Meu adorável erro
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Ois
Julie
Eu não havia pensado direito, mas não poderia voltar pra casa hoje. Meu pai estaria lá com alguns colegas de trabalho. Não gosto dos assuntos. Então, quando vi Alex saindo da escola, eu o segui. Na minha bolsa da escola,havia uma troca de roupas, como sempre, por precaução. Cheguei na casa dele e bati na porta. Quem atendeu foi a mãe dele. –ahn, oi. — eu disse, envergonhada. — O Alex está? Eu estou meio perdida, posso ficar? — perguntei, olhando pra baixo. –Você deve ser a Julie. — Ela sorria docemente — Pode ficar, sim. O tempo que quiser. Entre, vou chamar ele. — Entrei, e quando ela estava ao pé da escada já pra gritar o nome dele, senti um cheiro de queimada.–Que cheiro estranho. — Eu disse. Então, ela fungou e saiu correndo. Eu olhada pra ela correndo de um lado para o outro, ora com a panela na mão, ora com temperos para refazer. Eu estava prestando tanta atenção nela que não reparei que Alex estava descendo a escada. –Alguém me belisca porque devo estar sonhando — Ele ria enquanto decia o último degrau. — Oi. — Ele disse, ainda sorrindo. –Oi- Eu disse, sorrindo de canto. — desculpa aparecer assim tão de repente. Não aguentei — eu o olhada maliciosamente. E então, ele entendeu o que eu fui fazer ali. Ou pelo menos, achou que entendeu. — Podemos subir? — Perguntei, curiosa. –Claro. — Ele disse, estendendo a mão pra mim. — Vem. — subimos e, sem cerimonias, entrei no quarto dele. –Meu pai levou os colegas de trabalho lá pra casa. Odeio os assuntos, me dão calafrios e pesadelos. Não conseguiria ficar em casa hoje. Sua mae me deixou ficar, tem problema?- Desabafei. Falei tão rápido que mal percebi que estava arfando quando terminei. –Não tem problema não — Ele ria e passava a mão nos cabelos molhados. — Ela disse onde você vai dormir? — ele perguntou. Fiz que não com a cabeça. — Ok, depois eu vejo isso. Quer tomar banho? -ele me olhava. Fiz que sim. — Tem roupa? –Ahn... Tenho Eu disse, envergonhada — Mas não vou conseguir dormir com essa. –Quer uma camisa minha emprestada? — Ele foi em direção ao armário, abriu e pegou uma camisa branca. Estendeu pra mim. –Ahn... — Eu sabia que estava vermelha. Peguei a camisa e olhei pro chão. — Eu não.... –Calma. Eu pego a toalha. Vou lá e já abro o chuveiro pra você. Tá? — Ele perguntou, indo ao armário novamente para pegar a toalha. Era uma toalha azul clara. Não me surpreendi. –Claro, azul. — eu disse, rindo. Ele riu e pegou minha mão. –vem. — Me puxou em direção ao banheiro do quarto dele. — Olha, pode colocar a toalha aqui. — Pegou a toalha da minha mão e a pendurou. Abriu o box, ligou o chuveiro e saiu. Tirei minhas roupas, soltei o cabelo e entrei debaixo do chuveiro. A água quente era como agulha na minha pele fria. Passei o sabonete que estava lá, e passei um pouco de condicionador no cabelo. Me enxaguei e desliguei o chuveiro. Abri o box e peguei a toalha. Sequei o corpo, enrolei a toalha na cabeça e sai. Abri a bolsa, peguei a calcinha reserva e o short moletom preto. Coloquei e peguei a blusa branca. Assim que coloquei, parecia que estava usando um vestido. A camisa chegava até a metade das minhas coxas e deixava um pouco aparente meu sutiã rosa, mas era tão pouco que não me importei. Guardei as coisas na bolsa e terminei de enxugar o cabelo. Pendurei a toalha de sai do banheiro. –Tem uma escova? — Perguntei assim que sai do banheiro. Logo notei que Alex estava deitado na cama sem camisa, com uma calça moletom cinza e a cueca branca aparente. Ele me olhou de cima a baixo,como se me avaliasse. Notei que a camisa escondia o meu short. — Ahn... Alex? –Sim? — Ele perguntou distraído, enquanto me olhava. — Ah, claro. A escova. — Levantou e foi até o banheiro. Em poucos instantes, estava de volta. — Toma.–Obrigada — Eu disse, sentindo o rosto esquentar. Não conseguia tirar os olhos do abdômen dele. –Posso pentear, se quiser. — Ele ofereceu. Fiz que sim com a cabeça e me sentei na cama. Ele sorriu e se sentiu atrás de mim. Era cuidadoso e calmo, como se cada fio de cabelo meu fosse de ouro. Sentia agora seus dedos pelos meus cabelos. Após uns instantes, ele se levanta. — Pronto. Fiz uma trança se não se importar. –Não, que isso. Adoro tranças — Eu sorria enquanto colocava a trança por cima do ombro. — Ahn... Se não for abusar da hospitalidade, tô com fome. –Não abusa não — Ele disse, rindo. — Vem, vamos comer. — Me levantei e fui atrás dele. O cheiro estava delicioso. –Vieram comer? — Fizemos que sim para a mãe dele- Finalmente. Tem lasanha, frango assado e salada. Se sirvam. — Ela mal tinha acabado de falar e Alex já estava atacando. Eu ria enquanto colocava a comida no prato. –O cheiro está maravilhoso. — Eu comentei e vi ela sorrir. Sentei na frente de Alex e peguei um pedaço da lasanha. Uma delícia. O mesmo para o frango e a salada. — hmm, que delícia!–Ta uma delícia mesmo, mãe. — Alex comentou, a boca toda suja de molho. Eu ri e me mexi na cadeira, até encostar na perna dele sem querer. Percebi que ele havia ficado mais atento, então passei os pés na perna dele. Ele me olhava excitado e parecia se controlar.
–Estava ótimo! — Eu disse, após terminar o segundo prato. — Quer ajuda? — perguntei. –Não precisa, linda. Vá dormir, deve estar cansada. — Ela sorria de modo cansado, mas doce. Fiz que sim e subi as escadas. Sentei na cama dele e olhei o quarto ao meu redor. O cheiro de Kaiak era forte, e a quantidade de roupa espalhada pela cama... Ele era uma zona, mas era cheiroso.–Oi — Levantei num pulo e o vi parado na porta. — Vou arrumar a cama pra você. –Mas e você? — Perguntei,confusa.–Eu durmo no sofá. — Ele sorrir. Parecia cansado.–Não, não vai dormir no sofá enquanto eu durmo na cama. — peguei um travesseiro da cama e abri o guarda roupa até achar os cobertores. Peguei um e desci as escadas batendo os pés. Joguei tudo no sofá e deitei. Adormeci logo em seguida.
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