Meu eterno amado
14 Confissão
Notas iniciais
SINBAD
—Ele parece estar em agonia._Comentou Yamuraiha ao medir a temperatura de um inconsciente Jafar.
Sim eu também podia ver isso em seu rosto.
Estava corado e ele estava inquieto, se debatendo e se mexendo na cama devido ao desconforto, as vezes ele suspirava pesadamente como se estivesse com dor.
Embora ele estivesse desacordado.
Hinahoho, Pipirika e Kikiriko estavam ao lado dele, Spartos e Sharrkan estavam próximos a Masrur que parecia um pouco pesaroso com a situação.
A preocupação parecia preencher todo aquele quarto, que rapidamente ficara muito apertado devido ao aglomerado de pessoas que estavam ali, deixando uma atmosfera pesada e muito tensa.
Suspirei.
—Como ele esta ?_Perguntou Masrur.
Ele tinha uma cara muito preocupada, e vi a culpa estampada em seus olhos.
—Ele esta..bem eu realmente não sei._Confessou Yamuraiha._Mas como seu Djinn disse naquele dia isso acontece enquanto a cura é realizada em seu corpo certo, então só precisamos esperar._Falou ela.
—É, acho que é tudo o que podemos fazer por agora._Falei.
Um estrondo ecoou no meu quarto.
Olhei para ver a mão de Masrur esmurrada na parede, que agora havia um buraco nela.
—Me desculpem._Falou ele.
Ele deixou o quarto em silencio.
Eu estava espantado, geralmente ele tem mais controle do que isso.
É claro que ele estava se sentindo culpado pelo que ocorrera, mas se a situação fosse o contrario ele não teria feito o mesmo ?
Alem disso ele salvou a vida de Jafar com aquele ato.
E Jafar queria retribuir o mesmo ato.
Ainda assim um pontada de Ciume espetava meu interior por ter presenciado aquele beijo entre os dois, principalmente ao ver a expressão do Fanalis mediante aquele beijo, ele que sempre foi de não demonstrar emoção alguma, corou como um garotinho apaixonado.
—Vou falar com ele._Disse Sharrkan indo atras de seu amigo de infância.
Eu me sentei na poltrona ao lado de minha cama e observava o conselheiro aflito que ali repousava em um sono muito agitado.
Drakon irrompeu pela porta junto com Pisti mas não puderam seguir mais do que alguns passos.
Todos os generais estavam ali ao redor preocupados com seu querido conselheiro.
—Viemos assim que soubemos, como ele esta ?_Perguntou Pisti.
—Ele vai ficar bem._Falou Yamuraiha._Ele é o mais forte dentre todos nós afinal, vai tirar essa de letra._Tranquilizou ela.
Sim Jafar era mesmo um homem muito forte.
Passara por tantas coisas desde criança, e sempre superou os desafios que se atiravam em nossa frente naquela época, e agora não seria diferente não é ?
Drakon suspirou.
—Ele precisa é de umas boas ferias depois disso, como se já não bastasse o que aconteceu com Apolo.._Drakon comentou distraidamente, mas se deteve ao perceber seu deslize.
Sim aquele bastardo.
Eu ainda teria que lidar com ele, e provavelmente com todas as consequências que meu ato descontrolado causaria para mim mesmo.
Mas não me arrependo de nada.
—Como assim, o que aconteceu mais cedo com ele e Apolo ?_Indagou Hinahoho.
Eu congelei, até mesmo Drakon deu alguns passos para trás como que pretendesse fugir da questão que acabara de levantar inconscientemente.
Os únicos que sabiam do ocorrido eram eu, pois peguei aquele desgraçado em flagrante, Drakon, que viu o resultado do meu total descontrole ao espancar aquele moleque arrogante, e Yamuraiha, a quem pedi para que analisasse a magia contida naquele anel, no qual havia deixado Jafar completamente indefeso.
Também lhe pedi para que cuidasse de nosso visitante, tomando muito cuidado para que ninguém visse o estado em que o príncipe de Atlântida estava, e para que não se espalhasse nenhum boato mediante a esse ocorrido.
Mas essa não era nossa prioridade.
Estamos evitando de trazer esse assunto em questão para não constranger Jafar, era uma situação delicada.
Mas de todas as pessoas, a que com certeza não poderia saber sobre isso era Hinahoho e seu filho Kikiriko, caso o contrario o enterro de Apolo seria realizado mais cedo do que ele imaginava.
—Ele.. apenas não estava se sentindo bem, por isso pedi que cessa-se todos os seus deveres por hoje para que ele pudesse descansar._Falei.
Hina não pareceu engolir a desculpa que lhe dei.
—Na verdade hoje de manha ele reclamou que estava sentindo um pouco de tontura._Me encobriu Yamuraiha._Ele acabou por vomitar no principe de Atlantida._Falou ela.
Ele semicerrou seus olhos.
—Por falar nisso, já faz algum tempo que não o tenho visto desde hoje cedo, e não notei a presença dele durante seu anuncio._Hina indagou.
Ele certamente estava fechando o cerco ao nosso redor.
Era incrível como ele conseguia pegar as coisas no ar, principalmente quando estávamos tentando esconder algo dele.
—Bem.._Começou Pisti._Eu vi aquele charlatão indo para seus aposentos com duas concubinas enroscadas nele..humm ficavam se esfregando nele, esses homens são todos iguais._Mentiu ela.
Ele a encarou, depois direcionou seu olhar imponente para Drokon, que assentiu.
Ele deu-se por vencido.
