Meu Vizinho Proibido
10 Capítulo 10 – Complicating...
Notas iniciais
Eu levo um susto dos grandes e me engasgo com a água e fico tossindo loucamente. Eu fico dando tapas no peito para ver se a tosse passa, mas parece que só piora e droga, eu estou ficando com falta de ar. Shawn corre até mim, dá alguns tapas leves nas minhas costas, eu fico tentando parar de tossir, mas não consigo, merda...
— Calma, respira fundo. Disse ele.
Se eu conseguisse, teria feito isso, idiota... Ele pegou a garrafa e levou até a minha boca, eu bebi a água e parei de tossir. Eu respirei fundo e disse um pouco rouca por conta do engasgo:
— Obrigada.
— Eu não tinha ideia do quanto sou feio para te assustar tanto assim. Disse ele rindo.
— E quem disse que você é feio? Perguntei rindo.
Ele apenas sorri.
— Então quer dizer que estava me espionando esse tempo todo? Como me achou? Perguntei curiosa.
— É... Eu precisava falar com você, por isso te segui e, uau... Você dança muito bem. Disse ele me olhando de um jeito que eu sabia muito bem o que ele queria.
Eu comecei a ficar sem graça e evitar olhar em seus olhos, dizendo:
— Obrigada, mas eu não sei se você se lembra, mas eu moro ao lado da sua casa, você poderia muito bem me esperar chegar a minha casa.
— Eu sou muito ansioso, me desculpe. Disse ele.
— Você pode, por favor, parar de me olhar assim? Eu já estou mais do que sem graça e...
— Me desculpe — ele parou — Eu juro que é sem querer... Mas me diz, como seus pais descobriram?
— Alguém postou um vídeo da festa, mas só a parte em que eu dançava e você me beijava no final. Respondi.
— Estranho... Aqui ninguém tem esse costume de colocar o que acontece nas festas na internet, mas foram as parte em que você estava?
— Sim e por isso eu acho estranho, porque ninguém sabia que eu tinha ido escondida para essa festa, só você e a Leona e justamente eu, que não podia de jeito nenhum ser exposta assim para que meus pais não descobrissem, fui mais do que todos. Respondi.
— Olha, eu não sei se desconfia de mim, mas saiba que não tenho nada a ver com esse vídeo, até porque não tenho. Disse ele.
— Eu não desconfiei de você, pode ficar tranquilo — Respondi — Mas a Leona também não foi e disso eu tenho certeza, mas vou deixar essa história quieta, uma hora essa pessoa vai aparecer, eu tenho certeza disso — Mentira, eu vou caçar essa pessoa, nem que eu tenha que ir ao inferno.
— É, agora que já foi, já era. Então você não pode mesmo sair?
— Não, eu só vim para cá, porque minha mãe e o meu irmão mais velho trabalham aqui e sabem o quando a dança me relaxa, porque se não fosse eles, nem isso eu ia poder fazer. Falei desanimada.
— Até quando?
— Até quando o quê? Perguntei.
— Dura esse castigo?
— Até eu morrer e quem sabe nascer de novo, acredita em vida após a morte? Perguntei séria, mas depois ri.
Ele riu também e disse:
— Tudo bem que você desobedeceu a eles, mas castigo pelo resto da vida não é justo.
— Concordo, mas o que eu posso fazer? Perguntei, eu não quis contar a outra parte da história, ou ele se afastaria de mim o que eu não quero, ou ele tentaria enfrentar o meu pai, o que eu acho muito pior.
— Tem algum plano de fuga? Até porque eu tenho certeza que não irá aguentar ficar tanto tempo presa — ele riu.
Eu ri também e disse:
— Até agora eu não consegui pensar em nada, minha mãe está tentando aliviar para mim, mas eu não sei se meu pai vai aceitar isso, ele é muito rígido, ainda mais comigo.
Ele fez uma um sorriso torto e disse:
— Ela vai conseguir, pode acreditar minha mãe também faz isso, às vezes, e funciona.
— Espero. Respondi sorrindo para ele e droga, estávamos nos olhando nos olhos de novo.
— Eu estou fazendo de novo, não estou? Perguntou-me.
— Está. Respondi.
Ele foi se aproximando de mim, dizendo:
— Mas você também está me olhando, eu diria da mesma forma.
— Eu não deveria fazer isso. Respondi.
— Eu sinto muito, mas está fazendo. Disse ele, aproximando nossos lábios lentamente.
E eu? Eu não fiz nada para impedi-lo, muito pelo contrário, pus minhas mãos em seus ombros e nossos lábios se uniram calmamente. Eu sabia que a qualquer momento alguém poderia nos ver, mas mesmo assim eu me permiti mais uma vez a um beijo que por mais simples que fosse, parecia ser tão proibido, mas ao mesmo tempo tão bom. Nós fomos aumentando aos poucos o ritmo do beijo, as mãos dele já estavam na minha cintura e minha mão em sua nuca. Afastei nossos lábios por estar um pouco sem fôlego e sussurrei sorrindo:
— Se alguém nos pegar, nós estamos perdidos, principalmente eu.
— Por quê? Não é pecado beijar um pouquinho. Disse ele sorrindo para mim.
Meu sorriso desapareceu e eu disse:
— Você não vai entender.
— Se você me explicar, talvez eu entenda. Disse ele.
— Nós não podemos ficar juntos. Respondi.
— Como assim? Por quê? Perguntou ele, eu sabia que não entenderia...
Eu me afastei dele, fui até a porta, encostando-a e voltei até ele e disse:
— Eu acho que nem eu sei ao certo, mas meus pais... Eles não me querem com você e já deixaram bem claro, muito antes de eu te conhecer.
— Qual é o problema comigo?
— Nenhum com você, pelo menos diretamente... Na verdade, o problema é comigo, com minha família, principalmente com o meu pai. Eu queria entender o porquê e poder te explicar, mas eu não sei... Ele só sabe proibir, mas me dizer tudo ele não me diz. Falei.
— Realmente eu não estou conseguindo te entender mesmo. Disse ele.
— Eu avisei... Eu sinto muito, Shawn, mas é esse um dos motivos. Respondi.
— Eu não vou desistir de você por um motivo que eu não sei, mas espere... Qual o outro, ou outros motivos? Não vai me dizer que a...
— Sim, a Camila é mais um dos motivos... Nós somos muito diferentes, de mundos muito diferentes. Nem se eu quisesse, poderíamos ficar juntos — Respondi e ele ficou com cara de confuso — É melhor você ir, antes que meu irmão ou minha mãe nos veja.
— Está bem... Mas me diga você não quer mesmo ficar comigo? Quer dizer, isso que aconteceu aqui ou das outras vezes não significaram nada para você? — Uau! Pegou pesado, hein...
— Shawn — Eu queria dizer que sim, significaram, mas não podia, ou ele insistiria nessa ideia louca.
— Me diz! Disse ele.
— Por que você tem que dificultar as coisas? Perguntei.
— Porque você também não facilita... Me responde isso, eu prometo que vou te deixar em paz depois que me responder. Disse ele.
Eu não sabia o que dizer para ele, alguém me ajude, por favor, a sair dessa?
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