Meu eterno amado
13 O primeiro ataque
Notas iniciais
SINBAD
Meus olhos encaravam a situação a minha frente.
A população se aglomerava ao redor do grande pátio frontal, o local que usava para fazer meus anúncios, onde todos poderiam escutar minha voz e me ver sem problemas.
—Meus amigos..não minha FAMILIA peço que me escutem com atenção o que tenho para lhes dizer._Pronunciei.
Todos os olhares estavam direcionados a mim agora.
Havia medo e apreensão em seus rostos.
Mas também vi confiança e determinação em muitos dos que estavam ali, o que me aliviou um pouco.
—Sei que muitos de vocês estão sabendo do que esta havendo com os países vizinhos, e que..o império Hartcis esta por trás de todos esses ataques._Comecei._Também estou ciente de que todos já sabem
sobre o desejo do rei Ioreck de conquistar Sindria, mas me ousam SINDRIA NÃO CAIRA._Vociferei._Em nenhum momento vocês deixaram de estarem seguros nas terras que cobrem este país.
—Vamos contornar essa situação como sempre temos feito, como sempre superamos inúmeras dificuldades para manter este país, este povo, de pé são e salvo, por isso vocês não precisam temer, como rei de Sindria, como seu rei eu garantirei a segurança de todos vocês, eu e meus generais estaremos aqui para protegermos nosso lar, nossa casa, O NOSSO PAÍS._Anunciei.
Eles começaram a sorrir e a aplaudir, muitos estavam agitando seus braços em sinal de apoio e havia algumas senhoras chorando, as mães abraçaram seus filhos com ternura, com um sorriso no rosto e um olhar de alivio em seus olhos.
Foi quando Yamuraiha veio até mim com um olhar desesperado.
—Aproveitem este festival que faço para vocês como prova de gratidão a confiança que vocês depositaram em mim, eu não os decepcionarei._Falei.
A multidão começou a gritar em alegria.
Fui para onde Yamuraiha estava, Drakon, Spartos, Sharrkan e Masrur já estavam apostos com suas armas em prontidão.
Isso não podia ser um bom sinal.
—Qual o problema ?_Perguntei.
—2 Navios adentraram por minha barreira, não reconheço o emblema, não é de ninguém que tenha qualquer relação com nossas transações comerciais._Falou ela.
—Podem ser turistas._Falou Sharrkam.
—Impossível, o navio com turistas que estava previsto para chegar esta semana já ancorou no porto hoje de manhã, não faço a menor idéia de quem quer que seja._Falou ela.
Mas eu tinha uma leve suspeita de que poderia ser.
Merda.
Havia acabado de pedir a confiança de todas essas pessoas, de garantir que estariam seguros aqui, para uma situação dessas acontecer justo agora.
Suspirei.
—Não deixem que ninguém saiba o que esta havendo aqui, vamos agir rápido e com descrição._Falei para eles.
Eles assentiram com seriedade.
Um breve pensamento veio em minha mente, me dando arrepios.
Jafar.
Será que ele já estava desperto.
Um leve vislumbre do que eu havia feito com ele mais sedo fez meu coração acelerar.
Como queria voltar para lá para poder..
Sacudi minha cabeça para clarear minha mente.
Eu não podia pensar nisso agora.
Pelo bem de todos aqui presentes, sem saber do possível perigo que invadira nossa terra.
E pelo bem da pessoa que estava repousando em minha cama.
—Vamos !_Os apressei.
JAFAR
—Sin !_Eu gemi quando cheguei ao meu orgasmo.
Sinbad chegando ao seu próprio clímax logo depois de min.
Já era nossa quarta rodada esta noite.
Seu corpo muscular e pesado caindo ao meu lado.
Ambos estávamos ofegando como cães em um dia quente de verão.
Meu coração pulava de alegria, prazer e satisfação.
Ele se aproximou de mim e colocou um beijo carinhoso em minha têmpora.
—Se continuarmos assim creio que terei de aposentar meu amigão em breve._Disse ele rindo, ao mesmo tempo em que nossos lábios se procuravam.
O beijo foi preguiçoso mais também com um ar de quero mais.
Eu ri.
—Sera que meu estimado rei não consegue dar conta do recado ?_Disse fazendo a melhor cara de espanto que pude fingir.
