Meu eterno amado

7 O grande festival


Notas iniciais
Aqui esta meus queridos, leiam a vontade, este capitulo pode se ter uma ideia de como as coisas estão se desenvolvendo bem. apreciem.

JAFAR

Acordei do que pareceu ser um pesadelo.

Nele Sin descobria meus sentimentos por ele, e com isso me rejeitava.

Suspirei.

—Se sente melhor ?_Me perguntaram.

Eu reconhecia muito bem de quem era essa voz.

Como iria encará-lo agora.

—Jafar ?_Me chamou ele parecendo preocupado.

Não tinha jeito.

Abri meus olhos, eu estava no quarto dele, na cama dele.

Ele estava ao meu lado e me encarava, preocupação estampada em seu lindo rosto.

—Como se sente ?_Perguntei.

—Eu é quem deveria fazer esta pergunta, Jafar o que tinha na cabeça ?_Me perguntou sério._Ir para aquela Dungeon sozinho, fazer o que fez, estava querendo provar alguma coisa ao fazer isso ?_Ele falou

—Sei que deveria ao menos ter levado alguém comigo mas Sin entenda, no estado em que você estava, eu não podia fazer isso._Falei.

—Não podia por que, por mais que eu estivesse.._Começou ele mas eu o cortei.

—Por que fomos ameaçados por HARTCIS._Falei._Se eles ficassem sabendo de alguma maneira sobre seu estado, uma invasão a Sindria seria inevitável, se isso viesse a acontecer precisaríamos de toda a ajuda possível._Falei.

Ele fechou seus olhos e ficou quieto por um instante, ele estava no mínimo procurando algo para contra argumentar contra meu ponto.

Mas não acharia nenhum.

Ele suspirou dando se por vencido.

—Tem razão, mas não muda o fato de que se arriscou alem da conta._Ele falou, parecendo bem mais tranqüilo.

—Eu não me arrependo de nada, passaram-se dias Sin, não obtivemos progresso nenhum em encontrar uma cura, nem sabíamos o que você tinha, se você visse o estado em que você e Sharrkan esta.._Parei de falar.

Deus, Sharrkan.

Arregalei meus olhos, como pude esquecer.

Me coloquei de pé.

—Jafar se acalme, EVEA retirou o feitiço dele, ele esta bem, agora descanse._Ele me tranqüilizou.

—Feitiço ?_Perguntei.

—Sim, ela nos contou que o que Sharrkan e eu fomos amaldiçoados por um feitiço antigo, e não uma doença._Falou ele.

Então foi por isso que nossos medicamentos não estavam adiantando em nada.

Um arrepio desceu por minha espinha.

Será que Ioreck de Harticis teve algo a ver com isso, depois daquela carta que respondemos a ele não houve resposta alguma por sua parte.

Não podíamos descartar esta hipótese de jeito nenhum.

Foi quando me toquei.

—Vocês falaram com EVEA ?_Perguntei.

—Sim, graças a uma ajudinha de Aladdim, ela nos contou sobre esse feitiço, e quebrou o feitiço que envolvia Sharrkan e nos falou a respeito do poder de cura e como

ele funciona._Ele falou tranquilamente.

Corei, será que ela falou mais alguma coisa.

" Não se preocupe amo não revelei verdade alguma mediante seus sentimentos a este a sua frente. "

Alivio parcial me invadiu, mas Sin parecia ter aceitado sem qualquer problema o fato deu telo beijado.

—Eu queria te perguntar apenas uma coisa Jafar._Ele disse ao se aproximar de mim.

Ele estava muito perto de meu rosto, perto demais.

—O..o que ?_Gaguejei.

Ele estava perto de mais.

—Por acaso, aquele foi seu primeiro beijo ?_Me perguntou ele sorrindo timidamente.

Choque, raiva, alegria, mortificação.

Eu senti tudo isso e corei ainda mais.