—Se ele estava tão mau assim por que permitiram que ele entrasse no meio daquela briga ?_Perguntou ele.
—Ai é que esta, ele apareceu do nada._Falou Spartos.
—E pra falar a verdade se não fosse por ele não estaríamos aqui agora._Comentou Yamuraiha.
Como sempre.
Jafar estava sempre colocando sua vida no limite entre a vida e a morte, tudo para proteger as pessoas com quem ele se importava.
E o país que com tanto custo fizemos se erguer nesta bela ilha.
—Sentimos muito Sinbad sama._Falou Aladdin pela primeira vês._Nós nos distraímos por alguns minutos e quando vimos ele já não estava mais no quarto, mas os guardas disseram que ninguém entrou ou saiu pela porta que eles estavam guardando._Falou ele.
Eu havia me esquecido de que eles estavam ali também.
Aladdin e Alibaba pareiam dois filhotes de cachorro, a culpa estava estampada em seus rostos.
Balancei minha cabeça.
—Não se desculpem, Jafar pode mesmo despistar qualquer um e ser mais liso do que uma enguia._Falei com um sorriso.
A verdade era que ele era realmente liso, e suave e..
Minha mente começou a relembrar os acontecimentos de algumas horas atrás.
Quando naveguei minhas mãos pelos arredores de seu corpo macio.
Quando minha boca provou do doce sabor de seus lindos mamilos, e o quão belo eles fiavam, o tom rosa pálido incomum, em contraste com o alabastro da pele de Jafar.
De repente comecei a me sentir tão..excitado.
Céus isso não é o melhor momento para pensar nessas coisas.
Ainda mais com ele estando neste estado.
—Mais vocês se distraíram com o que exatamente ?_Perguntou Hinahoho.
Imediatamente intervi a favor deles, ainda mais quando ambos coraram fortemente.
—O mais importante agora é a recuperação de Jafar._Disse a eles._Hinahoho conto com você para tirar alguma informação dos soldados que sobreviverão._Lhe disse.
Pela primeira vês tínhamos prisioneiros em nossa masmorra, embora eles fossem poucos.
O poder que Jafar liberou naquela praia foi incomparável, e aquele ataque nem foi sua magia extrema.
Fiquei realmente impressionado com sua habilidade.
—Certo, mas acho que todos nós já sabemos, de onde aqueles soldados vieram._Falou ele ao se dirigir para a porta.
Todos pareciam muito preocupado com a situação agora.
E não era para menos.
—Acha mesmo que o Ioreck esta por trás disso ?_Perguntou Spartos.
—Eu não tenho nenhuma duvida quanto a isso._Respondeu Hina.
—E aquele equipamento que estavam usando contra nós, aquelas armas, eram sem sombra de duvida o resultado da manipulação de rucks negros._Disse Yamuraiha, dando-me um olhar discreto._Mas não faço ideia de como eles foram conseguir tal equipamento, mesmo tentando usar minha magia de água, não consegui nada._Falou ela de maneira frustrada.
Sim, sem duvida era o mesmo tipo de manipulação que estava presente naquele anel, o que mais me intrigava era como Apolo teve acesso a tal item, não são algo que você possa encontra simplesmente esbarrando por ai, em algum vendedor ou comerciante, em qualquer lugar.
Algo me dizia para não ignorar tal conhecidencia.
_Precisamos tomar algumas medidas de segurança quanto a isso Sin._Falou Drakon.
—Concordo, mas mesmo assim precisamos saber qual era o objetivo deles ao virem aqui, não eram soldados o suficiente para tomar este país._Falei.
—Verdade, ao menos vou poder descontar minha frustração em alguém._Falou ele.
—Precisamos deles vivos Hina._Lembrou-lhe Yamuraiha.
—Por hora._Disse ele saindo do quarto acompanhado de Kikiriko.
Assim que saíram do quarto Pisti atacou.
—Mas o que realmente aconteceu ?_Perguntou ela olhando para nós.
Suspirei.
—Jafar teve um desentendimento com o príncipe e acabaram discutindo, Apolo veio até mim exigindo uma punição para a falta de respeito de Jafar, eu tentei aliviar a tenção, mas não funcionou._Menti descaradamente, mas era para o bem de Jafar._Apolo começou a insultar Jafar e..e até mesmo insultou o nome de seus pais, acabei perdendo minha paciência e ordenei para que ele retirasse seus insultos maldosos, ele se recusou e começou a me desrespeitar, o que levou a perder o pouco do controle que tinha no momento, acabei arrebentando a cara dele._Conclui.
Tecnicamente não menti em tudo, pelo menos não na parte de ter-lhe arrebentado a cara.
Pisti arregalou seus olhos de loli.
—Nossa se Hina descobre..teriamos um enterro._Falou Spartos.
Todos, inclusive quem estava ciente do que realmente aconteceu, concordaram, com esta nova versão.
Era melhor assim.
Soutei um suspiro de alivio após a saída de Hina e Kikiriku do quarto, não foi como se eu tivesse outra escolha além de mentir para eles, eu odiava ter que fazer esse tipo de coisa ainda mais com meus companheiros, mas não tive escolha.
Ainda mais numa situação ruim como a que estávamos, eu não pude deixar de ter sentido alivio por telo enganado, por mais que isso espetasse a minha consciência já manchada.
Mas este logo se foi ao perceber que nós estávamos mediante a um grande problema que estava em minhas mãos agora, ela não era nada boa.
—Sinbad você ainda precisa estar presente no festival, para que as pessoas não desconfiem de que algo esta errado. _Perguntou Spartos.
