Meu eterno amado
9 A sereia da praia
Notas iniciais
Era de manha bem sedo quando eu estava em frente as portas do grande palácio que levavam até a enorme confusão que se encontrava no pátio.
Quando estava voltando da praia indo para meu quarto a fim de ter um bom descanso, cantar daquele jeito parecia ter sugado quase todas as minhas forças.
Ao voltar pela trilha que me levaria a escadaria pela parte de trás do palácio, notei algo estranho.
Estava tudo muito quieto, não ouvia som algum.
Não ouvia o som da musica que antes tocava alto o suficiente para ser olvida por metade da ilha, deveria haver também sons de pessoas rindo e conversando.
Mas tudo o que eu ouvia naquela hora era o silencio, e isso estava estranho de mais.
Então fui dar uma olhada, tomando cuidado para que ninguém me visse.
E tomei o maior susto da minha vida.
Encontrei todas, TODAS, as pessoas do festival caídas no chão por todo o pátio do palácio, nunca fiquei tão apavorado em toda a minha vida.
De inicio fiquei paralisado com o que estava acontecendo.
Depois comecei a notar os detalhes da situação, primeiro não havia sinais de ferimentos ou de sangue em ninguém, segundo todos estavam respirando normalmente, terceiro eu comecei a ouvir vários roncos.
Impossível que todos estivessem dormindo por terem bebido de mais como aqueles homens na praia, fui correndo até os barris grandes de vinho e analisei as bebidas, não havia nada de anormal nelas, alem do fato de haver até crianças, que aparentemente, também estavam em sono profundo.
Não poderia ser por causa da bebida, então por que estavam todos assim.
Comecei a andar dentre as pessoas, tomando cuidado para não pisar em ninguém, que estavam dormindo no chão.
Mantendo sempre meus olhos atentos e vigilantes no caso de aparecer qualquer surpresa desagradável.
Pois Sindria se encontrava em seu estado mais vulnerável do que algum dia já estivera.
Consegui localizar o que estava procurando.
Um rei dorminhoco rodeado de mulheres em sua volta, que como ele também estavam dormindo.
—Parece que ele estava se divertindo muito._ Murmurei amargamente.
Senti uma pontada de dor no meu peito.
Como dói ver a pessoa que você mais ama no mundo, nos braços de outra pessoa.
Deixei ele ter seu sono em paz, e fui ver no que eu poderia ser útil, mas a verdade era que eu não poderia fazer nada alem de esperar.
Por fim fiquei a noite toda em claro, de vigia enquanto todos dormiam.
Quando eles começaram a acordar aos poucos, eu corri para dentro do palácio e fui para o meu quarto me trocar.
E aqui estou, não faço a mínima idéia de como resolver essa situação.
Inspirei profundamente tomando coragem e sai para o pátio.
Havia apenas uma questão que não queria calar na minha cabeça, por que todo o país de Sindria, bem como seus convidados de Atlântida, caíram em sono, mas eu permanecia acordado.
Era uma questão que eu não sei como responder, e justamente por isso que eu deveria fingir que não sabia de nada e que havia despertado agora.
Fiz a maior cara de surpresa que pude demonstrar naquele momento.
—Mas o que ouve aqui ?_Perguntei a Spartos e Sharrkan que estavam sentados no chão com uma de suas mãos em suas cabeças.
—Não me diga que você não viu o que aconteceu ?_Falou Sharrkan.
Tsc.
—Não, eu estava dormindo._Disse o que poderia parecer o óbvio para eles.
Pareceu funcionar.
—Aquela voz._Disse Sharrkan sorrindo como um bobo._Juro que vou encontrar a mulher daquela voz e fazê-la minha._Disse ele.
" Hamm..voz, mulher. "
Seria possível que, não teria como eles terem me ouvido daquela distancia, seria impossível.
E eu não tenho voz de mulher.
—Realmente foi muito estranho._Falou Spartos.
—Mas o que aconteceu ?_Perguntei impaciente.
Eu estava começando a ficar irritado.
—Estávamos bebendo e festejando quando de repente o céu mudou de cor, varias luzes pareciam dançar no céu..qual era mesmo o nome disso.._Perguntou Spartos a si mesmo tentando se lembrar.
Eu estava prestes a lhe dizer quando uma voz atrás de mim falou primeiro.
—Aurora boreal._Falou Sinbad.
Ele estava atrás de mim, pude sentir seus olhos queimando minhas costas como se soubesse de algo.
Meu coração acelerou.
Só de ouvir a sua forte voz meu corpo já reagia a ele.
Me virei para encará-lo.
Aqueles lindos olhos dourados me flitando de perto.
Ele estava com uma expressão indecifrável.
Ele estendeu sua mão e tocou em meu rosto.
—Esta abatido Jafar, você esta bem ?_Me perguntou ele.
Havia um tom de preocupação em sua voz, e a forma com que ele tocou meu rosto com as costas de sua mão foi tão gentil.
