Eu expliquei toda a história e acho que me atrapalhei um pouco, mas tudo bem, acho que ela tinha entendido.

- Isso é bem complicado, ein moçinha? Você sabe de todos os riscos e mesmo assim continuou?-

Me desculpa, é que... Foi tudo tão de repente e eu me conheço um pouco, então não estava no meu período fértil, acho.

- Em todo caso vamos ter que fazer uns exames, tudo bem?

- Ok.- Vá atrás daquele biombo e troque de roupa.

Me direcionei até lá e tirei minha roupa, coloquei aquela camisola e me sentei na cadeira, após ela me examinar, troquei novamente de roupa.Sentei na cadeira e ela não parecia ter encontrado uma doença mortal em mim, acho.

- Ao que parece tudo esté bem, recolhi algumas amostras e vou lhe mandar fazer um exame de sangue na sala ao lado, tá? Você vai vim na quinta receber os resultados e aí a gente conversa melhor.

- Na quinta?

- Qual horário você prefere?

— Pode ser no turno da tarde?

— Pode sim, às 15?

— Perfeito!

- Bom, leva esse papel, faça o exame e está liberada. Cuidado ein, moçinha? tchau!

- Obrigada Andréa, tchau.

Saí da sala e a Nick estava na porta.

— Como foi? Você tá gravida?

- Não, sua louca. Calma. Agora preciso tirar sangue. — Disse triste já imaginando a picada.

- Vamos logo então! Ela não disse nada, nadinha?

- Não, só vai poder dizer algo quando os exames saírem, mas aparentemente está tudo bem. — disse um pouco aliviada.

- Ótimo!

- Vem comigo! — Eu a puxei pra dentro da sala.

Entreguei o papel a uma mulher e sentei em uma cadeira, ela veio com aquela agulha enorme e super grossa, estava pronta pra dilacerar minha veia e eu tentava me acalmar.Enfiou de uma vez e nem doeu tanto, colocou um adesivo no meu braço e era até bonitinho.

***

Minha mãe chegou há 15 minutos e já estava preparando o jantar. Eu tinha tomado um banho e estava na sala assistindo TV há uma meia hora. Estava um tanto aliviada, mas ainda tinha aquela pressão toda dos exames e o mais estranho é que o Justin não tinha me ligado nem vindo aqui o dia inteiro.Tentei não esquentar com isso, algo importante devia tá acontecendo.

- Filha, vem logo.

- Minha mãe me chamou.

- Tá mãe! — Eu desliguei a TV e fui pra cozinha.

Sentei a mesa e tratei de começar a comer. Percebi minha mãe olhar o meu braço e estranhei.

- O que foi?

— O que é esse adesivo no seu braço? — Ela disse puxando.

- Aw... — Doeu um pouco.Puta que pariu, como eu não tirei a merda desse adesivo?

- Você foi ao médico? Fez algum exame? O que houve? — Ela ficou logo nervosa.

Eu não ia poder dizer a verdade, sem trazer todas as outras verdades e as consequências, tenho que pensar rápido.

- Bem, não é nada disso. Não vou no médico faz um tempo e muito menos fazer exames desse tipo. — Eu tentei me explicar.

- Então... o que houve? — Ela insistiu.

- Foi... Um trabalho em grupo, estavamos medindo, algumas coisas... E mediamos pelo nosso braço, o professor não queria régua nesse trabalho, e então marcaram aqui no meu braço. — Mostrei o ponto que era onde a enfermeira tinha enfiado a agulha. — Mas como esse pontinho é pequeno, eles colocaram o adesivo. — Tentei parecer convincente nessa merda que eu tinha acabado de inventar.

- Você espera que eu acredite nisso?

- Bom, sim... Você sabe que eu tenho medo de fazer esses exames e não tenho porque mentir. — Engoli a seco.

- Ok, então.

- Quer saber? Num tô com fome. — Levantei da mesa e saí, precisava levar a sério o que eu mesma tava dizendo, e se ela não acreditava na minha ''verdade'' eu deveria ficar chateada com a sua falta de confiança.

- Ótimo.

Me direcionei até a porta, ia pelo menos sair um pouco. Assim que abri vi o Justin, a Beka e a Pattie sair do elevador, voltei um pouco e fiquei observando. Eles tinham umas sacolas de compras e riam bastante.

— Você caiu da escada rolante, não foi de propósito. — A Isabeka ria, argh, que nojo.

- Você me atrapalhou. — Ele sorria de volta e me dava mais raiva ainda.