—O QUE ! ?_Perguntei indignado.

Mas a verdade é que sim, meu primeiro beijo foi com ele, a pessoa que eu mais amava.

Ele me estudou com os seus olhos dourados atentamente.

Ele sorriu.

—Haaa, acho que eu já tenho minha resposta._Indagou ele ao sorrir, depois riu.

Corei ainda mais.

Eu atirei um dos travesseiros de plumas em sua direção, mas ele se esquivou no ultimo segundo.

—Esse é o espírito, hoje a noite será o festival para comemorarmos nosso contrato com o reino de Atlântida._Ele me informou.

—HOJE !!!_Como pode ser.

—Você dormiu por 3 dias Jafar._Ele disse serio novamente._Estávamos realmente preocupados com você._Ele falou.

—3 Dias._ Falei.

—EVEA nos disse que quando você cura alguém é como se você tomasse os danos que essa pessoa tinha, e os absorve-se em seu próprio corpo, assim era você quem sofria com esses danos por um tempo até seu corpo se curar, ela disse também que quando você já realizou uma cura, como por exemplo um corte, em uma pessoa e seu corpo já sofreu com os efeitos dos danos desta pessoa, se outra pessoa tivesse o mesmo tipo de ferimento, a cura era imediata e você tão teria que sofrer com o processo._Falou ele.

—Então é assim que funciona._Falei.

—Você não sabia ?_Me perguntou espantado.

—Não._Disse.

Sin ficou em silencio por alguns minutos, parecia querer disser mais.

Ele estava medindo suas palavras.

—Fale de uma vez._Forcei.

Ele sorriu tristemente.

—Obrigado amigo._Disse.

Eu fiquei surpreso com isso, quer dizer eu sei que ele sempre reconhece o que fazemos por ele, e ele sempre faz questão de demonstrar sua gratidão.

Mas fui pego de guarda baixa.

Sorri.

—Não, eu é quem devo agradecer tudo o que você fez, e ainda faz por mim,se não fosse por você Sin..meu futuro seria incerto e provavelmente acabaria com uma morte prematura, você me deu um futuro, e uma vida nova, o mínimo que eu posso fazer é sempre estar retribuindo o que fez por mim._Disse do fundo do meu coração.

Minha vida era miserável e inserta antes de conhecê-lo, é certo que eu tentei de tudo para matá-lo, e o fato dele sempre prever meus ataques e emboscadas me faziam arrancar os meus cabelos, e apesar disso, ele não desistiu de mim.

—Eu nunca poderia deixar uma criança tão fofa quanto você continuar levando uma vida como aquela._Ele disse de maneira descontraída.

Corei ao ouvir o FOFA.

Uma batida na porta nos interrompeu.

—Pode entrar._Sinbad disse.

Yamuraiha entrou no quarto com algumas toalhas e uma tigela de porcelana em suas mãos.

Quando viu que eu estava desperto correu até mim e me deu um forte abraço, começou a chorar.

—Esta tudo bem Yamuraiha, me sinto novo em folha._A tranqüilizei.

—É mesmo ?_Ela me perguntou enquanto soluçava.

—Sim._Afirmei.

E de fato eu estava, me sentia novo em folha.

—Que bom..muito bom mesmo Jafar._Suas palavras soaram perigosas e carregadas de fúria.

Seu olhar era, bom semelhante ao meu quando estou em combate, de um assassino.

Ela firmou suas duas mãos em meus ombros, e me chacoalhou como um boneco.

—Como pode fazer uma coisa tão desprovida e sem cuidado, como pode nos deixar preocupados desta maneira, ta certo que esperávamos este tipo de comportamento de outra pessoa._Disse ao olhar para nosso rei._Mas não de você, estou desapontada fora que você quebrou sua promessa, baixou muitos níveis em meu conceito._Falou.

Ela não teve piedade nenhuma.

Mas estava certa e no direito dela.

