blá.
Eu não conseguia parar de pensar no que ele tinha escrito sobre mim. Ele literalmente não sabe nada sobre mim. Como ele conseguiu arrumar motivos para eu ganhar essa competição? Eu estava tão nervosa que comecei a suar frio.
– Ótimo meninas, voltem aos seus lugares. – ordenou uma pessoa qualquer.
Elas fizeram cara feia, mas voltaram. O programa entrou no ar de novo. Meu coração já estava acelerando. O Lucas começou a ler o primeiro texto, pela incrível sorte do destino eu era a última. Eles seguiam uma ordem que eu não compreendi. Acho que era por ordem de chegada.
Em sua grande maioria os textos eram fúteis e ressaltavam as qualidades de cada participante. A Amanda teve até mesmo a ousadia de citar o nome de seus pais, já que eles eram muito influentes, eram governadores ou qualquer coisa parecida.
Depois de curtos e tediosos dezenove textos, finalmente chegou o meu. Não tenho nem que dizer que meu coração já estava na boca.
– Ótimo Lucas. Agora é a dissertação da senhorita Sabrina Santos. – anunciou o apresentador.
– Sim, é a hora dela. – ele sorriu de lado e me olhou intensamente.
Ai meu coração!
– Talvez o destino só esteja querendo brincar com a cara dela. Não se sabe ao certo e talvez nunca se saberá. Desde o princípio estava escrito que era para acontecer. Entre milhares de pessoas ela conquistou a vaga de uma das escolas mais prezadas de São Paulo, isso só prova o quanto ela é capacitada. Dentre centenas de garotas ela foi a sorteada para o concurso, talvez isso só ressalte o tamanho de sua beleza. Gentil, meiga e original são apenas meros adjetivos entre os milhares que a descreveriam como a melhor pessoa para vencer. Quando é para ser seu, até mesmo os ventos sopram a favor.
Quando ele terminou de falar eu já não existia mais. Meus olhos estavam cheios de lágrimas prestes a derramar, mas como a pessoa forte que sou consegui segurá-las. Meu coração estava tão pequenininho. Ele me olhou dentro dos olhos para comprovar que tudo o que ele disse era a mais pura verdade.
– Nossa. Belas palavras Sabrina, belas palavras. – elogiou o apresentador.
Lucas deu um breve sorriso e eu me limitei a dar de ombros.
– Então é isso, senhoras e senhores, entrem no nosso site e votem no que vocês querem que continuem na competição. Vocês podem votar também no da senhorita Sabrina, mas de nada valerá, porque ela já tem a vaga dela garantida. – o apresentador disse tudo e depois ficou tudo escuro no estúdio. Estávamos fora do ar.
Mais uma vez as garotas foram de encontro ao Lucas, mas ele não tirava os olhos dos meus. Nosso contato visual foi quebrado quando Amanda puxou o rosto dele o obrigando a olhar para ela.
Depois de algum tempo nós voltamos de novo.
– Lucas agora a pergunta, você ficou encantado por alguma das garotas da competição? – perguntou o apresentador.
Todos ali presentes riram. A risada de Lucas parecia extremamente relaxada. Acho que ele já estava acostumado com esse tipo de questionamento. Todas nós estávamos vidradas nele, até mesmo eu. Por que isso me interessava tanto?
– Mas é claro. A gente sempre se interessa por alguém em especial.
Todas as garotas arrumaram a postura como se tivessem a certeza de que eram elas.
– E por que esse alguém te chamou a atenção?
– Porque ela é simplesmente ela. – nesse momento eu posso estar ficando louca, mas jurava que ele me olhou por um breve momento.
– Ótimo, talvez no final nós saibamos quem é essa garota.
– Talvez. Se eu conseguir conquistá-la – ele deu de ombros e piscou para a câmera.
Nós acenamos para a câmera e então o programa acabou.
Eu involuntariamente soltei um suspiro de alivio. Todas nós nos retiramos. Eu fui até a sala de mais cedo e me joguei no sofá. Como aquilo tinha mexido comigo. Eu fechei meus olhos e expirei profundo.
– Você pode ficar com o vestido. – uma voz me tirou da calma.
