Notas iniciais
Por mais que eu queira desistir, eu não consigo. Esse cap é dedicado a Lari, que comentou o cap anterior e me fez ter coragem de prosseguir. Obrigada, linda. Espero que goste. ❤

Alex
Entrei no refeitório sem muita fome, então fui direto para a mesa onde sempre ficávamos. Quanto mais chegava perto, mais notava coisas estranhas. Um garoto que não conhecia, a garota que vi mais cedo, uma ruiva que nunca havia notado, as líderes de torcida na mesa ao lado. Foi então que notei. Julie havia se tornado uma líder de torcida. Ela usava a blusinha do uniforme, que era consideravelmente decotada, a saia curta e seus cachos estavam presos num rabo de cavalo desajeitado.
— oi gent.... Uau — eu a olhava com uma surpresa misturada com admiração — Ahn... Posso falar com você? — Eu perguntei e vi ela ficando um tanto vermelha.
—Claro. — Ela levantou e pegou uma maçã da bandeja. — Vamos? — Assenti. Eu que queria falar com ela, mas ela que acabou me guiando.
—Pra onde? — Perguntei, curioso.
—Biblioteca. — Ela disse, dando uma mordida na maçã. — Ninguém vai pra lá.
—AH, ok. — Eu disse. Chegando na biblioteca, fomos para as últimas prateleiras. Ela jogou o resto da maçã pela janela, onde caiu no jardim. "Vira adubo" foi o que ela disse. — então. Sei que não vai ficar muito tempo por aqui,sei da fama do teu pai. Mas não precisa me evitar, fala sério. Estou a uma semana sem falar com você, não precisa disso. — Eu disse, irritado. Eu estava alternando os olhos entre: boca — decote — coxas.
—Primeiro, para de olhar meu corpo por favor. — Ela pediu, puxando meu rosto e fazendo — me olhar em seus olhos. — Eu já me sinto constrangida o suficiente nesses pedaços de pano. Segundo, eu tentei. Mas eu não quero falar com você. Eu quero pular em você, quero te beijar, sentir suas mãos passeando pelo meu corpo, não é conversa que quero. Não mais.
—AH.... — fiquei sem saber o que dizer. — Voltando a parte dos pedaços de pano — Eu me aproximei, levantando um pouco a barra de sua saia- Ficou bonito em você, sabe? Você tem belas pernas, uma barriga lisinha e lindos peitos. — fui passando os dedos desde sua coxa até sua clavícula. — Você disse uma coisa muito interessante.
—O que? — ela estava ofegante.
—Não quero conversar também. — Beijei seu pescoço e senti seu corpo ficando rígido. — Porque, com uma garota linda dessas, com pouca roupa e um corpo invejável — beijei seu queixo- quem iria querer conversar?
—Quer calar essa droga de boca? — Ela mandou, e senti suas unhas passeando pelas minhas costas até chegar aos meus cabelos. — Não quer conversar mas não cala a boca. Me beija logo, droga. — Ela sussurrava agora, e não pude me conter. Peguei a cintura dela e puxei pra frente, de modo que ficasse colada em mim.
—Talvez essa não seja uma boa idéia — Eu disse, provocando — a. Beijei o canto se sua boca e segurei seus cabelos.
—AH, não. Por favor — Ela praticamente implorava- Começou, termina. — Ela sussurrou em meu ouvido, e essa era a aprovação que eu queria. Beijei os lábios rosados da garota. A boca dela se abria na minha perfeitamente. Sem avisos prévios, ela colocou a língua. Tinha gosto da maçã que a pouco ela havia comido. Ela puxava meu cabelo e mordia meus lábios, e fui ficando sem controle. Peguei ela no colo e apoiei com tudo na prateleira. Aquele shortinho era como uma segunda pele de tão justo. Apertei as coxas dela e fui beijando seu pescoço. Ouvia sua respiração ofegante no meu ouvido. Pelas unhas nas minhas costas, ela pedia por mais. Porém, o desejo teve que ficar para outra hora.
—Para- Ela pediu. Tirei meus lábios do seu pescoço e olhei pra ela.
—Que houve? Não quer marcas? Não deixo nenhuma. — Eu disse, tentando desesperadamente voltar ao que estava fazendo.
—Tenho ensaio agora. — Ela disse, olhando para o volume em minhas calças e soltando um riso abafado — Sábado, depois do ensaio, eu vou na sua casa. Pode ser? — Ela passava os dedos pelo meu abdômen ainda coberto pela camisa. Fiz que sim com a cabeça e dei um sorriso malicioso. — Olha, preciso mesmo ir. Você e o Alex Junior podem me colocar no chão, agora.