- Entrem, seus pestinhas. — A Pattie disse os empurrando pra frente.Corri pro meu quarto e peguei meu celular e decidi sair por aí andando, eu tava aqui me matando, mentindo por ele e ele tava no shopping? Me deu vontade de chorar só de pensar nele lá se divertindo enquanto eu estou aqui preocupada. Saí do prédio e começei a andar, ainda não estava tão tarde caminhei pelas redondezas do bairro, não ia ficar louca de andar por lugares desconhecidos que nem da última vez.

E da última vez o Math me ajudou, ele disse que sempre poderia me ajudar. Acho que posso desabafar com ele.

Peguei o celular e disquei o número dele. Depois de chamar e chamar e cair sempre na caixa postal eu desisti.Começei a andar de volta pra casa, já podia ver o prédio quando o meu celular tocou, era o Math.

- Hey, você me ligou? — Ele disse animado.

- É, mas... Deixa pra lá.

- O que foi, tá perdida nas ruas de novo?

- Tô perdida, mas nos meus pensamentos e nas minhas dúvidas.

- Tá em casa?

- Tô chegando...

- O que houve? Cadê o Justin?

— Olha, eu tô muito aborrecida com o Justin agora e não quero falar dele.

— Ow, então o problema é esse.

- O problema é tudo, eu não fui pra aula, fiz coisas que não devia, menti pra minha mãe e ele tava se divertindo a tarde inteira, não ligou pra mim. — eu começei a chorar.

- Não chora, por favor, eu tenho certeza que ele pode te explicar.

- Ele não pode, eu vi. Eu acabei de mentir pra minha mãe e isso tá pesando na minha consciência.

- Espera, então na verdade o que tá mais te aborrecendo é o fato de ter mentido?

- Talvez, eu acho que sim. Sei lá...

- Fica calma, não se aborrece com isso. Vocês conversam amanhã ou até mesmo hoje.

- Não quero conversar.

- Discutir?

Eu sorri sem querer.

- Tá vendo? Nem tá mais tão chateada. Tenta relaxar, tá?

- Tá ocupado?

- Ah... Não.

- Então porque parece que você tá tentando desligar?

- Não é bem assim, é que acho que meus amigos chegaram aqui e eu... Não via eles faz tempo. — Ele explicou.

- Ow, entendo.

- Mas, se você quiser eu cancelo e posso ir aí te ajudar...

- Não, não... Tá tudo bem. Vai lá com seus amigos. Te vejo amanhã, né?

- Tem certeza que vai ficar bem?

- Sim, vai se divertir.

- Tchau.

- Tchau. — Eu desliguei o celular.

Entrei no prédio e fui pro meu andar. Entrei em casa e minha mãe nem tava muito preocupada, talvez ela achasse que eu tinha ido apenas na casa da Nick ou coisa do tipo, se ela desconfiasse que eu saí, ela me mataria.

Entrei pro meu quarto e me joguei na cama, no mesmo momento meu celular tocou.

Era uma ligação do J.

Não ia agir feito idiota e não falar com ele, mas também não ia ficar de boa.

- Shawty, tudo bem? — Ele disse animado.

- É, tô. — Eu respondi.

- Como foi? Tá tudo bem?

- Ainda não sei.

- Hum... Tem algum problema?

- Nenhum, porque eu teria?

- Eu não sei... É... Vai pra escola amanhã?

- É...- Ok, já chega. Fala sério, o que houve?

- Ah, tenho que ir. Minha mãe tá chamando.

- Não, ela não tá.

Respirei fundo e admiti. — Não, ela não tá. Mas eu não tô afim de conversar agora. — Desliguei o telefone sem esperar resposta. Me enrolei na cama e estava prendendo o choro. Suspirei e apertava o travesseiro com toda a força que tinha, descontando a minha raiva. Ouço a campainha tocar, levanto rapidamente e vou até o corredor perto da sala, pra ouvir quem era.

- Oi dona Marie, é que... Se não se importasse eu gostaria de falar com a Tamara, não ia demorar muito. — Ouvi a voz do J.

- Claro, ela tá lá no quarto, se conseguir entrar lá.

- Ah, talvez você pudesse chamar ela aqui.

- Vou tentar.

Eu corri pro meu quarto e fechei a porta. Me enrolei e tentei fingir que não escutava, merda, esqueci de trancar, levantei pra trancar, mas minha mãe entrou.

- O que quer? — Eu fui grossa.

- Nossa, garotinha... — Ela se afastou e gritou. — Justin.