—Podem ir._Nos disse Yamuraiha._Vou ficar aqui com ele, se houver qualquer sinal de que ele possa estar piorando eu aviso._Persuadiu ela ao ver que eu estava prestes a recusar a oferta.
Suspirei em derrota ela tinha razão.
— Muito bem de qualquer jeito eu realmente precisava de uma bebida._Falei ao companhá-lo, dando uma ultima olhada na linda pessoa que repousava mais uma vez em minha cama.
Como eu desejava estar ali ao seu lado, o confortando.
O amando.
JAFAR
Eu estava vendo tudo embaçado, devido as lagrimas que escorriam dos meus olhos.
Eu havia acabado de tropeçar em uma pedra, enquanto corria pelo gramado florido do campo em frente ao castelo, e caído numa possa de água lamacenta.
Acabei ralando meu joelho direito, estava sangrando um pouco.
Eu continuei a chorar enquanto chamava por minha mãe.
Uma mão pousou em meu ombro.
Levantei minha cabeça.
Uma outra mão estava enxugando minhas lagrimas.
—Jafar esta tudo bem, eu estou aqui._Falou uma voz, que reconheci de imediato.
—Corrin !_Falei alegre ao revelo de novo.
Ele sorriu, seu sorriso era tão bonito, assim como seus olhos azuis, era como se eu estivesse olhando para o mar quando olhava para eles.
Seu cabelo caia até os ombros, em um negro como a noite.
Eu estendi minha mão e toquei uma de suas orelhas pontudas, como sempre fazia quando estávamos juntos.
Ele corou fortemente.
—Nanni ?_Queixou-se em sua linguá natal.
Eu ri da maneira de como ele ficou sem jeito, e ficou brevemente tímido, eu sabia muito bem que esse não era o seu jeito.
—Deixe eu cuidar disso._Falou ele ao rasgar a manga de sua camisa azul marinho.
Ele então amarrou o pequeno pedaço de tecido sobre meu ferimento.
Desta vez foi eu quem corei.
—O que esta fazendo ?_Perguntei curioso.
Ele então sorriu pra mim, e coçou sua cabeça com seu indicador.
—Estou cuidando do meu noivo._Disse ele.
Eu sorri.
—Obrigado._Disse timidamente.
Ele me estendeu a mão e me ajudou a levantar, ele sempre foi um menino magico pra min.
Sempre me fazia rir, era meu melhor amigo, e agora fez meu machucado parar de doer.
—Corrin eu.._Parei no meio da frase que ia falar pra ele, fiquei com vergonha.
Ele me encarou.
—O que ?_Perguntou ele.
Eu tinha que dizer a ele.
Queria que ele soubesse, mas tinha medo do que ele iria me dizer depois.
Inspirei profundamente e disse tudo de uma vez.
—CORRIN EU FICO FELIZ QUE VOCÊ VAI SER MEU MARIDO !!!_Gritei com meus olhos fechados, virando de costas pra ele.
Eu esperei por sua reação, mediante a minha declaração.
Quando não ouve resposta alguma
Eu então criei coragem, mesmo estando com medo da expressão que veria em seu rosto, e me virei para encará-lo.
Ele estava um pouco corado mas seu rosto não era o de uma pessoa brava ou de alguém que estava com nojo por estar nesta situação.
—Desculpe não estava prestando atenção o que foi mesmo o que você disse_ Me perguntou ele.
Eu fechei a cara pra ele, meu humor mudando repentinamente por causa dele.
—Você é um idiota._Disse ao me afastar dele.
Como ele não ou viu o que eu lhe disse, eu praticamente gritei aquilo.
“ Corrin seu grande idiota, você é o pior. ”
Comecei a marchar rumo a meu castelo, mas ele segurou o meu braço me impedindo de prosseguir adiante.
Ele me virou para si, para que eu o encarasse.
Eu o fuzilei com os meus olhos.
Mas ele agiu de maneira oposta, ele sorriu radiante pra min.
Ele parecia tao feliz.
Foi quando de repente ele me puxou para junto dele.
Eu fiquei sem reação, exceto por meu rosto que deve ter corado de maneira quase rude, pensei que fosse derreter pelo súbito calor que inundou todo o meu corpo.
O calor que vinha dos seus braços era tao... BOM.
Eu estava me sentindo como se minhas pernas tivessem virado geleia.
E então para completar ele me deu um beijo, na minha boca.
Foi rápido, mais rápido do que eu queria que fosse, mais ainda assim, foi algo único para min.
Ambos coramos quando nossos olhos se encontraram.
—Eu também.._ Começou ele._Eu também estou muito feliz de que sera você o meu esposo._ Confessou ele pra min._Eu gosto de você Jafar, e muito.
Eu sorri, provavelmente corando ainda mais do que já estava.
“ Ele gosta de min. ”
Ele então pegou a minha mão e começou a me conduzir ate a nossa colina, era o lugar onde nós sempre víamos o por do sol juntos, sentados bem de baixo de um grande e velho carvalho.
Estávamos quase lá quando Corrin parou de maneira brusca, me fazendo tropeçar e trombar com as suas costas.
—ETTAI.._Reclamei._ Corrin o que foi_Lhe perguntei quando vi ele encarando algo a nossa frente.
Olhei na mesma direção que ele e vi uma pessoa estranha encostada na grande arvore.
Era um belo homem, seus longos cabelos roxo escuro, ou purpura, desciam em um grosso rabo de cavalo, sua pele era bronzeada, devido ao a tomar muita luz do sol eu acho.
