Notas iniciais
Go go...

O barulho da cidade tinha sumido a muitas horas e o cheiro de lugar “verde” se aproximava cada vez mais. Meu pai dirigia com uma pressa incrível... “Claro, vai se livrar de mim.” Pensei comigo. Ele me olhava de canto de olho as vezes. Aquilo me irritava, mas eu sabia como ele estava furioso com o que aconteceu e aquilo já era satisfatório para mim.

- Eu nunca tive tanta vergonha de ter feito algo como tenho vergonha de ter feito você! – Ele disse mais pra si mesmo do que pra mim.

- É uma pena. – Respondi ironicamente. – Existe algo chamado camisinha, você devia ter vergonha de não ter usado.

- Sua... – Ele resmungou algo que eu não entendi. – Tanto faz, viu, já chegamos.

O lugar que eu tanto temia agora estava na minha frente, me encarando, cheguei por um minuto achar que estava rindo de mim. Passamos pela entrada, era como a de um shopping, mas sem os caras que ficavam dando os papéis do estacionamento e aquelas coisas amarelas que levantavam para dar passagem.

Ele parou em frente a uma escada que dava direto a uma porta de vidro de correr, desceu do carro e abriu o porta malas, colocou todas as minhas malas para fora e me olhou de cima eu baixo.

- Nós acabamos aqui Lucy.

- Grande coisa, pai. — Segui em frente subindo os três degraus da escada e passando pela porta de vidro, vi uma mulher de cabelos negros parada na recepção. – Oi, sou a aluna nova, tem alguém pra me ajudar com a minha bagagem? – Perguntei sem ânimo, ele me encarou por alguns segundos e não disse, eu comecei a me irritar e então limpei a garganta.

A moça da recepção piscou três vezes seguidas e pegou um rádio em cima do balcão.

- Jet, por favor, você pode vir aqui, tipo, agora.

- Sim. – Respondeu alguém do outro lado com a voz ruim. — “Nossa, que legal, aqueles rádio de bolso de crianças, me levem ao parquinho, por favor!” Pensei comigo.

Desci as escadas e meu pai já tinha ido embora.

- Esse babaca.

- Olá. Sou Jet, o professor de... – Entreguei três malas minhas para ele e peguei as outras duas.

- Lucy Heartfilia. Mostre onde fica meu quarto, por favor.

Jet tossiu duas vezes e um suor escorreu de sua testa, ele me deu as chaves e disse:

- Siga-me. — O meu professor de nãos e o que passou pela recepção, foi para uma sala ao lado e abriu uma porta, desceu as escadas e eu pude ver pela primeira vez o campus. Era enorme, vários prédios. – Ok, aqui é Fairy Tail, esses prédio a sua direita são os dormitórios. Ele seguiu e parou em frente a um prédio enorme, era como se fosse dois, mas era um do lado do outro. – Como pode ver eles são juntos, mas a porta da esquerda é das meninas e a da direita dos meninos – Ele sorriu e me levou ao feminino.

- Meu quarto é o número 16... Como é possível ser tão baixo assim se eu entrei agora?

- Você provavelmente está na turma 1. O segundo andar do dormitório, tanto masculino quanto feminino é da turma 1, são 14 membros em cada uma com temos um total de 5 grupos. – Disse ele.

- Hum, o que houve que eu cai bem na primeira turma? – Perguntei.

- Um cara fugiu, e você entrou no lugar deles. – Ele pensou bem e por fim conclui.- Na verdade isso nem importa, aqui, são todos delinquentes.

Subi com dificuldades as escadas e não estranhei ninguém estar acordado, eram sete da manhã de um domingo, primeiro dia de julho. Por fim, chegamos ao quarto. Sem mais delongas eu abri a porta e... nada de mais, um quarto, escrivaninha, um guarda roupa de porte médio e um espelho atrás da porta.

-Muito obrigado, professor. – Falei honestamente e peguei todas as malas trazendo-as para dentro do quarto.

Em cima da cama tinha o uniforme de natação, que continha um maiô, óculos e touca. Um panfleto com várias intrusões de coisas permitidas e proibidas estava ao lado da minha roupa. Olhei em volta e apenas pensei em que merda tinha me metido. Por fim, coloquei algo bem alto para tocar em meu radinho que trouxe na mala e comecei a organizar aquilo no seu estilo ao som de “Warrant”.

~*~

Narradora on*

Três horas depois o quarto estava com os posters de banda que Lucy amava na parede, os lençóis da cama devidamente colocados e os cobertores devidamente dobrados ao lado dos travesseiros – ela precisava de dois para dormir – As roupas guardadas nas gavetas e as de perdurar nos cabides dentro do guarda roupa. Os acessórios como rádio, notebook (que como escrito na folhinha de regras seria monitorado sempre) e algumas bugigangas estavam soltas pelo quarto.

