~ Hello, hello Izamara Costa ;D ~

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Acordei cedo no dia seguinte, tomei um banho, vesti meu maiô e meu uniforme por cima.

– Tchau, mãe. – me despedi já saindo.

– Tchau filha, boa aula. – ouvi ela gritando.

Assim que cheguei na escola fui direto para a piscina quente. Eu precisava gastar minha energia e ao mesmo tempo treinar para o torneio.

Depois de nadar uns 20 minutos sai da água e fui para o vestiário.

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– Oi. – a Clara disse quando entrei na sala.

– Oi.

– Você estava maravilhosa ontem na TV e o seu texto, nossa. Como você não me mostrou ele antes? E aquela roupa? Onde você comprou? –ela parecia empolgada demais.

– Eu não escrevi texto nenhum e nem comprei roupa nenhuma, foi tudo o Lucas, mas eu não posso contar pra ninguém, por isso bico fechado. – sussurrei pra ela.

– Eu não acredito. – ela estava surpresa.

– Pois é.

Eu não sabia se contava ou não do beijo, ou melhor dos beijos...

– Ele gosta de você! – ela explodiu.

– Ta louca? – disse, tampando a boca dela.

– Por que ele faria isso se não fosse por que gosta de tu?

– Porque ele se importa com todas, só por isso.

Eu achei melhor não contar nada mesmo sobre o beijo. O que ela diria se soubesse? Iria falar que ele me ama!

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O dia passou tranquilo como sempre. Sem nenhuma novidade, a não ser é claro, as meninas psicóticas da competição que queriam saber quem seria a eliminada e a Clara me pertubando.

– Termina de me contar. – a Clara cobrou quando o sinal bateu nos liberando.

– Eu tenho que ir embora. – tentei fugir.

– Não tem não.

Quando eu abri minha boca para tentar argumentar, ouvi meu nome sendo chamado. Salva pelo gongo, ufa.

– Oi? – respondi, olhando na direção que a voz veio.

– Quem é ele? – perguntou Clara boquiaberta.

– Quem? – tentei achar a pessoa.

– Sabrina? – chamou de novo e eu finalmente consegui ver quem era.

– O que você ta fazendo aqui?

– Nossa, é assim que você fala com seu irmão? – perguntou Michel.

– Desde quando você é meu irmão? – cuspi.

– Nossa, assim você me magoa. – ele colocou a mão no coração. Falso!

– Vai embora, não quero falar com você. – disse já saindo pra fora do portão.

– Eu preciso falar com você. – ele agarrou meu braço.

– Me solta Michel.

Ele me soltou.

– Tchau Sá. – se despediu Clara.

– Tchau. – respondi seca e continuei andando com Michel me seguindo.

– Vai me escutar?

– Eu não tenho dinheiro. – eu já até sabia o que ele queria.

– Eu sei que tem aquele dinheiro da bolsa família.

– Cala a boca.

Era humilhação demais às pessoas saberem que eu pego dinheiro do governo pra conseguir comprar minhas coisas.

– Eu to precisando muito. Os caras vão me matar se eu não pagar eles. Eu não sei o que fazer – ele me encarou assustado.

– Que tal parar de mexer com traficantes? – sugeri.

– Você sabe que eu não posso.

– Não, você pode, só que você não quer! – gritei.

Algumas pessoas que estavam perto me olharam. Eu bufei e continuei andando.

Assim que cheguei em casa bati a porta na cara dele.

– Me deixa entrar.

– VAI EMBORA! Eu já disse que não tenho dinheiro.

– Por favor. – ele implorou.

– Quanto você precisa?

– Cinco mil.

– Eu não tenho todo esse dinheiro.

– Mas eu sei que você tem metade. Por favor, me ajuda.

Eu subi no meu quarto peguei todas as minhas economias e voltei pra porta da cozinha.

– Toma. – joguei todo o dinheiro no chão. – e não volta mais aqui. A mãe não merece ver o traste que você se tornou. – disse e bati a porta na cara dele.

Tranquei a mesma e subi para o meu quarto. Por que minha vida tem que ser tão complicada? Por que o infeliz do meu irmão teve que se envolver com drogas? Benditos “amigos” que o levaram pra esse caminho.