Mas foi seu lindo par de olhos dourados que ganharam toda a minha atenção.
Eles eram lindos, e me pareciam tao familiares, eu acho que conheço esse homem mas não consigo me lembrar direito.
—Jafar você deveria tomar mais cuidado com as suas companhias._Falou o estranho.
Me sobressaltei.
Ele sabia meu nome e pela maneira casual com a qual falou, parecia ser alguém que me conhecia muito bem.
Mas afinal do que ele estava falando.
Foi quando Corrin baleou para o lado e caiu no chão.
Comecei a ir até ele quando o estranho entrou na minha frente, me impedindo de chegar até Corrin.
Entrei em panico.
—Jaa..far_Ele dizia com dificuldade._Fuja!_Disse por fim.
—Eu não vou te abandonar._Disse a ele, ao mesmo tempo em que dava ao estranho na minha frente um olhar mortal.
Mas ele não pareceu se incomodar com isso.
Vi com olhos arregalados quando a pele de Corrin começou a ficar escamosa e de um tom azulada.
O que estava acontecendo com ele.
Ele estava em agonia, eu podia ver isso em seu rosto.
Fiquei sem saber o que fazer.
—Nao se preocupe Jafar._Começou o estranho._ Vou acabar com a dor dele._Ele falou.
“ O que ele quis dizer com isso ?“
Foi quando ele tirou a sua espada da bainha que estava em sua cintura, que eu percebi o que ele estava prestes a fazer.
Eu me atirei na frente do estranho.
—Pare o que acha que esta fazendo ?_Disse em meio a fúria que se apossou de min._Nao se atreva a machucalo, se tocar nele voce vai saber o que.._ Minha ameça foi interrompida.
Ele segurou meu rosto com ambas maos.
— Muito bem, eu nao o matarei, mas somente se voce disser meu nome._Falou ele._E tem que ser de um jeito fofo._Disse.
Começei a tremer, temendo por Corrin, por sua vida.
Eu olhei para o homem em pé diante de min.
Seu nome, eu nao sabia o nome dele, eu nem se quer conheço esse homem , embora ele me pareça familiar de algun modo, ignorei totalmente o fato dele saber o meu nome e pareçer me conheçer de algun jeito, ele poderia estar tentando me enganar.
—Eu..eu nao sei seu nome eu nao.._Ele se aproximou mais de min.
O homem entao apertou uma de suas grandes maos, segurando firmemente minhas bochechas, que corarao, para que eu encarasse seus olhos, seus lindos olhos dourados.
— Vou fazer com que voce se lembre Jafar._ Começou ele._Vou marcar meu nome em seu corpo assim voce nunca se esqueçera de mim novamente._E com isso seus labios tomarao os meus em um beijo roubado.
Sua lingua invadiu minha boca saqueando tudo.
Fui pego desprevenido, nao..nao estou traindo Corrin.
“CORRIN.”
Quebrei o beijo.
—Vejo que terei que eliminar a concorrência antes de torná-lo meu._Ele então foi em direção a Corrin, que acabou por perder a consciência.
Sei que isso é errado, mas fiquei aliviado, e agradeci por ele não ter visto o que esse bastardo fez.
Eu tentei correr para interceder o estranho, mas por mais rápido que minhas pernas se movessem eu não saia do lugar, era como se o espaço ao meu redor me prendesse no mesmo lugar.
Me obrigando a assistir a terrível cena que aconteceria a seguir.
Ele já estava com Corrin caído aos seus pés.
Eu vi o homem empunhar sua longa espada e se preparar para desferir o golpe sobre o pescoço de Corrin.
—NÃO PARE !_Gritei, mas minha voz não passava de um sussurro aos meus ouvidos.
Eu estava tremendo de novo.
Tentei correr até eles, estavam a apenas 5 passadas largas de distancia.
Mas meu corpo estava me traindo, pois meus pés não se mexiam.
A lamina desceu rápido como um raio,
Nesta hora a luz do sol, que já estava beijando o azul do mar, refletiu sobre o metal da espada lançando raios prateados e azuis para todos os lados, alguns repousando sobre min.
E de uma hora para outra o nome de nosso agressor veio em meus lábios.
—SINBAD NAO FASSA ISSO!_Berrei com todas as forças de meus pulmões.
Abri meus olhos me levantando bruscamente da enorme cama.
—SINBAD NÃO!_Gritei em meio a escuridão do quarto.
Meu coração estava a mil por hora, eu ofegava e respirando com dificuldade.
—JAFAR..Jafar..olhe pra mim._Pediu uma voz conheçida._Me diga o que esta errado._Falou ela.
Era Yamuraiha, ela parecia muito aflita mas eu mau a notei ali.
Eu n ao escutava o que ela me dizia, e nem percebi quando ela deu algumas palmadas nas minhas bochechas, tentando me tirar do transe no qual eu estava.
Eu não estava com medo, bom só um pouco, estava mais era assustado para falar a verdade, quem era Corrin, que lugar era aquele onde eu estava.
E principalmente, por que eu havia me esquecido da pessoa mais importante da minha vida.
Como pude me esquecer dele.
Algumas lagrimas rolaram por rosto.
—Sin._O chamei com uma voz chorosa.
Eu estava com uma dor muito forte em minha cabeça.
Logo me senti cansado e cai de volta sobre o travesseiro.
Voltando a dormir, desta vez eu estava segurando firmemente o nome da pessoa que eu amava, com toda a força de minha alma.
“SINBAD”
SINBAD
—Ei Sinbad por ai não._Disse Spartos.
