Meu Vizinho, Justin. - Third Season
22 The solution
- Então fica comigo e eu não vou ter problemas. Você tá pensando em terminar comigo, é isso? — Sua respiração ficou irregular e ele olhou para os cantos do quarto como se tentasse me evitar. Evitar o meu olhar.
- Não quero estragar sua vida se do nada a minha virar um turbilhão de problemas...- Levei minha mão até sua bochecha e acariciei.
Ele fechou os olhos e com sua mão segurou a minha, sua expressão era triste e de cortar o coração, eu não queria causar aquilo.
— Por favor, não me deixa. Eu te amo tanto, eu quero você do meu lado pra sempre, mesmo que a gente fique um tempo sem se ver, eu quero ter a certeza de que você ainda vai ser minha. Eu não quero minha vida sem você nela, por favor... Não faz isso.
- Ei, eu não vou fazer isso. Eu te amo muito também, a gente... Vai dar um jeito, eu não sei bem.
- Você lembra que disse que fugiria comigo, se nada desse certo?
- É, eu lembro.
- Bom, você ainda fugiria? — Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e me olhou nos olhos.
- J, você não pode deixar a Pattie. — Eu disse.
- Eu não vou deixar ela, a gente vai ficar por perto e eu vou manter contato com ela. A gente pode fujir até eles nos aceitarem e aí a gente volta. — Ele deu um meio sorriso.
- Como a gente vai viver? Não é bem assim... A gente precisa de um tempo pra planejar isso. E quem sabe até lá minha mãe já vai tá mais flexível.-
E se ela não estiver? Eu tenho dinheiro suficiente pra nós dois, a gente pode viver junto sem se preocupar, por favor me diz que vai pensar.
- Justin, é o seu dinheiro. Não ia me sentir bem sabendo que você estava gastando comigo enquanto poderia fazer algo muito melhor com ele.
- Não tem nada melhor, nada me parece melhor do que ter você comigo, a gente pode viver junto. Eu posso cuidar de tudo. Conheço algumas pessoas que sabem tratar desses assuntos.
- Olha, vamos ver como as coisas vão acontecer, vamo ver como ela vai reagir, ainda tá muito recente, vamos ver nesse fim de semana, ela vai mudar de opinião, ela só tá decepcionada. Mas vai passar, eu acho...
- Eu vou esperar o tempo que for necessário. — Ele me puxou para seu colo.
Ficamos ali apenas trocando carinhos por algumas horas, até o Math nos chamar, pra comer algo. Fomos pra sala e tinham algumas frutas e uns sanduíches, os meninos devoravam sem pudor, as meninas estavam mais retraídas. Sentei no sofá com o J e ele continuava me dando carinho, eu tava me sentindo bem e eu não queria mais ir pra casa. Se pudesse congelaria o tempo e não sairia do lado dele, podia olhar pro seu rosto o dia inteiro e sentir seu cheiro me entorpecer, enquanto seus olhos me distraiam me tirando qualquer preocupação.
- Shawty, você comeu alguma coisa? — Ele perguntou baixinho meu ouvido.
- É... — eu não o olhei e tentei ser convicente.
- Comeu? Me diz a verdade. — Ele se afastou e me olhou nos olhos. Eu não respondi.- Come agora, sei que você não comeu. — Ele pegou um sanduíche e me deu. — Não faz cara feia, come logo.
Respirei fundo e comi, sabia que ele não ia me deixar em paz mesmo.
- Math onde fica o banheiro? — O J perguntou.
- Segunda porta a direita. — Ele apontou pro corredor.
- Vê se ela come tudo, eu já volto. — Ele se levantou e foi na direção do banheiro.
O Math veio da poltrona e sentou do teu lado.
- Eu não queria mais... Eu preciso te ajudar de alguma forma, se você precisar de um lugar, eu não sei bem... Eu posso te ajudar no que você precisar.
- Obrigada Math, e me desculpe por o Justin ter falado aquelas besteiras, ele só estava... — Ele me interrompeu.
- Com ciúmes. Eu vou tentar não ser tão... Apegado a você. Ele te ama muito e vejo o medo que ele tem de te perder. Vocês merecem estar juntos e eu vou tá aqui pra ajudar vocês. Sorri e o abraçei bem forte, ele tava sendo um fofo. nesse momento o Justin chega e senta ao meu lado.
- Comeu? — Ele perguntou.- Não, né? Você não é das melhores babás Math, ela não deu uma mordida sequer desde que fui ao banheiro.
- É, sou péssimo. Acho que só você pode ajudar ela. — Ele piscou pra mim e saiu do meu lado.
O Justin voltou ao seu lugar e me forçou a comer. Algumas horas ali e eu já tinha quase certeza de que não queria mais ir pra casa. Mas e se o Justin fugisse mesmo comigo? Quais seriam as consequências? Isso ia prejudicar ele demais.
- A gente tem que ir faltam vinte minutos pra liberarem os alunos. — O Math se levantou.
Eu segurei a mão do J mais forte e puxei sua blusa. Eu não queria ir. Não queria passar o dia inteiro no meu quarto trancada. E talvez fosse assim o fim de semana inteira.
