Notas iniciais
PRE-PA-RA! (8)
Voltamos, morecos. =)

7

Você?! — Levy perguntou sem fôlego.

No entanto, ele não respondeu. Apenas riu da maneira mais debochada que alguém poderia rir. Enquanto a pobre estava com as pernas trêmulas, o coração palpitante e as palmas das mãos suadas.

Foi uma grande surpresa, porque Levy e nem ninguém jamais imaginou que ele pudesse fazer isso. Ou quem sabe, ele fosse capaz, sim. Ela poderia esperar tudo daquele cara e seu erro foi baixar muito cedo a sua guarda. Seria hora de armá-la outra vez.

Como ficou até um pouco mais tarde no colégio, jurava que não tinha mais ninguém ali. Foi um choque. Ele a pegou de surpresa e completamente desprevenida. Ok que o zelador ainda poderia estar no colégio, ele era sempre o último a ir embora, mas não seria ele quem iria salvar Levy das ações daquele brutamonte mesmo que ela gritasse muito alto. Ele também era alvo naquela escola; o zelador já viu de tudo, mas sempre permaneceu de bico calado.

Perto do armário onde guardava anteriormente seu material escolar, havia um corredor próximo com todas as salas vazias. Por ironia do destino — só que não —, aquelas salas eram sempre as últimas a serem trancadas à chave. Muito surpresa e ainda lutando contra aquele grande muro, Levy foi puxada e empurrada para dentro de uma. E, em seguida, a porta da sala foi trancada com algumas carteiras. Ela estava naquele chão sujo se sentindo humilhada.

Levantou com a dignidade que ainda lhe restava e correu para uma extremidade. Não tinha muitas opções, mas ainda tentou enumerá-las nos dedos das mãos para ficar um pouco mais calma. Sabia que o medo não ajudava ninguém a raciocinar.

As opções que encontrou foram:

1) Usar toda a toda a tonicidade das suas cordas vocais e acreditar que alguém além do zelador poderia ouvi-la e vir salvá-la.

2) Pular janela a fora e se espatifar no chão, caindo do décimo quarto andar a uma velocidade de mais ou menos 60 km/h.

3) Usar o prendedor do cabelo, que era meio pontiagudo, e matar o cafajeste, sendo presa logo em seguida e pegando de 10 a 15 anos prisão; perdendo a oportunidade também de se tornar uma jornalista conceituada e de grande prestígio.

4) Dar um chute em seus testículos, sendo pega por ele logo em seguida para ser vítima de abuso sexual e morta depois disso, já que não conseguiria correr para muito longe por conta das pernas curtas e porque a única passagem estava tampada.

5) Se fingir de morta e ser estuprada ainda viva, participando ao mesmo tempo de uma cena de necrofilia (oi?).

6) Aceitar as suas perversões de bom grado e se sentir impotente pelo resto de sua vida, chegando em casa horas mais tarde e tentando se afogar com a água do aquário que nem mais peixe tinha, porque Lilly, o gato, os comeu no mês passado.

7) Tentar conversar e não ser ouvida.

No fim das contas, nenhuma das alternativas era uma solução boa o suficiente. E a alternativa usada não constava na sua lista mental: ser encurralada por ele na parede receber de novo um beijo faminto e à força.

Ele deu alguns passos em sua direção e prendeu seus pulsos ao lado de sua cabeça, cada um. Sua língua voltou a explorar um mundo que não poderia ser acessível para ele. Pelo menos não do modo com estava sendo.

Levy era minúscula perto dele e não foi muito difícil para ele levantá-la em seus braços; afinal, estava sempre fazendo isso. Era como se ela não pudesse mais acompanhar o ritmo de seus pés quando estava com ele. Facilmente, ele ficou entre suas pernas e obrigou que ela abrisse os seus quadris para ele, recebendo a sua imensidão de músculos rígidos. Era isso ou ela levaria um tombo feio no chão. Entretanto, mesmo assim, isso não aconteceria. Não havia espaço algum entre eles para que ela pudesse escorregar. Seus pulmões já estavam começando a queimar pela falta de ar, mas isso pareceu não importar a ele.

