- É. É assim que vai ser daqui pra frente, a gente não pode dar nenhum tipo de informação a Isabeka! E muito menos tentar se vingar dela, não agora, o melhor é esperar e depois eu vou dar meu jeito de mandar ela embora.

Me aproximei dele e o abraçei pela cintura, apoiei minha cabeça no seu ombro e percebi que ele deu um sorriso. Beijei o seu pescoço delicadamente e ele inclinou a cabeça de modo que deixava o pescoço ainda mais a mostra, era um sinal de que ele queria mais. Desci minhas mãos pelas suas costas e mordi o lóbulo da sua orelha.Ele se virou na minha direção e colou nossos lábios, foi colocando o peso do seu corpo sobre o meu até que ele estivesse totalmente deitado sobre mim. Sua língua se enroscava na minha e sentia pressão que seu corpo fazia sobre o meu.

Levei minha mão até a sua nuca e acariciei, subi os dedos embaraçando os fios de cabelo e ele separou nossos lábios sorrindo.

Desceu sua mão até a minha cintura e colou nossos lábios de novo, continuo com a mão ali por apenas alguns segundos e desceu até a minha perna, a puxou pra cima, pra que se encaixasse melhor no meio das minhas pernas.

O empurrei e fui pra cima dele. Suas mãos foram até as minhas pernas e subiram até chegar no meu bumbum, ele manteve as mãos ali, enquanto os nossos lábios se mantinham colados.

- Está muito silencioso aí! — Ouvi a voz da Clarice.

Separei nossos lábios e sorri. — Nós só estamos... Nos beijando. — Eu respondi.

- Sei, tudo começa beijando. Que tal sentarem e conversarem? Não me faça entrar aí dentro e separar os dois! — Ela respondeu.

- Obrigada Clarice por me mostrar o paraíso e depois arrancá-lo de mim. — Ele falou baixinho.

Nos deítamos na cama pra que aquele clima amenizasse, a Clarice não ia nos deixar em paz mesmo. Eu coloquei minha cabeça sobre seu peito e fiquei ali conversando enquanto ouvia as batidas do seu coração, aquilo me acalmava e estava sendo um ótimo remédio! Acabei adormecendo e acho que ele também.

Acordei com um barulho no meu quarto, as luzes estavam acesas e irritou um pouco os meus olhos, mas logo percebi que o Justin não estava mais ali e aquele barulho vinha do meu guarda-roupa. Minha mãe estava lá retirando algumas roupas minhas e jogando em uma mala.

- O que tá acontecendo? — Quase gritei. Ela manteve o silêncio, mas eu insisti. — Por favor só me diz pra onde você vai me levar!

- Você vai pra casa da sua avó, passar o fim de semana em família, quem sabe te ponha um pouco de juízo na cabeça! — Essas foram suas únicas palavras.

***

Tomava o meu café da manhã e me sentia aliviada por finalmente ir pra escola, nem acreditava no que estava dizendo, sempre odeiei ir pra escola, mas agora era o meu único refúgio, depois daquele fim de semana, eu só precisava abraçar o J e beijá-lo muito, muito e muito!

Tinha sido um fim de semana bem longo, todos me trataram super bem, acho que minha mãe não contou nada daquela história. Mas ela nem me olhava na cara e por mais que eu tentasse falar com ela, ela parecia sentir vergonha de ao menos trocar alguma palavra comigo. E aquilo me fazia sentir a pior filha do mundo.

Nós fomos sempre muito unidas e ela sempre me ajudava, não estava entendendo bem o porque daquela reação toda, tá que eu fiz besteira, mas como eu ia pedir desculpa se ela trocava apenas umas cinco palavras comigo por dia?

Peguei minha mochila e desci com ela até a garagem, entramos no carro e o silêncio permaneceu até chegarmos na escola, mas então eu resolvi que assim que chegássemos lá, eu ia tentar pela última vez falar com ela, e se não desse certo, eu ia seguir os planos do Justin, eu precisava tentar.

Chegamos na porta da escola, eu agarrei minha bolsa e respirei fundo.

- Mãe... A gente não vai conseguir resolver essa situação se você não falar comigo. Eu juro que eu sinto muito, que eu não vou mais mentir, mas a gente precisa tentar se entender, por favor.... — Eu disse.

- Olha, eu realmente não consigo nem olhar pra sua cara, eu não quero falar com você por um tempo, só vamos trocar as palavras necessárias... Eu não te vejo como eu costumava ver, você virou o reflexo de todas as minhas decepções e frustrações, quando você mentiu você acabou com o vínculo mais forte que eu tinha com você, que era a confiança...

