Meu eterno amado
8 Canção de ninar.
Notas iniciais
Eu o encarava de boca aberta.
Nunca em um milhão de anos pensei que veria Jafar vestido desta maneira.
Ele era o ser mais belo de todo este festival sem duvida alguma, todos os olhos estavam focados nele.
Não precisava pensar da onde ele havia tirado estas roupas afinal, ele havia vencido uma caverna e ganhou suas riquezas, era mais do que obvio que suas roupas eram fruto daquele lugar.
—Quem é ele ?_ Perguntou Marcy sorrindo de orelha a orelha, seus olhos ficaram brilhosos como duas jóias.
" Mais que merda Jafar. "
Resmunguei mentalmente comigo mesmo, novamente me via irritado e ansioso, mas não sabia por que.
—Ele é maravilhoso papai._Ela disse e parecia ansiosa._Acho que finalmente encontrei..quem realmente quero._Disse ela parecendo decidida.
" Isso não podia estar acontecendo. "
—Certamente me parece ser algum da realeza, rei Sinbad não nos informou que estaria recebendo outros reis de outros países neste festival, fico surpreso e também contente de finalmente alguém ter agradado minha filha, mas aparentemente não foi só ela não é Apolo._Ele disse.
Arregalei meus olhos.
Virei me para ver Apolo.
" Essa não."
Seus olhos estavam cravados em Jafar, não piscavam ou se quer se desviavam dele, pareciam presos em um encanto que Jafar havia lançado.
" Mas ele era um homem. "
Não deveria nutrir esses sentimentos.
Mas então por que eu tinha um forte desejo de agarrar Jafar pelo braço e tira-lo do meio desta multidão, principalmente de Apolo, para que apenas eu pudesse contemplá-lo.
JAFAR
Não estava gostando nada disso.
Eu era o centro das atenções com essas vestes, e nada no mundo me deixava mais desconfortável do que isso.
Sempre fui uma pessoa reservada, apesar de um ex assassino, sou uma pessoa tímida, mas só até certo ponto.
E esta situação definitivamente era o ponto no qual eu nunca esperava chegar.
Eu nunca precisei me preocupar com as pessoas ao meu redor, pois elas raramente ficavam reparando em mim, era como se eu andasse pelas sombras.
Gosto de viver a minha vida do jeito mais simples possível, aprendi desde cedo a nunca chamar atenção dos outros para você.
Era a mesma coisa que ter um grande alvo no centro de sua cabeça.
E esse é o único lado de minha antiga vida que realmente gosto e continuo usando até hoje, mas agora me sinto como se cada pessoa aqui presente estivesse me avaliando, vendo se eu de alguma forma desse um passo em falso, ou cometesse algum erro.
" Mas que desconforto. "
Consegui localizar onde Sinbad estava, nossos olhos se encontraram.
Quando seu olhar pousou em mim seu rosto ficou estranho, nunca o vira antes com tal expressão.
Será que ao usar esta veste o estava desagradando, era só o que eu precisava.
—Desculpe.._Ouvi uma voz jovem soar atrás de mim.
Me virei para me deparar com Fléia, filha de Kounney e Jinarya, ambos moradores de Sindria.
Fléia era uma das moças mais belas de Sindria, muitos jovens a cobiçavam.
E esses mesmos jovens estavam me lançando olhares raivosos.
O que será que ela queria ?
Seu rosto estava corado, e ela parecia nervosa.
—Desculpe..nunca vi você por aqui antes..poderia me dizer seu nome ? _Perguntou ela.
“ HAMM ? ”
Não podia ser verdade.
Uma simples, porem exagerada, troca de vestimenta e as pessoas pareciam não me reconhecer mais.
Isso me magoou um pouco.
Suspirei.
—Sou eu Fléia, Jafar._Falei.
Ela me encarou por alguns segundos, como se eu estivesse fazendo algum trocadilho de mau gosto, quando percebeu que eu era exatamente quem dizia ser abaixou sua cabeça corando ainda mais.
—Perdão Jafar san, me desculpe não o havia reconhecido._Disse ela.
Sorri.
—Tudo bem não precisa se desculpar Fléia._Falei.
Ao que parece não é só você que esta cometendo esse erro.
—O que deseja ?_Perguntei por fim a ela.
Ela abaixou sua cabeça novamente, parecia ainda mais nervosa.
—Com licença._Uma outra voz sou ao nosso lado._Poderia telo como par para essa dança ?_Perguntou Harisca.
—O que, mas Harisca, eu iria dançar com ele primeiro._Indagou Fléia.