— Você é uma baixinha sem vergonha. Você gosta, não gosta? — Ele mordeu o lóbulo da sua orelha com muita força, de modo que Levy deu um gritinho de dor e tentou bater nele. — Gosta sim que eu sei — uma afirmação, não uma pergunta.

Ela queria dar uma resposta a ele, mas antes mesmo que abrisse a sua boca para protestar, ele já estava abrindo com a sua própria boca, arrastando os seus lábios nos seus como pneu de carro no asfalto. Ele colocou sua língua para se entrelaçar com a dela. Parecia um leão comendo um ratinho de tão necessitado que ela aquele beijo. Selvagem e avassalador.

O que era pra ser um beijo mais parecia ser um ritual do acasalamento.

Levy odiou muito a minissaia do colégio Verônia quando ele começou a deslizar suas grandes mãos por suas coxas desnudas. Até porque sentia vergonha de suas pernas tão finas, e com aquela mão grande correndo sobre elas, dava a impressão de eram mais finas ainda, como dois gravetinhos ambulantes. Toda a palma comprimia o diâmetro de sua perna fielmente, deixando marcas ali.

Quando suas mãos passearam em direção ao seu traseiro e apertaram com força — com posse — as suas nádegas, ela deu um gritinho na sua borda e mordeu seus lábios, tentando a todo custo desvencilhar-se dele. Como resposta imediata, ele aprofundou o beijo que ela pensava que não poderia ainda mais intenso e faminto.

Estava quente ali.

Quando sua língua começou a passear pelo seu pescoço enquanto arfava como um cachorro cansado no seu ouvido, sentiu todos os seus músculos estremecerem. Porra! Estava gostando! Era bom o prazer que ele estava lhe proporcionar e ainda pensou em fechar os olhos e só aproveitar, mas, cara, era ele.

Estava sempre tão focada em estudar, em atingir os meus objetivos, em ser uma boa filha, que ainda não ligava muito para namorados, embora suspirasse quando lia algum romance de Nicholas Sparks. Não que não quisesse ter um, queria, e muito, é só que deixou que eles a achassem com naturalidade, sem que precisasse se insinuar para alguém. Mas como seria isso se ela estava sempre sendo “a invisível”? Ser pega assim, de surpresa, em uma pegada tão forte e prazerosa com ele deixaria muitas marcadas na pequena, tanto físicas quanto emocionais.

E por que estava acontecendo aquilo mesmo?

Não sabia.

Ela simplesmente não tinha as respostas, e nem queria explicar nada. Explicações acabariam levando-a para um problema maior, e já estava repleta demais de problemas e soluções, zero. Queria algo que a fizesse acordar, que a fizesse aterrizar no chão outra vez, porque não sabia quando foi que saiu dele. Era um fantasma, por acaso, que não tocava mais o chão? Que sentia borboletas no estômago e flutuava mais leve que uma pena e mais livre que um pássaro? Poderia ser um pássaro também, porque estava se sentindo aprisionada em uma gaiola.

Se sentiu flutuando e chegando ao céu cada vez mais alto. Se cerrasse com muita força os olhos, até poderia ver nuvens. Nunca desejou tanto ser piloto de avião como naquele dia para pegar uma máquina e sair daquela nuvem que parecia tão frágil e quebradiça. Estava com muito medo de cair e morrer. Mas morrer de quê, meu Deus?

Que confusão.

Desejou tanto, mas tanto, ser um piloto de avião que seu pedido foi atendido. Como um piloto que comandava o seu avião, ela pegou um paraquedas e saltou de volta para a realidade. Abriu os olhos.

