Meu namorado é uma superestrela
28 Capítulo 3
POV Sabrina
O abraço não durou muito apesar da saudade.
– O que está fazendo aqui? – perguntei surpresa com sua aparição.
– Não posso mais visitar minha amiga? – ele brincou.
– Claro que sim. Vem, entra!
Nós entramos e nos acomodamos.
– Você está bem? – ele perguntou, parecia realmente preocupado.
– Sim, já se passou um ano e meio. Estou melhor que antes. – sorri para dar ênfase.
– Desculpe por não ter aparecido antes, mas é que eu estava fazendo intercâmbio.
– Tudo bem, não é como se você fosse obrigado a me visitar.
– Claro que sou, você é minha amiga afinal. – ele me abraçou.
– Então ta, você está desculpado. – sorri.
Nós conversamos por uns trinta minutos e então ouvimos alguém entrando em casa.
– Deve ser minha mãe chegando. – eu disse.
Depois de alguns segundos aparece um Lucas surpreso na nossa frente.
– O que está fazendo aqui? – ele nem mesmo olhou na minha cara e já se direcionou ao Jonathan.
– Hã, oi Lucas. Eu estou aqui. – acenei para chamar sua atenção.
– O que ele faz aqui? – ele perguntou olhando-me raivoso.
– Eu sou amigo dela e vim visitá-la. – interveio Jonathan.
– Não, você não é amigo dela. E agora some daqui. – o Lucas quase gritou.
– Lucas, quem é você para dizer quem é ou não meu amigo? – perguntei já ficando nervosa.
– Ele nem mesmo deu um telefonema durante esse tempo todo para saber se você estava viva, então, sim, ele não é seu amigo.
– Sabrina, eu vejo que não é um bom momento, eu volto outro dia. Ok? – Jonathan veio até mim e abraçou-me.
– Não, você não irá vir. – rugiu Lucas.
– Tudo bem, Jonathan. Até outro dia. – eu disse, ignorando Lucas.
E então ele foi embora triste e cabisbaixo.
– QUAL É O SEU PROBLEMA, HEIN? – gritei assim que ouvi o carro indo embora.
– O meu? Nenhum! Mas eu queria saber qual é o seu! – ele rebateu.
– O Jonathan é meu amigo! Ele não fez nada contra mim!
– Mas também não fez nada a seu favor.
– Olha, eu não quero discutir, então, por favor, vai embora. – eu disse, pressionando minhas pálpebras.
– Você está me expulsando? – ele parecia indignado.
– Sim, estou. – eu ainda estava de olhos fechados.
A única resposta que eu tive foram os sons de passos. Quando abri os olhos eu já estava sozinha.
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– Seu aniversário está chegando, amiga! – disse-me Clara.
– Sim, está. – eu nem dei bola.
– Que horror! Você vai fazer 18 anos, merece uma linda comemoração! – disse Sophia.
Nós estávamos sentadas na beira da piscina na casa da Clara. Como fazia tempo que não nos víamos, resolvemos nos encontrar. Como ontem eu fiquei estressada e sobrecarregada com o Jonathan e o Lucas, resolvi passar o final de semana aqui, curtindo e matando as saudades.
– Eu não me importo de passar em branco de novo. – eu revirei os olhos.
– Nem vem! Ano passado você estava na UTI e nem pudemos comemorar o de 17 anos, agora iremos, sim, dar uma festa para você! Essa será a melhor do ano, amiga. – Clara me abraçou.
– Você sabe que não tenho condições para dar uma festa dessas. – lembrei-as.
– Alguém aqui te pediu alguma coisa?
– Você é um amor, hein. – digo irônica.
– Minha melhor qualidade. – ela imitou-me.
Eu dei risada e mergulhei na piscina. A água sempre me acalmava. Eu sentia falta da escola, ou melhor, da piscina da escola. Lembrei-me do torneio que eu ia participar, mas como estava internada não pude. Quem será que ganhou?
– Clara? – chamei.
– OI? – ela gritou de volta.
– Quem ganhou a competição do ano passado?
– Quer mesmo saber? – ela riu.
– É claro!
– Foi seu namorado. – ela e a Sophia começaram a rir.
Eu sai da piscina e fui até elas.
– Não entendi a graça. – bufei. – e não tenho um namorado!
– Adivinha o que ele fez com o troféu!
– O que?
– Ofereceu para a namorada que estava doente e que não pode participar. – disse Sophia.
– Foi tão lindo, amiga. Ele disse que se você estivesse bem, teria ganhado a competição, porque você era a melhor nadadora que ele já conheceu. – completou Clara.
– Ele é um idiota. — revirei os olhos.
– Não, não é. Você sim é uma grande idiota.
– Alias, quando vão assumir o namoro? – perguntou Sophia.
– Não estamos namorando. – falei o obvio e as duas riram.
– Sou o bozo, amiga.
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1 SEMANA DEPOIS
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– Eu disse que não quero nada de mais. – tentei convencê-las pela milésima vez.
– Certo, agora prove este. – Clara nem mesmo aprestou atenção ao que eu disse.
Peguei o vestido chique demais e entrei no provador pela bilionésima vez. Vesti o vestido como os outros e nem me olhei. Sai do provador e encontrei duas panacas me olhando de boca aberta.
– Sem duvidas é esse. – disse Sophia, Clara apenas concordou.
– É só um vestido. – constatei.
– Que vamos levar. Agora tire e volte para pagarmos.
– Eu tenho opção? – tentei.
– Não. – falaram em uníssono.
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A preparação para o meu tão esperado aniversario – sintam a ironia – estava indo às pressas. Claro que eu não fazia absolutamente nada, só ia aos lugares e falava do que mais gostava. A melhor parte foi provar as comidas, mas também teve as coisas entediantes, como a vez que eu tive que analisar tecidos. Quem se importa com a decoração das mesas? Eu não ia me casar! Mas enfim, minhas amigas estavam felizes e era o que importava para mim.
Meu aniversário seria daqui a uma semana e elas estavam quase me deixando louca, literalmente. Elas me arrastavam para os lugares, como salão de beleza, SPA e essas coisas de embelezamento e relaxamento. Eu tive que admitir, sentir meus músculos relaxando foi muito bom.
– Eu tenho que estudar hoje. – falei quando vi que já era quase 13:00 horas.
– Liga para sua professora e diz que não vai dar.
– Nem pensar! Eu pego o meu diploma na sexta, essa semana inteira são os exames finais. – eu disse.
– Mas já?! – disse Clara zangada.
– O que foi dessa vez?
– Como assim? Você está concluindo o ensino médio e nem avisa suas amigas de que sua formatura será na sexta? – Clara parecia magoada.
– Não será nada de mais. Eu só vou pegar meu diploma e ficar livre do ensino médio. Não vou ter uma formatura como vocês, eu não estudo em uma escola, esqueceu?
– Você tem que ter pelo menos uma viagem para comemorar!
– Ah não. Nem vem. Vocês já estão me dando uma festa! Podemos comemorar tudo junto. – tentei convencê-las.
– Ok, ok. – Clara afirmou, mas eu sabia que ela estava tramando algo.
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