Meu namorado é uma superestrela
29 Capítulo 4
Notas iniciais
Hoje finalmente eu fiquei livre do ensino médio! Foi como se arrancassem um fardo das minhas costas. Peguei meu diploma com a professora e só. Não tinha ninguém, mas ainda assim foi muito especial para mim. Como eu tinha prestado Enem e os vestibulares, não tinha mais nada para fazer, pelo menos não a ter saber os resultados. Claro que meu sonho era ser aceita na USP, mas não tenho tanta certeza se consegui.
Hoje era dia 20 de dezembro e daqui a quatro dias é meu aniversário. Vai cair na quarta-feira, mas nem tudo é perfeito, né?! Pelo menos eu vou completar 18 anos e vou me tornar maior de idade, o que por conseqüência me dá certas responsabilidades. Pois é, eu tenho que arrumar um emprego urgentemente.
“- Alô? – uma voz que eu não ouvia há muito tempo falou do outro lado.
– Ah, oi. Leonardo?
– Ele mesmo, quem gostaria? – ele parecia confuso.
– Então, acho que você não se lembrará de mim, mas nós nos conhecemos em uma festa. Faz um ano e meio. E você me ofereceu uma oferta de emprego como dançarina. Eu sei que a dançarina já deve ter voltado, mas eu completo 18 anos daqui a quatro dias e queria ver se tenho uma chance.
– Sabrina? Nossa! Meu Deus! Eu acompanhei seu tratamento e meu Deus, estou surpreso em estar falando com você. Podemos nos encontrar em algum lugar? Quer dizer, temos duas vagas em aberto e os ensaios já foram, mas podemos abrir uma exceção para você.
– Sério? Nossa. Muito obrigada mesmo! Eu estou realmente precisando de um emprego.”
Nós combinamos o lugar e o dia e depois eu desliguei. Eu sei que ainda era tímida, mas eu não iria aparecer por completo e como estava precisando de dinheiro para a faculdade me pareceu uma ótima oportunidade.
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– Como foi amiga? – perguntou Clara animada.
– Foi tudo bem, graças a Deus! – eu estava sorrindo.
– Então, conseguiu o emprego?
– Sim! – eu quase gritei.
Nós duas nos envolvemos em um abraço e começamos a pular igual loucas. Eu estava tão feliz, porque tinha me saído bem! Eu estava em êxtase e nem conseguia acreditar direito.
– Vai começar quando?
– Em janeiro.
– Estou tão feliz por você amiga. Agora vem, precisamos arrumar suas coisas. – ela me puxou.
– Via me dizer agora para onde eu vou? – insisti mais uma vez.
– Não! Já disse que vai ser uma viagem que faremos para comemorar sua formatura, mas não terá graça se souber o lugar. – ela sorriu e continuamos a arrumar minhas malas, pela quantidade de roupas que eu estava levando parecia que eu iria ficar lá por um ano.
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Eu acordei com um barulho infeliz. Mas que droga, nem hoje eu mereço um descanso? Bufei e abri meus olhos. Levei um susto com o que vi! Minha família e minhas amigas tinham invadido meu quarto. Assim que me levantei, eles começaram a cantar os parabéns com um mini bolinho que tinha na linda cesta de café da manhã que eu ganhei.
Eu sorri igual uma idiota mesmo sabendo que eu estava horrível. Eles terminaram de cantar e percebi lágrimas nos olhos da minha mãe e da Clara.
– Por que isso gente? Sem choro, vai.
– Ano passado não tivemos essa chance. Só estamos comemorando que esse ano você está aqui com a gente! – disse a Clara e me abraçou forte.
– Também amo vocês. – eu disse, começando a chorar também.
Depois de muito choro e abraços e beijos, eu tomei meu café, que estava delicioso por sinal.
– Quem comprou? – perguntei quando terminei de comer.
– O Lucas. – disse Sophia com medo da minha reação.