—Eu não me lembro de ter ouvido você o convidar para nada Fléia, tudo o que ouvi foi um resmungar indeciso._Disse ela tentando intimidar Fléia.
Pois parecia que a timidez de Fléia tinha desaparecido, raiva tomou seu lugar.
—Como você ousa, pensei que fossemos amigas._ Gritou ela.
—Amigas ha por favor, sempre tinha todos os garotos bonitos na sua mão, e eu como fico ?_Gritou Harisca.
Deus isso não estava acontecendo.
A discussão estava ficando séria, e estava atraindo vários pares de olhares para esse escândalo.
Vi Sharrkan e Spartos rirem até caírem para trás em seus assentos.
Eu sorrateiramente comecei a dar passos para trás, tinha que sair daqui imediatamente.
As duas ainda discutiam calorosamente, até que uma começou a virar um tapa na cara da outra, e vários homens foram separá-las.
Com mais alguns passos já havia me misturado a multidão.
Trombei em alguma coisa, mas quando um braço forte se esticou e pegou o meu braço para que eu não caísse no chão, vi que não havia trombado em algo, mas sim em alguém.
—Me desculpe._Comecei a dizer ao me virar.
Me deparei com um belo par de olhos dourados, os olhos de Sin.
Ele estava lindo, estava usando uma veste azul marinho com detalhes em branco e prateado, em seu pescoço um colar de ouro branco.
Ele sorriu acusatoriamente.
—Depois eu é que sou o destruidor de corações._Falou ele.
Corei.
—Oe o que quer dizer com isso ?_Perguntei.
Mas ele não me respondeu ficou apenas ali, me olhando.
Corei ainda mais, de todas as pessoas ele era o único que eu realmente não queria que me visse assim.
Mas ele parecia diferente.
Sin começou a me arrastar pela multidão.
Havia um brilho diferente em seus olhos, mas não consegui identificar do que seria.
Ele ainda segurava meu braço enquanto me conduzia a algum lugar.
—Isso não foi idéia minha foi EVEA que fez essa vestimenta aparecer do nada._Esclareci minha situação._Sabe que faço o possível para não chamar muita atenção._Falei a ele.
—Eu sei._Disse de maneira cortante.
Ele parecia irritado com alguma coisa.
Quando comecei a perceber que estávamos nos afastando do pátio do palácio onde o grande festival acontecia.
—A onde estamos indo ?_Lhe perguntei.
Ele parou embaixo de uma das muitas palmeiras que rodeavam o grande palácio, era um lugar que ficava fora da vista de qualquer pessoa.
O que ele queria me dizer de tão importante, ao ponto de me levar a um lugar como esses, para que ninguém pudesse ouvir.
Mas ele não dizia nada, parecia nervoso.
O que estava acontecendo.
—Sin qual o problema, o que houve _Perguntei.
Ele se aproximou de meu rosto e me beijou.
Ele enrolou sua língua na minha e explorou a minha boca, sugando meus lábios.
Eu pensei que fosse derreter com o súbito calor que senti, meu coração disparou sem controle algum.
Eu estava tão chocado que não pude demonstrar reação alguma, fui pego de guarda baixa, o que nunca, NUNCA em toda a minha vida havia acontecido.
Ele interrompeu o beijo para podermos respirar, ele estava ofegando, suas mãos apertaram meus braços.
" Ele me beijou."
Fiquei confuso.
Eu sempre sonhei com isso, muitas vezes, mas nunca achei que algum dia isso fosse acontecer.
A primeira vez que nos beijamos, que eu o beijei, foi para salvar sua vida, para curá-lo de seu estado.
O que acabou por ocorrer um acidente, Sin deveria estar em algum sonho com alguma mulher, pois estava dormindo quando o beijei, ele deve ter reagido ao meu beijo por causa disso.
Ao responder ao meu beijo deveria ter pensado que estava respondendo ao beijo da mulher de seu sonho, e não de um homem.
Não de min.
Mas agora, eu estava muito confuso.
Ele olhou para mim.
Eu corei. e não consegui encará-lo com medo do que veria ali.
—Me desculpe Jafar._Disse ele ao recuperar sua respiração.
Eu ainda lutava para recobrar o controle de meu coração, que ainda estava frenético.
Finalmente o encarei, com certeza havia uma pergunta em meu rosto pois ele pareceu um tanto quanto perdido no momento.
Mas foi muito rápido, só havia notado isso por que o conhecia muito bem.
—Lamento ter feito isso Jafar, mas eu não estava me sentindo muito bem._Começou ele.
Fiquei preocupado.
" Será que aquele feitiço poderia estar voltando, ou eu não teria realmente o curado. "
" Impossível. _ Disse EVEA."
