Meu namorado (im)perfeito

9 9 – Quem é vivo sempre aparece


Notas iniciais
Com tudo o que aconteceu e o tempo que se passou, eu acabei esquecendo de agradecer pelas recomendações que ganhei. Me desculpem!!!
Mas agora que estamos de volta, eu não posso deixar de dizer o meu obrigada a vocês que me ajudam a continuar com isso aqui.
Obrigada! ♥ Principalmente a Agatha Lovato, Carmen e a Kyla Knightwalker ♥♥♥
Obrigada por terem recomendado a MNI. (:
E obrigada mais uma vez à linda, diva, maravilhosa e perfeita Carmen. Ela é a mais nova beta da fanfic. =)) Qualquer coisa, a culpa dela! kkkkkkkkkkkk ^^,
Obrigada a todas as outras também que me ajudaram até aqui. Não vou ousar citar nomes porque eu posso acabar esquecendo de alguém. Vocês sabem como eu sou :I

9

O fim do outono fazia com que as folhas caídas das árvores cedessem lugar para o frio um pouco mais intenso do inverno. O fim da temporada já estava consideravelmente frio para um outono e os jornais indicavam que as taxas de geadas esse ano seriam rigorosas e frientas demais.

Lá em cima do terraço do Verônia, no último andar, o vento fazia com que as pernas finas de Levy tremessem e bambeassem. Deus do céu! Como era possível que ainda estivesse firme no ponto inicial? A garota era tão pequena e magra que qualquer um a confundiria com um fantasma. Mas um fantasma muito bonito. Apenas um pouco desleixado demais com a sua beleza oculta.

Sentiu um frio ainda mais intenso quando ouviu alguém responder a sua pergunta. Mas foi um frio diferente. Um frio de ansiedade, e no estômago. Ele revirava com as borboletas marotas dentro dele.

— Não brinca...— Ela disse muito, mas muito, surpresa. — Não acredito.

— Vejo que ainda se lembra de mim — disse com um sorriso estupendo no rosto, abrindo os braços para que Levy corresse para abraçá-lo.

— Se eu ainda me lembro de você?! — Ela sorriu ainda mais. — Não brinca, Matt! Matt, é você mesmo! — Ela correu para abraçá-lo e, ao recebê-la, deu vários rodopios com a boneca de pouco peso. — Matt, eu não acredito que você está aqui!

— E eu não acredito que você ainda é a Miss Love! — Ele continuava a rodopiá-la, intensificando mais ainda o abraço para que não a derrubasse no chão.

Se bem que, se fizesse isso, ela o perdoaria em questão de dois segundos. Adorava Matt. Demais.

— Sim — ela disse quase sem fôlego quando ele a colocou de volta no chão —, ainda sou. Precisa dos meus serviços? — Perguntou piscando um olho daquele jeito cúmplice que só os dois entendiam.

— Não por hora. — Ele piscou de volta e os dois riram.

— Então foi você quem me escreveu a carta? — Perguntou com as suas mãos na cintura. — Mas que safado!

Surprise! — Disse representando daquele modo que só ele sabia fazer. — Te peguei!

— Os bons ares te levaram e te fizeram um bem danado! — Ela disse balançando um “sim” com a cabeça, em sinal de aprovação, avaliando-o de cabeça a baixo. — Se não fosse gay, eu te pegava!

— Cala a boca, Levy. Você não pega nem resfriado!

— É. O bom humor e a facilidade para fazer piadas continuam os mesmos. Gosto disso em você.

— Até porque me deve boa parte dos insultos que aprendeu pra usar com Gajeel. — Matt mordeu os lábios com a lembrança do moreno metaleiro de cabelos longos e sedosos. — Aliás, ele ainda continua gostoso daquele jeito? Seus músculos continuam generosamente distribuídos naquele corpo másculo e sexy?

— Pelo amor de Deus, Matt. Contenha-se!

— Desencana, gata. Meu sonho é pegar aquele cara! Eu gosto dos violentos, se que é você me entende... — Matt pegou Levy pela mão e a levou para se sentar com ele em um canto no chão. — Ah, é. Você não entende.