Eu quase trombei com um dos vasos de samambaia, eu ri em quanto bebia mais um pouco de minha garrafa.
Mas não caiu nada em minha boca.
Eu olhei para as garrafas que dançavam na minha mão, estavam todas vazias.
—Droggaaa_Disse as atirando pela janela do corredor por onde passávamos.
—Oe._Gritou Sharkkan.
Ele correu até a mesma janela por onde tinha jogado as garrafas e olhou para baixo.
Ele olhou e depois suspirou, como se estivesse aliviado com algo.
—Oe Spartss me traga outra bebida._Disse.
—Acho que você já bebeu o suficiente por hoje Sinbad._Falou ele.
Até parece, a noite mau havia começado.
—SSHakki me traga uma garrafa escondido, e fale para Mabel e Harija virem a meus aposentos._Disse pra ele.
—Eu estou bem do seu lado alteza._Retrucou Masrur.
TSC.
Um homem não podia se divertir mais.
Chegamos as portas do meu quarto, elas abriram sozinhas, ou assim eu pensei.
Yamuraiha saiu do quarto parecendo preocupada.
—Por que vocês demora...esqueça._Disse ela ao olhar para min.
Ela parecia estar muito decepcionada.
Nao entendi.
—Eu esperava que pelo menos hoje Sinbad você ao menos se controlasse um pouco._Falou ela de maneira dura.
—Yamu não é bem assim, ele estava muito preocupado com o Jafar, as pessoas começaram a reparar que alguma coisa estava errada dai.._Spartos foi falando.
Eu comecei a entrar no meu quarto indo em direção a minha cama, o efeito da bebida já começando a fazer efeito em minha cabeça.
—Oe Sinba.._Sharkkan começou mas Yamuraiha o interrompeu.
—Eu cuido disso, preciso que você e Spartos vão ver se Hina conseguiu descobrir algo com nossos convidados sobre o ataque na quela praia._Falou ela
Sharkkan suspirou pare
—Voce sempre.._Ele parou quando ela fechou a cara pra ele._ Bruxa!_Disse ao se virar.
—Andem logo._Gritou ela.
As portas foram fechadas, me deixando apenas com as luzes dos candelabros Comecei a me despir, deixando-as caídas no chão.
Deitei-me na grande cama, quando o rolar de outro corpo, bem do meu lado, chamou minha atenção.
Eu olhei o pequeno corpo ao meu lado, os longos cabelos brancos espalhados pelo fino lençol da cama.
Sorri, então eles já haviam preparado a minha diversão desta noite hen, muito bom pessoal.
Me aproximei da bela adormecida.
Ela estava de costas por isso não pude ver seu rosto, mas sem duvida era uma beldade afinal aquelas costas eram lindas.
Eu a puxei contra meu corpo.
Apalpei então suas nádegas firmes, hó sim hoje eu iria me divertir.
Eu a virei de frente para min.
Era Jafar.
Eu congelei por um segundo, que tipo de este era esse.
Eu retirei minhas mãos de sua estimada e formosa bunda com relutância.
Tomei uma certa distancia para não cair em tentação.
Mas como eu poderia dormir agora, com uma forte ereção entre minhas pernas.
TSC.
Seria uma longa noite, ao menos para min.
Algumas horas depois
Fui acordado por um par de mãos habilidosas, que estavam fazendo um ótimo trabalho em minha virilha.
Abri meus olhos para me deparar com a cena mais erótica que algum dia já vira.
Jafar estava entre minhas pernas com meu membro em suas mãos, um sorriso perverso em seus lábios me deu arrepios.
—Já..Jafar o que.._Não pude terminar de falar.
—Por favor Sin.._Disse ele._Por favor fassa amor comigo._Me pediu ele.
—O que..?_Disse abismado.
—Por favor pelo menos uma vês..só por uma vês eu quero sentir você dentro de min._Falou ele._Me ame por favor._Inplorou ele.
Eu estava fervendo de pura tesão, Deus como eu gostaria de possui-lo agora mesmo mas me contive.
Meu coração dando fortes marteladas em meu peito.
“ Se acalme.”
Disse para mim mesmo em pensamento.
—Jafar..não acho que sege uma boa ideia._Falei.
Seus olhos se tornaram tristes, e nesse mesmo momento eu me arrependi de telo negado.
—Você não me quer ?_Me perguntou ele.
Céus com quem ele aprendeu a fazer esse tipo de suplica.
Engoli em seco.
—Não é que eu não queira você Jafar, é que neste estado você não pode se ..digo..huunn!..seu corpo ainda não esta pronto para isso._Mas que tipo de desculpa eu estou dando.
Como se quisesse provar que eu estava errado ele levou meu pênis em sua boca e eu fui a loucura.
Todo o meu bom senso, assim como a razão se perderão, dando lugar a mais pura luxuria.
—Lembre-se de que foi você quem fez o primeiro movimento._O alertei antes de o agarra-lo e o leva-lo para baixo de min.
Eu então devorei sua boca, saqueando tudo la dentro, e saboreando o doce de seus inebriantes lábios.
Não era suficiente.
Eu depositei um beijo em seu pescoço.
Minhas mãos, havidas por explorar esta terra alva e desconhecida, que me proporcionaria prazeres inimagináveis, tomaram seu pequeno e leve corpo o puxando para que cola-se junto ao meu.
Com as mãos tremulas fui retirando suas vestes, despindo seu lindo e frágil corpo, até que estive-se totalmente nu.
Parei por um momento admirando sua beleza etérea.
Ele corou, e isso só o tornou ainda mais lindo.
