Meu Vizinho, Justin. - Third Season
14 Tudo TEM que ficar bem.
- Justin, eu trouxe a nova versão, a gente pode testar? — O Chaz disse.
- Cara, essa versão tem umas armas e uns códigos pra uns levels, muito foda! — O Ryan disse.
- Onde estão a namorada de vocês? — Eu perguntei.
- Em casa. — O Chaz disse.
- Talvez... — O Ryan completou.
- Amor, você se importa? Vai ser rápido...
- Vai em frente! — Eu respondi.
- Coloca aí velho. — Ele disse animado.
Sentou no sofá e parecia uma criança de 5 anos, todo feliz com o controle na mão.
- J, vou pegar um copo de água, ok?
- Tudo bem, pode trazer um refrigerante pra mim? — Ele pediu.
- Tá. — Fui até a geladeira.
Bebi um pouco de água e peguei uma latinha com o refrigerante favorito dele. Voltei até a sala e a Nick já estava lá.
- Chaz... por favor. — Ela insistia.
- Oi, Nick. — eu me paroximei.
Entreguei o refrigerante do J e fui falar com ela.
- O que foi?
- Quero que o Chaz vá lá em casa, tô com um problema no computador e ele pode me ajudar. — ela disse.
- Eu posso ir e tentar te ajudar. — eu disse.
- Mesmo? — ela disse animada.
- É.
- Tá, vamos.
- Shawty, onde vai?
- A Nick tá com um problema no computador, e o Chaz não quer ajudar, já que ele tá viciado nesse jogo. Vou lá tentar ver se posso ajudar.
- Chaz. — O J chamou.
- Calma velho. — O Chaz respondeu.
- A gente já testou, agora vocês podem, vazar?
- Vamos lá Nick! — O Chaz disse finalmente.
- Indo também, depois a gente marca de jogar. — O Ryan se levantou e saiu.
- Não precisava mandar eles embora. — Eu observei.
- Precisava sim ou eles passariam a noite inteira aqui.
- Ok. — Me aproximei e o abraçei.
- O que acha de nós dois irmos pro meu quarto, namorar um pouquinho? — Ele sorriu.
- Perfeito.
Pulei no seu colo e ele segurou minhas pernas, ele me levou até seu quarto e sentamos na cama. Suas mãos passaram pelo meu cabelo, enquanto seus lábios macios se roçavam nos meus. Eu acariciava sua nuca e ele deslizava as mãos até as minhas pernas. Partimos o beijo com um sorriso.
— Então J, eu fiquei curiosa e o que a Isabeka quis dizer com aquele lance de você conhecer ela muito bem e ela te conhecer?
- Ah... Nada, ela sempre tem esses devaneios. Não há nada com o que se preocupar. — Ele disse.
- Tá... Tudo bem. — Eu não tinha acreditado muito naquilo.
- Agora eu também lembrei, por que o Math te chama de moranga? — Ele perguntou.
- Bom, é um lance idiota do meu pai e ele acabou me chamando assim no almoço e o Math percebeu que eu não gostava e fica me chamando assim por pura implicância!
- E porque seu pai te chama assim?
- Quando eu era pequena eu era louca por morangos e uma vez no super mercado acabei deixando todos cair em cima de mim. — eu expliquei.
- Sua louca, você é descordenada. — Ele disse.
- Tanto faz... — Eu tentei não demonstrar interesse.
Nos deitamos na cama e ficamos conversando sobre besteiras, mal percebi o tempo passar.Ele tinha seus braços ao redor do meu corpo me confortando, me aconcheguei no seu peito e acho que acabei dormindo.
- Opa, o que temos aqui! — Ouvi a Isabeka falar perto da gente
.Me sentei e tirei rapidamente o celular do bolso, percebi que já eram 22 horas.
- O que tá fazendo no meu quarto? — O Justin questionou ela.
- Ow, nada, só checando, mas vocês dois fizeram muito aqui. — Ela sorriu maliciosa.
- Cala boca e sai do quarto! — O Justin se levantou.
- Ah, mais uma coisa, ela vai dormir aqui? Porque aí eu vou ter que mentir pra Pattie, certo? — Ela fez piada.
- Você poderia sair? — O Justin disse irritado.
- Me avisem. — ela deu uma gargalhada e saiu.
O Justin fechou a porta e eu até achei engraçado aquele senso de humor maligno dela.
- Ela é louca! — Eu sorri.
- Mais do que isso, mas não faz mal a ninguém. — Ele sorriu e sentou do meu lado.