Mas então..
—Huuumm._Ele pigarreou e sorriu para mim, aquele sorriso travesso de quem estava aprontando e foi pego em flagrante._A verdade é que eu estava começando a me sentir exausto, e precisava recobrar as minhas energias para poder dar a devida atenção ao rei Morfeu e suas lindas filhas, por isso precisei de um pouco de sua ajuda, desculpe prometo que pedirei da próxima vez._Disse ele mostrando aquele sorriso que eu tanto amava e que era meu ponto fraco, mas não tinha como ele saber.
Ele definitivamente não poderia saber, caso o contrario poderia me dobrar com facilidade.
—Francamente._Comecei._Você é mesmo impossível Sin._ Disse.
Ele riu descontraidamente.
Eu ainda me sentia aquecido por seu beijo, meus lábios estavam clamando pelos seus para que se unissem novamente, mas seria algo muito improvável.
A verdade é que agora eu me sentia cansado, aconteceu muita coisa para um dia só, meu estado emocional estava uma bagunça.
Ele me encarou novamente, desta vez ficando com uma expressão seria.
—Deveria se recolher para seu quarto Jafar._Disse ele.
—O que ?_Perguntei incrédulo.
—Você passou por muita coisa esta semana, despertou hoje de seu estado de dormência, além de agora por minha causa deve estar se sentindo cansado e indisposto._Falou.
Sim de fato eu estava, mas não foi por causa dos efeitos do beijo, digo foi sim por causa disso, mas era diferente.
Quando ele me beijou eu não pude usar meu dom de cura, pois fui pego de surpresa, e o cansaço que eu estou agora é devido a confusão que estou sentindo dentro de mim.
E isso tudo o que ele esta me dizendo só estava me deixando ainda mais confuso.
—Eu..tenho que contar sobre minha aventura naquela Dungeon..eu._Comecei.
Estava tão confuso que mau podia organizar minhas próprias palavras.
Eu não sou assim, isso tudo também estava começando a me irritar.
—Esqueça isso._Disse ele seriamente._O mais importante é a sua saúde, o resto pode esperar._Falou ele.
—Tudo bem._Cedi._Tem razão, mas eu deveria ao menos ir cumprimentar o rei Morfeu e seus filhos, não posso demonstrar tamanha falta de cortesia para com eles._Disse.
—De jeito nenhum._Disse ele rapidamente de maneira ríspida.
Não entendi, por que ele estava agindo estranho desta maneira, o que estava acontecendo.
—Digo, eu darei seus cumprimentos e suas desculpas por não poder comparecer, mas voce deve retornar para seu quarto imediatamente e descansar._Disse ele.
—Mas Sin.._Tentei persuadi-lo, afinal eu não estava tão mau assim.
—Jafar isso é uma ordem de seu rei._Disse ele de maneira absoluta encerrando esta discussão.
Arregalei meus olhos.
Eu fiquei espantado, ele nunca usava dessa altoridade para me forçar a fazer qualquer coisa que me desagradava, não fazia isso com ninguém.
Eu fiquei um pouco apreensivo.
Mas então ele sorriu e se aproximou de mim novamente.
Pude sentir seu perfume, era um cheiro forte e marcante, que me lembrava o cheiro do mar juntamente com o cheiro de rosas.
Era o suficiente para me por todo molenga.
—Desculpe ter que fazer isso, mas é por que quero o seu bem e me preocupo com a sua saúde, você se arriscou para poder me salvar, agora me deixe cuidar de você._Disse ele suavemente.
Eu derreti com suas palavras.
—Muito bem._Disse.
—Não se preocupe com nada vá e descanse._Falou._Nos contara sobre sua aventura em outra ocasião._Me garantiu.
Ele começou a se afastar.
—Vê se não beba demais, nada mais do que 3 taças entendeu._Lhe adverti.
Sinbad sempre ficava bêbado quando festas como essas aconteciam, depois de 5 taças ele começava a nos dar muito trabalho.
Em geral trabalho para min.
—Prometo._Disse ele._E você nada de se preocupar com bobagens._Me falou.
—Ok._Respondi.
Ele sorriu para mim mais uma vez antes de desaparecer dentre as arvores que rodeavam o caminho para o patio do palácio.
Suspirei, sentindo um pouco de dor em meu peito, a pouca esperança que eu havia acabado de começar a reunir, se quebrou como o cristal mais fino e frágil que existi.
Era exatamente por isso que não me permitia ter esperanças ou ficar fantasiando com o impossível, eu sou uma pessoa realista com meus pés no chão, onde é seguro, pois se eu tentasse alcançar mais do que era me permitido ter, poderia acabar despencando em uma queda mortal e cruel.