- O quê? — Ele me olhou.
- Eu não quero ir J, não quero voltar pra casa.
- Você não tem que voltar. Me diz o que você quer fazer, eu faço qualquer coisa. — Ele me olhou esperançoso.
- Só não quero voltar, onde a gente pode ir? — Eu o olhei assustada.
- Você tá falando em fugir? Você tá louca? Sua mãe vai chamar a polícia e você foi vista pela última vez com a gente, mina mãe me mata se eu estiver envolvida! — A Brena disse.
- Cala a boca, me diz o que você quer. Eu não preciso ir pra casa se você também não for! — Ele me olhou nos olhos.
Eu estava nervosa, sabia que não queria voltar pra aquele quarto, mas seria errado, ia prejudicar meus amigos.
- Tamy, me escuta. Sei que agora fugir parece mais fácil, mas pensa bem, vocês não terminaram, a sua mãe só pediu um tempo afastado, respeita o tempo dela, isso foi um baque pra ela. Espera uns dias, por favor. — A Nick me pediu.
- Justin, pensa bem, vocês não terminaram. Vocês vão fazer isso e depois vão se arrepender porque aí sim, quando eles encontrarem vocês não vão mais deixar vocês ficarem juntos. — O Ryan disse.
- Justin, se nada der certo eu ajudo vocês, mas agora não é o melhor. — O Math disse.
- Tudo bem J, acho que tenho que ir pra casa mesmo. — Eu levantei.
Ele me olhou em silêncio e se levantou também. Assim que estávamos prestes a sair do apartamento a porta abre e a Dorothy entra, agora ferrou com tudo. Ela tinha um meio sorriso no rosto e uma mulher vestida de branco vinha com ela, se ela estivesse doente diria que era uma enfermeira.
- Olá garotos. — Ela disse.
- Oi. — Todos responderam.
- Tamara? Você por aqui, vem cá. — Ela me chamou.
Me aproximei e ela me puxou para um abraço, eu sorri e percebi que ela tinha uma certa dificuldade pra respirar, seus pulmões se enchiam de ar, mas parece que não era o suficiente, mesmo assim ela tentava não demonstrar que não estava bem.
- Já estão indo?
- É mãe, tá na hora. — O Math disse.
- Eu já volto, só vou levar eles até lá embaixo.
- Não Math, a gente conhece o caminho, fica com a sua mãe. — Eu disse.
- Tem certeza? — ele perguntou e eu assenti.
- Obrigada, espero que tudo dê certo. — Ele me abraçou e afundou sua cabeça no meu pescoço. De alguma forma eu sabia que ali havia alguma coisa errada, ele era muito apegado a Dorothy que obviamente estava com algum problema, mas ele nunca mencionava.
- Tchau. — Falei nos separando.
Saímos do apartamento e minha preocupação só aumentava. Tantas expectativas em torno desse fim de semana, eu estava esperando que a minha mãe voltasse a ser aquela pessoa doce e compreensiva de antes.
Assim que saímos do prédio a Monique começou a falar sobre a mãe do Math.
- O que têm de errado com a mãe dele, ela parece exausta. Ela tá doente?
- Não sei bem, ele nunca fala nada sobre a mãe dele. Mas hoje também notei isso. — Eu disse.
- Shawty, ela gosta muito de você, não é?
- É, acho que sim. Mas no geral ela é bem gentil. Nos direcionamos a escola e ainda não tinha tocado o sino, ficamos sentados no banco minha mãe chegar.
— Shawty, pega o meu celular. — O J tirou do bolso.
- Não, como você vai se comunicar com os outros, sua mãe? — Eu perguntei.
- Minha mãe tem dois celulares, vou pegar o celular dela. Assim que estiver com ele em mãos, te mando um torpedo, fica com esse celular.
— Tá. — Eu disse.
Esperamos uns cinco minutos e bem no momento que o sino tocou o carro da minha mãe dobrou a esquina, antes ela não saia do emprego pra nada, agora vai pro trabalho mais tarde e vem até me buscar.
Eu levantei e o Justin fez o mesmo, me abraçou forte e me deu um beijo na testa. Minha mãe buzinou o carro mas não liguei. Ele acariciou a minha nuca e disse:
- Eu te amo.
- Eu te amo. — eu disse.
Notas finais
Me desculpem, tô me sentindo péssima por não poder postar tanto quanto antes ://
Num vai ser sempre assim, mas é que esses dias tá muito difícil mesmo, antes eu tinha alguns caps prontos, mas agora tenho que escrever antes de postar e não tô com muito tempo, sempre que venho pro PC ico escrevendo, mas nem fico no PC tanto quanto antes, por causa do meu pai ¬¬
Vou entender se me abandonarem :( Isso num é pra sempre, tipo, são só esses dias que tô resolvendo muuuuuuuuitas coisas, aí eu fico meio que sem tempo! Espero que você estejam bem! JBeijos :*
P.S:Vou fazer de tudo pra postar amanhã um capítulo bem maior!
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