Sequei minhas lágrimas e comecei a fazer meu serviço em casa.

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Quando eu terminei de fazer tudo, inclusive minhas lições de casa, resolvi ligar pra uma pessoa.

– Alô? – respondeu uma voz grossa.

– É bom olhar no identificador antes de atender. – brinquei.

– Rarará, engraçadinha. Eu sei que é você.

– Desculpa te ligar.

– Não, tudo bem, o que é?

– É só que eu preciso me distrair.

– E pensou em mim? Me sinto honrado.

Nós rimos.

– Que tal eu passar te pegar ai daqui a uns 40 minutos?

– Seria ótimo.

– Então já estou indo. Tchau.

– Tchau.

Eu realmente não sei por que liguei pra ele, talvez seja por que ele é a minha noção de amizade hoje em dia.

Eu só troquei a camiseta por uma regata e penteei meu cabelo. Depois eu sai e fui esperar ele na rua. Depois de alguns minutos nós já estamos a caminho de sei lá onde.

– O que aconteceu?

– Nada. – dei de ombros.

– Sabrina. – ele me repreendeu.

– Jonathan. – falei no mesmo tom.

– Não brinque comigo mocinha. – ele parecia um pai falando.

– Não é nada. É só que eu encontrei meu irmão hoje e não foi abraços e beijinhos. – disse abaixando o olhar.

– Sei bem como é.

– Você tem irmãos?

– Um. Só que ele não mora aqui no Brasil. Ele fez um intercambio no Canadá e acabou casando com uma canadense.

– Sente saudades?

– Um pouco, nós nunca fomos muito ligados e tal, mas mesmo assim a gente sempre sente. E o seus? O que aconteceu?

– Os dois casaram e foram embora. Fim.

– E o que o seu irmão veio fazer na sua casa?

– Não sei, acho que queria ver minha mãe. – menti.

Absolutamente ninguém podia saber os problemas que eu tinha. Ninguém.

– É só isso?

– É. O problema é que eu sou muito orgulhosa então acabamos brigando e eu o expulsei.

– Sei. É bem sua cara mesmo. – ele disse me encarando e rindo.

– Para, seu bobo – bati no braço dele de leve.

– Você fica ainda mais linda quando está de maquiagem.

– Ah, obrigada. – respondi, corando fortemente.

– Eu vi o texto que você escreveu. Parabéns.

– Obrigada, eu escrevi ele correndo na verdade.

– Então você está concorrendo a ser a namorada dele? – a expressão dele estava normal, mas eu pude ver o quanto suas mãos apertavam o volante.

– Não. – ele aliviou o aperto – eu estou concorrendo a ganhar uma boa grana e participar de uma novela idiota.

– Ah. Você não quer ganhar?

– Na verdade não. Foi mais um acidente minha inscrição. Eu preenchi, mas não ia colocar na urna realmente, só que minha amiga acabou roubando de mim a inscrição e depositou na urna. E eu por uma incrível sorte fui sorteada. — eu estou ficando bem nesse negocio de mentir.

– Que amiga hein.

– Pois é, mas eu sei que foi pra me provocar e tal. Porque eu disse que nunca seria sorteada, então ela falou que se eu não acreditava, o que custava colocar meu nome?

– É, ela até que tinha razão.

– Também acho. Você não trabalha?

– Trabalho. Por quê?

– É porque eu te liguei no meio do dia e você veio, só estranhei. Aliás, obrigada.

– Ah, é que ninguém liga se eu sair mais cedo. Eu dou minha vida por aquela empresa e ser filho do dono ajuda um pouquinho. – ele piscou pra mim.

– É.

– Chegamos. – ele disse.

– Onde?

– Na minha casa. – ele disse e desceu do carro. Fiz o mesmo.

– Você mora aqui? – olhei pra aquela casa, ou melhor, mansão.

– É, eu moro. – ele deu de ombros.

Nós entramos e eu tentei ao máximo não reparar, mas foi meio difícil. Aquilo ali parecia casa de novela.

– O que nós vamos fazer? – perguntei.