—Sinto muito ter preocupado a todos mas não vi outra maneira de contornar a situação._Falei.

Ela enxugou as lagrimas e por fim acabou por sorrir.

—Que bom que consegui, mas me conte tudo, não deixe faltar nenhum detalhe._Me perguntou ela super curiosa.

—Pois terá que esperar._Disse Sin.

Ambos olhamos para ele, aqueles olhos brilhavam com diversão.

O que ele estava aprontando desta vez.

—Jafar quero que conte para todos nós hoje durante o grande banquete do festival, a aventura que teve ao enfrentar e derrotar aquela Dungeon._Ele disse e parecia muito orgulhoso de mim.

Mas haviam certas coisas que ocorreram naquele lugar..que eu não queria me lembrar.

—Sin eu não acredito que possa.._Comecei, mas ele me cortou.

—Não aceito um não como resposta Jafar._Ele disse ao sorrir.

—Com licença, majestade._Chamou Gunter, um dos lideres de nossos soldados, na porta do quarto.

—Sim Gunter ?_Perguntou Sinbad.

—Já cobrimos todo o perímetro, estamos prontos para garantir a segurança de nossos convidados._Disse ele._Alguns deles já começaram a chegar vossa alteza._Nos informou.

Gunter pousou seus olhos em mim, eu sorri em resposta.

Mas me espantei com sua reação.

Ele corou e desviou seu olhar de maneira tímida.

Hamm

Não entendi.

Ele fez um gesto para que Sinbad se aproximasse dele.

SINBAD

—A propósito majestade, qual o nome daquela linda beldade ?_Perguntou ele.

Pude ver o desejo em seus olhos, e sabia muito bem de a quem ele estava se referindo.

Aquilo me irritou.

Me aproximei para que só ele me ouvisse.

—Ela me pertence soldado, deve procurar outra companhia para você esta noite._Respondi com um sorriso, mas fiz questão de demonstrar seriedade em meu olhar.

Ele viu isso e se desculpou imediatamente, saiu do quarto.

De repente me vi com um incrível desconforto e inquietação.

—Mas o que foi isso ?_Perguntou Jafar._Ele agiu como se não me reconhece-se._Falou ele.

Me virei e encarei Jafar, ele sempre teve uma aparência impecável quase angelical para um homem, embora as roupas que ele sempre usa escondiam sua estrutura delicada para que os outros ao seu redor não duvidassem de suas habilidades e de sua capacidade de liderança, ainda mais sendo meu braço direito.

Mas agora.

Ele estava usando apenas uma vestimenta simples, de cor azul como o mar, seus cabelos luminosos e brancos como a neve sempre foram curtos, mas agora desciam até suas pernas, sua beleza e fragilidade estavam expostas, e isso chamaria muita a atenção, pois do jeito que estava, ele parecia um anjo.

Não é de se admirar que Gunter o havia confundido com uma linda dama.

Até eu estava encantado com a sua beleza.

Mas Jafar não era uma mulher, é um homem, eu sei disso.

Mas então por que eu não consigo parar de beber ele com meus olhos, quero tocá-lo.

Ou pior, por que não consigo em hipótese alguma me esquecer daquele beijo.

Durante esses últimos três dias em que ele estava desacordado, aquele beijo me assombrava em muitos momentos.

Foi o melhor beijo que já provei em toda a minha vida, seus lábios pequenos e delicados, o sabor que me lembrava a um vinho raro.

Fiquei desconsertado de como minha mente se lembrava tão bem daquele beijo.

—Deve ser seu cabelo._Disse Yamuraiha.

—Meu cabelo ?_Perguntou ele.

Jafar levou sua pequena mão a sua cabeça, e a tocou descendo pelo comprimento de seus lindos cabelos brancos.

—Mas o que diabos é isso ?_Ele disse em pânico.

—Ficou assim em quanto seu corpo se curava._Falei.