E eu não poderia me salvar do resultado inevitável que isso me traria, afinal eu não tenho assas para poder voar.
SINBAD
Foi como antes.
Quando respondi ao beijei de Jafar 3 dias atrás foi por conta das alucinações de do sonho que eu estava tendo, no sonho eu estava com a mulher perfeita, eu estava prestes a beijá-la e quando o fiz me senti no céu, como se meu coração estivesse morto esse tempo todo e ao receber esse beijo ele ganhasse vida e começa-se a bater.
Mas quando abri meus olhos, o que encontrei em meus braços não foi uma mulher, a mulher maravilhosa de meu sonho, e sim um homem, meu melhor amigo e braço direito.
E mesmo assim eu não pude parar um minuto sequer de pensar e relembrar sobre aquele beijo.
Pensei que estive se ficando louco.
E quando Jafar finalmente despertou, e seu aspecto demonstrando toda aquela beleza e fragilidade, aquilo só pareceu me devorar vivo.
Não conseguia comandar meus próprios pensamentos.
Aquilo estava acabando comigo, eu gostava de mulheres.
E era muito seletivo em relação a isso, gostava de peitos fardos, gostava de ver aquelas curvas naqueles corpos, lábios carnudos onde gostava de explorar.
Tudo isso era o que eu gostava de trazer a minha cama.
Mas aquele beijo, o contato com aqueles lábios gentis e suaves, aquela pele macia e sedosa, aquele ser pequeno e frágil.
Não parecia quere sair da minha cabeça, e isso me assustava, muito.
Foi quando eu pensei, não seria por que eu estava recebendo poder de seu Djinn, que era um Djinn feminino e belo como havia presenciado, mas o fato de eu não conseguir esquecer aqueles lábios não seria pelo fato de que havia poder neles.
Sim tinha que ser isso, só poderia ser isso.
Era a única resposta viável para o que estava me acontecendo.
Fiquei tão concentrado nesta questão, em provar a mim mesmo que se tratava apenas disso que decidi por um fim de uma vez por todas as minhas duvidas.
Eu iria beijar Jafar uma vez mais e desta vez eu o pegarei desprevenido, assim ele não poderá usar de seu poder, e ai provarei que tudo o que esta acontecendo comigo não passava de um efeito passageiro, devido aquele poder.
Mas quando o vi esta noite, com aquela bela vestimenta, não pude deixar de admira-lo.
Aquelas plumas cor de sangue em contraste com sua pele de porcelana lhe davam um ar sedutor, juntamente com o lindo par de esmeraldas que ele carregava em seus olhos.
E a prova de que não foi só eu que havia reparado em sua beleza, foi os incontáveis pares de olhos o cobiçando, o seguindo para onde quer que ele fosse.
Até mesmo duas das garotas mais belas de Sindria chegaram a discutir e a brigar por ele.
Mas não foi nada disso o que me deixou irritado e de mau humor.
Não.
Foi pelo simples fato de Apolo, o príncipe de Atlântida, filho do rei Morfeu, nosso estimado convidado a esse evento tão importante, demonstra interesse por Jafar, pude ver o desejo em seus olhos, e a maneira com que ele sorriu enquanto seguia com seu olhar para onde Jafar caminhava.
Aquilo me aborreceu mais do que deveria.
E Apolo era um homem, que poderia facilmente ter qualquer mulher a sua disposição, por que se interessou por Jafar.
Odiei a maneira com que ele lambeu seus lábios como se Jafar fosse sua refeição, e para piora a filha mais nova de Morfeu, a princesa Marcy, também pareceu se interessar muito por Jafar.
Eu tinha de fazer alguma coisa, ou a situação sairia fora de controle, por isso dei um jeito de os distrair enquanto arrastava Jafar para longe, bem longe daquele lugar.
Longe dos olhos famintos de Apolo principalmente.
Foi então que a oportunidade perfeita para meu plano surgiu, e eu o beijei.
Eu estava certo de que este beijo seria diferente do beijo que ocorrera a 3 dias atrás, certo de que finalmente teria minha prova de que tudo era o resultado do poder de cura que recebi daqueles lábios.
O beijo foi mesmo diferente do de 3 dias atrás.
Não foi igual aquele.
Foi melhor.
Muito melhor, e eu não sabia o que fazer com o que sentia agora.
—Majestade Sinbad._falou Morfeu quando retornei para onde eles estavam.
Reparei que Apolo não estava junto com eles.
Olhei ao redor, mas não o encontrei em lugar algum.
Tive um mau pressentimento, e tudo o que queria fazer era ir até onde Jafar estava e o aprisionar em um cofre.