— Olha só! Funciona mesmo — ele disse zombeteiro, utilizando as mesmas palavras que ela havia usado consigo, enquanto a pobre procurava o ar como alguém que estava se afogando; desesperada. — Parece eu teremos que fazer isso mais vezes.

Estava suada e ofegante, tentando esconder o rosto vermelho em algum buraco. Enquanto ele... Bem, ele estava normal.

Deus. Que vergonha.

— Vo-vo-

— Vovô?! — Ele riu. — Seu vô não está aqui.

— Vo-vo-cê...

— Você gosta de me beijar, mas não gosta de ser beijada. — Ele voltou a colar o corpo no dela. — Ou será que gosta? — Então ele delineou os lábios de Levy com o polegar. Eles estavam vermelhos, inchados e sensíveis ao toque. Ela parou de respirar nesse momento. Aguenta aí, pulmão.

— Não-não entendi — ela disse com um tom de voz fraco, cortado. — Por que fez isso? A minha técnica tem outras finalidades. Finalidades que te beneficiariam e muito. — Sua voz foi voltando ao normal. — Mas não vejo na sua atitude algo-

— Eu também me beneficio dessa forma. Gi-hi. — Ele capturou os seus olhos com os seus e levantou o rosto dela arqueando o queixo. Estava presta a ele. E o pior foi que não teve vontade de escapar. O que estava acontecendo com ela? Ela não conseguiu esquecer o mal que ele fez a ela, não. — Me beneficio... Sim.

— De que forma? — Ousou perguntar. Que droga.

— De várias — ele sorriu sacana e disse. Ele desviou a cabeça para ter acesso à sua orelha. Nela, sussurrou: — De várias formas.

Mas o que porra ele estava fazendo? Gostava dela? Não. É claro que não.

Então o quê?

Na cabeça dela, tudo ficou nebuloso e sentiu uma dor sair de dentro de si, como se fosse apunhalada quando ele saiu de perto, quando se afastou e a deixou em paz, como uma tonta que estava necessitando os toques dele. Necessitando?! Não, ela estava apenas esperando por isso. Não estava necessitando.

Ou estava? Não sabia. E não sabia quem sabia.

Só sentiu algo como se estivessem amarrados por uma corda fixa — linha vermelha do destino?! Que bobagem! —, deixando-a novamente com dificuldades para respirar. Talvez fosse um elo que só foi criado naquele momento. Talvez fosse momentâneo.

Tinha que ser momentâneo. Aquela vontade tinha que passar.

Deu uma intensa lufada de ar, ventilando os pulmões, e voltando, aos pouquinhos, a raciocinar. Logo esteve completamente sã outra vez e se viu consumida por um profundo sentimento de culpa. A questão que norteava os seus pensamentos era: como pôde deixar isso acontecer?

Ela sabia que se questionaria várias vezes, mas que nunca encontraria uma reposta.

— Lucy! — A ficha caiu. Quem melhor desculpa, hein? — Eu preciso ir, minha amiga está esperando por ir.

— Ir para onde, baixinha? — Ele a pegou pelo cotovelo antes de cruzar a porta. — Está tentando escapar de mim? Não vai conseguir assim tão fácil.

— Gajeel... — Ela começou a ficar irritada. Irritada por vários motivos. Irritada por ter deixado aquele beijo acontecer, irritada por ser tão idiota, irritada por estar ali enquanto sua amiga estava desabando. — Gajeel... — Ela pegou na sua blusa, amassando com ódio, com os olhos emanando fogo. — A Lucy está grávida do Natsu e está pensando em abortar o bebê nesse exato momento em uma clínica ginecológica. Então, ou você retira a porra dessas cadeiras da porta e me deixa passar pacificamente ou então dê adeus ao seu sonho de ser capitão dos Dragon Slayers, porque eu estou pouco me importando se eu vou perder a merda de uma carta de recomendação! Os meus amigos são mais importantes que isso!

— O que é isso que você está me dizendo? — Ele ficou confuso.