Senti meu coração avançar algumas batidas ao me lembrar de como Jafar se encontrava sobe aquele feitiço, uma imagem que eu gostaria de esquecer.

—Eu acho que ficou lindo assim, com certeza vai tirar muitos suspiros e olhares hoje a noite._Falou ela o cutucando com seu cotovelo.

Fiquei repentinamente de mal humor, minha boca ficou seca e minha pulsação se acelerou.

" Mas o que esta dando em mim, não é como se isso deve-se me importar, ele é um homem, por Deus. "

—É claro que irei cortar, não há jeito nenhum de ficar com ele desse jeito._Disse ele.

Ele suspirou e se levantou de minha cama.

—Preciso me aprontar, e você Sin precisa se arrumar também e ir receber nossos convidados._Falou ele.

E como sempre, tinha razão.

Certo, me acalmei um pouco.

Mas que coisa estranha.

Assenti.

Ele se dirigiu junto com Yamuraiha para seu quarto.

—Você esta certo, mas não se esqueça do que lhe falei, hoje a noite nos divertira com sua aventura._Lhe lembrei.

Ele suspirou.

—Como desejar hoo meu rei._Disse ele.

Não pude evitar olhar quando ele andava e parecia tão pequeno e delicado, com aquele cabelo esvoaçando ao vento.

—E não se esqueça de cortar esse cabelo, para que não acabe por tropeçar nele._Falei.

Sacudi minha cabeça de um lado para outro afastando esses pensamentos estranhos.

Certo Sinbad, é hora de ficar irresistível para as lindas mulheres que estariam presentes aqui hoje a noite, a final já se passava dias desde que tivera um corpo quente em sua cama.

Mas ao pensar nisso uma imagem de Jafar ainda dormindo em seu leito o fez reprimir os seus desejos.

" Devo estar ficando doente, de novo. "

JAFAR

—Somente se eu estive-se doente eu manteria meu cabelo deste jeito._Resmunguei ao cortar a ultima mecha que ainda se alongava quase até o chão.

Yamuraiha praticamente implorou para que eu não corta-se, disse que estava lindo.

Eu duvidava disso.

Como lindo, se Gunter nem chegou a me reconhecer por causa dele.

E depois disso ao sair do quarto de Sinbad, ele praticamente ordenou que eu não me esquecesse de cortá-lo.

Escovei ele até ficar bem asseado.

Vesti minhas vestes tradicionais, e fui pegar meu keffiyeh verde para cobrir minha cabeça, mas não o encontrei em lugar nenhum.

Aquele era meu ultimo, tinha 3 deles, dois deles se perderam em um confronto contra o império Koul, que recentemente conseguimos uma trégua temporária.

Eu teria que ir sem ele, me sentia exposto sem ele.

Suspirei.

Bem não tinha jeito.

Já estava escuro lá fora e podia ouvir o barulho de musica e risadas.

Sorri.

" Não se esqueça de sua promessa, hoje a noite, quando a lua atingir seu apce. "

Sim.

" Eu não me esqueci EVEA, honrarei esta promessa."

Dessi os degraus da escadaria indo em direção ao pátio.

Uma mão grande afagou minha cabeça, não precisava me virar para saber quem era.

—É bom ver que esta bem meu filho._Disse Hinahoho.

Um aperto no meu peito se formou.

Quando criança foi Rurumu quem me ensinou, TUDO, o que sei hoje, ela foi como uma mãe para mim.

E Hinahoho foi como um pai, e ainda é.

A mãe e o pai que nunca tive.

Até hoje me lembro das palavras dela quando salvei seu filho das garras de um monstro.

" Sempre soube que podia contar com você para cuidar de seu irmão, você sempre será meu primogênito Jafar. "

Lembrar disso, e o que aconteceu naquela Dungeon fazia a culpa me consumir.

Foi numa noite fria, quando fui emboscado por vários inimigos, fui ferido gravemente em minha perna esquerda, estava perdendo muito sangue, não conseguia me mover.

