Notas iniciais
Capítulo dedicado pra Ana_Tavares, muuuuito obrigada pela recomendação *.*

Desliguei e estava com o coração apertado, já estava acostumada com ele do meu lado, sua pele fria encostando na minha. Ainda tinha a minha bblusa que estava com o seu cheiro, mas agora parecia patético me agarrar a uma blusa.

Fiquei me virando de um lado para o outro, minha cama já estava uma bagunça e parecia que eu não ia conseguir dormir. Peguei dois travesseiros e vesti com a minha blusa, me agarrei a eles e podia sentir um pouco do seu cheiro, fechei os olhos e consegui dormir mais facilmente.

Acordei com a minha mãe batendo na porta do meu quarto, olhei o relógio na cabeçeira e eram apenas 8 e meia da manhã.

- Tamara, acorda! — Ela gritava.

- Mãe, são apenas 8 da manhã! — Eu respondi indignada.

- São 2 horas de carro até lá, ainda vamos nos arrumar e tomar café da manhã. Levante-se e tome um banho. AGORA! — Ela gritou a última parte.

Bolei na cama e respirei fundo. Levantei e fui lentamente até a janela, abri as cortinas e pela janela percebi que o tempo estava nublado e provavelmente ia chover, mas nem mesmo impedia a cidade de estar mais ativa do que nunca, essas pessoas não descansam nem no domingo? Abri a janela pra entrar um pouco de ar fresco, desliguei o ar-condicionado e fui até o banheiro.

Amarrei o cabelo e tirei a roupa, entrei no chuveiro e tomei um banho demorado, a água estava tão quentinha que eu não tinha nem vontade de sair de lá. Depois de aluns minutos ouço minha mãe batendo na porta, saí do box e me enrolei na toalha, saí do banheiro e abri a porta.

- Ainda?? Já são 9 da manhã. Se veste logo. — Ela disse.

Fechei a porta e tranquei novamente, fui até o guarda-roupa e como era uma chácara tinha que ser uma roupa bem leve. Optei por um vestido, mas com o tempo meio frio seria bom uma jaqueta.

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Vesti tudo e coloquei uma sapatilha meio nude, penteei o cabelo mas preferí deixá-lo amarrado em um rabo de cavalo.

Saí do quarto e fui tomar café da manhã, me sentei nas mesa e os meus pai já pareciam prontos.

- Bom dia. — Eu disse.

- Bom dia, dorminhoca. — Meu pai disse me abraçando.

Começei a comer e meu pai estava meio nervoso.

- Vou ter que correr, nós deveríamos estar lá, pelas 11 da manhã, saindo daqui 9 e meia, mas acho que só vamos conseguir sair daqui 10 da manhã. — Ele disse apressado.

Se levantou e foi até a pia, minha mãe já tinha comido e só estava mesmo sentada perto de nós.

- Querio, vá buscar as chaves do carro e tirá-lo do estacionamento, assim podemos apressar as coisas. — Ela falou tomando as louças da sua mão.

- Ok, tem razão. — ele disse saindo apressado da cozinha.

Eu não estava nem aí pra horários, ia comer calmamente.

- Eu gosto de cuidar das coisas de casa, manter tudo sobre o meu controle. Mas ultimamente, está ficando fora de controle e minha rotina não me deixa mais dar tanta atenção... — Minha mãe disse guardando as louças.

- Mãe... o pai já falou antes que você podia chamar alguém. — Eu falei.

- Você não vai achar esquisito tomando conta da casa, das suas roupas? — Ela falou me olhando estranho.

- Sabe o que eu acho esquisito? Você se matar e tentar cuidar de tudo quando não pode! A gente precisa de alguém aqui. — Eu disse.

- Tem razão, vou falar com algumas amigas. Quem sabe elas não tenham alguém pra recomendar? — Ela falou animada.

Eu apenas sorri e assenti.

- Marie, você podia descer e me ajudar com as coisas? A Tamara vem depois! — Ele disse passando pela sala e saindo do apartamento.

- Vai mãe, eu já desço. — Levantei da mesa e peguei a xícara que eu tinha tomado café.

Lavei rapidamente e fui em direção ao meu quarto.