Ele me encarou com olhos desafiadores.
Pelo visto eu havia cutucado sua masculinidade com esse comentário.
Ele então sorriu de uma maneira travessa.
Sem aviso me puxou para si, seu corpo colando no meu, literalmente pois estávamos banhados de suor, sêmen e amor.
Ele se virou ficando sobre mim então me beijou com veracidade.
Não foi nem um pouco gentil, e eu amei isso.
Ele então se afastou e me encarou com o sorriso que eu tanto amava.
Foi quando em uma fração de segundos, seu longo cabelo púrpura se tornou loiro e curto.
Seus lindos olhos dourados se tornaram olhos verdes enjoativos e cruéis.
Sua pele morena se tornou branca beirando ao tom de um fantasma.
Meu amado Sinbad, diante dos meus olhos, havia se transformado no monstruoso Apolo, a pessoa que eu mais odiava.
Acordei bruscamente do melhor sonho e ao mesmo tempo o pior pesadelo que poderia ter.
Me espreguicei um pouco, estranhando o enorme espaço que tinha naquela cama.
Demorou um pouco para eu perceber onde eu estava, o lugar estava um pouco escuro com a luz de apenas 2 candelabros no local.
Mas logo me lembrei exatamente da onde estava, como fui parar ali e o por que de eu estava ali.
" Ele me carregou ate aqui, nos seus braços. "
Pensei sonhadoramente como uma garotinha apaixonada.
Mas logo suspirei.
Me sentia tão cansado.
A janela do quarto de Sinbad estava aberta, pude ver que já estava escuro lá fora.
Essa não.
Me levantei de maneira apressada, só para cair de volta na cama.
Eu estava acordado, mas aparentemente meu corpo ainda não.
O quarto do nada oscilou ao meu redor, a tontura me fez fechar meus olhos por um minuto.
Minhas pernas estavam um pouco dormentes.
Em nenhum dia da minha vida, exceto hoje, eu havia me sentido tão cansado, meu corpo parecia sobrecarregado.
Estava exausto.
" Tente não se esforçar muito, seu magoe esta um pouco baixo. "
Falou EVEA.
Eu imediatamente agradeci por conseguir ouvir sua voz novamente.
" O que aconteceu, por que não consegui te chamar ou usar meu poder naquela..hora "
Lhe perguntei mentalmente.
"Foi aquele objeto, ele foi feito com o poder de rukhs negros Jafar, ele não causou aquele efeito só em você, mas em mim também. "
Falou ela.
Eu fiquei horrorizado.
Sabia muito bem o quão poderosa a magia vinda dos rukhs era, mas a magia que vinha dos rukhs negros era algo aterrorizante, além de ser muito poderosa ela não tinha como ser controlada por completa.
Era uma fonte de poder que não podia ser controlado, pois tinha vontade própria, era muito perigoso.
Eu já testemunhei muitas vezes as conseqüências de quem mexe com tal poder.
E não eram boas.
Mas a questão era como Apolo teve acesso a tal magia, ela não é assim tão fácil de se encontrar.
Tinha um mau pressentimento quanto a isso.
Me levantei, desta vês sem que a tontura viesse, podia andar normalmente agora.
Fui até a janela a fim de respirar um pouco de ar fresco.
Queria tentar digerir tudo o que acabei de saber.
Foi quando olhei para a lua e ela jogou seus raios em mim, eu pude sentir a energia fluindo de volta para meu corpo, que começou a brilhar.
Uma forte luz branca azulada me cobriu dos pés a cabeça, eu me senti novinho em folha.
Alguns rukhs azuis repousaram em minha cabeça.
Eu fiquei lisonjeado com sua presença.
A lua já estava lá no meio do céu, fluindo seus raios para clarear a noite densa.
Me sobressaltei.
—Droga._Resmunguei.
Eu tinha me esquecido por um momento, da promessa que tinha de cumprir.
Comecei a me dirigir para a porta mas me lembrei que Sinbad tinha colocado guardas do lado de fora, para garantir minha segurança.
Eles provavelmente não me deixariam sair.
Mas tinha a varanda, que ficava bem ao lado da janela, poderia voar por ali e voltar antes que percebessem.