– Obrigada. – eu disse me levantando.
– Não foi nada. Nem foi tão caro assim. – ele deu de ombros.
– Me alivia saber que você não gastou tanto dinheiro comigo, mas eu te agradeci por tudo.
– Tudo o que?
– Por ter escrito aquelas coisas de mim, por ter me elogiado. Ficou excelente o texto. – elogiei.
– Obrigado.
– As garotas também se arrumaram aqui? – eu tinha que perguntar.
– Não, por quê?
– Então obrigada por se importar com a minha imagem.
– Eu não podia deixar você passar vergonha diante do Brasil inteiro.
– Nossa, obrigada. Não sabia que meu jeito era tão vergonhoso assim. – aquilo tinha doido muito.
– Não, me desculpe, eu não quis falar assim. Eu gosto do seu jeito, mas as pessoas querem ver meninas superficiais na TV e não garotas reais como você. – ele parecia estar dizendo a verdade.
– Tudo bem. Mas por que se importa tanto?
– Porque é meu gênio se importar com o bem estar dos outros, diferente de você que não está nem aí.
– Se eu sou assim tão ruim, por que disse aquelas coisas no texto então?
– Isso é porque você é daquele jeito, só que com as outras pessoas.
– Como pode ter certeza?
– Eu te observo às vezes. – ele disse meio envergonhado.
– O que? Você é louco?
– Não, não é como se eu te seguisse por aí. Eu só te observo com suas amigas na escola. Só isso. – ele explica.
– Você é louco.
– Desculpa. Mas você sempre aparece onde eu estou, não é culpa minha.
– Engraçado você falar isso, porque eu nunca te vejo.
– Eu não tenho culpa se você é desligada.
Eu dei de ombros e sentei de novo no sofá, ele se encostou na mesinha. Eu fiquei encarando.
– É só pedir. – ele disse sorrindo.
– O que?
– Se você quer tanto me beijar é só pedir. – convencido.
– Quem disse que eu quero? – cruzei os braços.
– Vem aqui. – ele me chamou abrindo os braços. Como aquilo era tentador, balancei minha cabeça.
– Você me deve desculpas.
– Pelo o que? – ele ficou sem entender.
– Por ter me beijado mais cedo.
Ele deu uma gargalhada como seu eu tivesse contado a melhor piada do mundo.
– Qual a graça? – aquilo estava me irritando.
– Você não sabia que nós só pedimos desculpas quando nos arrependemos de algo?
– Eu sei disso. – eu parecia uma criança birrenta.
– E além do mais você adorou.
– Não ponha palavras na minha boca.
– Só estou dizendo o que está estampado na sua testa.
– Idiota.
– Birrenta.
– Convencido.
– Durona.
– Para.
– Para. – ele me imitou.
– Vai ficar me imitando é?
– Vai ficar me imitando é? – de novo.
Eu levantei irritada e fui até ele. Ele sorriu.
– Criança.
– Criança.
– Aiiii, para. Isso já está me irritando. – disse e ergui as mãos para cima.
Antes que elas caíssem, ele as pegou e me puxou para si. Mais uma vez nossos lábios estavam colados. Ele soltou minhas mãos para agarrar minha cintura e minha nuca. Com seu toque eu me arrepiei inteira. Ele sorriu nos meus lábios.
– Bobo. – grunhi.
Ele só aprofundou mais o beijo. Nossos lábios se envolviam em uma perfeita sincronia. Às vezes ele dava mordidinhas no meu lábio que me arrancavam suspiros. Ele sorria convencido. Mais uma vez minhas mãos estavam apreciando aqueles cabelos macios e aqueles braços fortes.
Quando o ar nos faltou, ele desceu uma trilha de beijos e chupões por meu pescoço, enquanto eu arfava por ar. Isso era tão injusto, parecia que ele não precisava de ar. No final ele mordeu minha orelha me arrepiando mais uma vez.
– Eu posso me viciar nisso. – ele sussurrou e depois soltou uma risada gostosa.
Logo depois tomou meus lábios nos seus outra vez. Como aquilo era bom. Meu Deus!
Nos separamos com alguém batendo na porta.
– Senhorita Sabrina? – chamou, acho que era o motorista.