É claro que me senti culpado de não poder dizer nada a ele, mas eu precisava primeiro saber o que exatamente aconteceu aqui antes de falar qualquer coisa, por hora eu não poderia dizer nada, pelo menos não ate essa situação se acalmar.
—Majestade Sinbad, pode me explicar o que houve aqui ?_Falou Morfeu parecendo muito aborrecido.
Atrás dele vinham seus 3 filhos.
Atina foi direto para Sinbad.
—Hoo Sinbad sama fiquei tão assustada._Disse ela ao se jogar em seus braços.
Tentando aparentar estar assustada.
Se eu não tivesse sido rápido ao me afastar, provavelmente estaria no chão agora.
Ele a tranqüilizou.
—Peço desculpas por esse infeliz incidente, porem é a primeira vês que isso acontece._Disse Sinbad.
Não pude deixar de notar, que enquanto acalmava a, falsa, Atina ele me estudava pelo canto de seus olhos.
Era certo que ele sabia que eu não fui para meu quarto, e que sabia que eu estava escondendo algo.
Não tinha como esconder nada dele, daqueles olhos, bom quase nada, pois ele ainda não descobriu a respeito de meus sentimentos por ele, e sinceramente tinha muito medo do que aconteceria se ele algum dia viesse a descobrir.
As pessoas estavam começando a ficar agitadas.
Muitos discutiam a respeito de termos sidos vitimas de algum saqueador.
Outros diziam que nossas bebidas forma envenenadas.
E havia aqueles que falavam que alguém poderia ter se infiltrado em Sindria e lançado um feitiço para que todos viessem a dormir, e assim tomar nosso país.
E para falar a verdade essa ultima, deveria ser considerada, era a única explicação lógica.
—Não se enganem, não foi nenhum homem que nos causou tudo isso._Falou alguém em meio a multidão.
Mas não pude ver quem era.
—Todos ouviram aquela doce voz, era uma mulher._Falou ele.
Era Barton, um dos nossos pescadores.
—Sim, e quando eu a encontra-lá.._Começou Sharrkan.
—Ela vai se assustar com essa sua cara feia e vai tentar cometer suicídio._Falou Yamuraiha surgindo ao meu lado.
Ele se virou para ela.
—Haa Yamuraiha, sei que esta desesperada com a sua doença._Ele começou._Mas não peca a esperança, juro que algum dia iremos encontrar a cura para VELHICE !_Ele disse.
—Quem você chamou de velha, sou mais nova se idiota, se eu sou velha você já virou uma múmia a muito tempo._Ela contra atacou.
—O que, imagine, olha só para esse rosto.._Começou Sharrkan.
—Ele esta podre, dói os meus olhos se fico olhando por muito tempo._Ela o cortou.
Logo os dois começaram a discutir, como sempre.
—E como você explica o que aconteceu, a nevoa que cobriu o chão, as luzes que dançavam entre nós no festival._Falou Torem.
Barton pareceu confuso quanto a isso também.
—Será que alguém pode me dizer o que houve aqui, Yamuraiha._Pedi a ela, que estava mais próxima de mim.
Ela estavam com a cabeça de Sharrkan embaixo de seu pé esquerdo.
Ela se endireitou e veio para perto de min.
—Você ainda me paga._Disse Sharrkan.
—Um mau perdedor como sempre Sharrkam._Foi tudo o que ela disse.
Vi o rosto dele ficar vermelho.
—Oe quem você chamou de mau perdedor ?_Ele disse irritado.
Deus, eles iriam começar de novo.
Foi quando avistei Masrur, acenei pra ele.
—Masrur pode levar Sharrkam para esfriar a cabeça por favor._Pedi.
Ele o pegou e o colocou sobre um de seus ombros como se ele não pesasse nada, ele era mesmo o homem mais forte de Sindria, em termos de força corporal, e também muito gentil, embora não sege de falar muito.
—Não pense que vou me esquecer.._Começou ele.
Mas logo Masrur sumiu com ele na multidão.
Yamuraiha riu, depois suspirou de maneira cansada.
Olhei para onde Sinbad estava, ele estava tendo uma conversa com Morfeu, e parecia estar bem calmo, mas quem o conhece bem como eu sabia que isso era tudo um ardi-lo para transmitir que estava tudo sob controle, e para não preocupar os outros.
Mas na verdade ele estava tão confuso quanto todos nós.
—Estava tudo normal, as pessoas estavam dançando, as crianças brincando, o povo esta aproveitando o festival._Ela começou._Mas de repente o céu começou a mudar de cor, ele ficou dourado com luzes laranjas e azuis dançando no céu._Falou ela.
—Achamos que fosse algo devido a mudança repentina do tempo que estávamos tendo, mas ai essas mesmas luzes desceram do céu e começaram a circular entre nós, como se estivem dançando, ou procurando alguém._Ela continuou._Foi então que começamos a ouvir, alguém estava cantando uma canção, uma canção de ninar, era uma voz tão..linda._Falou ela.