Me dirigi rapidamente para lá, eu abri as portas de vidro dourado bem de vagar, para não fazer nenhum barulho, e também para poder me esgueirar para fora sem atrair a atenção dos guardas.
Foi quando eu ouvi um gemido baixo vindo do banheiro deste quarto.
Congelei onde estava.
Meu coração parou na mesma hora.
Não, ele não se atreveria a ter sexo com uma de suas concubinas, não comigo bem aqui desacordado em sua cama.
Ele ao menos teria essa consideração comigo não é
Outro gemido confirmou o contrario do que minha negação dizia.
Fui tomado pela raiva e pelo ciúme.
Mas o que eu poderia fazer, ele nunca seria meu.
Eu não tinha direito nenhum sobre ele, ele nem se quer sabe sobre meus sentimentos por ele.
E mesmo que ele soubesse, nunca os corresponderia.
As provas disso estavam todas espalhadas por todos os lados para quem quisesse ver.
Ele tinha a fama de mulherengo, que era conhecida por todos, e não somente neste país, mas em vários outros.
Sempre acompanhado de não uma, nem duas, mas de seis , e as vezes ate mais do que isso, concubinas, que se esfregavam e se insinuavam nele, cada uma delas tentando ganhar um pouco de sua atenção.
Ele sempre jogava um charme para TODAS as mulheres que lhe chamavam a atenção, estas sempre se jogavam em seus pés.
Sem falar das inúmeras orgias, na qual aconteciam bem neste quarto, com varias de suas concubinas preferidas.
O que eram muitas.
Se isso não fosse o bastante ainda tinha ela.
Isso foi a muito tempo atrás.
Quando ele tinha 17 anos.
Serendine era a garota com quem ele pretendia se casar, segundo o que ele dissera era puramente um casamento de negócios.
Eles se casariam para poder salvar as pessoas de sua terra natal de um terrível expurgo em massa, que estava sendo realizado pelo irmão mais velho de Drakon, juntamente com outros que estavam aliados a ele.
Drakon naquela época não tinha a aparência que tem hoje.
Serendine era a princesa de Parthevia, a cidade onde ela nascera, também era a cidade natal de Sinbad.
O local onde ele cresceu viveu, e onde seus amados pais morreram.
Significava muito para ele.
Então para ele poder salvar aquela cidade ele teria de se casar com a princesa de lá para poder se tornar rei de Parthevia, assim ele teria o direito de intervir diretamente no que estava ocorrendo naquele lugar, tendo também o apoio do rei de Balbade como aliado, mas isso só seria possível se ele conseguisse o status de nobreza, como ele não nasceu de uma família nobre, embora seu pai fosse considerado um herói no batalhão de guerra do exercito daquele país, ele precisaria se casar com alguém que tivesse em seu sangue uma linhagem real, que tivesse um titulo nobre, em outras palavras uma princesa.
E Serendine era a única princesa de Parthevia, sendo assim ele não tinha outra escolha.
Não poderíamos lutar contra as forças que tinham aquele país sob controle.
Eram fortes de mais e tinham muitos aliados, mesmo que Sinbad tivesse recursos, fosse um conquistador de Dungeons, tivesse nosso poder como suporte e o rei Rashid Saluja de Balbade como aliado.
Não seria o bastante para garantir uma vitória numa luta tão grande.
Alem do simples fato de Sinbad nunca aderir a guerra, como seu pai sempre o ensinou a odiar tal ato.
Pois só trazia dor, sofrimento e tragédia para ambos os lados.
E isso era algo que Sinbad sempre levara com sigo, como se fosse uma lei gravada em seu coração.
Não tinha outra solução se não um casamento.
Embora Drakon tenha apostado tudo no amor que ele tinha por Serendine, até mesmo a sua aparência humana, sacrificando então dela para poder salvar a garota que amava, seus sentimentos não foram correspondidos.
O que acabou por seu sacrificou ter sido em vão.
Ela amava Sinbad.
E confessou isso a Drakon.
Embora Drakon tenha feito tudo por ela, ela não tinha nenhum sentimento por ele, alem de amizade e gratidão pelo que ele fez por ela.
Mas ele não teve que esperar muito para que outra garota se declarasse para ele, mesmo ele tendo aquela aparência de Dragão, literalmente, ela o amava já a muito tempo.