— Cala a boca, vadia. — Levy deu um soco de leve nele. O relacionamento de ambos era sempre assim. Levy acabou pegando as manias de Erza e Lucy de tratarem ele daquela forma, mas foi com Levy que Matt sempre mais simpatizou.

Matt Eucliffe. Diferente do primo, Sting Eucliffe, Matt era legal e divertido. O pouco que se assemelhava com ele era o cabelo loiro. Mas tinha olhos verdes e um físico muito mais trabalhado, além de um bronzeado de turista americano.

Chegou ao Verônia por volta de três anos antes de Levy, que na época ainda batalhava para conseguir uma bolsa de estudos. Ele não precisava disso, vinha de uma boa família. Contundo, uma família puramente preconceituosa, de onde vinha escondendo suas aptidões sexuais até os dias atuais. Como integrante do grupo de teatro, sabia fingir muito bem e esconder a sua verdadeira personalidade homossexual.

Mas alguém enxergou mais fundo a sua alma e viu seu sofrimento interior. Estava doendo por dentro e aquelas três amigas vieram para amenizar um pouco da sua dor. Tanto é que apenas as três sabiam de seu segredo mais íntimo.

Não estava aguentando mais viver assim e deu a desculpa de que gostaria de estudar no exterior para espairecer e viver sua vida como queria, sem precisar esconder de ninguém a sua personalidade.

E agora estava de volta, e Levy estava curiosa para saber o porquê.

— Imagina a cara de idiota do meu primo se eu pegasse o Gajeel-san... — Ele riu meio melancólico. A piada era engraçada, mas sabia como seria tratado se assim o fizesse. — Ele é muito preconceituoso, como toda a minha família. Já contei a você daquela vez em fomos juntos a uma balada e ele se juntou com os amigos para agredir um dos homossexuais? Eles bateram e cuspiram nos pobres coitados e eu me senti realmente mal. A pessoa mais impotente do mundo.

— Não fique pensando nessas coisas. Isso já faz tanto tempo! — Levy encostou a cabeça em seu ombro. — E o que você poderia fazer, além do mais? Provavelmente seria agredido também. E sabe por quê? Porque aqueles caras são uns monstros e você é diferente deles. Você é muito mais. Você é humano. Você é superior a eles na escala evolutiva e em muitos outros sentidos!

Ele virou o rosto para dar um beijo na testa de Levy. — Você é bem pequena. Não sei como cabe tanta bondade dentro de você!

Levy riu. Matt também. Era sempre assim. Os momentos quando estavam juntos eram sempre os melhores, e até mesmo aqueles que tinham tudo para serem carregados de tensão acabavam com aquele toque de descontração e humor.

— Me diga, por que está aqui?

— Coisa minha. Não sei se devo te contar... — Ele mordeu o lábio todo travesso.

— Deixa disso! Desde quando você tem segredos comigo?

— Ok, vamos lá. — Ele suspirou e mordeu o lábio, nervoso ou eufórico demais com a notícia que estava prestes a dar. — Lembra do advogado super gato que eu conheci naquela balada GLS?

— Lembro. Lembro sim.

— Então... — Ele abriu um sorriso. — Nós estamos juntos desde então. Saímos várias vezes e chegamos à conclusão de que nos dávamos muito bem juntos.

— Matt, que coisa maravilhosa! — Levy deu um super abraço nele.

— Espera, espera. Eu ainda não lhe contei tudo...

— Então conta!

— Marcus está disposto a colocar Sting e toda a minha família em ridículo com o país. Ele não é só um advogado. Ele é “O” advogado. É famoso em Seattle por sempre ser bem sucedido quando o assunto é preconceito e violência.

— A família Eucliffle é bem poderosa... — Levy disse o óbvio, mas por temer algo.

— Exatamente. É uma faca de dois gumes. — Deu de ombros. — Se por um lado vai ser difícil justamente por serem muito poderosos, por outro lado, quando caírem, a queda vai ser feia. São políticos. E pessoas do âmbito político, na teoria, não devem ser preconceituosos, certo? Pega mal com os eleitores.

— Como ele vai fazer isso? — Levy perguntou curiosa.