Eu arregalei meus olhos, não poderia ser verdade, a canção que eu cantei era uma canção de ninar.
—Disseram que era a voz de uma mulher._Comentei.
Ela riu e fez um gesto bobo com as mãos.
—Esses homens, a voz era linda e angelical, poderia ser uma mulher, como também poderia ser de um homem, a verdade é que não dava para saber qual dos dois sexos o dono daquela voz poderia ter, mas os homens, é claro, tem certeza de que era uma mulher, embora ninguém tenha vista a pessoa._Disse ela.
—Todos ficaram encantados com a musica que ouviam, foi ai que muitos começaram a cair no chão, mas não foi por causa da bebedeira, ou por estarem se sentindo mau, eles estavam dormindo, do nada todo mundo começou a cair em sono profundo, pra mim foi como se alguém estivesse obrigando as minhas pálpebras a se fecharem uma vês fechada já não me lembrava de mais nada, só de ter acordado em cima daquele imundo babão._É óbvio que se referia a Sharrkam._E dessa dor nas costas por ter dormido de mau jeito._Completou.
Tsc.
Teria mesmo sido eu quem criou essa confusão toda.
Um forte pressentimento, me dizia que sim.
Suspirei.
—Mas me admira que você não tenha visto ou ouvido nada._Comentou ela.
Droga, tenho que explicar isso logo.
—É que eu não estava me sentindo muito bem no momento, me sentia bem cansado._Graças a um certo rei que me confundiu naquela noite._Então fui para meu quarto e acabei dormindo._Falei.
—Quando acordei vi essa confusão fiquei preocupado._Lhe disse.
Ela sorriu gentilmente, mas dai seu sorriso se ampliou e se tornou travesso.
Ai tem.
—Héééhe, falando sobre ontem a noite, você estava deslumbrante não._Disse ela.
Não, ela tinha me visto também.
—Eu..aquilo não..é.._Eu gaguejei.
—Aposto que não viu os olhos de quem não o paravam de seguir ?_Falou ela.
—Hamm_
Ela riu.
—É só olhar para trás de você._Falou.
Me virei, as pessoas estavam conversando, e muitos ainda estavam assustados com o ocorrido, vi Sinbad ainda conversando com o rei Morfeu, mas atrás dele sua filha mais nova Marcy, parecia procurar por alguém, sua cabeça virava de um lado para o outro, parecia nem ligar para o fato de Sin estar ao seu lado, normalmente as mulheres ignoravam tudo ao seu redor quando o rei de Sindria estava no mesmo local que elas, bom ao menos uma parecia não cair em seu encanto.
Ao contrario de sua irmã Atina, que segurava o braço de Sin e parecia ter se atado a ele.
Mas foi em Apolo que eu pude ver o que Yamuraiha quis disser.
Ele estava me encarando, seus olhos era de um verde musgo que me lembrava um licor que havia bebido a muito tempo atrás quando estive em Balbad, a cor era bonita mas a bebida tinha um gosto amargo.
Nossos olhos se prenderam um no outro, ele sorriu para mim e piscou um de seus olhos.
Corei e me virei rapidamente.
Yamuraiha começou a rir.
—Isso não tem graça._Falei.
—Mas é claro que tem, sabe ele não tirou os olhos de você ontem a noite, começou a perguntar a algumas pessoas qual era seu nome, mas ninguém pareceu reconhecer você daquele jeito, não os culpo, você devia se vestir como ontem mais vezes._Disse ela.
—De jeito nenhum._Me recusei.
Nunca me senti tão desconfortável como ontem a noite, nunca mais quero voltar a me sentir daquele jeito de novo.
—Depois que você sumiu, acho que foi quando você se retirou para seu quarto, ele começou a andar por todos os lados, devia estar procurando por você._Ela falou.
—Impossível._Neguei.
Ela sorriu ironicamente para min.
—Jafar, nós dois sabemos que você é mais esperto do que isso._Ela me disse.
Balancei minha cabeça incrédulo, mas mesmo que Yamuraiha estivesse certa,e Apolo tivesse se interessado de alguma forma por mim.
Já havia um nome gravado no meu coração, e esse nome estava escrito com uma tinta permanente, e o espaço que esse nome cobria era grande demais, não havia lugar para outro.
Vi pelo canto dos meus olhos que Apolo começou a se mover, vindo em minha direção.
" O que eu faço ? "
—Peso a todos que se acalmem._Pediu uma voz forte e ao mesmo tempo serena, que transmitia tranqüilidade.
Era meu rei.
Ele havia subido até os degraus dos portões do palácio, para que todos pudessem velo.
Logo a multidão ficou em silencio, esperando pelas palavras de seu rei.
Sorri, todo mundo sempre o respeitava, por mais que ele as vezes deixava a desejar, e essas vezes era quando ele estava bêbado.