Levy se irritou ainda mais, porque conversas eram perda de tempo.

— Olha aqui, seu filho da puta! Abre essa porta logo, porra! — Ela deu um soco no seu estômago e doeu um pouco. Mas só um pouco mesmo.

Como ele conseguia ser tão burro algumas vezes e ter uma pegada maravilhosa, nas palavras de Levy? Isso era tecnicamente impossível! E ela não podia mais perder mais tempo tentando explicar algo ou tentando entender essas questões. Tempo era raro e precioso e não merecia ser desperdiçado com ele. Até porque estava correndo contra o tempo.

— Eu mesmo tiro isso! — Ela começou a tirar as cadeiras que tapavam a porta. Sem dizer nenhuma palavra, ele ajudou.

[...]

Quando saiu atordoada deixando o colégio para trás, seu deu conta de que não sabia onde ficava a tal da clínica ginecológica onde Lucy e Erza estavam. Ligou para Erza e confirmou que o lugar ficava quinze minutos do Verônia. Cara, longe demais. Quinze minutos longe.

Pegou o primeiro táxi que viu — foi muito difícil conseguir um vago — e, sem mais delongas, autorizou o motorista a correr o quanto quisesse e pudesse no trânsito. Mesmo que a capital japonesa fosse uma das capitais mais lotadas de automóveis de todo o mundo, não pensou muito na sua própria segurança naquele momento. Nem se iria acontecer algum acidente de trânsito. O importante era que ficasse viva para estar ao lado da sua amiga diante de uma das decisões mais importantes de sua vida, senão fosse a mais importante.

Lucy era tão boba e ingênua que não restavam dúvidas de que, horas mais tarde, se arrependeria da decisão precocemente tomada, mas aí o mau já teria se alojado. Seu filho já estaria morto. Cara. Era uma vida! Sabia que para se fazer um aborto sem grandes danos à saúde da mãe teria que usar os primeiros meses de gravidez, mas também sabia que tinha sido dado como grávida de apenas cinco semanas em pouco tempo. Poderia esperar mais um pouco. O embrião ainda estava em formação, depois é que ele ficaria com suas células prontas somente para se multiplicarem.

No entanto, é na quinta semana que alguns eventos importantes acontecem.

O coração do embrião é do tamanho de uma sementinha, mas já começa a bater e a bombear sangue enquanto se divide para formar suas câmaras. Os brotos dos membros superiores e inferiores começam a se formar neste período, também, mesmo que o embrião meça 4 milímetros de comprimento e pareça um girino. Na quinta semana, o tubo neura e outros órgãos importantes, como rins e fígado, começam a surgir também e os intestinos a se desenvolver. Muita coisa para pesar na balança da sua consciência.

Apesar dos pesares, se toda mulher soubesse disso, seria mais justo que nunca se fizesse um aborto.

— Sim, Erza. Estou chegando. — Parou um pouco para prestar atenção se via a clínica de cor rósea. — É ALI, MOÇO! É ALI! Estacione. Estacione!

Não esperou para ver quanto cobrava o taxímetro, jogou uma nota de cinquenta na cara do bondoso senhor esperando que fosse o suficiente para pagar o que devia a ele. Era mais do que a corrida valia, e mais tarde a nota faria falta no bolso de Levy, mas não se importou.

Quando subiu as escadas indicadas pela moça da recepção e chegou ao sétimo andar do prédio, deu de cara com uma porta que afirmava o local. Estava entrando em uma clínica ginecológica, mas se sentiu entrando em um abatedouro de gado. Logo no início, no primeiro cômodo, Lucy estava sentada com olhos pesados no sofá de couro marrom, com Erza ao seu lado, consolando-a.

A ruiva não estava se saindo muito bem, Lucy só chorava e chorava...

Erza poderia dirigir um conselho estudantil muito bem. Poderia até mesmo dirigir o colégio melhor do que o próprio diretor, mas quem estava ali era Lucy. Lucy, sua consciência, sua decisão, seus problemas e seu filho. Questões diferentes que exigiam soluções diferentes e ainda mais precisas.