—AH, tá.. — Coloquei ela no chão, envergonhado. Ela puxou meu rosto e me deu um beijo rápido. — Tchau. — Eu disse, e vi ela sair correndo entre as prateleiras cheias de livros empoeirados. Sua saia pequena levantava a cada pulo e deixava o pequeno short e parte de sua bunda de fora. Sorri e fui pra aula.
—E aí, Alex? — Mah chegou perto, curioso.
—Vamos nos encontrar. — Sorri vitorioso.
—Quando? — Erick perguntou do outro lado.
—Ue, não é da conta de vocês. — Eu disse, convencido. Nesse momento, ela passou correndo por mim, com algumas garotas atrás dela.
—Sábado, não esquece. — Mal disse isso e já estava correndo de novo.
—AH, ok. Sábado. — Erick disse com um sorriso malicioso no rosto. — Vamos, filosofia agora, Rachel é chata lembra? Atrasos nunca. — Ele completou e saímos correndo.
Não prestei atenção na aula, não era importante. Estava com ela na cabeça. Suas pernas envolta da minha cintura. Sua respiração ofegante no meu ouvido. Eu a queria tanto. Queria ser bom pra ela nesse pouco tempo que ela ficasse. Decidi que sábado seria especial.
—Hey, cara. — Chamei Mah. — Que horas acabam os treinos de sábado? — Perguntei, curioso.
—Mille sempre me disse que começava umas oito horas da manhã e acabava meio dia. — Ele respondeu, contando nos dedos pra ver se não estava errado. — Se ela não tiver mudado nada, é esse horário.
—Tá, valeu. — Eu disse. O resto do dia passou rápido. Fui pra casa logo após a última aula. Fui sozinho, pois precisava pensar em muita coisa. Cheguei em casa e soube que mamãe havia caprichado no jantar. — Oi mamãe, cheguei.
—Oi querido.-Mamãe apareceu da cozinha para me dar um abraço. — Como foi na escola hoje?
—Mãe, vai fazer alguma coisa, sábado? — Perguntei rapidamente.
— Acho que vou, filho. Queria comprar umas roupas e acho que vou no shopping. — Ela disse, tentando se lembrar se era mesmo isso. — Por que?
—Tem como me ensinar a cozinhar algo muito bom? — eu perguntei, nervoso. — Julie me disse que vai vir aqui depois do ensaio, no sábado. — Desabafei.
—AH, meu amor. Que lindo. — ela disse. — Me lembro dela, mas me fala como ela é.
—Ah, mãe. Ela é baixa, tem os olhos e os cabelos de um castanho claro incrível. Ela é um pouco tímida com algumas coisas,mas é super extrovertida. Ela é carinhosa, e é tão sexy. — eu disse, olhando para mamãe como se ela fosse meu diário — Hoje, eu a vi com o uniforme de líder de torcida. Ela tem um corpo lindo. É magra, mas não tanto. O cabelo dela é cheio de cachos, e ela tem um sorriso lindo, mãe. De dar esperanças a qualquer um. — Eu completei, suspirando.
—Ela deve ser realmente incrível. — Mamãe disse com os olhos marejados. — Não te vejo assim faz um tempo. Eu vou desocupar a casa pra vocês no sábado. Seu pai não vai estar e é provável que Marco saia pra balada na sexta e volte segunda depois da escola, sabe como ele é — Ela disse, chateada. — não sei o que há de errado com ele, Alex.
—calma, mãe. Marco já tá bem grandinho, ele sabe o que faz. — Eu disse, tentando tranquilizar ela. — ele sabe se cuidar, fica tranquila.
Eu terminei com um beijo na testa dela e subi correndo pro meu quarto pra tomar um banho. A água estava um tanto fria, mas eu ainda estava completamente quente. Os cachos foram desmanchados debaixo da água e meu corpo se arrepiava a cada gota. Sai, me enxuguei e me troquei. Desci pra comer e o que vi foi realmente surpreendente.

—Alguém me belisca, porque eu devo estar sonhando. — Eu disse sorrindo, descendo os últimos degraus da escada. — Oi. — Meu corpo todo sorria, agora. E então eu entendi. Entendi que não era realmente um sonho, entendi que eu estava prestes a ter um momento maravilhoso. -Desculpe. Eu realmente precisei vir aqui. — Ela disse. Ainda com o uniforme de líder de torcida. — Não aguentei. — Ela riu e olhou pra baixo. -Não tem problema. — Pisquei pra ela e sorri maliciosamente. Entendi o que ela veio fazer aqui.