— Isso eu também não sei — suspirou. — Mas eu confio cegamente no seu potencial. Sei que vai se dar bem! — Levy riu feliz de como Matt estava apaixonado. — Mas enquanto isso, a gente pode continuar fingindo ser namorados. — Ele deu uma piscada de olho.

— Será que alguém ainda vai acreditar nisso? — Suspirou Levy, rindo.— Se fosse qualquer outra garota na época, a mentira teria sido um pouco mais convincente. As pessoas nem acreditavam, apesar de estarmos sempre juntos e abraçados por aí como se fôssemos.

— Gajeel acreditou. Ele mexia menos com você quando estava comigo. Lembra-se daquele dia em que fui tirar satisfações com ele? — Ele perguntou mal contendo a gargalhada ao lembrar-se da cena cômica.

Matt estava andando abraçado com Levy, que batia na altura do seu peito. Gajeel estava acostumado a tirar sarro da pequena e, para se livrar de suas artimanhas, ela disse que estava namorando com Matt. Matt deu um susto nele, dizendo que quebraria a sua cara se mexesse de novo com sua pequena. Uma tarefa complicada para Matt, porque achava Gajeel muito sexy, principalmente naquele dia em que estava ainda mais sexy quando uma veia irritada saltou na sua testa.

Ele respondeu que estava tudo bem desde que Levy não se metesse nos seus assuntos, o que era uma mentira, já que Gajeel estava sempre procurando algo para culpá-la. Foram dias difíceis para Gajeel aqueles, mas nem por isso ele deixou de implicar com Levy. E Matt... Bem, Matt adorava discutir com ele, apesar de nunca terem se pegado brigando fisicamente. Matt até que adoraria fazer isso; queria grudar a boca no pescoço do moreno quando este ficasse por cima do seu corpo para partir seu rosto no meio com um soco, mas não aconteceu nada disso.

Matt tinha uma visão romântica e estranha demais das coisas. Levy só ria ao se lembrar dos velhos tempos.

— Como não lembrar? — Riu.

— Escuta, Levy — disse mudando de assunto —, você ainda gosta do Gajeel? Eu posso deixar o caminho livre pra você agora que estou em um relacionamento realmente sério.

— Eu?! — Levy corou de um modo absurdo. — Eu nunca gostei dele! De onde você tirou isso, Matt? Está louco?

— Não mente, não. Eu sei que você gosta dele.

— Isso nunca! — Ela disse irritada. — Prefiro a morte!

— Morrer de amor sempre me pareceu muito perigoso, mas agora acho a ideia deliciosa.

[...]

— Oi!

— Ah, você apareceu! — Levy disse irônica. — Já estava na hora, hein! Precisamos conversar.

Era a hora da aula de química aquela. Levy estava ainda mais nerd vestida em seu jaleco branco que parecia deixá-la ainda mais apagada para o mundo. Seu cabelo estava uma bagunça, usava óculos grandes estilo fundo de garrafa, jaleco desproporcional ao seu tamanho e sapatilhas pretas. Romeu fez uma careta horrenda. Credo! Levy devia dar um novo up no visual. O último trabalho de Lucy não rendeu um bom resultado. Talvez mudar a cor de cabelo de novo? Não. Que tal um milagre ou uma boa dose de bom senso e bom gosto?

A única coisa que estava clara para todo mundo é que ela precisava mudar um pouco o estilo e que não sabiam, ao certo, como aquele ser foi parar em um grupo de teatro e balé. Ficava tão bonita quando se caracterizava, por que não fazia isso sempre? Às vezes é legal levar um pouco da ficção para a vida real. Muito legal.

— Diz! — Romeu se sentou ao lado dela fazendo dupla na bancada de mármore frio para experimentos.

— “Diz”?! — Ela fez uma careta irônica. — Você me deve algumas.

— Vou te dever mais ainda depois dessa. Eu vim saber se você pode tomar de conta de tudo por aqui e colocar o meu nome na frequência. Aconteceu... — Ele hesitou. — Aconteceram algumas coisas.

— É?! — Ela colocou as mãos na cintura. — E que coisas?