– O que você quiser. Está calor, que tal nadar?

– Eu não trouxe roupa de banho.

– Nós compramos uma pra você. O shopping fica aqui perto.

– Eu não trouxe muito dinheiro. – disse de cabeça baixa.

– Eu te pago. Para de frescura e vem logo. – ele disse, me puxando.

Nós compramos um biquíni minúsculo pra mim, porque por incrível que pareça aquela loja filha da mãe só tinha tamanho único. Assim que chegamos na casa dele de novo ele me mostrou o banheiro e eu com muita vergonha coloquei aquela peça.

Eu fui meio que me escondendo até a piscina. Assim que cheguei lá, minha boca se abriu de novo. Aquilo ali sim era uma piscina, era merecedora de um prêmio por seu tamanho.

O Jonathan já estava na água. Ual que saúde hein! Assim que ele me viu sua boca se abriu em um 0 perfeito.

– Fecha a boca – brinquei e ele pareceu voltar a realidade.

Eu ri envergonhada e ele sorriu de canto.

– Desculpa, mas é que eu só te vejo de roupa larga.

Tudo bem, por mais que eu não queira admitir, eu tenho um corpo bonito. Ele tem curvas e é cheio nas partes certas. Mas eu meio que não gosto dele, porque odeio atenção demais e é isso que ele atrai: atenção. Não é a toa que eu só uso roupas largas.

– Você sabe nadar? – ele perguntou.

– Mais ou menos – dei de ombro.

– Então cuidado pra não se afogar, porque ela é funda.

– Tudo bem. – eu disse, pra logo em seguida pular na piscina com muito estilo.

Depois de nadar um pouco, eu olho pra ele e ele está me encarando embasbacado.

– Se isso é mais ou menos pra você, o que significa nadar bem então?

– Sei lá – dei de ombro mais uma vez. – você mora sozinho aqui?

– Mais ou menos, ás vezes meus pais vem pra cá, mas é raro. Eles moram num apartamento perto da filial, preverem ficar mais próximos do trabalho.

– Ah.

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Ficar a tarde com o Jonathan foi maravilhoso. Foi como me tele-transportar para outra dimensão. Numa na qual não existia família problemática e nem competição idiota.

Nós nadamos e quando cansamos assistimos filmes, comemos e jogamos. Ele tem um quarto só de vídeo game, que tudo. Umas 18:00 horas ele me levou pra casa.

– Prontinho, está entregue. – disse assim que estacionamos.

– Obrigada. – agradeci.

Ele me puxou para me beijar, mas eu virei o rosto e foi na bochecha. Ele me olhou com cara de interrogação.

– É melhor a gente ser só amigos. Eu não estou preparada para um relacionamento.

– Tudo bem. – ele sussurrou e abaixou a cabeça.

Eu me aproximei dele e dei-lhe um beijo na bochecha. Depois sai do carro, sussurrando um simples “tchau”.

Ele arrancou com o carro, parecia zangado. Eu dei de ombros e entrei pra minha casa.

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– Quer namorar comigo? – perguntou Jonathan.

– Sim. – respondi, sorrindo.

Nós nos beijamos profundamente, assim que nos separamos pude ver sua expressão de felicidade, mas não era mais o Jonathan e sim o Lucas.

– Eu te amo Lucas. – sussurrei no seu ouvido.

Notas finais
Eu sei, eu sei! Eu demorei pra postar to ligada, to ligada. Desculpa amores, mas é que eu meio que não tive tempo sábado- voltou meus cursos :'( - nem domingo - teve um encontro de "gente do bem" em Osasco e eu fui :D - e ontem eu estava sem ideias :C, mas hoje veio uma luz e aqui está! Eu pensei em ser o Jonathan naquela hora de chamar ela lá na escola, mas depois eu pensei que já estava na hora dos irmãos dela aparecer e tal, daí ficou assim, espero que vocês tenham gostado ;D Eu estou merecendo recomendações? Eu aceito, viu?! Kkkkkkkk. Aliás, MUITO obrigada pelos comentários divos e pelas lindas favoritações a cada nova favoritação e comentário é uma nova festa que eu faço. Amo vocês