- Justin, eu trouxe a nova versão, a gente pode testar? — O Chaz disse.

- Cara, essa versão tem umas armas e uns códigos pra uns levels, muito foda! — O Ryan disse.

- Onde estão a namorada de vocês? — Eu perguntei.

- Em casa. — O Chaz disse.

- Talvez... — O Ryan completou.

- Amor, você se importa? Vai ser rápido...

- Vai em frente! — Eu respondi.

- Coloca aí velho. — Ele disse animado.

Sentou no sofá e parecia uma criança de 5 anos, todo feliz com o controle na mão.

- J, vou pegar um copo de água, ok?

- Tudo bem, pode trazer um refrigerante pra mim? — Ele pediu.

- Tá. — Fui até a geladeira.

Bebi um pouco de água e peguei uma latinha com o refrigerante favorito dele. Voltei até a sala e a Nick já estava lá.

- Chaz... por favor. — Ela insistia.

- Oi, Nick. — eu me paroximei.

Entreguei o refrigerante do J e fui falar com ela.

- O que foi?

- Quero que o Chaz vá lá em casa, tô com um problema no computador e ele pode me ajudar. — ela disse.

- Eu posso ir e tentar te ajudar. — eu disse.

- Mesmo? — ela disse animada.

- É.

- Tá, vamos.

- Shawty, onde vai?

- A Nick tá com um problema no computador, e o Chaz não quer ajudar, já que ele tá viciado nesse jogo. Vou lá tentar ver se posso ajudar.

- Chaz. — O J chamou.

- Calma velho. — O Chaz respondeu.

- A gente já testou, agora vocês podem, vazar?

- Vamos lá Nick! — O Chaz disse finalmente.

- Indo também, depois a gente marca de jogar. — O Ryan se levantou e saiu.

- Não precisava mandar eles embora. — Eu observei.

- Precisava sim ou eles passariam a noite inteira aqui.

- Ok. — Me aproximei e o abraçei.

- O que acha de nós dois irmos pro meu quarto, namorar um pouquinho? — Ele sorriu.

- Perfeito.

Pulei no seu colo e ele segurou minhas pernas, ele me levou até seu quarto e sentamos na cama. Suas mãos passaram pelo meu cabelo, enquanto seus lábios macios se roçavam nos meus. Eu acariciava sua nuca e ele deslizava as mãos até as minhas pernas. Partimos o beijo com um sorriso.

— Então J, eu fiquei curiosa e o que a Isabeka quis dizer com aquele lance de você conhecer ela muito bem e ela te conhecer?

- Ah... Nada, ela sempre tem esses devaneios. Não há nada com o que se preocupar. — Ele disse.

- Tá... Tudo bem. — Eu não tinha acreditado muito naquilo.

- Agora eu também lembrei, por que o Math te chama de moranga? — Ele perguntou.

- Bom, é um lance idiota do meu pai e ele acabou me chamando assim no almoço e o Math percebeu que eu não gostava e fica me chamando assim por pura implicância!

- E porque seu pai te chama assim?

- Quando eu era pequena eu era louca por morangos e uma vez no super mercado acabei deixando todos cair em cima de mim. — eu expliquei.

- Sua louca, você é descordenada. — Ele disse.

- Tanto faz... — Eu tentei não demonstrar interesse.

Nos deitamos na cama e ficamos conversando sobre besteiras, mal percebi o tempo passar.Ele tinha seus braços ao redor do meu corpo me confortando, me aconcheguei no seu peito e acho que acabei dormindo.

- Opa, o que temos aqui! — Ouvi a Isabeka falar perto da gente

.Me sentei e tirei rapidamente o celular do bolso, percebi que já eram 22 horas.

- O que tá fazendo no meu quarto? — O Justin questionou ela.

- Ow, nada, só checando, mas vocês dois fizeram muito aqui. — Ela sorriu maliciosa.

- Cala boca e sai do quarto! — O Justin se levantou.

- Ah, mais uma coisa, ela vai dormir aqui? Porque aí eu vou ter que mentir pra Pattie, certo? — Ela fez piada.

- Você poderia sair? — O Justin disse irritado.

- Me avisem. — ela deu uma gargalhada e saiu.

O Justin fechou a porta e eu até achei engraçado aquele senso de humor maligno dela.

- Ela é louca! — Eu sorri.

- Mais do que isso, mas não faz mal a ninguém. — Ele sorriu e sentou do meu lado.

- Tenho que ir, minha mãe vai me matar. — Eu levantei.

