Meu Vizinho, Justin. - Third Season
23 A new friendship
Nos separamos e eu fui até o carro sem olhar pra trás, eu ia chorar acho, e a minha vida já tava virando uma novela com tanto drama. Eu ia parar com isso e encarar esses problemas de frente.
Entrei no carro e ela tinha uma cara feia, acho que era por causa do que ela tinha acabado de ver. Não liguei e não sentei na frente. Chegamos em casa e não tínhamos trocado uma palavra sequer, mas estava melhor assim.
- Vai pro seu quarto. — Ela disse finalmente.
Eu joguei a bolsa no chão e sentei no sofá. Liguei a TV, mas ela me tomou o controle e desligou a TV.
- Vai pro seu quarto agora, você não vai sair de lá até eu achar que deve. — Ela disse.
- Eu não posso ficar na sala da minha própria casa?
- Não discuta comigo. — Ela fechou os olhos e bufou.
- Mãe, por favor. Para de agir assim, nada mudou.
- Eu não quero falar com você. — Ela me puxou pelo braço e me levou até o quarto, me jogou lá dentro e trancou a porta.
- Mãe, abre, por favor. — Eu bati na porta.
Parei de fazer barulho e tentei escutar o que ela dizia.
- Clarice.- Ela gritou.
Me concentrei e tentei ouvir mais alguma coisa, mas era quase impossível, eram quase sussurros.
- Essa, é... Não, não... Eu já vou... Não deixe. — Eu ouvi algumas palavras e tinha certeza que eram ordens pra Clarice.
Mas acho que a Clarice podia me ajudar. Olhei ao redor do quarto e notei que minha bolsa tinha ficado na sala. Junto com o celular, argh que merda. Depois de uns 20 minutos, a Clarice veio até a minha porta.
- Você tá bem? — Ela perguntou.
- Não.
- Você tem que comer, vou trazer algo.
- Não tô com fome. Ela já foi?
- Já, o que aconteceu?
- Eu... menti pra ela e ela surtou. Você pode me deixar sair?
- Não é uma boa ideia, me desculpe mas ela me pediu pra não te deixar sair do quarto.
- Por favor Clarice, eu não quero fugir, só quero sair desse quarto, num aguento mais ficar aqui. — Eu disse na esperança de que ela entendesse. Eu não ia fugir mesmo, não agora.
- Promete? E se sua mãe ficar sabendo?
- Ela não vai, eu te prometo, eu gosto de você e sei que só você pode me ajudar. Te prometo que ela nunca vai saber.
- Tudo bem. — Ela abriu a porta.
Finalmente um pouco de liberdade, a abraçei em agradecimento e corri pra sala. Ela me seguiu, acho que ela pensou que eu ia fugir, mas na verdade só queria pegar o celular na minha bolsa.
- Não se preocupa, só queria o meu celular.
Sentei no sofá e sorri. Ela respirou aliviada e se aproximou.
- Agora pode almoçar?
- Não quero.
O celular deu um bipe e fiquei feliz ao ler a mensagem:
"Agora a gente pode se falar, assim que puder me liga. Vou ficar esperando, quero ouvir sua voz!"
Sorri espontaneamente e respirei fundo, precisava vê-lo, mas eu não poderia sair de casa. Talvez a Clarice o deixasse entrar, só talvez.
- Se você não comer, não vai ter forças pra quando acabar o castigo.
- Eu não mereço esse castigo, ela tá exagerando...
- O que você fez? Acha que pode me contar?
- é... — Respirei fundo e levei uns 20 minutos explicando toda a história, inclusive dando ênfase no quanto a Isabeka era a pior pessoa do mundo.
Ela me olhou entristecida, acho que assim como a minha mãe ela era meio que tradicional e não admitiria mentiras ou muito menos dormir na casa do namorado.
- Sabe, faz 1 mês que descobri que a minha filha está grávida e também fiquei tão decepcionada quanto a sua mãe está agora. Mas o namorado dela não quer mais saber dela e tá sendo muito mais difícil, agora ela só tem a mim, ela devia ter escutado a mim desde o começo. O que eu quero dizer é que talvez sua mãe esteja certa em afastar vocês dois, talvez ele só te queira por... sexo!
- Nossa, que barra. Mas, sabe naquele dia que faltei aula com a sua ajuda eu estava achando que estava na mesma situação que a sua filha está agora... E em nenhum momento o J tentou se afastar, pelo contrário, ontem quando a gente estava na escola ele disse que se eu estivesse grávida ele ia ficar feliz e que a gente ia dar um jeito junto. Entendo que a maiorias dos meninos hoje em dia não sejam assim, mas... Ele é diferente. Eu realmente acredito que ele me ama.
- Mas você não está grávida, está? — ela me olhou surpresa.
- Não, está tudo bem... Clarice, você é muito legal e é a única pessoa que eu posso contar agora. Te prometo que tudo que você tá fazendo agora por mim vai ter uma recompensa, você pode contar comigo sempre. — Eu a abraçei.
- Você também pode contar comigo.
- Então... Será que o J poderia vim me ver? — Eu fechi os olhos.
- Tamara, acho que não. Ele é o real motivo do seu castigo e já te tirei do quarto, acabei descumprindo uma das ordens da sua mãe.
- E quais são as outras ordens?
- É, cuidar da casa e te alimentar.
- Ela não disse nada sobre o J vir aqui, então você só vai descumprir uma regra. Por favor, eu preciso de uma tade ao lado dele, só pra conversar besteiras e tentar fingir que na verdade nada disso tá acontecendo... Por favor, te imploro. — Me ajoelhei.