—Sin..eu.._Ele começou a dizer mais o interrompi.
Cobri seus lábios com os meus, devorando sua boca como um verdadeiro animal selvagem, ao mesmo tempo em que minhas mãos exploravam cada centímetro de pele que Jafar possuía.
Mas não era o suficiente, eu precisava de mais.
Mais.
O puxei para meu colo e deixei ele sentir todo o comprimento de minha rigidez, para que ele também soubesse o quanto estava excitado.
E ao fazer isso pude saber, e sentir, que eu não era o único com uma forte ereção.
Ele corou ainda mais do que já estava, seus olhos se arregalando um pouco, dando-lhe um ar de infantilidade e inocência que em toda a minha vida jamais vira em alguém.
Esse olhar devorou todo o controle que eu tinha naquele momento.
Com um movimento brusco eu o virei na cama, arrancando de seus lábios um gemido puramente erótico aos meus ouvidos, ficando assim sobre ele.
Com a pressa que eu estava para se livrar de minhas vestes, acabei por rasgá-las em meio ao meu desespero combinado com o tesão que estava naquele momento.
Comecei a beijar seu pescoço mais uma vez.
Ele fechou seus lindos olhos e suspirou, era incrível como sua pele era sensível ao meu toque.
Sessei meus beijos e tracei um caminho de sua clavícula até um de seus lindos e rosados mamilos com minha linguá, seu sabor explodindo em minha boca.
E a maneira como seu corpo estremecia em antecipação, e como sua pele se arrepiava a cada lugar por onde minha linguá passava, isso era uma doce tortura para ambos.
Sem fazer nenhuma cerimonia eu abocanhei seu mamilo esquerdo e o suguei firmemente.
Jafar soltou um gemido gutural, que de uma maneira me fez ficar ainda mais duro do que já estava.
Mordisquei seu mamilo em meio ao maravilhoso sabor que invadia meu paladar.
Ele soltou um gritinho sufocado.
Eu iria fazer ele gritar meu nome, de uma maneira muito especial, para que todos desta ilha saibam quem esta lhe dando prazer, e de a quem ele pertence.
A luxuria estava tornando meus pensamentos totalmente incoerentes e irracionais, eu só conseguia pensar apenas em uma unica coisa neste momento.
POSSUIR O CORPO DO HOMEM QUE ESTAVA TREMENDO EMBAIXO DE MIM, COMO SE FOSSE UM COELHO ASSUSTADO NA FRENTE DE UM LOBO FAMINTO.
Essa era a melhor descrição para a cena que se passava naquela cama, e esse lobo iria devorar a virgindade de sua presa, fazendo isso como se fosse sua ultima refeição, custasse o que custasse.
E ninguém no mundo o impediria.
Eu segui para o outro mamilo, dando-lhe o mesmo tratamento que o anterior recebeu.
—Sin.._Ele implorou.
—Diga Jafar._O incentivei.
Ele me encarou, seu rosto era..o de alguém que estava em seu limite.
Pelo visto não era só eu.
Posicionei nossos membros para que ficassem juntos, e comecei a friccionar para cima e para baixo.
Jafar foi a loucura.
—Por favor.._Implorou ele.
—Me diga o que você quer que eu faça Jafar._Disse ao morder e sugar seu lábio inferior, o provocando.
O beijo que veio a seguir foi inevitável, minha linguá invadindo sua doce boa, saqueando a por completo.
Interrompemos nosso beijo apenas para buscar ar.
Jafar tocou meu rosto com a palma da sua mão.
Estávamos ofegando como dois cães, nossos halitos se misturando em um momento tao intimo, tao carregado de sentimentos e novos prazeres, quanto de novos temores.
—Eu preciso de voce.._Respondeu ele ofegante.
Sorri.
—Onde você exatamente precisa de min_O provoquei mais um pouco.
Eu sabia exatamente o que ele queria, era o mesmo que meu corpo, ambos estavam clamando para que consumássemos o ato, e nos entregar a indescritível paixão que estava afogando nossos corações , mas como essa era nossa primeira nossa noite juntos, e a primeira vez de Jafar, eu queria desfrutar.
E lhe proporcionaria a melhor noite de sua vida.
—DENTRO DE MIN._Gritou ele, com seu rosto vermelho e seus olhos fechados, de maneira desesperada. _Por favor._Sussurrou por fim.
Levou tudo de mim para não o invadi-lo agora mesmo, sabia que se fisese isso o machucaria, e eu certamente gozaria no mesmo instante.
O beijei, tranquilizando tanto a ele, como a mim mesmo.
—Vou lhe dar o que necessita._Sussurrei, entre dentes cerrados, em seu ouvido.
Provei uma vez mais de sua doce boca, de seus amáveis mamilos.
Me posicionei entre suas pernas, meu coração disparou como nunca antes havia me ocorrido.
De repente me senti como se fosse eu o virgem naquela cama, e de fato era, pois era minha primeira vez com um homem.
Puxei ambas as pernas dele, que de imediato circularam minha cintura, e o penetrei lentamente.
Era tao apertado e quente, macio, levou tudo de mim para não possui-lo como eu realmente queria, mas se eu o fizesse Jafar seria ferido e sentiria dor, por isso eu precisava ir com calma, mas falar é mais fácil do que fazer.
Eu escutei um suspiro de dor sair de seus lábios.
— Me desculpe Jafar, mas eu não posso parar agora que já comecei, desculpe._Lhe disse.
Eu empurrei dentro dele, bem devagar para não machucá-lo, até estar com todo o meu membro dentro dele.
Jafar suspirou.