— Ei... — Levy anunciou sua chegada e se sentou no outro lado. — Não chore.

Não sabia o que se passava na cabecinha oca daquela menina que chorava incerta. Definitivamente, não estava pronta para tomar uma decisão daquelas. Levy repousou sua cabeça em seu ombro e alisou seus cabelos loiros e úmidos, sussurrando que estava tudo ok.

[...]

Vinte minutos depois a ginecologista veio conversar com elas. Ela deu um tempo até que Lucy se acalmasse.

— Você deve estar segura para essa decisão. — Ela estava ajoelhada no nível do olhar de Lucy. — E você não está. Entende isso? Você quer esse filho, eu estou vendo em seus olhos. Milhares de garotas chegam aqui com o mesmo propósito e depois se arrependem e você tem os olhos delas.

— Lucy, olhe bem nos meus olhos — Levy pediu encarecidamente, com a voz tênue e prestativa. Ela pegou no queixo de Lucy e fez com que a loira olhasse para ela. — Vamos para a minha casa conversar um pouco, o que você acha? Dependendo da sua decisão, amanhã retornamos. Você pode dormir lá e a gente pode ficar até tarde assistindo filmes como fazíamos nas férias. Hein? — Olhou dentro dos olhos dela. Precisamente fundo.

Os lábios da loira tremeram um pouco e Levy escondeu o seu rosto em seu peito, escondendo as lágrimas que anunciavam uma nova chegada.

— Lucy, escute o que Levy está dizendo. — Erza alisou os seus cabelos. — Tome um banho, uma sopa, durma um pouco. Você está precisando descansar. Tem chorado por dias. Faça isso, ok? — A ruiva bagunçou um pouco os cabelos da loira.

Lucy continuava sem dizer nada, mas acenou que sim com a cabeça.

[...]

Quando Levy desceu para pegar um novo táxi com Lucy, Erza ficou para conversar com a ginecologista Anna, que disse que gostaria de conversar com ela.

— Eu vi que ela tem várias marcas de agressão física. Vocês sabem algo a respeito?

— Aparentemente, o namorado bate nela. Mas ela nunca nos conta nada. — Erza suspirou, negando amargamente com a cabeça a situação.

— Vocês sabem que qualquer pessoa pode denunciá-lo, certo? Quantos anos ele tem?

— A mesma que a nossa, não é maior de idade.

— Mesmo assim, ainda podem denunciá-lo.

Não era tão fácil. Era um herdeiro de uma família importante onde, em um mundo que é capitalista, seria solto horas mais tarde, assim que pagasse sem pestanejar a fiança.

— Ela não assume que apanha, não lhe parece o tipo de pessoa que retiraria a queixa no dia seguinte? — Erza riu nervosa, com raiva. — É tão boba a nossa Lucy, mas nós vamos protegê-la...

[...]

No caminho de volta para casa, Lucy dormiu nas pernas de Levy.

Duas horas depois, soube por Erza, que andou investigando e sondando terreno, que Natsu afirmou que deixaria Lucy se livrar dele enquanto carregasse seu filho no ventre. Lucy estava querendo se livrar dele, então.

Estava sonolenta e Levy a ajudou a tomar um banho. Ainda bem que estava cansada demais e não pôde ver Levy chorar de raiva ao se dar conta daquelas marcas espalhadas pelo corpo. Bem vermelhas e inchadas. Aquele cara em um monstro sem freios. Um pedaço de fruta podre.

O celular de Lucy vibrou na volta do banheiro, e Levy foi ver quem era.

“Como está, meu amor?”, dizia a mensagem.

Levy perdeu a linha de raciocínio e quebrou o celular em mil pedacinhos.

E iria quebrar Natsu também, de todas as formas possíveis.

Notas finais
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