Notas iniciais
Ok! ok! agora que já dei um fim na Viviane e nos amigos chatos dela ou quase isso! Temos nosso protagonista em maus lençóis ou bons... quer sabe o que acontece me acompanha!

Brenno

Não fazia a menor ideia do que estava fazendo. Não sei se o levava para um hospital ou para sua casa. Depois de ponderar enquanto dirigia sem rumo, decido por levá-lo para minha casa. Chegando lá, o apoiei até chegarmos a porta e, depois de deixá-lo na sala, voltei para pôr o carro na garagem, logo em seguida entrei e ele ainda estava deitado no sofá do mesmo jeito que eu deixara. Me ocupei em limpar o sangue de seus lábios, que já não estavam mais sangrando, porém estavam muito inchados.

Depois de limpar os ferimentos em seu rosto, fui até o quarto e busquei uma muda de roupa limpa, a que ele vestia estava suja de sangue e molhada. Também busquei alguns analgésicos e água. Acordei-o levemente e ele parecia desnorteado, mas conseguiu me ouvir. Ajudei-o a trocar de camiseta e notei que onde ele levou o primeiro soco no estômago estava roxo, depois o orientei a tomar água e o remédio. Lucas voltou a apagar e isso me assustou. Depois de pensar por alguns minutos e com muita vergonha e medo das consequências, terminei de trocá-lo.

Sei que não deveria ter feito, mas só troquei suas roupas molhadas, não me aproveitei da situação, não toquei onde não devia, até porque poderia ter feito isso no dia que ele estava bêbado e seria muito mais fácil e não o fiz. Acabei ficando com dó de deixá-lo no sofá, então o coloquei na minha cama. Depois de arrumá-lo e deixá-lo descansando, liguei para o campus e exigi que me passassem um telefone para contato com sua mãe, o que eles não fizeram, fiquei na sala bastante preocupado com toda a situação, acreditava que havia deixado alguém com a mente pesada no campus. Sua mãe ligou minutos depois no celular dele.

— Alô, Lucas, onde você está? Está tudo bem?

— Alô, aqui é o Brenno, colega dele, ele está descansando...

— Brenno, o mesmo que levou ele aquele dia? Como ele está? O que aconteceu?

— Sim, eu mesmo — ela pareceu bastante nervosa. — Ele está aqui em casa, está descansando, não sei bem o que aconteceu. Ouvi ele gritando com uma garota e um cara partiu para cima dele. Lucas tentou revidar, mas o cara era mais forte.

— E você não tentou ajudá-lo? — Tinha um tom acusador em sua voz.

— Eu tentei. Estava longe, vi tudo acontecer muito rápido, afinal eu estava levando uns materiais para meu carro na hora do ocorrido. Corri para ajudá-lo assim que pude. A chuva já estava ficando forte, por isso trouxe ele para cá, não sabia bem o que fazer — fiquei em silêncio, pois estava envergonhado. — Eu vi a discussão toda de onde estava no meu carro, não achei que iria virar uma briga, assim que tudo começou, entrei em pânico e fiquei congelado. Quando a chuva me trouxe a realidade, ele já estava caído na calçada, peguei meu carro e coloquei o mais próximo que pude, depois desci com o guarda-chuva para ajudá-lo.

— Tudo bem, ele está com algum machucado sério? — Ela tinha um tom sério e preocupado.

— Não, um pequeno corte no lábio, mas nada grave, os lábios também estão inchados, seu olho está roxo, mas vai melhorar. Ele tem um hematoma na barriga, mas nada sério também.

— Você parece um bom rapaz, acha que vai precisar ir ao médico?

— Na verdade não sei, dei um remédio para dor apenas, posso esperar ele acordar e reagir melhor para ver se ele está bem, depois se precisar o levo.

— Ele está só dormindo ou está desmaiado? — Nesse momento, senti medo em sua voz.

— Dormindo, tenho certeza — disse prontamente, afinal não estava mentindo.

— Posso confiar meu filho a você? — A pergunta me pegou desprevenido, senti que a pergunta podia ter um duplo sentido.

— Pode — respondi quase em um sussurro.

— Lucas tem falado muito de você essa semana e de como tudo aí é muito legal. Depois de ver ele sofrer calado tantos anos ao lado daquela garota, é a primeira vez que vejo ele realmente feliz. Por favor, cuide bem do meu garoto, volto a ligar mais tarde para ver como ele está — depois disso, ela desligou e eu fiquei em completo silêncio ouvindo o barulho da chuva.

Levantei e coloquei a roupa dele na máquina com um pouco de sabão líquido, depois de lavar e centrifugar, estendi a roupa quase seca dentro de casa mesmo e esperei que secassem até de noite. Fui ao quarto pelo menos 5 vezes nas últimas horas e ele ainda estava dormindo tranquilamente. Ele não levantou para almoçar. Sua mãe me ligou mais uma vez e eu disse que ele ainda estava dormindo, ela disse que ia ligar de novo.

Já no fim da tarde, Lucas acordou e eu estava na poltrona no canto, cochilando. Não senti ele se aproximar, somente quando ele falou comigo me despertando, assustado.

— É... oi... — ele ficou em silêncio, seu olho parecia um pouco melhor, mas ainda está roxo, seus lábios ainda estavam levemente inchados, coloquei nele a mesma roupa da última vez que ele dormiu aqui e ainda achava que ele estava muito fofo, me controlei para não puxá-lo e abraçá-lo apertado.

— Oi — disse apenas.

— O que aconteceu? Por que estava dormindo na sua cama? E onde foram parar minhas roupas?! — Ele estava com a voz um pouco empastada por causa da saliva grossa por ter dormido demais e a cara de sono estava deixando-o ainda mais fofo.

— Está com fome? — Ele fez que sim com a cabeça, fui até a cozinha e ele me seguiu.

— E então? Vai me responder?

— Você brigou com sua namorada e o amigo dela bateu em você. Não sei o motivo, não estava junto, só vi de longe depois de você sair correndo no meio da conversa.

— Ela não é mais minha namorada, é a garota dele agora! — Vi dor em sua voz e notei que ele estava segurando as lágrimas.

— Uau, sinto muito. Você estava na minha cama porque eu te levei até lá, depois de ter trocado suas roupas e ter limpado seus ferimentos no rosto, também te fiz tomar um analgésico.

Ele largou o biscoito que estava comendo e se engasgou com o que já estava na boca, depois de algumas tossidas e um gole de leite gelado, ele estava completamente vermelho, não sei se pelo breve sufocamento ou por vergonha.

— Você me trocou? O que quer dizer com isso? — Ele conferiu suas roupas de baixo e viu que não eram as dele. Ele se levantou rápido e ficou mais vermelho.

— Calma, garoto. Não sou um pervertido, só troquei suas roupas porque estavam molhadas e algumas sujas de sangue, não toquei em você em parte alguma.

— Muito obrigado — ele disse de cabeça baixa e muito envergonhado.

— Obrigado pelo que? Não fui capaz nem de te defender...

— Obrigado por me trazer até aqui. Cuidar de alguém como eu — então ele começou a chorar de novo, como um garoto que pede proteção.

— Não há o que agradecer — levantei e o abracei, ele retribuiu e ficamos assim, abraçados.

Notas finais
Por hoje é só pessoa logo teremos o fim dessa ficc. Gostaria de quem leu ate aqui me ajuda- se com as avaliações. Essa e minha primeira ficc e quero saber como estou indo muito obrigado bjs