Ele entrou e veio até onde ela tava, eu voltei e me deitei na cama emburrada.

- Fala com ela, eu cansei! Vou pro meu quarto. — Ela disse irritada e nos deixou a sós.

Procurei não olhar pro rosto dele e ficar calada. Ouvi ele fechar a porta e caminhar até ficar perto de mim.

- Então, o que houve? — Ele se pôs do meu lado em pé e me encarando.Continuei calada e ele se irritou.- A gente pode conversar ou você quer continuar agindo como criança?

- Ok. — Eu sentei na cama e bati coma mão no espaço ao meu lado. Ele veio e sentou.

- Justin... Você lembra do dia que nós estávamos aqui no quarto e fizemos uma aposta?

Ele me olhou confuso.

- Se você perdesse me contaria um segredo. — Eu disse.

- Lembro, foi quando a gente começou a namorar e eu até tinha dormido aqui...

- É... e você perdeu. Pode me contar agora um segredo?

- Tá... — Ele começou a pensar.

- Eu sei qual segredo eu quero saber... O que rolou entre você e a Isabeka? Por que você fica mantendo em segredo?

- Eu não mantenho em segredo, não tem nada.

- Sim, tem sim. Ela não tava parecendo blefar quando disse mais cedo que te conhecia bem e você também a conhecia, e aquilo me soou como algo a mais...

- Não, não tem algo a mais. — Ele disse nervoso.

Eu sorri fraco. — Engraçado, não faz nenhum dia que ela chegou aqui e... Você já tá mentindo pra mim.

Ele bufou e parecia irritado com aquilo. — Não foi nada demais eu juro. — Ele começou.- A gente já transou uma vez.

Aquilo foi o suficiente pro meu coração doer como se tivessem enfiado uma estaca ali, agora ficava mais difícil ainda de segurar as lágrimas e eu passei a mão nos olhos pra tentar conter.

- Então é assim? Tudo o que eu faço agora não conta? Isso foi no passado.

- Eu sei, mas muda quando o passado volta e você deixa que ele interfira no presente. — Eu disse e não segurei deixei uma lágrima rolar.

- O que você quer dizer? Não é como se eu pudesse evitá-la dentro da minha própria casa, o que quer que eu faça?

- Não é sobre ela estar lá, é sobre você ter passado a tarde inteira com ela se divertindo, enquanto eu estava aqui, me preocupando por nós dois, mentindo por nós dois.

- Como você sabe do shopping? Quer dizer, você devia perguntar pra mim o que houve de verdade!

- Ah, eu ia perguntar, mas eu vi vocês relembrando da tarde memorável e sorrindo, eu decidi não incomodar. — Eu sorri sarcástica.

Notas finais
Oii babies *.* Como vocês estão? Queria agradecer a todas que se importaram comigo, foi muito fofo *--* Sinto que tenho amigas de verdade aqui! Tá, chega de baboseira, SAÍRAM AS DATAS DA MY WORLD TOUR NO BRASIL! Deixa eu surtar [aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa] Gente, vocês num tem noção, eu chorei demais, demais, demais, foi involuntário, nunca achei que fosse acontecer isso comigo. Me doeu tanto saber que eu não ia poder vê-lo. Mas enquanto eu estava chorando, pensei em muitos planos e tentei focar no show que eu quero mesmo ir. Tá, o do Rio e do SP, vão ser um arraso, mas vai ser aquele mega alvoroço já que lá são as grandes capitais e o preço da pista premium é mais caro, resolvi ir pro de Porto Alegre. Decidido isso, agora ia rolar o lance da compra das passagens e do ingresso [ sou pobreeeeeeeeeee] o que farei? Meu pai cometeu a loucura de me dar um cartão de crédito, [sim, louco] comprarei o ingresso escondido nele, e quando estiver mais perto pegarei o cartão dele e comprarei minhas passagens:DDDDD Sim eu sou louca, nunca viajei sozinha antes, nunca saí do Ceará, mas vou me jogar atrás do garoto que eu mais amo. Eu preciso vê- lo, sério. Não conheço ngm em Porto Alegre, mas tá de boa. Só espero voltar viva dessa loucura. Até agora meu pai está ciente dos meus planos, ele concordou e tal, mas depois se ele voltar atrás, roubo os cartões de crédito e fujo mesmo. kkkkkkkkkk ô amor que eu tenho por esse garoto, nunca vi. Enfim, já falei demais :x JBeijos :* P.S: quem vai pros Shows?