Fui até o espelho e consertei a bagunça que tava o meu cabelo. Me direcionei até a porta e ele me acompanhou, passamos pela sala e nada da maluca. Graças a Deus!

- Vem cá. — O puxei e colei nossos lábios.

Ele envolveu seus braços na minha cintura e me puxou contra seu corpo.

- Tranca bem a porta do seu quarto e nada de deixar aquela louca entrar! — Eu o abraçei apertado.

- Ok! — Ele sorriu. — Se precisar de mim, me liga tá?

— Boa noite J. — Eu lhe dei um último beijo.

- Dorme bem Shawty!

Saí do apartamento e fui até a minha casa, bati na porta e minha mãe abriu.

- Que jantar mais longo! — ela disse de cara.

- É, bem longo. — Eu lembrei dos minutos que pareciam horas ao lado daquela idiota.

- Quer comer algo? — Minha mãe perguntou.

- Não, eu tô com sono. — Eu disse e me direcionei a cozinha.

Peguei um copo d'água e sentei no sofá, minha mãe estava olhando algumas contas e percebi uma lista de tarefas.

- O que é isso? — Peguei a folha.

- Bom, eu ia te falar. Hoje passei o dia fora resolvendo, sobre a empregada e encontrei uma senhora muito gentil. — Ela sorriu.

- Já escolheu? — Disse surpresa.

- Sim e ela começa amanhã. Já passei algumas coisas pra ela e fiz essa lista pra que quando ela chegue amanhã saiba o que fazer.

- Ow, então ela começa amanhã! Obrigada por me deixar sabendo de tudo. — Eu disse sarcástica.

- Desculpa filha, foi tudo muito rápido. Mas ela é uma mulher simpática, vocês vão se dar bem! — Minha mãe disse.

- Qual o nome dela?

- Clarice. Meigo não? — Ela perguntou.

- É, tudo bem. Ela chega e sai que horas?

- Chega às 7 da manhã e sai às 16 horas.

- E vai começar amanhã? — Eu perguntei.

- É, algum problema?

- Não. — coloquei o papel de volta na mesa e a minha mãe segurou a minha mão.

Ela observou o anel e eu fiquei animada, porque seus olhinhos brilhavam que nem os meus quando ganhei, acho que ela tinha gostado quase tanto quanto eu.

- Que lindo! Quando comprou?

- Eu ganhei, na verdade. — Agora era a melhor parte, ela ia perguntar de quem.

- O Justin te deu? — Ela ficou em choque.

- É... — Ela estragou a minha grande fala.

- Que fofo, o que ele disse quando te deu? — Ela parecia uma adolescente animada.

- "Esse anel é uma prova simbólica de que meu coração é seu. Cuida bem dele." — lembrei direitinho do que ele havia me dito.

— Owwn, filha, que fofo! — Ela me abraçou.

- Pois é.

- Filha, eu tenho que perguntar.

- Tchau, tenho que ir dormir.... — Eu levantei evitando qualquer asunto mais íntimo.

- Não filha, vem aqui.

- Boa noite. — Saí da sala.

Entrei no quarto e tranquei a porta. Corri pro banheiro e tomei um banho rápido, me vesti e me joguei na cama, estava com um soninho tão bom.

Acordei com o despertador, mas ainda era muito cedo, apenas 6 da manhã, coloquei o despertador pra tocar apenas 7 da manhã, seria bom dormir mais uma horinha. Acordei na hora certa e fui tomar um banho, estava um pouco nervosa, parecia que meu coração ia sair pela boca. Sabia que ia levar uma bronca e detesto isso.

Me enrolei na toalha e saí do banho, alguém batia na porta.

Fui até a sala e abri a porta.

- Bom dia, aqui é o apartamento da dona Marie? — Ela perguntou.

Era uma mulher de meia-idade, cabelo loiro amarrado em um coque, uma roupa simples e uma bolsa-sacola do lado.

- Sim, você deve ser a Clarice, certo? — Eu perguntei.

- Sou sim.

- Prazer, meu nome é Tamara, sou filha da Marie, pode entrar.

Ela entrou e parecia um pouco deslocada.

- Acho que você pode colocar suas coisas no pequeno quarto que tem lá atrás. E lá também tem um banheiro, com uma toalha limpa e o que você precisa.

- Ok.

- Minha mãe deixou uma lista do que fazer, acho que na porta da geladeira, e qualquer coisa do material de limpeza, você pode procurar no quartinho lá atrás, acho que hoje não tem muito o que fazer, mas a mamãe vai estar de folga amanhã e pode explicar tudo melhor pra você! — Eu tentei explicá-la.