—Confesso que estou tão confuso quanto todos vocês, mas não vamos deixar que o que ocorreu ontem estrague o nosso dia hoje, prometo a todos vocês que acharemos a pessoa que fez isso, ele terá que se explicar, e terá uma punição por ter estragado nosso festival.._Ele foi dizendo.
Eu parei e acompanhar seu discurso quando ouvi a palavra punição, céus o que eu fiz para merecer tudo isso.
" Se apaixonou por esse homem..encantador. "
Respondi pra mim mesmo em pensamento.
—Nós a vimos, quem fez isso conosco foi uma mulher._Falou um dos 3 homens ao se aproximarem._Foi uma mulher que enfeitiçou a todos._Falou ele.
Os mesmos homens que encontrei caídos na praia ontem a noite.
Por um segundo meu coração parou, mas ele logo voltou a bater quando eles disseram que foi uma mulher quem havia jogado um feitiço.
—Uma mulher ?_Falou Sinbad.
Tive a ligeira impressão de que vi ele olhar em minha direção, mas acho que foi minha imaginação.
—Sim, mas não uma mulher qualquer, ela tinha longos cabelos cor de prata azulado, ela dançava como se fosse uma deusa, o mar se inclinava perante ela, e sua voz chegou a alcançar meu coração._Falou ele.
—O seu e de todos os homens aparentemente._Comentou Yamuraiha.
Um comentário que eu ignorei.
—Vocês a viram então, será que podem identificá-la, ver por acaso ela ainda se encontra aqui _Perguntou Drago
—Nós não vimos seu rosto, mas sabemos que ela não é uma mulher alta, deve medir 1,72._Falou o outro homem.
Era exatamente a minha altura, eu precisava ficar o mais calmo possível, qualquer sinal de nervosismo poderia chamar atenção para mim, e é ai que morava o perigo.
Ao menos eles não disseram que o cabelo dela era branco, pois em todo este país eu era a única pessoa com essa cor de cabelo, era certo que descobririam que eu era essa tal mulher que estão falando.
Se esse fosse o preço que eu teria que pagar que seja, ao menos ninguém desconfiaria de mim, afinal sou um homem.
Sorri triunfante, estou seguro, por enquanto.
—Não se lembram de mais nada, a roupa que ela estava usando, qualquer outro detalhe._Pediu Sinbad.
Merda, a vestimenta, as vestes que eu estava usando eram únicas, pois foi EVEA quem as fez, isso poderia ser a única coisa que me entregaria numa bandeja de prata com um bom molho de acompanhamento para que todos pudessem me devorar ainda vivo.
Minha postura não mudou em nada, não podia demonstrar nenhum sinal de nervosismo ou preocupação.
—Não nos lembramos meu rei isso foi tudo o que vimos antes de desmaiar._Falou.
Suspirei, mas ao fazer isso cometi o pior erro que eu poderia ter feito até agora.
Sinbad estava com seus dois pares de gemas douradas cravadas em mim, engoli em seco, eu o encarei de volta e balancei minha cabeça, como que lhe respondia uma pergunta não dita, e disse se
" Eu não sei de nada. "
Mas ele ficou serio, e parou de me encarar.
—Bem por hora vamos tomar esta informação, e considerar o que deve ser feito, peço que todos se mantenham em alerta.._Ele continuo a falar.
Parei de prestar a atenção no que ele dizia.
" O que eu faço agora. "
Hoje a noite eu teria que cantar de novo, e é praticamente certeza de que todos, incluindo os próprios moradores quanto os guardas, generais vão estar de vigília por toda a ilha.
Não posso quebrar minha promessa com EVEA, mas também não posso deixar que descubram.
Se eu tiver que fazer isso todas as noites, não poderei fazer isso nesta ilha, seria melhor que o fizesse em outro lugar, até mesmo se fosse em alto mar já seria útil pois não seria visto por ninguém.
Mas com essa idéia já vinha um problema logo em seguida.
Como eu sairia de Sindria sem ser visto
Mesmo que eu consiga sair do palácio as escondidas, o que não seria difícil para mim, não havia como garantir que eu não seria visto indo até as docas, muito menos pegando um barco emprestado de alguém, sem lhe avisar, para sair no meio da noite.
Parece que a única solução que me restava era nadar.
" Então te ensinarei a voar, então não se preocupe. "
Me garantiu EVEA.
" Voar. "
É verdade, quando um conquistador de caverna obtém o poder de seu Djinn, ele pode usar desse poder para se transformar em uma meia forma, metade humano metade Djinn, o Djinn com quem você fez o contrato.
E com isso ele pode voar.
Sim isso daria certo e eu não teria que me preocupar com nada.
—Ele esta vindo aqui Jafar._Falou Yamuraiha me tirando de meus pensamentos, ela deu uma risadinha._Ele é realmente muito bonito, por que não lhe da uma chance._Completou ela.