E seu amor era verdadeiro, o que a fez aceitá-lo mesmo com sua nova aparência.
Com isso ele não foi capaz de lamentar por muito tempo por ter sido rejeitado.
E apesar de tudo isso ele também acabou por seguir Sinbad, se tornando um de seus generais, como eu, ao lado da mulher que realmente o amava, de coração, e ele merecia muito isso.
Embora Serendine sempre demonstrou seu amor por Sinbad, eu não poderia dizer o mesmo dele.
Nunca soube de fato qual foi realmente a relação que eles tiveram.
Mas deveria haver algo, ela era muito bonita, o que por si só já era um item no topo da lista de requerimento de Sinbad.
Alem de varias vezes eu os ver saindo de mansinho, eles costumavam procurar um lugar para ficarem a sós.
Para ser honesto eu não sei se realmente queria saber se havia algo entre eles, se Sinbad correspondia aos sentimentos dela.
O que não demorou muito para eu descobrir a verdade, mesmo não querendo saber.
Foi no mesmo dia do casamento deles.
Minutos antes de Sinbad ver sua noiva vindo em sua direção.
Estava tudo perfeito.
Mas deu tudo errado.
Serendine foi assassinada, bem diante de nossos olhos, bem no dia de seu casamento.
Não conseguimos capturar os culpados.
Isso deixou nosso rei em um estado irracional.
Ele queria achar os culpados custasse o que custasse, embora desconfiássemos do irmão de Drakon estar por trás disso, não ouve como provar.
Sinbad pareceu desolado, estava mortificado e chorava pelos cantos, quando alguém tentava se aproximar dele era imediatamente chutado para longe.
Ele dizia que queria, não, que precisava ficar sozinho.
E pior, descontava tudo na bebida.
Foi quando eu tive a certeza de que ele de fato a amava.
Todos sabiam o quanto Serendine amava Sinbad, eu particularmente podia ver muito bem isso na maneira que ela o olhava, como falava com ele e ate mesmo quando o disciplinava.
Foi também nessa época que descobri meus sentimentos por ele.
No começo pensei que o que sentia era apenas o resultado do que ele havia feito por min.
Que tudo o que sentia era apenas gratidão, e o considerava como um irmão para min.
Mas com o tempo eu não poderia negar mais a mim mesmo que não era somente gratidão, ou admiração.
Era amor, não um amor de irmão para com seu outro irmão, ou o amor que eu tinha por Hinahoho, Rurumu ou Kikiriku, alem dos outros quem também se tornaram minha família.
Era diferente, era mais forte.
Comecei a ter sonhos errantes com ele, comecei a pensar em coisas que nunca havia pensado antes.
Eu não podia negar mais o que sentia, mas ele já estava prometido a outra pessoa.
E sendo nós dois homens, esse sentimento não seria recíproco.
Por que era incomum.
Mas tudo bem, eu o amaria em silencio, a distancia.
E ansiaria por sua felicidade, eu garantiria que todos os momentos dele seriam felizes, ao lado da garota que ele escolhera.
Mas eu havia falhado.
Não pude prever o que aconteceu, não pude salvá-la.
Tempos depois de sua morte Sinbad começou a agir de maneira estranha, ele se tornou um homem um pouco distante, as vezes frio para com alguns, a bebida havia se tornado sua melhor companhia naquela época.
Todos ficaram preocupados com isso.
Preocupados de que de alguma forma a morte da pessoa que ele amava poderia mudar quem de fato ele era, de maneira permanente.
Eu chorava todas as noites, tomando muito cuidado para não ser pego por ninguém, por me sentir culpado pelo que aconteceu.
Sendo um ex assassino, como pude não prever algo como aquilo.
Chorava também pela dor que ele estava sentindo, eu mais do que ninguém sabia muito bem como era aquela dor.
Com o tempo as coisas foram melhorando, mesmo que isso acontecesse bem devagar.
Mas era melhor do que nada.
Semanas passaram-se.
Até que um dia para nossa surpresa ele voltou a ser ele mesmo, o Sinbad de sempre.
Foi um pouco preocupante por que isso aconteceu de uma hora para outra, mas não nos atrevemos a questionar nada.
Mas aos meus olhos eu podia ver muito bem a promessa que ele havia selado em seu ser.