- Tenho que ir, minha mãe vai me matar. — Eu levantei.
Fui até o espelho e consertei a bagunça que tava o meu cabelo. Me direcionei até a porta e ele me acompanhou, passamos pela sala e nada da maluca. Graças a Deus!
- Vem cá. — O puxei e colei nossos lábios.
Ele envolveu seus braços na minha cintura e me puxou contra seu corpo.
- Tranca bem a porta do seu quarto e nada de deixar aquela louca entrar! — Eu o abraçei apertado.
- Ok! — Ele sorriu. — Se precisar de mim, me liga tá?
— Boa noite J. — Eu lhe dei um último beijo.
- Dorme bem Shawty!
Saí do apartamento e fui até a minha casa, bati na porta e minha mãe abriu.
- Que jantar mais longo! — ela disse de cara.
- É, bem longo. — Eu lembrei dos minutos que pareciam horas ao lado daquela idiota.
- Quer comer algo? — Minha mãe perguntou.
- Não, eu tô com sono. — Eu disse e me direcionei a cozinha.
Peguei um copo d'água e sentei no sofá, minha mãe estava olhando algumas contas e percebi uma lista de tarefas.
- O que é isso? — Peguei a folha.
- Bom, eu ia te falar. Hoje passei o dia fora resolvendo, sobre a empregada e encontrei uma senhora muito gentil. — Ela sorriu.
- Já escolheu? — Disse surpresa.
- Sim e ela começa amanhã. Já passei algumas coisas pra ela e fiz essa lista pra que quando ela chegue amanhã saiba o que fazer.
- Ow, então ela começa amanhã! Obrigada por me deixar sabendo de tudo. — Eu disse sarcástica.
- Desculpa filha, foi tudo muito rápido. Mas ela é uma mulher simpática, vocês vão se dar bem! — Minha mãe disse.
- Qual o nome dela?
- Clarice. Meigo não? — Ela perguntou.
- É, tudo bem. Ela chega e sai que horas?
- Chega às 7 da manhã e sai às 16 horas.
- E vai começar amanhã? — Eu perguntei.
- É, algum problema?
- Não. — coloquei o papel de volta na mesa e a minha mãe segurou a minha mão.
Ela observou o anel e eu fiquei animada, porque seus olhinhos brilhavam que nem os meus quando ganhei, acho que ela tinha gostado quase tanto quanto eu.
- Que lindo! Quando comprou?
- Eu ganhei, na verdade. — Agora era a melhor parte, ela ia perguntar de quem.
- O Justin te deu? — Ela ficou em choque.
- É... — Ela estragou a minha grande fala.
- Que fofo, o que ele disse quando te deu? — Ela parecia uma adolescente animada.
- "Esse anel é uma prova simbólica de que meu coração é seu. Cuida bem dele." — lembrei direitinho do que ele havia me dito.
— Owwn, filha, que fofo! — Ela me abraçou.
- Pois é.
- Filha, eu tenho que perguntar.
- Tchau, tenho que ir dormir.... — Eu levantei evitando qualquer asunto mais íntimo.
- Não filha, vem aqui.
- Boa noite. — Saí da sala.
Entrei no quarto e tranquei a porta. Corri pro banheiro e tomei um banho rápido, me vesti e me joguei na cama, estava com um soninho tão bom.
Acordei com o despertador, mas ainda era muito cedo, apenas 6 da manhã, coloquei o despertador pra tocar apenas 7 da manhã, seria bom dormir mais uma horinha. Acordei na hora certa e fui tomar um banho, estava um pouco nervosa, parecia que meu coração ia sair pela boca. Sabia que ia levar uma bronca e detesto isso.
Me enrolei na toalha e saí do banho, alguém batia na porta.
Fui até a sala e abri a porta.
- Bom dia, aqui é o apartamento da dona Marie? — Ela perguntou.
Era uma mulher de meia-idade, cabelo loiro amarrado em um coque, uma roupa simples e uma bolsa-sacola do lado.
- Sim, você deve ser a Clarice, certo? — Eu perguntei.
- Sou sim.
- Prazer, meu nome é Tamara, sou filha da Marie, pode entrar.
Ela entrou e parecia um pouco deslocada.
- Acho que você pode colocar suas coisas no pequeno quarto que tem lá atrás. E lá também tem um banheiro, com uma toalha limpa e o que você precisa.
- Ok.