—Me desculpe querido._Tentei o tranquilizar fazendo de tudo para não me mover.
—Tudo bem, eu também quero isso, só me de um minuto._Pediu ele.
Sorri.
—Ok._Disse.
Voltei a beijar seu pescoço de maneira preguiçosa, para que ele soubesse que eu não iria o forçar a nada.
Para que ele soubesse que eu iria tornar essa noite a melhor noite de sua vida, a ultima coisa que eu queria que ele sentisse agora era dor.
Mas meu pênis pulsava inconsolável dentro de Jafar, ele estava tao duro e dolorido dentro daquele espaço deliciosamente quente.
A sensação era uma doce tortura, e me excitava ainda mais.
—Tudo bem, vamos continuar._Falou ele depois de um tempo.
—Tem certeza bebe, não quero te machucar._Lhe disse.
Ao invés dele me responder ele afastou sua linda bunda de meu membro, só para depois impulsionar para frente, de encontro a ele.
Eu trinquei meus dentes.
—Já entendi._Disse entre dentes serrados.
Ele riu.
O som alcançando meu coração.
Eu comecei a me mover, deslizando minha ereção profundamente dentro dele, para depois tirar para fora deixando apenas a cabeça dentro, só para impulsionar para dentro dele uma vez mais, arrancando suspiros de prazer dele.
A ferocidade com que estávamos nos amando era fora do normal, a cama rangia de maneira rude e balançava conforme nossos movimentos foram ficando cada vez mais urgentes.
Logo nossos corpos se preparavam para o prazer eminente.
—Sin..eu..eu vou.._Ele tentou dizer algo pra min.
Mas não obteve sucesso.
Ele corou profundamente.
Mas é claro que eu entendi o que ele queria disser.
Ele já estava na borda, pronto para vir para min.
Eu sorri para ele, quele lindo sorriso que eu sabia, que sempre o desarmava.
— Venha pra mim Jafar._Ordenei.
Com isso ele gozou.
—SIIINN..BAD!!!_Gritou meu nome.
Uma explosão de prazer invadiu todo o seu corpo, o fazendo estremecer de puro êxtase.
Eu rosnou como um verdadeiro animal, comecei a me mover como se minha vida dependesse disso.
Meus movimentos foram ficando erráticos.
Com um ultimo movimento eu enterrei meu membro profundamente dentro dele e gozei.
Minha semente sendo deixada dentro dele.
Eu mordi seu ombro, para deixar minha marca nele.
Tremores e arrepios subiram por todo o meu corpo, meu coração parou mediante a tamanho prazer que estava sentindo.
Estrelas dançaram bem diante de meus olhos, nunca em minha existência eu poderia imaginar que sexo poderia ser desse jeito.
Ainda mais estando com um homem.
Eu desabei em cima dele.
Ambos ofegando feito dois cães.
Me virei para o lado o puxando junto comigo em um abraço.
Eu lhe dei um beijo, ele sorriu e sussurrou algo.
Ficamos assim por um longo tempo, até que Jafar adormeceu.
Fui lentamente adormecendo também, em meio a toda descarga de prazer e êxtase que ainda circulava em meu corpo.
—Jafar.._Sussurrei ao puxá-lo para meu peito, onde o aninhei em meus braços.
Ele já havia adormecido.
Não queria que essa noite acabasse, queria poder permanecer assim como estávamos agora, juntos, nos amando.
Ou melhor, fazendo amor como dois coelhos.
“ AMOR..”
Isso me fez querer rir.
Durante anos tudo o que tenho feito foi apenas sexo, nada mais do que prazer momentâneo, e uma noite de paixão ardente e travessa.
Sempre foi assim, ao menos até agora.
Com Jafar foi diferente das muitas noites de prazer que em muitos anos eu já tive, e isso não se deve ao fato dele ser um homem.
O prazer que senti foi algo su-real, a melhor noite da minha existência, mas havia algo mais.
A paz e sensação de conforto, e tranquilidade que sinto agora, após ter me deitado com ele, nunca senti isso com nenhuma das mulheres com as quais já me deitei.
Minhas pálpebras foram ficando pesadas.
Circulei a cintura dele com meus braços, tinha medo que se fecha-se meus olhos ele desaparecesse.
Por acaso seria essa a sensação, de fazer amor, digo ter sexo com quem se ama
JAFAR..
Eu havia prometido a mim mesmo, que teria você ao menos uma unica vez, mas acho que vou voltar atrás em minha decisão.
Você despertou em mim algo que nunca havia sentido por ninguém antes, além dos meus pais e o sentimento que tenho por este país que construímos.
Bocejei, o sono finalmente me venceu.
“ Jafar você..”
“ VOCÊ AGORA É MEU. ”
Abri meus olhos e acordei do que pareceu ser o melhor sonho de minha vida.
Já era tardar da manha pelo forte brilho do sol que passava pelas cortinas.
—Hann_Disse confuso.
Foi quando eu percebi o pequeno corpo aninhado ao meu naquela cama.
Jafar.
Ele estava nu em meio aos lençóis, assim como eu.
Meus braços estavam em sua volta como um amante possessivo faria.
Um arrepio subiu por minha espinha.
—Impossível._Murmurei.
Algo não estava certo aqui.
Eu olhei para o chão ao lado da grande cama, onde tanto as minhas vestes quanto as de Jafar estavam jogadas em farrapos.
Eu não estava entendendo nada, mas bastou apenas olhar para a marca de mordida em seu ombro que tudo o que aconteceu ontem a noite me veio em mente.