Estava escrita em seus olhos, que brilhavam um pouco menos do que antes.
A promessa de que nunca mais se entregaria, ou amaria alguém de novo.
De que nunca amaria alguém, como amou ela.
Eu realmente não sabia bem qual foi a relação entre eles.
Mas descobri.
Era amor verdadeiro.
Um amor que ele nunca mais voltaria a sentir por ninguém.
Esse também era o motivo dele em seus 30 anos de idade ainda não ter se casado, não ter tido filhos ou se quer se preocupado em procurar alguma esposa.
Não que eu estivesse ansiando por esse dia de fato.
Mas eu não sou uma pessoa ingênua, sei muito bem que em breve esse dia terá que chegar.
E pensar nisso doía de mais.
Agora enquanto esse dia não chega, tenho que agüentar essa estilo de vida promiscua que ele leva.
Por mais que eu não goste da idéia dele se casar, por mais que isso me doa, eu preferia isso do que a cachorrada que ele estava fazendo em seu banheiro nesse minuto.
Bufando como um touro me dirigi para aquela porta a fim de ver com quantas ele estava se divertindo esta noite, já que não podia jogá-las em sua cama como sempre fazia.
A uma das portas estava entre aberta, então podia dar uma boa olhada pelo vão dela.
Quase cai para trás quando vi a imagem.
Aladdin e Alibaba.
Ambos nus dentro da grande banheira.
Aladdin estava cavalgando sobre o membro de um corado Alibaba, que no momento estava ocupado sugando um de seus mamilos.
Ambos estavam tão entretidos que nem me notarão.
Eu me afastei rapidamente colocando minha mão direita em meu coração, e a esquerda em minha boca.
E com certeza meu rosto estava corado violentamente.
Eu ainda não acreditei no que acabei de ver.
Mas sempre tinha desconfiado deles dois.
Estavam sempre dando olhares carinhosos um para o outro.
Uma vês peguei Aladdin soprando um beijo para Alibaba que fingiu fisgá-lo com sua mão.
Foi quando eu realmente descobri que eles sentiam algo um pelo outro.
Mas o que acabara de presenciar era um nível totalmente diferente do qual eu imaginara que sua relação estava.
Eu fui apressado para a varanda, usei do vento fresco para acalmar meu coração mas mesmo dali onde eu estava podia ouvir alguns suspiros.
Corei de novo.
" EVEA me empreste seu poder. "
Pedi.
Fui coberto novamente pela grande esfera de luz.
Sem perder tempo voei pelo pela parte de trás do palácio, já que a parte da frente estava havendo um grande banquete com nosso povo.
Eu teria que contorná-los.
Quando o fiz subi o mais alto que podia, estava prestes a sair pela barreira de Yamraiha.
Foi quando captei algo com minha visão periférica.
Reparei uma grande movimentação ao sul da costa, próximo da praia.
Ajustei meus olhos para poder focar naquele local, eu sabia muito bem que apesar da altura em que estava se focasse em um local especifico meu foco de visão se ampliaria.
Eu os vi.
Haviam 5 de nossos generais em confronto com 40 homens, desconhecidos para mim, que estavam próximos de duas embarcações de tamanho médio, provavelmente para não chamar a atenção.
Alguns deles estavam usando armas mágicas, que utilizavam do uso de magoe da pessoa que a empunhava para causar um ataque poderoso no oponente.
Sharrkan bailava no campo, enfrentando 6 homens de uma só vês, utilizando sua espada de uma maneira única como sempre, ele era um ótimo espadachin.
Masrur conseguia dar conta de 20 deles de uma vês só sem sequer derramar uma única gota de suor.
Drakon e Pisti trabalhavam juntos tomando conta do pequeno grupo que havia fugido adentrando na floresta de frente para praia.
Enquanto isso Pipirika derrubava vários deles com seu machado.
Apesar dela não tomar muita parte nos confrontos, ela sabia lutar muito bem.
Sorri.
Eu realmente não tinha com o que me preocupar, sabia muito bem que eles dariam conta rápido daqueles intrusos, sejam eles quem quer que fosse.
Ao menos foi o que eu pensei, eles se agruparam protegendo suas retaguarda, e com isso conseguindo cercá-los, formando um circulo em torno deles eles então lançaram uma rede, feita de sombras escuras e inumanas, sobre eles.