Então ela veio e me salvou, dando sua própria vida ao fazer isso.

" Não chore meu querido. "

" A culpa é..minha. "

" É claro que não é, você não tem culpa de nada. "

" Por que..por que veio não devia ter vindo me ajudar, deveria ter me deixado e .. "

" Que tipo de mãe abandona seu filho, quando ele mais precisa dela, eu te amo meu querido, cuide se seu pai e de seus irmãos por mim. "

Lagrimas estavam começando a brotar em meus olhos.

Mas eu as afastei.

Ela fez aquilo com amor, e eu tenho certeza de que não gostaria de me ver lamento, que iria me ver feliz.

E eu sigo cada dia que passa com alegria e felicidade, por ela.

—Desculpe por deixar todos preocupados, sinto muito pai._Respondi.

—Bem vamos aproveitar a festa, deixe que eu vigie seus irmãos._Ele disse ao caminhar pela multidão.

Sorri.

Hoje era um dia de comemoração.

" Exatamente, embora esta roupa não sege nada apropriado para a ocasião. "

EVEA resmungou.

Quando repentinamente meu corpo emitiu um brilho azulado.

Depois simplesmente voltou ao normal.

Bem quase, minhas vestes foram mudadas.

Uma linda veste feita de plumas vermelho sangue cobria a parte superior do meu corpo deixando meus braços a mostra, a parte inferior estava coberta por um decido preto brilhoso que eu desconhecia ele cintilava parecido como a seda, mas era bem macio como algodão, em minha cintura havia um grosso cinturão branco com algumas pedras preciosas nele.

Em meu pescoço um cordão fino e delicado feito de ouro com uma safira na ponta dele.

Temi por deixar minhas laminas, eu nunca as retirava, estavam sempre comigo, e como meus braços estavam a mostra todos poderiam velas.

" EVEA, mas o que é isso. "

O que ela estava fazendo.

" Vestindo meu amo como ele deve ser visto, não se esqueça de que escolhi você como meu rei, e quanto a suas armas vou cuidar delas para você. "

As laminas sumiram da ponta das cordas vermelhas que cobriam meus braços.

Entrei em pânico.

Foi quando as cordas começaram a brilhar como se fossem feitas de rubi.

Pareciam adornos maravilhosos.

" As laminas estão em segurança se precisar delas elas apareceram imediatamente onde estavam para você. "

" Mas e essas vestes, são pomposas de mais. "

" EVEA..EVEA "

Não acredito no que estava acontecendo.

Mas já estava tarde para subir lá em cima de novo, tinha que ajudar Sinbad a receber o rei de Atlântida e seus filhos.

Adentrei no pátio, os olhos de todos cravaram em mim, e pareciam estudar cada movimento que eu fazia.

Engoli em seco.

SINBAD

—É uma honra finalmente estar fechando este contrato com o senhor majestade Morfeu._Disse a ele, e de fato eu estava mesmo.

O rei de Atlântida tinha uma quantidade imensurável e sem igual de mercadorias, a final eles moravam em baixo d água a uma profundidade inalcançável para um ser humano poder atingir, se não fosse por seu receptáculo de metal o rei jamais teria conseguido ostentar tal proeza, poderíamos importar seus materiais únicos e exportar para os demais países ao redor do mundo.

Tudo estava dando certo.

—Digo o mesmo rei Sinbad, finalmente pude conhecer pessoalmente o famoso rei dos sete mares._Disse ele._Minhas filhas ficaram encantadas ao ouvirem suas proezas._Falou ele.

Atina e Marcy, duas lindas e formosas senhoritas, Atina tinha o cabelo castanho, lábios carnudos e seios fartos, era uma mulher incrivelmente bela, assim como sua irmã Marcy, dona de um sorriso estonteante, seus cabelos negros pendiam para trás e desciam sob seus ombros, ela era a mais nova e era muito bonita.