Apolo começou a caminhar em minha direção de novo.
Droga, não posso fugir dele pra sempre, era melhor encará-lo agora, mas teria que ter cuidado com minhas palavras ou isso acabaria por ofender um dos príncipes mais arrogantes de todos os tempos, e isso era a mesma coisa que comprar briga com seu pai, o rei Morfeu, que o mimava tanto.
Ele se aproximava cada vez mais, um sorriso malicioso começou a surgir em seus lábios, neste mesmo instante um arrepio percorreu a minha espinha, algo em mim estava gritando para ficar longe dele.
Mas sua irmã mais nova chegou primeiro que ele, ela cortou sua frente, de uma maneira um tanto rude, e veio até mim.
Ela ficou me encarando com seus olhos , como se estivesse comprovando algo.
Ate que um sorriso amigável apareceu em seu rosto.
—É mesmo você._Ela disse alegremente.
Ela então me abraçou fortemente e riu.
Eu fiquei paralisado em meio a essa atitude, primeiro por ela ser uma princesa de um alto nível e eu apenas um conselheiro real, segundo por ela estar fazendo isso no meio de muitos olhares, que neste instante estavam voltados para nós.
Seu pai o rei Morfeu foi se aproximando e mostrou seu desagrado no que via.
—Mas o que esta fazendo com minha filha ?_Questionou ele.
Sinbad vinha vindo apressado até nós, pela sua expressão, também não estava nada contente com a situação.
Mas que droga.
—Me responda.._Ele foi interrompido por Apolo.
—Por Deus pai deixe o pobre homem, foi Marcy quem se atirou em cima dele como ela sempre faz ao ver alguém belo aos seus olhos._Falou ele com uma voz doce e gutural.
Ele puxou Marcy de perto de mim abruptamente, ela cambaleou para trás e quase caiu no chão, depois a fuzilou com os olhos, que por um instante se tornaram frios e cruéis.
Novamente aquela sensação tomou meu corpo e eu subitamente dei alguns passos para trás a fim de tomar distancia deste homem, meus instintos nunca erraram, eles sempre me mantiveram vivos durante minha época como assassino, então é cloro que sempre confio neles, e no momento eles me diziam para ficar muito longe de Apolo.
Mas Marcy, não se intimidou com a atitude de seu irmão, pelo contrario, parecia tomada pela raiva.
Por um segundo pensei que ela fosse o destruir com a intensidade de seu olhar de puro ódio, mas então ela virou seu rosto em forma de coração para me olhar, ela acabou corando e a raiva sumiu de seus olhos.
Ela se aproximou mais de Apolo, então o empurrou com as duas mãos.
Ele mau saiu do lugar, era bem construído, com músculos torneando seu corpo alto e esguio por baixo da seda que cobria seu corpo.
—ONICHAM BAAAKA !!!!_Gritou ela em outra língua e saiu correndo.
Apolo suspirou.
Ele se virou e se aproximou de mim, pegou minha mão e a levou a seus lábios, beijando-a.
—Um perfeito cavalheiro._Sussurrou Yamuraiha somente para que eu pudesse ouvir.
Ao invés de ficar encantado com esse ato, senti uma repulsa que embrulhou o meu estomago, se eu tivesse comido algo no café da manhã certamente estaria voltando agora.
SINBAD
Não havia nenhuma duvida para mim que foi Jafar quem cantou aquela maravilhosa canção.
Quando jovem eu já o ouvira cantar, ele tinha uma voz meiga e doce, era tão gostosa de ouvir, e me acalmava sempre que estava preocupado com algo.
Alem do mais havia um fator inegável na canção que todos de Sindria ouviram.
Um fator que somente eu, Jafar, Hinahoho e Kikiriku sabiam.
Esta canção pertencia a Rurumu.
Ela costumava cantar para Jafar e Kikiriku quando jovens, quando ela..veio a falecer deixou uma cicatriz ainda mais profunda do que todas as outras que Jafar possuía, nem mesmo eu e Hinahoho chegamos a sofrer tanto quanto ele sofreu.
Uma noite enquanto nós velejávamos pelo mar rumo a nosso próximo destino, eu havia saído para respirar o ar noturno por um momento, não consegui dormir, não com a situação em que meu amigo estava, fui até a poupa, mas me impedi por um momento.
—Mamaaae._Kikiriku chorava.
Ele estava de mãos dadas com Jafar.
Foi quando eu vi pela primeira vez, como Jafar realmente se sentia, a dor que ele sempre carregava por ter assassinado os próprios pais para poder sobreviver, não se comparava com a que ele estava passando agora.
Com uma única lagrima escorrendo por seu rosto ele pegou Kikiriku no colo o abraçando forte.
—Vai ficar tudo bem._Ele o confortava, mas parecia mais falar para si mesmo._Ela ainda esta com a gente, bem aqui._Ele falou enquanto colocava uma de suas mãos sob o coração de Kikiriku.