— Coisas — respondeu simplesmente, não queria entrar em detalhes agora.

— Olha aqui, Romeu, você não me engana.

— Não estou te enganando, Levy-chan — tentou convencer —, eu só não posso contar agora.

— É aula de química e o professor quer que façamos algumas reações enzimáticas e você vai me deixar sozinha nessa? É atividade em dupla, e você sabe que só você é que tem coragem de formar dupla comigo.

Também com aquela aparência, quem gostaria?

Levy estava precisando mostrar a boneca que era por detrás daquela armadura de bruxa anã.

— Só dessa vez. — Ele deu um beijo na sua bochecha e saiu correndo. — Na próxima eu te recompenso.

Filho da mãe... — Ela ficou realmente irritada. Mas logo passaria, porque não sabia ficar irritada por muito tempo com nenhuma das pessoas que considerava especial.

Lembrou-se de Matt dizendo que ela gostava de Gajeel. Impossível! Com ele era totalmente o contrário. Estava sempre irritada com ele por muito tempo, de longe se notava que ele nunca seria uma pessoa especial para ela. E nem de perto também.

O professor continuou explicando o que os alunos teriam que fazer no fim daquela manhã e estava tudo bem até aí, até que ele notou que Levy estava sozinha em sua bancada. — Onde está a sua dupla, McGarden?

Droga. O que responderia agora? Se dissesse que estava sem dupla, Romeu ficaria sem nota. Teve que mentir.

— Minha dupla foi ao banheiro, senhor, mas volta logo.

— Logo quando? — Ele insistiu. — Já faz algum tempo que tenho notado que está só. Vamos, se junte com o RedFox para continuar a atividade.

Gajeel que estava só também, no outro lado do laboratório, fez uma carranca como se estivessem mandando ele para o inferno. Não, para o inferno não. Ele julgava que a companhia do capeta fosse melhor do que a dela.

— Quer me expulsar da sala? — Gajeel perguntou com cara de entediado. — Eu aceito. Só não me force a fazer dupla com essa aberração do inferno.

— Aberração do inferno?! — Ela ficou irritadíssima com vários “i”s. — E quem disse que quero fazer dupla com você, cérebro enferrujado?

Enquanto discutiam, a sala estava adorando ver como o professor se esquecia dos minutos que se passavam e da aula que estava indo embora.

— Chega! Vocês dois! — Ele gritou. — Eu estou mandando formarem duplas agora! Não podemos escolher sempre as pessoas que vão estar ao nosso redor, com quem vamos trabalhar. Tomem isso como uma lição de vida e amadureçam. É isso ou zero na nota.

Um possível zero na nota automaticamente puxou Levy daquele mar de egocentrismo que estava querendo afogá-la. Ela se levantou da sua bancada, ainda muito irritada, e se sentou ao lado de Gajeel sem protestar. Ele ficou em silêncio, mas ainda pensou em sair da sala. Quando mexeu os músculos para se levantar, Levy escreveu algo no seu bloco de notas:

“Vamos aproveitar esse momento para estudar química juntos”

Voltou a se sentar.

— Vamos continuar com a aula — o professor disse pouco tempo depois de estar observando se os dois ainda iriam reclamar e trocar insultos.

Ele sugeriu que as duplas fizessem as reações químicas mais interessantes que achavam, desde que não explodissem o laboratório. Levy escolheu a decomposição de alimentos. Em um tubo de ensaio tinha HCL (ácido clorídrico, que compõe o conteúdo gástrico) e pegou algumas frutas.

— Será que você pode tirar algum proveito dessa aula? — Levy perguntou a Gajeel sem olhá-lo nos olhos. — Eu não posso te beijar aqui.

— Eu não quero que você me beije. Na última vez em que tentei me vingar de você passei três horas vomitando.

— Deve ser porque os seus lábios nunca tocaram algo limpo. Eu escovo os dentes três vezes ao dia. O seu corpo está acostumado a um ambiente bacteriano de imundice.

— Como está a sua amiga? — Ele perguntou sério, mudando de assunto e não retrucando o outro.

— Do que está falando?

— Lucy. Como ela está?