JAFAR
A lua estava quase a pino.
Eu me apressei ao descer pelas rochas até em fim chegar a arei branca da praia.
Acho que aqui estava bom, era muito distante do palácio, com certeza ninguém nos veria, muito menos nos ouviria.
As ondas do mar estavam bem altas e fortes, elas se chocavam com as rochas dos recifes e perdiam sua força ao cair na areia branca.
Bem a lua já estava no topo lá no céu.
Mas o que eu cantaria, sobre o que eu tinha que cantar.
Não fazia idéia.
" Cante algo genuíno e puro, que venha de seu coração, e que transmita um sentimento poderoso, algo que te lembre sobre algum momento importante para você. "
Disse EVEA.
Suspirei, algo importante para mim é.
Me lembrei da canção que Rurumu cantava para mim e meu primeiro irmãozinho Kikiriku.
Uma forte dor surgiu em meu peito como se ele estivesse sendo rasgado.
Fui coberto por uma luz branca azulada.
Não sabia ao certo de onde ela vinha, foi quando notei que era a luz da própria lua que estava me encobrindo com o seu brilho.
Aquele véu mágico me trouxe uma sensação de paz e serenidade que nunca sentira antes, me senti tão bem que de imediato comecei a cantar.
Do meu peito brotou uma linda e doce melodia, ela ecoava por toda a praia e eu não sabia como estava fazendo isso.
" HOOL A LUZ BRANCA E PURA DA LUA, ELA PODE PURIFICAR MINHA ALMA MANCHADA E ENFIM TORNA-LA SUA.
EU SONHO.
EU SONHO.
SIM UM LINDO SONHO.
TÃO PURO E BELO QUANTO AS ÁGUAS DE UMA NASCENTE AZUL.
SINTA AS BATIDAS DE MEU CORAÇÃO E COM ELE ACALENTE E TRANQUILIZE O SEU.
POIS AMBOS SÃO CARENTES UM PELO OUTRO.
HOOOOHOOL !
HOOOOOOOHOOOLL!!
A LUZ RESPLANDECENTE E PURA DAS ESTRELAS, ELAS PODEM PURIFICAR MINHA ALMA MANCHADA E EM FIM TORNA-LA SUA.
EU SONHO.
EU SONHO.
SIM UM LINDO SONHO.
QUE SE INSERROU EM FIM. "
Eu parecia perdido em meu próprio encanto, comecei a dançar, fazendo vários rodopios.
A luz da lua pareceu se agarrar ao meu corpo e este se encheu de um brilho prateado.
Eu cantei esta mesma canção, mas 3 vezes sem parar.
A água do mar começou a cobrir os meus pés.
E em um passo de mágica ela se ergueu e me circulou, como se estivesse seguindo os passos de minha dança, e como se minha canção a tivesse dado vida.
Tudo parecia um sonho.
Quando terminei a canção, a misteriosa musica que se propagava de meu peito também se silenciou.
As águas que apouco pareciam girar e me copiar enquanto eu dançava agora voltavam em direção ao imenso mar novamente.
Assim também ocorreu com a luz que me encobria, e a lua foi coberta com uma nuvem.
Mas eu ainda podia sentir seu brilho.
Sorri, mau percebi que estava chorando ao me ajoelhar no chão.
Isso foi lindo, simplesmente lindo.
Ao cantar essa canção, ela estivesse junto comigo, como se ela nunca havia me deixado.
Me senti tão feliz, e bem.
" Obrigado EVEA. "
A agradeci.
Suspirei profundamente acalmando meu coração.
Me levantei e quase cai, senti uma súbita dor vindo da minha cabeça.
Olhei e quase não acreditei no que aconteceu.
Eu havia tropeçado e caído no chão por causa do meu cabelo que estava comprido novamente.
Eu não acredito.
Me levantei com mais cuidado desta vez, mas quando me virei me deparei com 3 homens caídos na areia.
Eram homens de Sindria.
Me assustei e revirei a praia com meus olhos a procura de qualquer inimigo que poderia os ter derrubado daquele jeito.
Mas de repente ao me aproximar deles, para ver a profundidade de seus ferimentos, pude ouvir o som de roncos.
Eles não foram atacados por ninguém como tinha pensado.
Estavam dormindo.
—Céus, e eu reclamando dos problemas de Sinbad com a bebida, pelo visto ele não é o único._ Resmunguei.
Mas uma pergunta não queria calar na minha cabeça.
Teriam esses homens visto o que eu estava fazendo nesta praia, Deus eu espero que não.
Caso o contrario eu estaria em maus lençóis.
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