—Enquanto ele ainda estiver batendo, ela vai estar aqui com você, e comigo, e ninguém no mundo nunca vai poder tira-la da gente._Ele falou e deu um sorriso.
Ele o abraçou apertado e começou a cantar a mesma canção que Rurumu cantava para os dois, aquela linda canção de ninar que sempre os fazia dormir.
Ambos sorriram e deram as mãos, voltando para o quarto.
Nunca pude explicar a ninguém o que senti naquele dia ao ver aquela cena, foi algo que eu nunca em minha vida vou esquecer, ao tão puro e genuíno, que trouxe lagrimas aos meus olhos.
Me virei para voltar ao meu quarto e me deparei com Hinahoho que também estava chorando naquele momento, mas com um sorriso no seu rosto.
Depois disso nunca fui capas de esquecer aquela canção.
É por isso que tenho a plena certeza de que foi Jafar quem estava cantando naquela noite, e quanto aqueles homens que o viram e pensaram que era uma mulher a uma explicação simples para isso também.
Jafar deveria estar tão lindo que fora confundido com uma mulher novamente assim como naquela vez em meus aposentos.
Aquela linda imagem ainda me assombra em muitos momentos, e o pior é que eu desejo velo daquele jeito novamente.
Mas a uma pergunta que a mim não quer calar, por que Jafar não me disse nada, não havíamos dito que não teríamos segredos entre nós, a final éramos melhores amigos.
Quase enfartei ao ver a princesa Marcy agarrar Jafar como se fosse um premio.
Pude ver seu pai, o rei Morfeu indo em direção aos dois com uma cara nada amistosa.
—Mas que droga._ Resmunguei.
Com tantos acontecimentos vindo um atrás do outro a ultima coisa que precisávamos era de mais uma declaração de guerra vindo deste rei.
Morfeu era muito protetor com respeito a sua filha Marcy, devido a um acidente que ocorreram anos atrás e ele quase a perdeu.
Agora qualquer um que parecesse tomar vantagem sobre a garota era imediatamente considerado morto.
Eu observei bem noite anterior como ele reagiu quando eu a tomei para uma curta dança, ele parecia atirar espadas em minha direção.
Mas nesta situação era totalmente diferente pois era ela quem estava tentando tirar proveito de meu conselheiro.
Fui atravessando a multidão que se dispersava, alguns indo de volta para suas casas, outros indo cumprir seus deveres, e os que estavam apreciando o espetáculo bem a frente.
Estava quase lá quando Apolo interveio puxando sua irmã de cima de Jafar, por um segundo fiquei aliviado.
Mas esse alivio se transformou em aborrecimento quando vi ele levar aquela pequena e delicada mão de meu conselheiro a aqueles lábios sujos e cheios de má intenção que Apolo possuía.
Fiquei com raiva.
JAFAR
Após um dia longo e cheio de problemas, finalmente estava em meu quarto planejando o meu plano.
EVEA me explicou tudo passo a passo o que eu deveria fazer, e faria isso logo após o jantar e quando todos fossem para seus quartos.
Embora Sin tenha colocado todos os guardas de Sindria para ficarem em alerta, fazerem ronda entre turnos pelos locais principais da ilha, e incluir alguns dos generais para os auxiliar, não havia como conseguirem me detectar.
Meu plano era a prova de falhas.
Me banhei e troquei de roupa, finalmente pude colocar um novo Keffiyeh em minha cabeça, embora esse novo tom de verde, verde folha, não sege o verde que eu gosto, mas estava ótimo de qualquer jeito, me sentia tão exposto sem ele.
Desci as escadas já me preparando para encontrar um certo alguém, que honestamente eu gostaria de nunca mais velo.
Apolo.
Logo após o rei Morfeu se desculpar pela atitude se sua filha mais nova, ele decidiu que seu filho Apolo deveria ficar aqui em Sindria, pelo menos até o primeiro carregamento de mercadorias chegar.
E enquanto isso ele teria de ficar aqui.
Eu recebi ordens especificas de Sin para me manter bem longe dele e ficar sempre perto de alguém quando ele estiver por perto, ele parecia não gostar do jeito que Apolo me encarava, e ele não era o único.
Mas não tinha jeito, não podíamos faltar com tamanho respeito para com o filho do rei com quem acabamos de formar um acordo comercial.
Alem do mais seria apenas por uma semana.
Cheguei ao salão de banquetes, lá encontrei Drakon, Yamuraiha, Alibaba, Aladdin, Morgiana, Pisti e Spartos já estavam em seus lugares.
Me sentei no meu lugar de sempre, no lugar próximo a meu rei.
Próximo a quem amava.
Eu ainda não consigo esquecer aquele beijo, foi tão..
—Jafar e você ?_Me perguntou Spartos.
Me recompus.
—O que ?_Perguntei.
Ele girou os olhos por eu não estar prestando atenção na conversa em questão.