— Ela está... Bem.

— Hm.

Que estranho.

Levy pensou que talvez Gajeel estivesse mais mal-humorado ainda naquela manhã por não ter tido a oportunidade de estudar na noite anterior, porque Levy teve que cuidar de Lucy, mas talvez estivesse errada. Ele estava preocupado com ela? Iria descobrir.

— Por que pergunta? Pensei que estivesse irritado.

— A Lucy é legal. E Natsu é um canalha.

— Nunca duvidei disso. Mas você não é muito diferente dele, são melhores amigos.

— Não me compare com ele.

— Que amizade linda! — Ironizou.

— Eu não faria o que ele fez.

— Sei. — Desconfiou, mas no fundo acreditava nele.

— Fui eu quem te salvou dele, lembra-se disso? — Ele sorriu torto. Levy deu de ombros.

[...]

Mais tarde, naquele dia, estava rolando uma festa no apartamento de Jellal, com o pessoal do time de baseball e os populares do colégio, e Gajeel foi o único que não foi convidado.

Aquele lugar parecia mais uma festa rave que tinha durado muitos dias. Tinha casal transando de roupa e tudo no seu sofá, estavam fazendo competições de “quem bebe mais” em cima da mesa da sala de jantar e estavam disputando guerra de braço na escadaria. Bebida alcoólica parecia jorrar de sua geladeira.

Jellal caminhou até Natsu com duas latas de cerveja e brindou para que todos pudessem ouvir.

— Parabéns, papai! — Ele disse e bateu na lata de Natsu com a sua, depois de ter entregado a ele. — Como está se sentindo?

Natsu endureceu e rapidamente encurralou Jellal na parede, pegando-o pela gola da camisa. — Do que você está falando, merda?

— Do seu filho. — Jellal riu na cara dele. Não tinha medo. — Capitão, você me disse que vai ser pai.

— Lucy é só um passatempo... — Ele largou Jellal. Afinal, com a barulheira toda ninguém pôde prestar atenção no que Jellal disse. — Eu não me comprometo emocionalmente com ninguém.

— Deveria. — Jellal deu um gole na cerveja. — Lucy é uma gata.

— Está ficando mal adestrada essa gata. Vou ver se dou um jeito nisso. — Ele brindou de novo com Jellal e bebeu.

— E o garoto?

— Não sei. — Deu de ombros. — Pensei em pedir pra ela abortar, mas é um Dragneel.

— Vacilou, papai. Quem mandou não usar camisinha?

— Não enche! — Natsu deu um murro no peitoral de Jellal de brincadeira e saiu, porque uma garota estava olhando pra ele e mordendo o lábio, desejando ficar com ele. — Já volto.

Jellal ficou rindo.

Ele estava longe de ser uma pessoa como Natsu Dragneel era. Acontece que jogava bem demais e era muito simpático. Gostava de baladas, gostava de beber, gostava de curtir o “bom” da vida adolescente. Mas não tinha um mau coração. Naquela festa, foi o único a não ficar com ninguém. Dizia que era o anfitrião para as garotas quando o chamavam para dar uns beijos em seu quarto e, quem sabe, algo mais.

Foi dançando e se envolvendo com algumas garotas, só pra descontrair. Estava perto da porta minutos depois e só então pôde ouvir alguém quase a derrubar de tanto que batia. Foi dançando ainda mais pra perto e abriu com um sorriso estupendo no rosto. Era tão cara de pau!

— Olha aqui, eu sei que você é novo e tudo mais, mas deve se informar das normas do condomínio. Não pode dar festas privadas no apartamento, para isso existe o salão de festas lá embaixo. Então o senhor poderia abaixar a droga do-

Parou quando se deu conta de quem era.

— Erza Scarlet. — Jellal riu safado. — Você é a cereja vermelha que faltava no meu bolo.

Notas finais
A votação no grupo acabou e o dia escolhido para as atualizações foi a segunda-feira, mas tudo indica que eu vou estar fazendo a troca de empresa. Mas são 22:50 da noite de domingo, falta bem pouco. (:
Falar em grupo, vocês deviam participar. U_____U
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