- Então isso quer dizer... — Ela me interrompeu.

- Quer dizer, que você tem que terminar com o Justin porque o seu quarto vai ser o único lugar que você vai ficar por um bom tempo... Agora vai, o sino já tocou. — Ela disse aquilo tudo sem nem me olhar na cara e eu me senti o ser mais desprezível em toda a Terra.

Era como se eu fosse uma maldição que ela estivesse carregando, um peso que ela não suportava mais, meu estômago revirou com tudo aquilo e eu queria simplesmente sumir. Saí do carro e entrei na escola rapidamente porque os portões iam fechar, fui pelos corredores limpando as lágrimas que rolavam pelo meu rosto e eu me sentia a pessoa menos amada no universo. Ela praticamente disse que eu não era mais uma filha pra ela, e eu tinha que aguentar. O que fazer quando sua casa não é mais o lugar que você quer ficar mas infelizmente é o único lugar que você tem pra ir?

Respirei fundo e entrei na sala de aula, a Nick me olhou preocupada e eu tentei retribuir com um sorriso. Abaixei a cabeça e algumas lágrimas continuavam a escapar dos meus olhos. Quanto tempo eu ia ter que aguentar isso? Será que ela mesma não via que estava exagerando? Que tudo aquilo já tinha me ensinado uma lição? Eu só precisava de um voto de confiança agora, mas acho que não é isso que eu vou ter daqui pra frente!

Eu praticamente não assisti as aulas, estava lá apenas fisicamente, mentalmente eu estava a quilômetros de distância dali, pensando em tudo e no que eu deveria fazer. A solução era óbvia, ia ser bom pra mim e pra ela, eu ai deixar de ser o peso, a sua grande decepção e tudo ia ficar bem.

Assim que tocou o sino a Nick veio até mim.

- Hey, o Justin está aqui. — Ela sussurrou.

Limpei as lágrimas e respirei fundo, levantei a cabeça e ele se aproximou. Me deu um abraço apertado e Monique saiu da sala.

- Como você tá? — Ele perguntou.

- Eu não sei... Como você tá? — Eu perguntei.

- Bom eu estava ansioso, quando te vi fiquei feliz, mas agora tô confuso. O que aconteceu? — Ele perguntou.

- Ah... Minha mãe, ela disse coisas terríveis pra mim, mas resumindo, ela não me ama mais e eu sou um peso pra ela. — Eu disse.

- Hey, não é verdade, ela está chateada. Ela te ama e muito e só por isso está... Te tratando assim. — Ele fez uma pausa e parecia discordar do que tinha cabado de falar.

- É, ela disse que não podia olhar na minha cara e que eu tinha virado o reflexo de todas as suas frustrações e que só falaríamos uma com a outra o necessário. — Eu segurei uma lágrima que tentava mais uma vez escapar. Não ia ser a rainda do drama, ia me controlar, já tinha tomado uma decisão.

- Eu não sei o que dizer... — Ele me abraçou de novo pois percebeu que eu estava prestes a chorar.

- Ela me disse pra terminar com você, porque o meu quarto ia ser o único lugar que eu veria por um bom tempo.

Senti sua respiração pesar, e as poucos ele foi partindo o abraço pra me olhar.

- Então, nós vamos terminar? Eu te disse que eu espero...

- Não. Eu já tomei uma decisão, eu não vou passar mais um dia na minha casa, eu vou dar um tempo, vai ser até um alívio pra ela não me ter por perto...

- Então... — Ele me olhou surpreso.

- Bom, eu vou falar com o Math, ele disse que poderia me ajudar. — Eu disse.

- Parece que você tá me deixando de fora, eu também posso te ajudar... — Ele disse.

- Não quero que você leve a culpa. — Eu disse.

- Bom, adivinha? A culpa disso tudo já é minha e se você for fujir, eu vou com você. A gente tá junto nisso, lembra? Você não vai a lugar algum sem mim! — Ele disse.

- Justin... — Ele me interrompeu.

- Chega desse assunto, nós vamos falar com o Math e preparar tudo. Eu juro por Deus que se você for sem mim, eu descubro onde você tá e conto pra sua mãe. Eu sou seu namorado, eu tenho que tá do seu lado, não importa o que aconteça. — Ele me abraçou de novo.

Não estava feliz em ter que trazê-lo tantos problemas, mas o seu apoio ia ser fundamental agora.

Fomos até a cantina e sentamos na mesa como de costume, não tive sinal da Isabeka e isso me aliviou.

— Como foi o fim de semana? — O Math me perguntou.

- Foi normal, e o seu? — eu perguntei.

- Tedioso.

- Chaz me passa esse refrigerante. — A Nick pediu.