- Tudo bem. Você vai pra escola agora, certo? Vou preparar o café da manhã, tem preferência por algo?

- Um cereal já é o bastante. — Nesse momento a campainha tocou e eu fui atender. — Nick, entra. — eu disse e dei as costas voltando para onde Clarice estava.

- Bom dia, bom dia, bom dia! — Ela entrou cantando.

- Nick, essa é a Clarice, Clarice essa é a Monique. — Eu as apresentei.

- Oi, prazer te conhecer, bom dia.

- Bom dia, você tá animadinha. — A Clarice disse.

- Ela tá sempre assim, não liga!

- Ainda assim? A gente vai se atrasar. — A Nick constatou.

- É, vou terminar de me arrumar.

- Vocês ainda conseguem entrar na escola, essa hora? — A Clarice perguntou.

- Sobre isso, te peço um favor, eu na verdade não vou pra escola hoje, tenho uma consulta e seria muito gentil da sua parte se não comentasse com a minha mãe. — Eu disse.

- Sua mãe me pediu pra manter o olho em você e acho que isso é errado, não posso mentir pra ela.

- Você não vai mentir, vai omitir, vou falar pra ela, mas agora ainda não é o momento.

- Isso vai me trazer problemas. — Ela disse.

- Não vai, prometo, se ela te perguntar eu saí pra escola e vai continuar assim, depois vou explicar pra ela.

- Eu não sei...

- Por favor, eu suplico. Ela não vai saber que você se envolveu nisso, nunca vou dizer a ela que você soube.

- Primeira e última vez, promete? — Ela estendeu a mão.

- Obrigada.

- Vai se arrumar. A gente vai se atrasar! — A Nick disse.

- Vou preparar um café da manhã delicioso.

- Se importaria de preparar pra duas? Eu também não tomei café!

- Tudo bem. — A Clarice sorriu e foi pra cozinha.

Nós duas fomos pro quarto e eu fui procurar algo pra vestir. Não estava muito certa do que vestir, mas como sempre ia optar por algo mais girlie.

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Vesti tudo rapidamente e fui até a penteadeira, amarrei meu cabelo em um coque alto e eu e a Nick saímos pra cozinha. O café da manhã já estava servido e eu tinha uma mesa colorida e apetitosa na minha frente.

- Agora até me deu fome. — Eu disse sentando.

- Então coma tudo! — A Clarice disse.

- Nós comeremos. — A Nick disse atacando um sanduíche.

Comi de tudo um pouco e fiquei cheia rápido. Levantei da mesa e fui pro meu quarto, escovei os dentes, peguei o que era necessário e joguei na bolsa. Saí do quarto e tranquei a porta.

- Vamos? — Disse quando cheguei na sala.

- Vamos! — A Nick levantou do sofá.

- Cuidado, tá? Chegue em casa em segurança ou meu pescoço vai rolar! — A Clarice disse.

- Não se preocupe! — Fechei a porta.

Pegamos o elevador e logo estávamos lá embaixo, pegamos um táxi que não demorou muito a passar. Levamos cerca de meia hora pra chegar na clínica e foi o suficiente pra eu me atrasar. Entramos rapidamente na clínica e fomos direto na recepção.

- Bom dia, em que posso ajudá-la? — A moça da recepção disse.

- Tenho uma consulta pras 8. — Eu disse nervosa.

- Você é a Tamara?

- Sim.

- Pode entrar, a doutora está a sua espera na sala 12.

Olhei pra Nick e nós duas estávamos apreensivas.

- Vai lá, vai ficar tudo bem! — Ela disse.

- É... Tomara que seja rápido.

Me direcionei até a sala e entrei. A doutora estava na cadeira e já podia ouvir a bronca o que me deixava mais nervosa.

- Bom dia Tamara, como você tem passado? — Ela disse.

- Eu tô bem.

- Qual o motivo da sua visita de última hora, achei que a gente ia se ver no mês que vem apenas.

- Bom, eu ando um pouco preocupada.

- Pode me contar.

Notas finais
Oi babies.
Obrigada por todos os reviews, de verdade! Hoje foi um dia bem difícil e eu tô mega triste, não postei mais cedo porque tava sem cabeça. Espero que vocês entendam, e me desculpem se amanhã não puder postar :/
O lance tá brabo mesmo :(
JBeijos :*