- Não demore, estamos te esperando. — Ela gritou da sala e bateu a porta.

Passei perfume e peguei meu celular, dei uma última olhada no espelho e fui em direção a porta. Tirei a chave e abri a porta, pra minha surpresa o Justin estava na porta.

- Bom dia. — Ele disse com um sorriso no rosto.

Eu não respondi o abraçei e enchi seu pescoço de beijos. Seus braços envolveram minha cintura e ele me abraçou forte.

- Bom dia. — Respondi finalmente.

- Você está linda, shawty. — Ele falou e me deu um selinho.

- Ahh, obrigada. — Eu respondi.

- Está tão cedo, tem que ir agora mesmo? — Ele perguntou,

- É... Meu pai disse que é 1 hora e meia de carro mais ou menos e a gente tem que está lá pelas 11. — Eu expliquei.

Fechei a porta e tranquei, guardei a chave e o celular no bolso da minha jaqueta. J enlaçou seus dedos na minha mão e me acompanhou até o elevador.

Quando ia apertar o botão ele segurou minha mão.

- Por que tem que ir? É só um almoço de negócios... — Ele falou.

- Meu pai quer que eu passe um tempo com ele, já que ele vai embora amanhã e... O sócio dele tem um filho ou filha e meu pai quer que eu vá pra fazer companhia. São só algumas horas. — Passei a mão no seu rosto.

Ele segurou minha mão e com a outra me puxou pela cintura de encontro ao seu corpo. Me olhou nos olhos e encostou nossos lábios calmamente, sua língua pediu passagem, e eu concedi, fazia movimentos leves dentro da minha boca, enquanto suas mãos apertavam minha cintura.

Ficamos uns minutos com os lábios colados e ele sorria.

- Eu tenho que ir. — Disse separando nossos lábios.

Apertei o botão e abaixei a cabeça. Ele me puxou pra outro abraço e afundou sua cabeça no meus pescoço, respirava fundo e sentia seus lábios tocarem meus ombros.

A porta do elevador abriu e ele me apertou forte contra o seu corpo.

- O que foi Justin? — ele estava agindo estranho.

- Eu não sei, tô com um mal pressentimento. É como se eu estivesse te entregando nas mãos do lobo. — Ele disse triste.

Dei dois passos pra dentro do elevador e ele continuou segurando minha mão. O puxei e colei nossos lábios.

- Não se preocupa, não tem lobos. Eu vou estar aqui no fim da tarde e tudo vai estar como antes. — Eu sorri com seus lábios ainda próximos dos meus.

- Ok. — Ele deu um sorriso fraco em resposta.

***

Dormi a viagem inteira, aquele tempo frio estava tão gostoso. Quando acordei estávamos entrando na tal chácara, era enorme e por sinal de alguém bem poderoso. As árvores, o lugar, era simplesmente lindo.

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- Pai, que lugar lindo. — Eu disse pasma.

- Fiquei hipnotizada Edgar, bem que a gente podia comprar uma pra passar os finais de semana. — Minha mãe disse com um brilho nos olhos.

- Nós já falamos sobre isso e você disse que seria uma péssima ideia, que a chácara ficaria abandonada. — Ele falou lembrando da última vez que ele propôs isso.

- Eu sei, mas... acho que mudei de ideia, não sairia desse lugar. Acho que até me mudaria. — Minha mãe falou entusiasmada.

- Mãe... Não exagera. — Jamais me mudaria.

Entramos na propriedade e percebi um senhor aguando as plantas, não fazia muito sentindo, já que parecia que ia chover a qualquer momento.

Estacionamos o carro e um homem apareceu.

- Edgar, que bom finalmente conhecê-lo. — O homem falou abraçando meu pai e lhe dando um tapa nas costas.

- Eduardo, é um prazer te conhecer. Bela propriedade. — Meu pai disse olhando o jardim.

- Minha mulher quem escolheu. — Ele disse.

- Ela tem muito bom gosto. — Minha mãe disse.

- Ow, você deve ser a Marie, é um prazer conhecê-la. — Disse beijando sua mão. Que cavalheiro.

- É um prazer conhecê-lo Eduardo. Onde está sua mulher? — Minha mãe perguntou.