—A mulher, o que você acha sobre isso tudo que esta acontecendo _Me perguntou ele.
—Alguns dizem que se trata de uma sereia, encantando as pessoas com sua canção._Falou Spartos.
—Cuidado com as palavras Spartos, temos um convidado aqui que mora em Atlântida, e praticamente metade do povo de lá são sereias e tritões, não deixe escapar esse comentário de novo principalmente na frente do príncipe._Drakon o advertiu.
Isso era mesmo algo muito serio de se dizer, principalmente quando a rainha de Atlântida era uma das sereias mais poderosas dos sete mares.
—Bom eu simplesmente acho que é muita coisa acontecendo em tão pouco espaço de tempo._Falei._O que houve com os dias tranqüilos que tínhamos._Lembrei.
E de fato era verdade, tinha tanta coisa acontecendo ultimamente, o império Hartcis nos ameaçando, podendo ser ele mesmo o responsável pela maldição que afetou Sharrkam e nosso rei Simbad, os problemas que estou vindo a enfrentar agora.
—Isso é verdade, pelos céus de uns tempos pra cá parece que a quantidade de problemas e afazeres só vem aumentando._Comentou Drakon.
—Jafar san posso convidar EVEA para jantar conosco._Perguntou Aladdin.
Paralizei.
—Creio que este não sera o melhor momento para isso Aladdin, pois temos uma visita aqui conosco agora._Disse sem parecer deselegante.
Ele sorriu e fez um sinal com a cabeça de que entendeu o que eu quis dizer.
Qualquer coisa para não chamar atenção de mais para mim, pois ainda estava repassando meu plano.
—É mesmo Jafar san, você consegui conquistar EVEA, nos conte como foi._Me perguntou Alibaba.
—Eu também gostaria de ouvir o que você teve de enfrentar para conquistar seu Djinn._Falou Pisti.
Eu estava prestes a protestar.
—Então alem de possuir uma enorme beleza você também é habilidoso com a espada pelo que me parece._Falou Apolo ao adentrar junto com Sinbad, Masrur e Sharrkam.
Ele veio se sentar ao meu lado esquerdo.
Droga, não vi que esse lugar estava vago, já estou tão acostumado a me sentar perto de Sin que praticamente nem reparo em quem vai, e se vai, se sentar do meu outro lado.
Foi descuido meu, mas agora não adiantava reclamar.
Forcei um sorriso no meu rosto.
—É um prazer o termos entre nós Apolo sama._Disse respeitosamente.
—O prazer é meu de estar em vossa companhia._Falou ele sorrindo para mim._Na companhia de todos vocês alias._Se corrigiu.
Vi Sinbad encher seu copo até a boca com vinho, ele parecia tão estressado.
Nossos olhos se encontraram e eu fiz cara feia para com a quantidade de vinho que ele já estava começando a noite, mas não sorriu como sempre fazia, ele continuou a me olhar, de uma maneira seria, de pois virou seu rosto e começou a conversar com Sharrkam.
—Então Jafar san, não ira nos presentear com sua história de como desbravou aquela Dungeon._Me perguntou Apolo.
—Eu..no momento estou um pouco indisposto quem sabe outro dia._Falei.
—Bem você esta mesmo um pouco abatido._Disse ele ao colocar a palma de sua mão no meu rosto.
—Mas eu devo estar louco, por que isso fez você ficar ainda mais radiante._Falou ele acariciando meu rosto.
Eu corei.
—Eu..hamm..obrigado Alteza._Falei constrangido.
—Pode me chamar de Apolo, estamos entre amigos._Falou ele.
Ele ainda estava com a mão em meu rosto.
Ouvi o barulho de vidro se quebrando ao meu lado.
Olhei para ver a taça de Sin quebrada em pedaços, tinha um corte em seu polegar.
—Sin..Meu rei._Me corrigi._Você esta bem ?_Falei preocupado.
—É claro isso foi só um pequeno corte não se preocupe tanto._Disse de maneira casual usando o guardanapo para estancar o sangue.
Alguma coisa estava errada, o Sinbad que eu conheço não age assim.
Não dessa maneira, ele deve estar escondendo alguma coisa, mas como eu poderia perguntar algo a ele, se eu mesmo estava escondendo um segredo dele também.
Optei por não perguntar.
—Mas eu gostaria de ouvir agora._Reclamou Pisti._Já faz um bom tempo que não ouvimos uma aventura perigosa como esta, alem das que nosso rei nos contou._Falou.
—Haverá outros momentos._Drakon a consolou.
Eu encarei Sinbad.
Ele ainda parecia estar mais interessado na conversa de Sharrkam, que insistia em tentar capturar aquela misteriosa mulher, ou seja eu, que o encantou com sua voz.
—Já te disse se ela chegar a ver essa sua cara feia ela era fugir e nunca mais ira retornar._Falou Ymuraiha.
Spartos e Pisti riram.