O efeito dela parecia ter ido de imediato vi como seus corpos tremeram com o contato daquela coisa, em segundos estavam todos no chão.
Mas conscientes, eu podia ver seus olhos abertos, a aflição e dor banhando seus rostos.
Pensei que iriam tentar se soltarem para voltar ao combate.
Mas não estavam se mexendo.
" Droga. "
Eu desci rapidamente em direção a eles.
" EVEA vou precisar das minhas laminas agora. "
Afirmei.
Quando me transformava elas eram guardadas por EVEA, ela as liberaria quando eu precisasse do uso delas.
Um brilho dourado surgiu em meus braços, eram as linhas de meu Household Vessel.
Elas que sempre foram de um vermelho sangue, agora pareciam ser feitas de luz.
Assim como minhas laminas, que antes eram de prata, mais agora eram de ouro, eu sempre tinha duas delas, uma em cada braço, mas agora tinha quatro, e elas estavam muito maiores e sendo assim não tinha como serem escondidas do mesmo jeito que eu fazia antes.
O engraçado é que apesar de seu tamanho agora, elas não chegavam a pesar quase nada.
" Você tem total controle sobre elas agora, com apenas o seu pensamento você poderá comandá-las a sua vontade e com essas cordas especiais não precisara se
preocupar com a distancia de seu alvo, pois elas nunca irão acabar, nem chegar ao seu fim, não importa a distancia. "
Falou EVEA.
Fiquei surpreso com isso.
Eu então usei da maneira que ela me disse, comandei as cordas para que descessem e afastassem os soldados, que nesse momento estavam levantando suas espadas para goleá-los sem nenhuma misericórdia.
O movimento fez todos levantarem do chão e caírem para trás, muitos deixando cair suas espadas.
Eu aterrissei na areia fina e clara da praia, mas sem perder tempo algum, rapidamente usei de minhas laminas para cortar aquela rede de trevas.
Mas quando minhas laminas a tocaram foram elas, aquelas linhas feitas de sombras que emitiam um certo desconforto só por estar perto delas, que se iluminaram
a escuridão delas deu origem a luz e assim elas subiram deixando apenas um leve brilho no ar.
—Oe, quem é você estranho ?_Perguntou Sharrkan levantando sua espada para min.
Revirei meus olhos.
Yamuraiha deu-lhe um murro na cabeça.
—Quem mais seria idiota._Falou ela.
Ele apalpou o topo de sua cabeça tentando aliviar a dor daquele local.
—Se eu soubesse não teria perguntado você não acha sua velha idiota._Gritou ele.
Ela o ignorou, pela primeira vês.
Os soldados tentando se agrupar, da mesma maneira de antes, ao nosso redor, e conseguindo.
—Não abaixem sua guarda._Ordenei.
—Jafar san, é você mesmo ?_Perguntou Pipirika incrédula._Mas como você.._Ela foi interrompida por um disparo de uma arma mágica que um dos soldados a havia trocado por sua espada, que estava caída próxima ao seu pé.
Foi por pouco.
Fechei meus olhos.
" EVEA vou usar seu poder agora. "
" É só deixar sua mente livre e as palavras virão até você, se concentre nas pessoas que você não quer que sejam atingidas pelo poder."
Me instruiu ela.
Limpei minha mente como me disse.
A sensação de paz me dominando por um momento.
MOON LIGHT INFINITE
Soaram em minha cabeça.
Eu então dei muitos passos a frente.
—Oe, Jafar o que esta fazendo ?_Falou Sharrkan.
O ignorei.
A luz do luar jorrou seus raios, que de imediato se tornaram tão brilhosos quanto os raios do sol, mas de um tom azul profundo e incomparável.
—Não vou deixar que profanem esse lugar com a presença indesejada de vocês._Cuspi as palavras.
—Atirem._ Ordenou o soldado mais alto, o que se destacava dentre os outros.
Ele deveria ser seu general pelo visto.
As espadas foram substituídas por armas, e eles começaram a disparar, tendo a mim como alvo.
—MOON LIGHT INFINITE!!!_Rugi as palavras que me dariam o poder de meu Djinn.
Como se o tempo tivesse parado bem diante de meus olhos.
Tudo se movia lentamente.