- Lá dentro com o meu filho. — Ele disse.

- Então é um garotão? — Meu pai disse.

- Sim, um adolescente com os hormônios a flor da pele, peço que me desculpe se ele falar alguma burrada. — Ele disse rindo.

- Sem problemas, minha filha é uma adolescente também e sei bem do que está falando.

- Essa é sua filha? — Ele falou me notando atrás do carro, estava super escondidinha, minha timidez não me deixou sair dali. — Que moça linda, tem os olhos da mãe. — Tô começando a gostar desse tal de Eduardo.

- Prazer. — Eu disse lhe dando a mão.

Ele me cumprimentou e disse: — Vamos todos entrar e conhecer a minha família. — ele disse. — Por aqui.

Entramos por uma varanda enorme e linda, passamos pela cozinha e fomos até a sala de estar, tinham alguns empregados pela casa.

Quando chegamos na sala notei uma mulher sentada, ela era branca como a neve, tinha os cabelos negros e curtos, parecia um tanto pálida e quando nos olhou percebi que ela tinha a aparência cansada, mas seus olhos azuis tinham uma cor viva e me lembravam os olhos de alguém.

- Essa é minha mulher Dorothy. — Ele disse.

Ela se levantou e veio até nós.

- Olá, sejam bem-vindos, é um prazer recebê-los na minha casa. — Parecia uma mulher bem educadada.

- Este é Edgar meu sócio.

- É um prazer Dorothy. — Ele disse cumprimentando-a.

- Esta é a sua esposa, Marie.

- Olá. — Elas duas se cumprimentaram.

- E esta é a filha do casal.

- Meu nome é Tamara, é um prazer conhecê-la. — Eu a cumprimentei.

- Que garota linda. Seus cabelos são tão longos. — Ela disse com um sorriso no rosto.

- Ah, você gosta? — Eu perguntei.

- Sim. Tive que cortar meu cabelo há pouco tempo, mas não vai demorar a crescer. — Ela disse.

- Você ficou linda com esse corte. — Eu disse.

- Onde está o nosso garoto? — Eduardo perguntou.

- Oh... Ele está de mal-humor e foi pro quarto há alguns minutos. Peço que me perdoem se ele disser algo que os ofenda, ele está numa fase muito difícil. — Ela disse calmamente.

- Isso não é um problema, às vezes essa carinha de anjo dá mais trabalho do que parece. — Meu pai disse dando um beijo na minha testa. Eu apenas sorri angelicalmente.

- Filho, poderia vir aqui. — Eduardo falou aumentando o tom da voz.

Vi a expressão de Dorothy mudar de calma para preocupada em segundos.

De repente um garoto vinha na nossa direção bagunçando o cabelo e podia jurar que ele falou "Saco!"

Assim que ele levantou a cabeça com aquele arzinho de malvado o reconheci, como eu não percebi sua mãe era tão branca quanto ele e os olhos azuis eram os mesmo, lógico. Mas era muita coincidência pra ser verdade.

- Quê pai? — Ele falou mas seu olhar não durou muito tempo no seu pai, assim que me percebeu na sala, me encarou e a cara emburrada deu lugar a um sorriso.

Notas finais
Oiii babies! Amei demaaaaaaaaaais o review dos outro capítulo. Uma coisa, todo mundo perguntando e falando do lance dela ficar grávida e tal. #Don'tworry tudo está bem planejado, nenhum detalhe me escapa #SimEscapaMuitasVezesEnfim, acho que todo mundo sabe quem é o garoto, né? '-'JBeijos :* P.S : MENINAS, ESTOU REVOLTADA COM O GABRIELCEZAR DO TUMBLR, ACREDITAM QUE ELE TA SE APROVEITANDO DA FAMA PRA PEDIR DINHEIRO PRA IR NO SHOW DO JUSTIN? SE VOCÊS PUDESSEM REBLOGAR ISSO> http://lovethesolution.tumblr.com/post/8114494810/as-vezes-as-coisas-sao-muito-injustas-nem-tudo-e IA ME AJUDAR MUUUUITO, QUERO QUE ESSE MENINO VEJA E TOME VERGONHA NA CARA! Obriggada (: