Notas iniciais
Dedico a fofa da LoveesJBieber. Muito obrigada pela recomendação que você deixou na outra temporada (:

Ele olhou pro Justin e tentou não parecer irritado com a sua presença. Mas eu o conhecia, ele não estava gostando nada de conhecê-lo, ainda mais nessa situação. Sabendo que nós dois passamos esse tempo inteiro na viagem.

O Justin educadamente estendeu a mão. — Muito prazer senhor Edgar. — Ele disse tentando ser simpático.

- É muito bom conhecer finalmente você. — Ele disse sério. — Filha, temos que ir. Sua mãe ficou preparando o jantar e vai ser bom você nos contar tudo sobre a viagem. — Ele disse me abraçando de lado novamente.

- Pai, acho que a mãe do Justin ainda não chegou, ele pode ir com a gente? — Eu disse.

Ele me olhou sério e disse mantendo o olhar fixamente em mim. — Filha, a mãe dele pode ficar preocupada, acho melhor ele esperá-la.

- Então, eu vou esperar com ele.

- Filha, temos um jantar em família, melhor irmos logo, o Justin não se importa né? — Ele disse dando um sorriso amarelo pro Justin.

O Justin tinha um olhar neutro e sua expressão estava indecifrável. — Melhor você ir. Eu fico aqui com o Chaz e os outros.- Ele disse e me puxou para um abraço.

- Filha, me dá a sua mala, eu levo. — Ele falou me puxando e pegando minha mala.

- Aqui senhor, essa também é dela. — O Justin lhe deu a mala.

Meu pai pegou a mala. — Muito gentil da sua parte levar a mala pra ela. — Finalmente via um sorriso sincero no seu rosto.

Meu pai gostava de pessoas educadas e essas pequenas atitudes que o Justin tinha em relação a mim, talvez o fizessem notar que ele não era um garoto qualquer.

- Não foi nada. — Ele disse.

Meu pai segurou a outra mala e começou a andar em direção ao carro dele. Estava parado do outro lado da rua. Eu dei dois passos, mas não aguentei, voltei atrás e dei um abraço apertado no Justin.

- Tem certeza que não quer que eu espere?

- Tudo bem, vai, sua mãe deve estar com saudades. Minha mãe chega em quinze minutos ou algo assim. — Ele falou com um sorriso no rosto.

- Desculpa a atitude do meu pai, ele ainda tá meio chateado, por saber que eu viajei com meu namorado, antes dele mesmo conhecer.

- Acho que entendo, agora vai e se cuida.

Eu o puxei e dei um selinho demorado. O vento frio bateu nos seus cabelos deixando uma fragância deliciosa no ar. Sorri automaticamente com os nossos lábios ainda colados e disse:

- Me manda uma mensagem quando puder.

- Sim.

Separei os nossos lábios e podia ouvir meu pai gritando do outro lado da rua.

- Melhor você ir. — Ele disse.

- Tchau.

Fui andando em direção ao carro e meu pai já estava lá dentro. Virei de costas e o meu J ainda continuava lá, parado me olhando.

Eu dei um sorriso de lado e ele correspondeu. Atravessei a rua e andei rapidamente até o carro. Meu pai abriu a porta da frente, mas eu passei direto e fui me sentar no banco de trás. Assim que fechei a porta ele acelerou.

Ficamos por alguns minutos em silêncio até que ele resolveu quebrar o silêncio.

- Como foi a viagem? — Ele perguntou.

- Por que você foi tão rude? — Eu perguntei indo direto ao ponto.

- O quê? — Ele fingiu não me entender.

- Você sabe perfeitamente bem, por que foi tão rude com o Justin?

- Eu fui rude? — Ele perguntou ainda com um tom irônico.

- Ah pai, não começa. Ele foi gentil, educado e você disse que ele não podia vir com a gente.

- Bom, me desculpe se eu não suportaria ficar trinta minutos com o garoto que estava se aproveitando da minha filha durante uma viagem, no qual os dois estavam sozinhos. Eu ainda não consegui tirar da minha cabeça a atitude daquele garoto de atender o telefone.

- Pai, ele estava apenas brincando. Ele faz esse tipo de coisa apenas por diversão. Você não pode julgá-lo por uma atitude.

- Conhece aquela coisa sobre primeira impressão?

- Você não pode contar aquela ligação como primeira impressão, nós estávamos em uma viagem, nos divertindo com nossos amigos e todos estávamos fazendo piada é um clima de descontração, não de coisas sérias. Você nunca teve amigos, nunca foi adolescente? Nunca esteve por aí zuando com seus amigos? Porque é isso que as pessoas normais da minha idade fazem.

Ele ficou em silêncio, talvez ele tivesse percebido que ele estava agindo feito um idiota.

- Talvez você pudesse contar a sua primeira impressão do momento que você realmente o conheceu. Hoje... — Eu insisti.

- Ele pareceu educado e eu achei gentil ele ter segurado a sua mala. — Ele falou.

- É, e ele é assim sempre. Ele se importa de verdade comigo, eu achei que você queria alguém que gostasse de mim de verdade e ele gosta. Então, por favor não quero que você continue agindo assim. Ele passou o resto da viagem preocupado com o que você acharia dele e você o trata assim? Sério pai, eu... Fiquei decepcionada com você.

- Filha, ai... Olha, ontem a mãe dele foi lá em casa. Pattie o nome dela, não é?

- A Pattie? O que ela disse? — Perguntei curiosa.

- Ela nos convidou para um almoço, hoje. — Ele disse.

- Vocês aceitaram, não é? — Eu perguntei.

- Sim, hoje fomos almoçar e tivemos uma conversa muito boa. Ela me perguntou sobre o trabalho, falou sobre o restaurante dela. Me pareceu muito educada, e o filho dela também foi bem educado agora, diferente de quando ele me atendeu.

- Pai, esquece aquele maldito telefonema. -Eu quase gritei.

- Não grite, eu sou seu pai.

Me encostei no banco furiosa e começei a olhar a paisagem pela janela, sussurrei bem baixinho: "Foda-se!". Por que eu tava tão nervosa com esse pequeno problema? Primeiro, ele não ia me impedir de namorar ele; segundo, ele vai embora na segunda. Só vou ter que aguentar tudo isso por dois dias. Apenas dois.

Estávamos chegando no prédio, eu tratei de pegar logo a minha bolsa que estava dentro do carro e preparar pra sair correndo pra casa sem ter que esperar ele. Estacionou o carro e eu abri logo a porta.

- Pode abrir o porta-malas? — Eu disse saindo furiosa.

Ele saiu rapidamente e abriu.

- Eu levo uma delas. — Ele disse atencioso.

Eu não liguei, peguei a que parecia mais leve e saí furiosa. Ele percebeu e começou a gritar pra que eu o esperasse.

- Tamara, parada aí mesmo. Por que essa revolta toda? — Ele falava me seguindo, mas a cada palavra que ele falava fazia com que eu me apresasse mais.

- Eu vou esquecer. — Ele disse.

Mas eu continuei andando e já estava perto de elevador.

- Eu vou ser educado, e vai ser como se aquele telefonema nunca tivesse existido. Agora pode parar com essa pirraça?

Andei mais devagar e apertei o botão do elevador, enquanto esperava ele se posicionou do meu lado. Eu sou uma pessoa bem manipuladora e conseguia mais ou menos tudo o que eu queria. Tipo agora, consegui transformar o meu pai de um tirano cruel em um pai totalmente civilizado.

- Seria perfeito. — Eu falei e entrei no elevador.

- Você sabe que eu faço tudo pra te ver feliz. — Ele disse e me abraçou.

Eu não ia ceder facilmente, tinha que ter ele completamente nas minhas mãos, só assim seria bem mais fácil de lidar com ele nesse fim de semana, que pareciam mais meses do que apenas dois dias.

Chegamos em casa e eu corri pra dar um abraço na minha mãe, ela sim merecia toda a minha saudade. Abraçei ela forte e eu não pretendia soltá-la tão cedo.

- Filha, você está bronzeada!- Foi a primeira frase que ela disse.

- Você quis dizer que eu estou parecendo um camarão, certo? — Eu fiz piada. — Que saudade. Como foi ficar uma semana sem mim?

- Foi... Uma tortura, estava contando os dias, queria saber se você estava bem, se alimentando bem, dormindo nas horas certas... Filha, que saudade. — Ela me abraçou mais forte.

- Não se preocupe, essa viajem era exatamente do que eu precisava, tive muitas experiências legais. — Eu falei animada ainda a abraçando.

Não pretendia contar pra ela 90% das minhas experiências e me sentia mal por isso. Eu não achava errado, mas porque contar pra ela fazia com que eu achasse que ia foder com tudo? Eu queria contar pra ela como foi bom ficar com o Justin novamente, como a minha primeira vez ia ser inesquecível. Como foi legal aquela experiência de cuidar dele, porque eu não me sentia como a mãe dele e sim como se fossêmos algo a mais, mais do que simples namorados.

Mas eu não poderia, seria o fim de tudo. Talvez eu esteja sendo dramática, mas o fato de o meu pai estar aqui tornava tudo bem mais difícil, eu sei que se contasse a ela qualquer coisa nem que fosse mínima, sua primeira reação seria ruim, se o meu pai não tivesse aqui poderíamos lidar com isso. Poderia mostrá-la que é normal, que eu estou crescendo e sua segunda reação seria de compreensão e ela me entenderia, e a terceira seria de orgulho de mim, porque ela ia saber que eu confiava nela e que ela se orgulharia desse tipo de relação de mãe e filha.

Mas com o meu pai aqui e com a sua primeira reação sendo ruim, ele notaria e ela não mentiria, ela é muito honesta e não aguentaria vê-lo sempre sem dizer nada. E o meu pai me mandaria pro lugar mais longe do Justin que existisse.

- Quero saber tudo da viagem... — Ela disse me soltando.

Eu suspirei e continuei com o sorriso mais convincente que existisse. — E eu vou te contar... Tudo.

- Mas primeiro tome um banho e se apronte pro jantar. Edgar faça o mesmo. — Ela disse e voltou a andar em direção a cozinha.

- Mãe... — Eu gritei. — Você tem que mandar essas roupas pra lavanderia, praticamente estão todas sujas. — eu disse.

- Ok, filha. Mas você ainda tem muitas roupas limpas no seu guarda-roupa. Vá tomar um banho.

Fui andando até o meu quarto arrastando a mala mais leve. Joguei ela em um canto do meu quarto. Notei que ele estava limpíssimo, as roupas de cama trocadas, abri meu guarda-roupa e tudo perfeitamente no lugar. Sempre que passav os dias foras minha mãe gastava dias dentro do meu quarto, arrumando tudo. Chorava às vezes, ela arrumava não porque gostava de tudo organizadinho, ela mesma às vezes era uma bagunças, mas arrumava porque se sentia mais próxima de mim estando cercada das minhas coisas.

Tranquei a porta do quarto e fui direto pro banheiro, tirei a roupa e percebi que a minha blusa estava com o cheirinho do Justin, tentei não jogá-la no chão, ia querer um pouquinho do cheirinho dele antes de dormir.

Tomei um banho rápido e vesti uma roupa qualquer, só queria comer e dormir. Penteei o cabelo e ouvi minha mãe me chamar.

- Tamara, estamos esperando. — A minha mãe gritou.

Respirei fundo e me joguei na cama, o sono parecia mais forte do que qualquer fome do mundo. Olhei minha bolsa no canto e corri pra abrí-la. Procurei meu celular feito doida e quase não acho, quando achei finalmente percebi que tinha uma mensagem do J.

"É oficial, seu pai me odeia :x ainda bem que eu amo você não ele."

A mensagem era de uns 15 minutos atrás. Eu ri um pouco por ele fazer graça até com essas coisas meio importantes, mandei uma de volta.

"ele não te odeia, nós conversamos e agora ele entende que eu te amo. ;)"

Enviei e abri a porta do meu quarto pra sair. Podia ouvir meu pai e minha mãe falando baixinho na cozinha.

- Eu vou tentar. — Meu pai disse.

- Eu te avisei que ele é importante pra ela, você devia ter oferecido a carona, você mesmo disse que ele foi gentil. — Minha mãe disse, como sempre estava do meu lado e o assunto ainda era o J.

- Eu sei, mas... ele me pareceu um pouco convencido naquela conversa do telefone. — Ele ainda insitia com aquilo.

- Eles são jovens, deviam estar brincando e ele como namorado dela não reconheceu sua voz, se um homem me ligasse você não perguntaria quem era, eu não sei... Edgar eles se gostam muito, não os separe, eles já terminaram uma vez e ela chorava enquanto dormia, graças a Deus foram poucos dias. E ele é bom pra ela. Seja gentil. — Eu ficava com um sorriso enorme quando minha mãe falava assim dele, mas eu chorava enquanto dormia? Essa é nova pra mim, não sabia, minha mãe me conhece melhor do que eu mesma.

- Eu vou ser gentil, esse assunto acabou, todos nós vamos nos dar bem. — Meu pai disse se dando por vencido.

Eu pulei e tinha vontade de bater palmas, mas eles saberiam que eu estava escutando. Voltei pro quarto, abri e fechei a porta com força e começei a andar fazendo barulho. Cheguei na cozinha e eles tinham acabado o assunto.

- Finalmente, sente-se, vou colocar o jantar. — Minha mãe disse.

- Ok. — Eu disse.

Sentamos na mesa e minha mãe serviu a comida, começamos a comer e ficamos em silêncio por alguns minutos até minha mãe quebrar o gelo.

- Filha, amanhã nós vamos almoçar fora. — Ela disse animada.

- Onde?

- Em uma chácara. — Meu pai disse.

- Por quê? — Eu insisti.

- Bom, segunda eu volto pro trabalho e eu tenho um novo sócio nos meus negócios. Ele quis dar o almoço pra que pudéssemos conversar e coisas do tipo. — Ele explicou.

- Eu tenho que ir, não é? — eu falei emburrada.

- É. — Minha mãe disse.

- Então eu posso levar alguém? — Eu propus. — Não quero ficar perdida no meio de um almoço desse tipo.

- Bom, é um almoço de negócios e só estarão pessoas da família, então você não pode levar ninguém. — Meu pai disse.

- Então eu posso ficar em casa e vocês vão... É coisa de adulto. — Eu insisti.

- Olha... Filha, o sócio do seu pai tenho um filho ou uma filha adolescente e ele vai levá-lo, seria bom que você fosse e fizesse companhia, poderia fazer uma nova amiga. — minha mãe disse.

- Eu não quero amigos novos, eu nem quero ir. Se eu tivesse planos pra amanhã? — Eu falei indignada.

- Filha, a gente não tem muito tempos juntos e eu vou embora na segunda, com esse almoço a gente passaria mais tempos juntos... — Meu pai começou.

- Você não vai lá pra passar tempo comigo, vai por negócios... — Eu disse.

- Mas passaríamos tempos juntos e não vamos falar apenas de negócios. Agora há pouco você me fez um pedido e eu prometo atender, mas eu gostaria que você fizesse isso por mim. — Ele insistiu, era quase que uma chantagem, mas nada mais justo.

- São só por algumas horas né? — Eu perguntei e ele assentiu. — Ok.

Ele sorriu e continuamos o jantar, só queria que essa garota não fosse uma besta, às vezes tenho minhas frescuras, mas não sou esnobe.

Terminamos o jantar e eu fui direto pro meu quarto. Escovei os dentes me agarrei ao celular e me joguei na cama. O Justin nã tinha mandado outra mensagem, então resolvi ligá-lo. Disquei o número e em menos de 5 segundos ele me atendeu.

- Boa noite.- Eu disse.

- Boa noite, como você tá? — Ele perguntou.

- Indo, o clima tá meio estranho com o meu pai. — Eu disse.

- Eu sabia, hoje quando ele te levou, parecia que ele estava te arrancando de mim pra sempre... — Ele disse dramático.

- Não é verdade, nós já conversamos e ele prometeu agir melhor e aceitar na boa o nosso namoro, mas devo confessar que sua mãe ter almoçado com meus pais talvez tenha o feito amoleçer o coração. — Eu disse.

- Hahaha. Minha mãe sempre me ajuda. — Ele falou gargalhando do outro lado.

- Por que ela resolveu chamá-lo? — Eu perguntei.

- Eu pedi, eu precisava que ela preparasse tudo, deixasse o clime melhor rpa quando eu chegasse, pra que tudo ficasse mais fácil. — Ele disse.

- Você ligou pra ela, pedindo isso?- Eu falei surpresa.

- Depois daquele dia que sua mãe te ligou na praia, percebi que o clima não tava bem, então quando chegamos a noite, eu liguei pra ela.

- Esperto. O que tá fazendo agora? — Eu perguntei.

- Apenas deitado no meu quarto, num tenho nada pra fazer, mas tô com um pouco de sono. Pelo menos amanhã acordo cedo e quem sabe a gente pode ir pra algum lugar.- Ele disse animado.

- Sobre isso, amanhã tenho um almoço pra ir... — Eu disse.

- Com quem? — Ele perguntou.

- Um sócio do meu pai resolveu dar um almoço pra família, já que eles vão viajar juntos pra cuidar dos negócios, é em um chacára. Acho que antes das 4 da tarde eu estou de volta, aí a gente pode fazer algo juntos.

- Tudo bem.- ele disse meio tiste.

- Tenho que dormir, se cuida.-Eu disse.

- I miss you, shawty. — Ele disse.

- Eu também sinto sua falta, dorme bem, boa noite.

Notas finais
Oii, que saudade de vocês!
Como foi o fim de semana de vocês? Eu tava mega ansiosa pra postar e saber o que vocês acham! hahahaha
Bom, quero reviews falando o que vocês gostaram (:
JBeijos :*