Meu corpo alçou vôo, como se tivesse adquirido vontade própria, se posicionando no centro dos raios que a lua atirava em min.
Podia senti a imensa energia que sobrecarregava meu corpo, todo o meu corpo brilhava com uma forte luz branca agora.
Os rukhs começaram a sair de dentro do mar como naquela vês e vieram repousar em min.
Eles pareceram aumentar ainda mais a energia que eu estava recebendo.
Eu estava carregando meu poder.
Tive medo de que os disparos, que avançavam a velocidade de caracol nesse minuto, voltassem a sua velocidade normal e assim atingissem meus amigos.
Lembrei do que EVEA me disse, me concentrei neles, para que não fossem atingidos por meu poder quando o liberasse.
Foi quando não pude agüentar mais e os liberei.
Um enorme feixe de luz saiu de mim e foi em direção a todos, exceto pelos generais que também estavam ali, que estavam sob a areia da praia, nem seus barcos escaparam.
Rapidamente o fechei foi se expandindo ate cobrir todos de uma única vês, dai ele tomou uma forma circular e a luz que brilhava se transformou em uma imagem de uma enorme lua cheia.
Com isso ela se expandiu e explodiu em uma vasta tempestade de luz e água, que por fim se tornou uma onda de brilho que se propagou pelo país inteiro, mas não pareceu causar dano.
Ao menos essa ultima parte de meu poder.
Apesar de muito poderoso esse ataque, meus amigos não sofreram dano algum.
Eles olharam ao redor com olhos arregalados.
Eu também estava com a mesma expressão.
Os soldados estavam todos caídos pelo chão de areia, alguns corpos flutuavam no mar.
Seus barcos estavam em chamas
Uma circular cratera gigante havia abocanhado todo o local daquele campo de batalha.
Desde o inicio da floresta, onde muitas das arvores estavam queimadas e outras ainda estavam consumidas por um chamas de cor azul, assim como nos barcos,
até no final onde a areia encontrava o mar.
Com certeza não usaria esse poder em um lugar onde haveria muitas pessoas, pelo menos não onde pessoas inocentes estavam.
Aterrissei no chão novamente.
Os rukhs azuis que antes tinham me emprestado seu poder agora me rodeavam, seu numero pareceu ter aumentado drasticamente agora que eu percebi.
Foram bem menos os que haviam pousado em min.
Mas não poderia me preocupar com isso agora, ainda tinha muita coisa para fazer.
—Obrigado._Agradesci a eles.
—Obrigado pelo que, você fez tudo sozinho._Falou Sharrkan.
Yamuraiha se aproximou de min.
—Você consegue velos agora não é _Me perguntou ela.
Assenti.
—Passei a velos depois que conquistei EVEA._Contei.
Claro que ela podia velos, ela era uma maga, os usuários de magia sempre tiveram ma forte conexão com os rukhs, só perdiam para os magis que estavam em um nível muito mais alem do que podíamos imaginar.
Mas eu não sou um magi, e nem um mago.
Nem mesmo Alibaba pode velos sem a ajuda de Aladdin.
Foi só pensar nesses dois que corei de imediato ao me lembrar da cena que presenciei minutos atrás.
—Do que vocês estão falando, estão vendo assombrações por acaso ?_Perguntou Sharrkan._Eu bem que avisei Jafar, para você não ficar andando com essa mulher louca varrida, agora veja o resultado, esta
pegando a loucura dela._Ele debocho de nós.
Dois fortes Jatos de água o atingiram jogando ele na moita atrás de nós.
Ambos rimos.
Ela sorriu ao olhar pra min.
—Então essa é a sua transformação, ficou ótimo em você._Comentou, mas podia muito bem ver a grande preocupação mau escondida em seus olhos.
—Eu.._Não sabia o que dizer.
—Acho que até Masrur aprovou não é ?_Perguntou ela a um corado Masrur, que nesse minuto desviou seu olhar de min.
Ele resmungo.
—Sim._Falou ele sem nos dar muita atenção.
Ele estava varrendo a praia com seus olhos, que assim como os meus, não deixavam passar nada.
Foi quando, em um piscar de olhos, ele se atirou sobre mim, me levando ao chão junto com ele.
Eu gemi devido a seu peso, ele estava bem em cima de min.