- Por que você não pega? — Ele sorriu e o afastou um pouco.

- Me dá seu chato. — Ela foi pra cima dele.

Ele segurou o refri e ficou balançando e tentou afastá-lo da Nick o máximo possível, depois de levar um tapa ele acabou derramando a latinha em cima da mesa e o refrigerante se espalhou até chegar na borda e me molhar.

— Argh, perfeito! Vocês estam virando experts em me sujar. — Eu disse e levantei.

- Dessa vez não joga iogurte na minha cabeça. — O Math disse e todos riram.

- Perfeito, eu vou lavar as mãos e tentar dar um jeito nisso. — eu disse e saí da mesa.

Fui até o banheiro e duas garotas saíam de lá, assim que entrei a Isabeka estava lavando as mãos. Respirei fundo e fingi não ver ela.

- Arranjando confusão novamente? — Ela sorriu.

Fui até a torneira e começei a lavar as mãos.

- Como tá indo sem o seu J? Eu já teria me matado. — Ela se aproximou.

Saí de perto e fui até a secadora.

- Tá dando uma de jogo duro? Foi isso o que o Justin te disse pra fazer? Não falar comigo pra não arranjar mais confusão? E você como uma bela cadelinha obediente tá fazendo tudo direitinho.

Voltei até a torneira e tentei dar um jeito na blusa.

- Ai ai, se você acha que isso vai me impedir de continuar com meus planos de separar vocês dois, tá enganada!

- Cala a boca... — Não me controlei e quase a chamei de vadia, mas ia me concentrar mentalmente pra que essa fosse a única frase que saísse da minha boca.

- Espera só até a carência dele falar mais alto! Ele vai correr pro meu quarto e acredite eu sei exatamente o que fazer.

- Você acha que só porque no passado rolou alguma coisa entre vocês ele vai voltar a ter aquela quedinha por você? — eu a olhei pelo reflexo do espelho.

- Sabe o que eles dizem, a primeira é sempre especial... — Ela sorriu.

- Ow, fofinha, ele foi o seu primeiro e você ainda alimenta essa paixão... — Eu sorri.

- Ah, ele não te disse? Eu fui a primeira garota que transou com ele. — Ela piscou pra mim.

- Eu não acredito nas suas idiotices, garota! — Eu voltei até a secadora pra tentar secar a blusa.

- Deixa eu te dizer, ele era tão novinho, mas já era um pegador natural e bom, eu tinha que ser a primeira, ele era até inocente, eu ensinei tudinho pra ele.

— Cala a boca sua vadia. — Eu gritei.

Argh, que merda, ela ia conseguir me tirar do sério, mas o melhor agora era sair daqui.

— Não te culpo por não querer acreditar, se eu fosse a namorada dele também não ia querer escutar isso. Agora como eu não sou vou te falar uma coisa, ele me deixava louca porque ele gemia e às vezes até gritava bem alto " Beka, awww" — Ela gemeu imitando ele.

A essa altura minha mão parecia que ia ganhar vida própria e esbofetar ela, tentei me acalmar e lembrar que o Justin tinha me dito pra evitar qualquer situação assim com ela.

- Eu não quero saber. — Falei e me direcionei até a porta.

- Ah você quer sim. — Ela me segurou pelo braço.

- Não, me solta. — Eu tentei me livrar mas ela me puxou mais forte e eu tombei.

Bati com a cabeça bem forte na quina da pia e de repente não sentia mais meu corpo, apenas uma capa preta, cobria os meus olhos e eu não tinha mais controle sobre nenhum músculo, apenas uma dor infernal, vinha da minha cabeça. Aos poucos aquela dor me consumiu até eu não me lembrar de mais nada a não ser que era difícil pra respirar.

POV Justin.

- Perfeito, perdi o intervalo com ela graças a você Chaz! — Eu disse.

- Relaxa Justin, ela já volta. — O Math disse.

O sino tocou e minhas esperanças acabaram.

- Ou não... — O Chaz disse.

- Vocês podem se ver na hora da saída!

- É ela já deve ter ido pra sala... — A Monique falou. — Ei, posso pedir pra ela pular a 5° aula e vocês se vêem. — Ela propôs.

- Não, tudo bem. Eu vejo ela a tarde, a Clarice me deixa ver ela... — Eu sorri.

- Ok, vamos pra sala. — A Monique puxou o Chaz.

- Math, espera... — Eu disse.

- Fala...

- É que... — esperei a Monique e o Chaz se distanciarem e falei. — A shawty decidiu fugir.

- Sério velho? Essa é mesmo a solução?