—É um deleite para mim conhecê-lo rei Sinbad._Disse Atina com uma voz sensual._Espero que possamos aprofundar nosso conhecimento a respeito um do outro, gostaria de saber tudo a seu respeito._Falou ela.

Sim, e eu também.

—Mas é claro, mas primeiro que tal uma dança, me daria a honra senhorita_ Pedi com cortesia.

—Mas é claro._Disse ela.

—Promete que a próxima dança será sua senhorita Marcy._A garanti.

Ela parecia estar interessada em outra coisa, pois mau notou o que disse.

Seu pai pigarreou chamando sua atenção.

Ela corou em constrangimento.

—Claro claro mas não se incomode._Disse ela pouco interessada.

Parece que eu teria de jogar um pouco mais de encanto nela.

Atina e eu dançamos num ritmo casual, e é claro recebemos vários olhares e sorrisos sugestivos.

Vi pela minha visão periférica Spartos e Sharrkan fazerem um sinal de positivo para mim.

Sorri, sim de fato era uma mulher maravilhosa.

—Será que nosso rei em fim encontrou sua rainha ?_Ouvi dizerem.

—Não tenho muita certeza não, todos sabem que vossa alteza não se prende a nenhuma mulher, a prova disso são suas numerosas concubinas._Ouvi outra dizer.

Sim, não pude me queixar mediante a tais comentários, pois eram a verdade.

Ate hoje nunca conheci nenhuma mulher que fizesse meu coração vibrar, nenhuma que conseguiu capturar meus sentimentos.

Se for para ficar para sempre ao lado de alguém, teria de ser com a pessoa certa.

E ainda não a encontrei, mas recentemente após adoecer e ver de perto a morte, me fez pensar de que já esta na hora de eu começar a pensar em ter uma rainha, um herdeiro para minha sucessão, uma família.

Mas por hora não iria me preocupar com nada disso.

Hoje era para celebrarmos.

A dança terminou e eu escoltei Atina até onde seu pai estava sentado degustando de nosso banquete.

O que me fez pensar que ainda não havia visto nenhum sinal de Jafar.

Agora que pensei nele, novamente a imagem dele com aqueles cabelos longos esvoaçando ao vento passou e minha cabeça.

Meu coração acelerou novamente ao me lembrar disso.

Mas que droga.

—Apolo, meu filho, não parece estar se divertindo ?_Falou Morfeu a seu filho mais velho.

Apolo, um homem quase da minha altura seu cabelo era dourado e tinha olhos verde musgo, embora fosse o mais velho tinha uma aparência bem jovem.

Ele parecia estar entediado, olhava para os lado demonstrando insatisfação.

Ele suspirou.

Bem eu precisava resolver isso.

—Ele é lindo !_Ouvi uma das mulheres da corte do rei Morfeu dizer.

—Sim, parece ser um membro muito nobre e rico._Disse outra.

Logo um grupo de mulheres estavam a cochichar a respeito de algum rapas que estava agradando os olhos delas.

Parece que eu tinha um rival por aqui.

—Quem se importa se é nobre ou tem riquezas, olha só aquele rosto, parece um anjo._Falou outra.

" ANJO. "

Ao ouvir essa palavra comecei a vasculhar pela multidão a procura de tal pessoa, que estava atraindo tanta atenção.

Finalmente a encontrei.

Estava de costas para mim.

Suas roupas era belíssimas, feita com tecidos e jóias que nunca vira antes, ao seu redor tinha muitas mulheres jovens sorrindo e tentando tocá-lo.

Foi só então que reparei no cabelo branco e as cordas vermelho rubi enroladas em seus braços, que eu descobri exatamente quem era.

Quando ele se virou e meus olhos se encontraram com aquele par de esmeraldas eu vi.

Como Jafar era indescritivelmente belo.

Notas finais
Até o próximo capitulo. Um abraço.