– Tenho que agradecer ele. – eu disse, pegando meu celular.
– Mais tarde, agora é hora de você se arrumar. Já para o banho!
– Nunca vai parar de ser tão mandona, né, Clara?!
– Não! – ela disse e me empurrou para o banheiro.
Depois de tomar um banho rápido, porque segundo elas eu só tinha 10 minutos, eu me vesti com um vestidinho simples e uma sandália baixa.
– Vamos?
– Pra onde?
– Só nos acompanhe. – piscou Sophia para mim.
– Vocês me dão medo! — nós três rimos e fomos para o carro da Sophia.
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Eu nunca tinha me divertido tanto em único dia! Nós fomos ao cinema e assistimos a um filme de comédia muito bom. Eu comi muita pipoca. Depois fomos para um clube e eu pude nadar a vontade em uma piscina especialmente para mim.
Almoçamos e depois fomos embora. Segundo elas eu tinha que pegar minhas malas e me despedir dos meus pais, porque não voltaria mais para casa.
– Te amo tanto filha, que Deus te proteja nessa viagem. E feliz natal. – minha mãe não queria me largar.
– Parabéns filha. Te amo. – meu pai sempre foi mais frio, mas pelo menos hoje ele não tinha se embebedado.
Depois de mais alguns minutos se despedindo, peguei minhas coisas e chorando um pouco fui para o carro. Parecia que eu nunca mais voltaria para casa e isso acabava comigo.
– Ah não! Nem pense em ficar triste por bobeiras. – bronqueou Clara.
– Tudo bem, você está certa! – enxuguei minhas lágrimas e abaixei o capô do carro. Me ergui no banco e gritei para o mundo. Eu estava me sentindo infinita neste momento. – EU SOU MAIOR DE IDADE, PORRA!!!
– ISSO AI, GAROTA! – Clara se contagiou também.
Depois eu desci para meu banco e deixei que meus cabelos voassem, por mais curtos que estivessem por causa do meu acidente.
Pensei que estivéssemos indo ao sua casa, mas fomos para um SPAR. Lá eles cuidaram de mim para que a noite eu estivesse mais perfeita que uma princesa. Quando acabaram já estava de noite.
– Próxima parada. Minha casa. – disse Clara.
Quando chegamos a casa estava completamente normal para a minha surpresa.
– A festa não vai ser aqui? – perguntei, surpresa.
– Não. – foi a única coisa que disseram.
– Estamos atrasadas meia hora. Precisamos correr.
Elas me arrastaram para cima e enfiaram o vestido e os sapatos em mim. Elas retocaram a maquiagem e se vestiram. Depois de voltaram para mim.
– Vamos dar os últimos retoques. – e assim simplesmente me maquiaram mais e arrumaram o que já estava perfeito.
– Ai, chega, né?! – Eu disse irritada, aquilo já tinha me cansado.
– Chega mesmo, estamos super atrasadas!
– Vamos.
Nós três descemos e para a minha surpresa tinha uma limusine estacionada na frente da casa.
– Gente, isso aqui ta melhor que um dia de princesa. – eu sorri e me virei para elas. – muito obrigada mesmo.
– Nós não pagamos absolutamente nada, amiga. – elas piscaram para mim e me colocaram dentro do carro.
Quando eu dei espaço para elas entrarem, elas simplesmente fecharam a porta na minha cara. Eu abaixei o vidro e coloquei minha cabeça para fora.
– Vocês não vem? – eu gritei, porque o carro já tinha começado a andar.
– NÃO! Mas aproveite cada minuto por nós! A gente te ama, Sah! Feliz natal!
As duas estavam com lágrimas nos olhos.
– Pra onde eu estou indo? – perguntei, mas elas só acenaram e eu voltei para dentro do carro. Logo estávamos na rodovia principal e era véspera de natal.
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(http://www.1001dicas.org/wp-content/uploads/2014/11/lindo-vestido-branco-para-formatura.jpg– vestido da Sah!)
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