– Sim. – respondi em um suspiro.
O Lucas descia outra trilha de beijos por meu pescoço.
– Já estamos prontos para ir quando a senhorita quiser.
– Ela vai ir comigo John. – afirmou Lucas.
– Sim senhor.
– Eu não vou não. – eu ia gritar para o motorista me esperar se não fosse Lucas me beijando de novo.
– Vai sim. – ele me soltou.
Eu me separei dele e sentei de novo, colocando minha cabeça entre as pernas para tentar raciocinar.
– O que foi?
– Fica quieto por um minuto, ok?
Ele não respondeu nada. Ótimo.
O que eu estava pensando? Ele provavelmente estava me usando e eu idiotamente estava deixando ele se aproveitar de mim. Como eu era uma otária!
– Por que você está fazendo isso? – perguntei, levantando a cabeça.
– Como assim? – ele arqueou a sobrancelha.
– Por que você está fazendo isso? Isso Lucas – peguei meu vestido – o teatro no palco, dizendo que gostava de mim, agora isso de ficar me beijando. Isso tudo que você está fazendo comigo! Por que você quer brinca comigo? Por quê?
Sem perceber eu estava chorando. Mais que droga! Ele se aproximou de mim para secar minhas lágrimas, mas eu me afastei de sua mão.
– Para. Não toca em mim. Me fala! Por quê? – eu estava quase gritando.
– Eu não estou fazendo teatro nenhum Sabrina. Para de ficar inventando as coisas, por favor. – ele estava tão calmo.
– Inventando as coisas? – eu sorri irônica – não venha me dizer que você está realmente gostando de mim, porque eu sei que não está!
– É tem razão, uma pessoa não pode ter sentimentos. Você tem toda razão. Olha, palmas pra você. – ele bateu palma, me olhando irônico.
– Acontece que eu não sou pra você Lucas, nós não temos nada a ver. É impossível gostar de uma pessoa em tão pouco tempo.
– Eu entendo que você é demais pra mim, mas eu não mando na droga do meu coração. Então não me venha dizer que é impossível gostar de uma pessoa, porque meu coração não vai entender. – ele gritou e saiu dali, batendo a porta.
Ele tinha entendido tudo errado. Ele era demais pra mim, não o contrário. Que garoto idiota. Eu sentei exausta de novo, nem tinha percebido que tinha levantado. Eu comecei a chorar desesperada.
Eu tentei me controlar. Fui ao banheiro que tinha ali e lavei meu rosto, tirando toda a maquiagem. Meu batom tinha ficado todo borrado por causa dos beijos. Aquele idiota! Olhei meu pescoço e estava visível algumas manchas leves. Ai que ódio!! Ele me marcou toda quando chupou o meu pescoço.
Passei um pouco de pó para disfarçar, se não minha mãe me mataria. Depois eu troquei de roupa e tirei as jóias. Deixei tudo em perfeita ordem. Com uma escova desfiz o penteado e escovei meu cabelo. Ele ficou meio cacheado, mas até que não estava tão ruim.
Olhei-me no espelho, aquela era eu de verdade. Aquela que beijou o Lucas e que estava linda era apenas uma fantasia idiota.
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– Como foi? – perguntou minha mãe quando eu entrei em casa.
– Você viu pela televisão, não foi nada além daquilo.
– Mas eu quero saber do seu ponto de vista.
– Foi cansativo, mãe, eu vou dormir. Boa noite.
– Mas ainda está de tarde.
– Boa noite, mãe.
– Ta bom. Bom sono minha filha – ela me deu um beijo na testa e eu subi para o meu quarto.
Tirei aquela roupa e vesti uma mais confortável. Depois pulei na minha cama me enroscando nas cobertas e deixando as lágrimas caírem. Acho que eu peguei no sono, porque não me lembro de muita coisa depois disso.
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Acordei com meu celular tocando, era uma mensagem:
“ – De Jonathan.
Você estava linda na TV. ♥
Por que não me contou que estava concorrendo a ser a mais nova namoradinha do garoto?”.
Eu apenas ignorei a mensagem e voltei a dormir. Não estava com saco pra ciúme sem explicação.
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