—Não pode ser._Eu arregalei meus olhos.
Não, não e não.
Não tinha como aquilo ter realmente acontecido, foi só um sonho.
Mas como essa marca veio parar ai.
Bem só a um jeito de saber se tudo o que eu fiz com Jafar naquela noite foi um sonho ou não.
Com cuidado eu me aproximei de Jafar.
Ele ainda estava dormindo profundamente.
Eu deslizei minha mão em suas nádegas firmes, dando um beliscão em ambas aproveitando a oportunidade, com meu dedo médio eu deslizei em sua entrada, que o acolheu sem nenhuma resistência.
Jafar soutou um curto gemido que me fez estremecer.
Eu fiquei excitado.
O local onde meu dedo se encontrava estava quente e ainda estava úmido por ter recebido a meu sêmen.
—Não pode ser._Disse ao perceber o que fiz com ele.
Jafar murmurou algo.
Me assustei ao pensar que ele já poderia estar acordando, afinal ele sempre se levantava com os pássaros.
Foi quando descobri que ele estava com febre, e uma bem alta.
Suspirei.
Eu sou mesmo o pior tipo de pessoa.
—_Eu amo Sin.._Falou ele baixinho.
Ele ainda estava dormindo, mas devido a sua febre ele só poderia estar delirando
Mesmo assim eu fiz o que fiz com ele neste estado, isso era imperdoável de minha parte.
—Me desculpe Jafar._Sussurrei aflito em seu ouvido.
—Amo.. Amo muito.._Sussurrou ele uma vês mais.
Tive dificuldade de entender o que ele estava dizendo.
Até que eu realmente prestei atenção em suas palavras.
—Eu amo Sin te, tanto, tanto que me dói._Disse em meio a seu delírio.
Meu coração inflou com alegria ao ouvir tais palavras vindo daqueles suaves lábios.
Mas me contive por um momento, poderia ser efeito da febre, ele esteve delirando a noite toda.
Mas todas as coisas que ele disse em meio ao seu delírio eram verdades.
Com todas as pessoas era assim quando passavam por isso, o cérebro ficava relembrando memorias enquanto o corpo se recuperava de seu estado de torpor.
E elas acabavam falando coisas de seu passado, e as vezes expondo seus sentimentos em relação a algo ou alguém.
Eu acariciei se rosto de porcelana.
—E eu estou apaixonado por você Jafar._Disse ao encostar minha testa na dele, que estava queimando em febre._Estou apaixonado por você, e não sei o que fazer com isso._Confessei.
Mas ele estava dormindo profundamente.
Era melhor assim.
Agora que sei que esse sentimento é correspondido, tinha medo do que eu poderia fazer se abaixa-se minha guarda.
Tinha medo de cometer algum erro.
Foi quando a imagem dela surgiu na minha mente, vestida de noiva, embora fossemos obrigados a fazer isso ela parecia estar feliz.
A imagem de seu corpo ensanguentado surgiu logo após isso.
Me levantei abruptamente.
Eu encarei Jafar por um momento, de repente minha mente começou a brincar comigo, vi diante de meus olhos aquela mulher sentada exatamente onde eu estava.
Encarando Jafar, depois me olhando com desagrado.
Ela vestia o mesmo vestido de noiva que naquela época, mas seu rosto estava em decomposição, seu vestido estava banhado em sangue seco.
—Como se atreve a sentir esse tipo de sentimento por outra pessoa, depois que eu morri por sua causa, sempre te amei e você nunca se importou comigo de verdade._Falou ela.
—Não esta errada, eu me importava muito com você._Falei.
Meu coração pareceu acelerar a um ritmo inimaginável.
—MENTIRA!_Gritou ela.
Ela se levantou e ficou de pé de frente para Jafar, que se mexeu inquieto em minha cama.
—Se você realmente o ama deve afastá-lo de você, caso o contrario ele terá o mesmo destino que eu._Ela disse de maneira seria._Assim como aconteceu com comigo, com seus amigos, com seus pais, vai acontecer com ele, afinal esse é o presso que você tem que carregar para que seu sonho se torne realidade não é mesmo, SINDRIA, SINDRIA E SINDRIA._Falou ela.
Meus olhos ficaram úmidos, eu me perdi na dor que essas palavras me trouxeram, e doeu ainda mais ao perceber a verdade nelas.
Esse era realmente o presso que eu teria que pagar não é
—Você terá que escolher rei dos sete mares, ou fica com a pessoa por quem acabou de se apaixonar, ou fica com seu AMADO país._Falou ela._Embora eu já sei qual dos dois você vai escolher não é_Disse de maneira impetuosa.
Com essas ultimas palavras ela desapareceu.
Eu cai de joelhos no chão, sem saber pela primeira vês o que eu realmente queria.
Mas se ficar com Jafar implicaria dele correr risco de vida, então talvez não deveríamos ficar juntos.
Era isso então.
Eu teria que abrir mão dele, para que ele possa ficar vivo, mas isso não significa que ele deixaria de estar ao meu lado.
Afinal ele me prometeu isso.
Ainda seriamos amigos como sempre fomos certo
Sim, teria de ser desse jeito.
Mas por hora seria inteligente de minha parte se por um tempo eu tomasse distancia dele, pelo mesmo ate eu conseguir controlar os desejos que despertaram em mim, os desejos que tinha agora por ele, a insana vontade de torná-lo MEU.
Suspirei.
Para um rei que se acostumou a ter tudo que quisesse ao seu alcance, ele teria que tomar distancia daquilo que mais almejava.
Para o bem de ambos.
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