—Masrur mas o que.._Parei ao ver a flecha em seu braço.
Ela era negra assim como aquela rede de antes.
Mas desta vês aquelas sombras estavam saindo da flecha e adentrando na carne onde ela estava encravada.
Em Masrur.
Eu me virei para encontrar o mesmo homem, que tinha ordenado aos seus soldados para que atirassem em mim.
Em suas mãos um arco e uma aljava com umas poucas flechas.
Eu cheguei a manobrar minhas laminas, mas Sharrkan estava mais perto dele e foi mais rápido do que eu.
Me virei para encontrar Masrur convulsionando no chão de areia branca.
O sangue não estava saindo daquele ferimento, mas a carne em volta estava ficando preta e flácida.
" Magia de rukhs negros. "
Sussurrou EVEA em minha mente.
Essa não.
Yamuraiha estava ajoelhada tentando segurar sua cabeça, que ia ao chão com força e inúmeras vezes.
Sharrkan estava vindo em nossa direção o mais rápido que podia.
—Vou buscar ajuda._Gritou Pipirika ao sair correndo em direção ao palácio.
—Sharrkan vá com ela._Ordenei.
—O que, você só pode estar brincando comigo, nem pensar eu.._Ele começou a discutir.
Eu sei o quanto vocês dois são próximos, mas ainda á alguns desses soldados na floresta eles podem tentar interceptar qualquer pedido de ajuda que tentemos._Falei.
—Drakon e Pisti foram atrás deles e.._Tentou argumentar.
—Sim é verdade mas eles ainda não voltaram, por isso eu preciso que você vá com ela entendeu, sei que esta preocupado, todos estamos, essa flecha era para mim, mas ele a tomou em meu lugar, confie em mim, eu não vou deixar ele morrer._Falei com convicção.
—Eu sei disso._Disse ele parecendo derrotado._Voltamos o mais rápido que pudermos._Ele disparou atrás de Pipirika.
—Jafar o coração dele esta tão fraco.._Yamuraiha falou desesperada.
Ela estava envolvendo uma grande quantidade de água para cobrir seu corpo, assim poderia avaliar a gravidade dos danos e em quais locais eram usando sua magia.
Eu me agachei perto dele.
—Tudo bem, apenas..deixe eu me concentrar._Falei ao segurar o rosto dele com ambas as minhas mãos.
Você salvou minha vida meu terno amigo, meu irmão.
Por isso não vou deixar que você morra.
Não vou deixar você continuar sentindo essa dor.
Irei tomá-la por você.
Com isso juntei meus lábios aos dele e dei em Masrur um beijo de ternura, compaixão.
E cura.
Deixando minha língua passar ligeiramente na sua.
Senti um arrepio estranho em meu corpo.
Foi quando ele abriu seus olhos, que se esbarraram com os meus fazendo o corar fortemente.
Afastei então meu rosto do dele.
—Masrur, você esta..curado._Falou Yamuraiha com alegria.
Ela então retirou seu feitiço de água sobre ele.
Minha transformação se foi, me fazendo voltar ao normal.
—Jafar ?_Me chamou Yamuraiha.
Mas minha mente já estava muito longe dali.
Meu corpo ficou tão pesado, minha cabeça girava.
Mas mesmo assim podia ver, a flecha que antes estava no braço de Masrur, agora estava encravada em meu braço.
—JAFAR!_Gritou Masrur ao ver o que eu, e Yamuraiha estávamos presenciando agora.
A sombra de uma mão com garras subiu de meu ferimento em direção a minha cabeça.
Ela deslizava por minha pele deixando um rastro de dor e suor.
Um brilho negro e violeta fluía dela.
Ela então chegou em minha cabeça e cravou suas garras lá, me fazendo gritar de dor e tombar para trás.
—JAFAR! JAFAR!_
Podia ouvir os gritos mas não distingui-los.
Minha visão foi ficando borrada.
Mas mesmo assim pude velo.
A pessoa que eu amava.
Meu rei.
Vindo em meu socorro, mais uma vês.
—JAFAR!_Sua voz foi a ultima coisa que escutei.
Antes que meus ouvidos ficassem surdos.
E seu rosto preocupado, seus olhos dourados.
Foram a ultima coisa que consegui captar antes de mergulhar na escuridão profunda.
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