Meu Vizinho Proibido

11 Capítulo 11 – Trauma, Brothers in Law and Threats.


Notas iniciais
Heeey guys!! o/ Kisses and enjoy :* :* ♥

— Eu queria poder mentir, mas eu não consigo...

— E isso quer dizer? Perguntou ele.

— Becca, minha mãe quer falar com — Dolph parou de falar a me ver com Shawn, mas logo disse — Você...

Eu e Shawn nos assustamos e eu disse:

— Ah... Eu já vou — me virei para o Shawn — E é melhor você ir também.

— A nossa conversa ainda não acabou. Disse ele.

Eu respirei fundo e fui ver o que minha mãe queria.

— Filha, eu estou precisando que me ajude na apresentação de outubro. Disse ela assim que eu cheguei.

— Mas mãe... Tem tantas alunas que podem...

— Me deixe terminar de falar? Disse ela.

Eu apenas assenti e ela disse:

— Eu quero que você me ajude na criação da coreografia.

— Ah... Se é isso, ok, se bem que o Sam poderia te ajudar, mas não me importo. Respondi.

— Eu preciso de uma coreografia feminina e com um toque de sensualidade, ele não vai saber fazer, eu tenho certeza. Então você vai me ajudar e será quem abrirá a apresentação. Disse ela não me dando nem a opção de aceitar ou não.

— Mas mãe?! Falei chateada por ela ter decidido isso por mim.

— Já está decidido, até porque você está liberada do castigo e me deve um favor. Disse ela dando uma piscadela.

Minha cara de chateada mudou na hora para a de surpresa e feliz, então eu comecei a festejar minha liberdade, tipo que eu tinha me esquecido que todo mundo estava vendo a minha dancinha doida, mas não estava nem ligando para isso, cara, eu estou livre.

— Alisson, você ficará responsável pelo figurino, Lauren, pela maquiagem e Dafne, pelos penteados... Bom, todas nós sabemos que está bem próxima a estreia, então eu peço que todas se dediquem ao máximo, até porque pelo que conheço da minha querida filha, ela só se apresentará na estreia, mas nas outras apresentações eu terei que colocar alguém para ficar no lugar dela e de acordo com os ensaios e as aulas eu verei quem está mais apta. Disse minha mãe, que no caso era minha professora naquele momento.

O primeiro passo era escolher as músicas que dançaríamos, eu dei algumas sugestões que eu acho que todas aprovaram... O segundo passo era a formação da coreografia, o que eu tirava de letra sozinha, mas o problema era que minha mãe queria que tivesse a suavidade e a delicadeza do balé e eu não, mas por fim eu acabei concordando com ela, é claro, se tivesse também uma mistura de hip hop...

P.O.V Shawn Mendes

Depois daquela conversa que tive com ela, ela saiu e eu fiquei lá pensando em como eu sairia de lá sem que me percebessem, mas pensando bem, ninguém notou que eu entrei, os únicos que sabem que estou aqui são Becky e o irmão dela, então está tudo bem. Eu desci as escadas tentando não ser notado, mas quando cheguei ao andar onde vi os caras dançando, o irmão dela me chamou e disse:

— Você é o namorado da minha irmã, não é?

— Não exatamente... Respondi um pouco sem graça.

— Viu Sam, eu sabia que a Becca estava namorando, o papai vai adorar saber. Disse o pequeno.

— Ninguém precisa saber disso, quer dizer, não agora — Droga, o que é que eu estou fazendo? Eu não quero que eles pensem que eu estou enrolando a irmã deles — Eu ainda preciso conversar com ela...

— Relaxa, é até melhor que vocês não apareçam juntos tão cedo lá em casa — Disse o professor de dança, ele deu um cascudo de leve no menor — O Rodolpho vai ajudar ficando quieto, até porque ele não quer ferrar com a vida da nossa irmãzinha, nem com a nossa não é?

— Ah, qual é? Disse o pequeno.

Eu estava muito confuso naquele assunto, tudo bem que os pais são meio assim quando as filhas dele namoram, mas esse coroa já está me assustando.

— Rodolpho?

— Tá, eu prometo que não vou fazer nada, vou ficar quieto... Na minha. Disse ele.

— Ah, eu já ia me esquecendo, eu sou o Samuel, irmão mais velho da Rebecca. Disse o mais velho estendendo a mão.

— Prazer, Shawn. E eu sou... Ah...

— Eu sei o que você é da minha irmã. Mas eu acho que é muito arriscado você vir aqui, pode ser que meu pai esteja rondando... Sabe-se lá. Disse ele rindo.

— Tudo bem. Se um dia ele quiser me matar, é só ele ir a casa ao lado da de vocês. Respondi “brincando”.

— Não brinca... Disse o Rodolpho.

— É pior do que eu pensei... Bom, eu tenho que terminar a minha aula, quer ficar para assistir? Se matricular? Disse ele brincando mais uma vez.