- É... Pelo menos por um dia, sei lá, a mãe dela disse algo pra ela que a deixou muito magoada, fez com que ela se sentisse um peso. Talvez quando ela fugir e a mãe dela a procurar, ela perceba que a mãe dela está só chateada. Ela só precisa de um tempo sozinha, mas eu também vou. Nós prometemos um pro outro que faríamos tudo... Então eu tenho que apoiá-la já que ela não vai mudar de ideia, pelo menos agora.

Ele olhou pro chão e pareceu estar pensativo. — Cara, eu vou ajudar no que for preciso... — Ele disse finalmente.

Fui pra minha sala e milhares de ideias passavam pela minha cabeça, eu teria que resolver tantas coisas! Mas eu ia conseguir, eu ia ajudá-la. Odiava ter dado aquela ideia de fujir porque agora não parece tão certa pra mim. Quem sabe até lá eu consiga fazê-la entender...

Depois de uma aula, eu rezava pra aquilo acabar logo. Acabei lembrando que tinha treino e ia ter que esperar muito até ver ela.O sino tocou finalmente e eu peguei minha bolsa, enquanto saía da sala notei algumas meninas cochichando e logo em seguida me olharam, era o normal, mas algo não parecia certo.

Me direcionei até a sala da Tamy, mas o treinador vinha no mesmo corredor.

- Pra quadra Bieber. — Ele segurou meu ombro.

- Só preciso combinar algo com a minha namorada, já vou... — Eu disse.

- você tem o dia todo pra sua namorada.

- Mas eu... — ele me interrompeu.

- Vamos.

Argh, que merda. Agora ia ter que aguentar 50 minutos de treinamento. Entrei na quadra e fui até o vestuário, trocar de roupa. O Ryan e o Chaz já estavam lá e assim que me viram, vinheram correndo.

- Ei Justin, você sabe pra onde a Tamy foi? — O Ryan me perguntou.

- Ãn? Você é da sala dela, ela já deve ter ido pra casa como todo mundo... — Eu disse.

- É que, depois do intervalo ela não veio pra sala e no fim da 4° aula a Coordenadora veio pegar a bolsa dela. — Ele disse.

- O que isso quer dizer? — Eu sorri de nervosismo.

- Bom, ela deve ter ido pra casa mais cedo, mas o estranho é que ela não foi pegar a bolsa dela e sim a coordenadora...

- Ok, isso tá estranho, eu vou... — Não completei a frase, peguei minha bolsa e me direcionei a diretoria.

A coordenadora estava no telefone e me parecia um tanto nervosa, esperei a ligação acabar e me aproximei dela.

- Você sabe o que aconteceu com a Tamara? — Perguntei.

- Nada, ela tá bem. — Ela respondeu com um sorriso.

- Como assim ela tá bem? Eu só quero saber o porque dela ter saído mais cedo... Me diz o que aconteceu? — Eu fiquei nervoso.

- Olha, vai pro seu treino, quem sabe mais tarde quando chegar em casa você sabe notícias dela.

— Me diz o que aconteceu... — Eu insisti.

- Olha Justin, essa é uma informação que não posso te passar, mas te asseguro que ela tá bem.

- Eu sou o namorado dela, será que isso me qualifica pra receber mais alguma informação? — Eu estava a ponto de ficar de joelhos ali e implorá-la pra me falar o que aconteceu.

- Ow, vocês são namorados? Vocês brigaram, aconteceu alguma coisa? — Ela estranhou.

- Não, não... Por que você acha isso? Por favor, me diz o que aconteceu...

- Justin eu, não posso falar muito, mas...teve um pequeno acidente, nada com o que se preocupar, ela vai ficar bem.

- Acidente? Que tipo de acidente? — Eu a olhei surpreso.

- Ela caiu, mas... Ela já foi ao médico e vai ficar tudo bem... — Ela tentou explicar.

- Ah, ela caiu... Ela se machucou? Por que ela teve que ir pro hospital se ela só caiu? — Várias perguntas, mas tinha certeza que ela não ia tirar nenhum das minhas dúvidas.

- Vamos fazer o seguinte, você tá liberado do treino, vai pra casa e tenta falar com a mãe dela, tenho certeza que ela vai te explicar, ok?

Notas finais
Oiiiiiiiiiiiiiiiii.
Tenho três coisas pra falar!
1: ME PERDOEM PELO AMOR DE DEUS!
2: ESSA SEMANA INTEIRA TÔ LIVRE ENTÃO POSTAREI TODOS OS DIAS!
3: EU TÔ MEGA APRESSADA, ENTÃO NO CAPÍTULO DE AMANHÃ EXPLICO TUDO MELHOR!
Beijoooooooooos :*