—E o que uma bruxa velha como você sabe sobre beleza._Ele retrucou.
E eles começaram mais uma vez.
Foi quando reparei, que nesta mesa estava faltando mais duas pessoas.
Hinahoho e Kikiriku.
Eu olhei para Sinbad para lhe perguntar, mas ele parecia estar me dando um gelo, ele sabe que estou escondendo algo dele, disso eu não tenho nenhuma duvida.
—Masrur, Hinahoho e Kikiriku não vão descer ?_Lhe perguntei.
O fanalis devorava grandes files de peixe assado, era seu prato favorito.
—Não, depois de ontem a noite eles pareciam meio indispostos._Falou ele.
Franzi o senho.
—Indis.._As palavras morrerão na minha garganta.
Como pude ser tão estúpido e idiota.
—Com licença eu perdi a fome._Me levantei e sai do salão sem dar a oportunidade a ninguém de me questionar.
Eu sou uma pessoa horrível.
Como pude deixar passar uma coisa dessas, como pude fazer uma coisa dessas com eles.
Eu cantei uma canção da Rurumu.
Esposa falecida de Hinahoho.
Mãe falecida de meu irmão mais novo Kikiriku.
A essa altura não pude conter as lagrimas.
Lagrimas de dor e arrependimento, pelo que fiz com eles, e também lagrimas de raiva por ser uma pessoa tão egoísta.
Corri para o quarto de Hinahoho, mas ele não estava lá.
Fui para o quarto de Kikiriku, que também estava vazio.
Subi em direção ao único lugar onde eles estariam, na sacada.
E foi lá que os encontrei.
Ao me verem pude ver em seus olhos, que estavam molhados assim como os meus, a saudade, a dor e a verdade.
Eles sabiam que havia sido eu que cantei aquela canção naquela noite.
Fui ate eles e choramos juntos.
Depois contei-lhes a verdade.
SINBAD
O ultimo lugar no mundo onde eu gostaria de não estar era nesta maldita sala de banquetes junto com Apolo.
Ficava com raiva só de lembrar aquelas mãos sujas tocando o corpo puro de Jafar, apertei com tanta força aquela taça tentando me controlar, que acabei por quebrá-la.
No fim acabei por ignorar Jafar, graças a Apolo, na esperança de tentar não cometer nenhuma barbaridade, mas só de ver ele assim tão perto de Jafar já me da vontade de espancá-lo.
Jafar não deveria estar tão perto de alguém como ele.
Quando Jafar se levantou se retirando, dizendo estar sem fome, me senti de alguma forma culpado por isso.
—O que será que aconteceu ?_Perguntou Yamuraiha.
—Não faço idéia._Respondeu Spartos.
—Os ruhks dele..estavam muito agitados, alguns estavam tristes._Comentou Aladdin soando tristonho de repente.
Aquilo acabou comigo, realmente não esperava que minha atitude fosse o afetar tanto, mas deveria ter algo mais.
Agora era Aladdin que estava ficando cabisbaixo.
—Oe, Aladdin, tem melancia, quer um pedaço ? _Perguntou Alibaba.
A resposta foi imediata e ele sorriu alegremente.
—Será que ele ainda esta se sentindo mal ?_Perguntei a Yamuraiha.
Afinal goste eu ou não, Apolo disse que ele estava abatido, desde hoje de manhã ele estava assim.
—Ele havia perguntado sobre Hinahoho._Comentou Sharrkam distraidamente.
Foi como se eu tivesse levado um tapa na minha cara, é claro, tudo faz sentido agora.
A canção que Jafar cantara era de Rurumu, esposa de Hinahoho que faleceu anos atrás, isso deve ter trazido a tona muitos sentimentos.
Suspirei.
Por algum motivo me decepcionei ao pensar que ele tinha ficado triste por não receber a minha atenção.
Mas o que havia de errado comigo.
JAFAR
Já era tarde da noite e a lua estava quase a pino, já era hora de eu tomar minha posição.
Depois de conversar muito com meu pai e meu irmão, e pedir desculpas por fazê-los sentir aquela dor novamente, eles concordaram em não dizer nada sobre o que estou fazendo, mas me instruíram a contar a verdade para Sinad o quanto antes.
E eles tinham razão, mas por hora tinha de me concentrar em outra coisa.
Respirei fundo e fechei meus olhos, me concentrando no poder de EVEA.
—EVEA banhe meu corpo com seu poder, e preencha minha alma com a sua justiça._ Pronunciei.
Vi meu corpo ser encoberto por uma esfera de luz, pude sentir a energia que fluía por ele.
Senti que ele estava mudando, se transformando.
Meu coração estava acelerado e era difícil de respirar.
Ate que parou, meu coração voltou ao seu ritmo normal, mas parecia mais forte, eu respirava normalmente agora, abri meus olhos.
Olhei no grande espelho que havia em meu quarto e observei meu reflexo.
Fiquei espantado com o que vi.
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