Olhou no rélogio de pulso, era quase dez horas, resolveu dormir um pouco. Estava muito cansada. Se jogou no colchão e apagou de tanto cansaço, acordando apenas as nove horas da noite. Resolveu tomar um banho. Assim como especificado no bilhete, os chuveiros ficavam no último andar... O que o prédio tinha cinco, ela quase chorou de tanta preguiça, pegou a toalha e subiu junto com as roupas para o banheiro. Não se via ninguém por perto, Lucy até achou que estivessem todos mortos. Ao chegar no banheiro viu que ele possuía vários boxes, e alguns balcões com um espelho grande, algumas roupas e conversas começavam a surgiu de dentro dos chuveiros. Não estavam mortos no final das contas.

Lucy pegou suas coisas e entrou em um que não estava ocupado, colocou sua roupa num cabide que ficava dentro do boxe e abriu o chuveiro demorando bastante. Aquele dia estava fresco, mas Lucy simplesmente adorava tomar banho de água gelada, tipo temperatura "desligado". Ao sair do banho, se trocou e desceu para o quarto, colocou a toalha nas grades – sim grades – da janela e desceu para comer algo.

Segundo o folheto, o refeitório ficava a frente do dormitório e ao lado da sala de entretenimento. Lucy desceu as escadas e foi em direção a sacada do prédio, parou por um breve instante e observou tudo ao seu redor... Inclusive as pessoas, que agora apareciam e cada vez mais comentavam sobre algo e olhavam para Lucy, que ignorou.

A sua frente uma placa grande escrita “Refeitório” fez com que o estômago dela se revirasse de tanta fome. Partiu rápida para a frente e entrou, era hora da janta.

Lucy riu com o que houve em seguida, todas lá dentro – tipo todos mesmo – Pararam e seguiram ela por todo o caminho que feito para pegar comida. Lucy riu e ajeitou os cabelos, ela nunca ligou de ganhar atenção. Pegou uma bandejinha, colocou nela hambúrguer e um suco de uva que ela amava, sentou numa mesa vazia e foi comer, mas todos ainda a observavam.

Ela olhou para cara de todos e num murmúrio que foi audível por todo o refeitório quieto falou:

- Algum problema? – Ela disse isso com a maior cara de “tô nem aí.” — Todos piscaram furtivamente e voltaram a seus pratos e conversas, deixando Lucy em paz, que seguiu comendo.

Depois de um tempo, Lucy levantou e caminhou sobre todo o refeitório com objetivo e deixar a bandeja no lugar devido. Várias pessoas a encaravam feio, ela logo pensou “preciso de créditos aqui.”

Olhou bem em volta e quase viajou, andando sem prestar muita atenção, o que teve consequência em esbarrar em alguém, derrubando totalmente seu suco de uva.

- O quê? — Uma menina de cabelos brancos gritou. – Meu vestido.

- Mas... – Lucy se agachou e pegou a caixinha de suco, chacoalhou e percebeu que ainda havia muito conteúdo lá dentro. – Ah, sim, meu suco está bem.

Ela levantou dando costa para todos que a olhavam e a albina que trombara.

- Ora, sua. – Ouviu alguns “tecs tecs” de salto correndo em sua direção, a menina de cabelos brancos veio correndo em rapidamente e armou um murro bem na nuca de Lucy.

- Quem... — A loira, que pareceu não perceber desviu e segurou o pulso da menina com sua mão direita. – Você está achando que é, branquela?

- Quem você está achando que é? Novata maldita. Eu sou Lisanna – Dizia com muito ódio.

- Sou Lucy. – Disse nossa loira com um ênfase para que todos ouvissem. – Lucy Heartfilia.

Lisanna abaixou a cabeça e ficou quieta, Lucy observou e quando menos esperou a albina armou um tapa na sua bochecha, que acertou com êxito, fazendo com que ela sorri-se.

Lucy olhou de canto de olhou e sorriu, as bochechas formigavam e seu ódio agora era eminente.

- Não faça mais isso. Certo?

Quando Lisanna armou outro, Lucy segurou e armou um que veio de baixo para cima, acertando bem o queixo da albina. A mesma, começou a cair para o lado, mas a loira armou um soco na direita, depois na esquerda, e na direita novamente, fazendo isso umas repetidas vezes e por fim, dando um chute no estômago da loira, fazendo-a voar.

- Combo. – Alguém gritou de algum lugar, como quando você joga vídeo-game e marca vários pontos seguidos. Ela ignorou.

- Anote, Lisanna, eu tenho meus motivos para estar aqui dentro. – Lucy virou as costas e saiu andando, sabia que aquilo iria fuder de algum jeito, mas por hora foi pro quarto e resolveu dormir, amanhã seria o primeiro dia de aula e ela não queria passar despercebido das pessoas.

Notas finais
Comentem e favoritem se gostarem por favor, eu não mordo. ♥