Ela sorriu sem graça e tentou me levantar, mas eu continuava insistindo.
- Por favor, ela vai ficar sabendo! — Ela disse.
- Não vai, vai ser como se ele nunca tivesse pisado aqui!
- Argh, tudo bem... Mas ele tem 5 minutos pra chegar aqui antes que eu mude de ideia... — Ela se levantou e foi pra cozinha.
Mandei uma mensagem de texto pro Justin que apareceu em 2 minutos. Abri a porta e o dei um abraço, ele me apertou e foi me empurrando até nós dois estarmos dentro do apartamento.
- Cadê sua mãe? — Ele perguntou.
- Ela saiu e aproveitem enquanto podem. — A Clarice nos interrompeu. — Aliás, tenho uma condição pra você permanecer aqui!
O Justin trocou olhares entre mim e ela e parecia confuso, mas assentiu.
- Você vai ter que fazê-la almoçar ou nada feito! — Ela disse.
- Você ainda não comeu? — Ele me olhou surpreso.Não respondi apenas mordi os lábios e olhei pra Clarice.- Não se preocupa, ela vai comer... — Ele me puxou mas eu o parei e queria propôr um acordo.
- Eu como... Se você comer comigo. — Eu disse.
- Tudo bem, vamos comer agora.
Eu o puxei até a varanda e esperei que a Clarice nos trouxesse o almoço. Devoramos tudo em menos de 30 minutos e nem eu mesma sabia que estava com essa fome toda!
- Ainda não tomou banho, sua porquinha! — Ele sorriu e limpou algo no canto da minha boca.
- É... — Eu disse.
- O que aconteceu?
- Minha mãe surtou, assim que chegamos em casa ela me colocou no quarto, trancada e esperei até que ela saísse pra eu poder implorar a Clarice pra sair, e ela deixou, e depois a implorei pra te deixar vir e aqui está você!
- Sua mãe ainda está muito chateada?
- É...
- Sabe que vou te apoiar não importa qual seja sua decisão. — Ele pegou no meu queixo me fazendo o encarar.
- Vamos pro meu quarto, eu preciso tomar banho.
Nós passamos pela Clarice e eu deixei claro que a porta do quarto não ficaria trancada assim ela poderia entrar quando achasse melhor. Tomei um banho rápido de 5 minutos e o J me esperou na minha cama, olhando pro teto, que aliás, era a única coisa que restava a se fazer no meu quarto.
Me vesti rapidamente e coloquei um shortinho curto e uma camisa de cor clara, me joguei na cama ao seu lado.Encostei minha cabeça no seu peito e desci minha mão pelo seu braço, calmamente até que nossas mãos se encontrassem, entrelaçei nossos dedos e sorri ao perceber que os batimentos do seu coração aceleraram. Levantei o rosto e percebi que ele também estava sorrindo, seus lábios perfeitamente desenhados e carnudos, tinham uma cor saudável.
O olhei nos olhos e acho que tinha até esquecido o quanto aqueles olhos eram perfeitos, sua orbes de uma cor indecifrável, caramelizados e com um brilho que me deixavam em transe. Transe esse que ele interrompeu assim que me tomou em seus lábios, pediu passagem pra língua. Eu concedi assim que senti sua mão descer pela minha perna, seus dedos contornavam cada curva, cada centímetro... Até que ele parou e interrompeu o beijo. Me empurrou para o seu lado e olhou minha perna, vendo alguns arranhões que eu tinha deixado ali ontem a noite.
- O que é isso? Mais "arranhões" ? — Ele me olhou frustrado.
Eu abaixei a cabeça e tentei procurar argumentos pra vencer a discussão que eu sabia que estava prestes a começar.
Ele se virou e sentou no canto da cama, passou a mão pela cabeça. Olhou o teto acima de sua cabeça e coçou os olhos enquanto balançava a cabeça negativamente.
— O que eu tenho que fazer? Como eu devo me comportar em relação a isso? — Ele se questionava.
Puxei minhas pernas junto ao meu corpo e as abraçei, ele estava certo. Eu era uma burra que tinha me machucado por causa de uma idiota!
- Shawty, me dói tanto ver cada um desses arranhões, por que você fez isso? Eu me sinto um idiota, eu tô te causando todos esses problemas. Eu devia te ajudar, eu devia... Argh, o que eu faço agora? Eu, acho que esses problemas todos vão acabar tendo só uma solução. A única que todos eles querem, que talvez não me deixe feliz mas seja o melhor pra você!
- Terminar? — Eu o olhei frustrada. — Não J... — Me ajoelhei na cama e fui até ele, o puxei pela camisa e lhe dei um selinho. — Por favor, não. E os nossos planos? Você disse que... — Ele me interrompeu.
- Eu sei o que eu disse, mas de nada vai valer se toda vez que um problema vinher você reagir assim. Agora foram arranhões, depois você vai se cortar de verdade e daí pra frente eu não quero nem imaginar, a gente pode seguir em frente se você for forte o bastante e não reagir assim pros nossos problemas! — Ele envolveu suas duas mãos no meu rosto e me encarou.
- Não vai acontecer de novo. Não vai ter motivos, eu não vou mais dar ouvidos a Isabeka e a gente não vai ter mais problemas!
Notas finais
Então, dei o meu máximo pra postar hoje e consegui! Espero que vocês gostem do capítulo!
Hoje fui checar minhas MP e vi que tinham várias, me desculpem se não respondi, é pq não pude mesmo! Assim que puder vou ler as FIC's que me pediram e respondo as mensagens! Prometo!
JBeijos :*
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