Com certeza eu estava com cara de apavorado, até porque ele estava sendo brincalhão até demais, se eu soubesse que minha irmã está namorando por aí e com um cara que eu não conheço, eu não reagiria assim, não mesmo...

— Não, valeu. Eu vou indo, até mais. Respondi acenando.

— Tchau namorado da minha irmã. Disse Rodolpho.

— Rodolpho! O certo é cunhado. Disse ele rindo.

Eu ri e respondi:

— Tchau — tenho certeza de que eu estou vermelho, porque além de me amedrontar eles conseguiram me deixar sem graça.

Desci as escadas, dei uma última olhada na Becky, que estava dançando com sua mãe, deixei um sorriso bobo escapar e fui embora.

P.O.V Rebecca Oliver

Depois de montarmos pelo menos a metade da coreografia, todas já estavam mais que exaustas, então as liberamos e minha mãe disse:

— Duas apresentações?

— Só a estreia. Respondi.

— Mas filha, já faz alguns anos...

— Eu sei mãe, mas o problema não é que eu possa dançar e sim eu querer, ok? Eu ainda tenho trauma, está bem? Respondi, até porque foi em uma apresentação que eu fraturei minha perna esquerda, tudo bem que não ficou sequela, mas eu não sabia se já dava para mim.

— Está bem, eu te entendo, mas você não pode desistir da dança por causa de um tombo. Eu já perdi as contas de quantas vezes já me quebrei — Ela riu — Tem alguns movimentos que eu consigo fazer graças a algumas delas.

Eu ri também, mas disse:

— Só a estreia, pelo menos por em quanto, mas não insiste muito. Eu vou pensar e repensar, enquanto isso você já pode pensar numa das suas alunas que com certeza você já escolheu, porque eu te conheço muito bem, aí você já reserva a vaga dela.

— Tá... Você venceu — Disse ela — Agora me ajude a desligar os disjuntores, pegar as toalhas e mochilas.

— Cadê o Sam? Perguntei.

— Está lá em cima, a aula dele vai até mais tarde e você vai deixar a chave do carro com ele. Disse ela.

Que legal! Beethoven até chegar a casa. Wohoo!

***

No dia seguinte, eu fui mais uma vez mais cedo para a escola, a “missão evitar o meu pai” ainda não tinha terminado, então eu peguei minhas tralhas da escola, Rodolpho desceu as escadas aos berros pedindo que eu o esperasse, quando cheguei a sala, o vi com a roupa ao avesso, o cabelo todo para cima e os olhos ainda grudados de remela. Eu tive um ataque de gargalhadas e disse:

— Eu não vou te levar para a escola nesse estado.

— Se importa em me ajudar? Perguntou ele.

— Temos 15 minutos para resolver o seu problema. Respondi ainda rindo.

Depois de 10 minutos ele já estava apresentável dentro do meu carro e chegando à nossa “maravilhosa escola”, que incrível... Acho que vocês já notaram que eu estou de bom humor, até porque “livre estou, livre estou...” ok, chega de palhaçada.

Deixei meu irmãozinho em sua classe e fui até a sala de física. Chegando lá, vi que a dupla inseparável estava lá. Hm... Elas chegaram bem cedo hoje.

— Olha quem resolveu vir mais cedo... Disse Camila.

— Você diz isso com coisa que sou eu quem chega um minuto antes que o professor. Revidei.

— Eu sou do time da escola e posso fazer o que eu quiser, posso entrar e assistir a aula que eu quiser, na hora que eu bem entender. Disse ela.

— Que bom para você, mas você não se contenta com sua vida de prioridades por ser uma líder de torcida e resolve que tem que se meter na minha também — Fui direto ao ponto.

— Eu não sei do que você está falando.

— Hoje eu não tenho o mínimo de paciência para aturar sua atuação de quinta, até porque eu, sua amiga e você sabemos muito bem quem foi que divulgou aquela droga daquele vídeo. Respondi cerrando meus punhos.

— Que vídeo? Seja mais direta. Disse ela com cara de sonsa, eu ainda mato essa garota.

— Mais direto será o meu soco bem no meio da sua cara se você não parar com esse seu teatrinho e assumir logo que foi você.

— Se você já acha isso, por que quer que eu confirme? Perguntou ela.

— Porque eu preciso ouvir de você. Respondi.

— Azar o seu, hoje não é o meu dia de confissões e você não é o meu reverendo, sinto muito. Disse ela pegando no braço da sua amiga e passando por mim.

— Vai ter volta, fique ciente disso. Respondi me segurando para não arrebenta-la.

— Ui, que meda. Disse ela debochando.

Pode debochar, querida, mas faço das palavras da diva Rihanna as minhas “Porque eu posso ser má, mas eu sou muito boa nisso...”

Notas finais
Beijooooooooooooooos :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.