- Minha mãe deixou uma lista do que fazer, acho que na porta da geladeira, e qualquer coisa do material de limpeza, você pode procurar no quartinho lá atrás, acho que hoje não tem muito o que fazer, mas a mamãe vai estar de folga amanhã e pode explicar tudo melhor pra você! — Eu tentei explicá-la.
- Tudo bem. Você vai pra escola agora, certo? Vou preparar o café da manhã, tem preferência por algo?
- Um cereal já é o bastante. — Nesse momento a campainha tocou e eu fui atender. — Nick, entra. — eu disse e dei as costas voltando para onde Clarice estava.
- Bom dia, bom dia, bom dia! — Ela entrou cantando.
- Nick, essa é a Clarice, Clarice essa é a Monique. — Eu as apresentei.
- Oi, prazer te conhecer, bom dia.
- Bom dia, você tá animadinha. — A Clarice disse.
- Ela tá sempre assim, não liga!
- Ainda assim? A gente vai se atrasar. — A Nick constatou.
- É, vou terminar de me arrumar.
- Vocês ainda conseguem entrar na escola, essa hora? — A Clarice perguntou.
- Sobre isso, te peço um favor, eu na verdade não vou pra escola hoje, tenho uma consulta e seria muito gentil da sua parte se não comentasse com a minha mãe. — Eu disse.
- Sua mãe me pediu pra manter o olho em você e acho que isso é errado, não posso mentir pra ela.
- Você não vai mentir, vai omitir, vou falar pra ela, mas agora ainda não é o momento.
- Isso vai me trazer problemas. — Ela disse.
- Não vai, prometo, se ela te perguntar eu saí pra escola e vai continuar assim, depois vou explicar pra ela.
- Eu não sei...
- Por favor, eu suplico. Ela não vai saber que você se envolveu nisso, nunca vou dizer a ela que você soube.
- Primeira e última vez, promete? — Ela estendeu a mão.
- Obrigada.
- Vai se arrumar. A gente vai se atrasar! — A Nick disse.
- Vou preparar um café da manhã delicioso.
- Se importaria de preparar pra duas? Eu também não tomei café!
- Tudo bem. — A Clarice sorriu e foi pra cozinha.
Nós duas fomos pro quarto e eu fui procurar algo pra vestir. Não estava muito certa do que vestir, mas como sempre ia optar por algo mais girlie.
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Vesti tudo rapidamente e fui até a penteadeira, amarrei meu cabelo em um coque alto e eu e a Nick saímos pra cozinha. O café da manhã já estava servido e eu tinha uma mesa colorida e apetitosa na minha frente.
- Agora até me deu fome. — Eu disse sentando.
- Então coma tudo! — A Clarice disse.
- Nós comeremos. — A Nick disse atacando um sanduíche.
Comi de tudo um pouco e fiquei cheia rápido. Levantei da mesa e fui pro meu quarto, escovei os dentes, peguei o que era necessário e joguei na bolsa. Saí do quarto e tranquei a porta.
- Vamos? — Disse quando cheguei na sala.
- Vamos! — A Nick levantou do sofá.
- Cuidado, tá? Chegue em casa em segurança ou meu pescoço vai rolar! — A Clarice disse.
- Não se preocupe! — Fechei a porta.
Pegamos o elevador e logo estávamos lá embaixo, pegamos um táxi que não demorou muito a passar. Levamos cerca de meia hora pra chegar na clínica e foi o suficiente pra eu me atrasar. Entramos rapidamente na clínica e fomos direto na recepção.
- Bom dia, em que posso ajudá-la? — A moça da recepção disse.
- Tenho uma consulta pras 8. — Eu disse nervosa.
- Você é a Tamara?
- Sim.
- Pode entrar, a doutora está a sua espera na sala 12.
Olhei pra Nick e nós duas estávamos apreensivas.
- Vai lá, vai ficar tudo bem! — Ela disse.
- É... Tomara que seja rápido.
Me direcionei até a sala e entrei. A doutora estava na cadeira e já podia ouvir a bronca o que me deixava mais nervosa.
- Bom dia Tamara, como você tem passado? — Ela disse.
- Eu tô bem.
- Qual o motivo da sua visita de última hora, achei que a gente ia se ver no mês que vem apenas.
- Bom, eu ando um pouco preocupada.
- Pode me contar.
Notas finais
Obrigada por todos os reviews, de verdade! Hoje foi um dia bem difícil e eu tô mega triste, não postei mais cedo porque tava sem cabeça. Espero que vocês entendam, e me desculpem se amanhã não puder postar :/
O lance tá brabo mesmo :(
JBeijos :*
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