Meu Vizinho, Justin. - Third Season
3 Posso resistir?
Notas iniciais
Capítulo dedicado a uma das minhas leitoras favoritas LT-MOD, sério babie, você tá comigo desde o começo e sempre deixa uma review mais do que fofa, gosto de ti pacas (:
- Quê pai? — Ele falou mas seu olhar não durou muito tempo no seu pai, assim que me percebeu na sala, me encarou e a cara emburrada deu lugar a um sorriso.
- Filho, estes... — Ele parecia não escutar seu pai.- Tamara! — Ele disse alegre e me deu um abraço.- Oi, Math. — Eu disse envergonhada, meu pai ia meio que querer estrangular o Math depois disso.- É tão bom te ver aqui. Esses são seus pais? — Ele falou notando minha mãe e meu pai do meu lado. - Sim, esse é meu pai Edgar e minha mãe Marie. — Eu disse.- Prazer, me chamo Math. — Ele disse sem ao menos dar a mão pra eles.- Então vocês se conhecem? — O seu pai perguntou.- É... ele tava no cruzeiro e somos da mesma escola... Mas eu estudo de manhã. — Expliquei.- Entendo. — O Eduardo disse.Math me encarava e trocava olhares com a sua mãe. - Mãe, essa é a garota que te falei. — Ele disse.- Ow, esse mundo é tão pequeno. — Ela disse.- É... — Eu concordei.- Então querida, vou apresentá-los o resto da propriedade. Vamos? — Eduardo disse.- Pai... Eu posso mostrar o jardim pra Tamara, tudo bem? — Ele perguntou.- Se o pai dela concordar... Eu o olhei e ele apenas assentiu. - Vem... — O Math falou saindo da sala.Eu apenas o segui e fomos andando, passamos pela piscina. Sentamos em uma mesa e ele parecia bem agitado.- O que houve? Você tá tão... Animado. — Eu observei.- Não, só acho melhor que você tenha vindo e não uma patricinha qualquer filha dos sócios dos meus pais. Eu não suporto. — Ele disse se irritando.- Eu simplesmente não acredito, meus pais e seus pais já parecem que são amigos há anos e eu não imaginava que sua família fosse assim. Eles parecem tão amigáveis.- Minha mãe é... - Vocês estão aqui desde ontem? — eu perguntei.- Sim, meu pai foi me buscar e me trouxe direto pra cá. — Ele disse. — Confesso que eu estava com ódio desse almoço. Eu queria ir pra minha casa e ficar lá, mas... Vejo que talvez não tenha sido tão ruim. — Ele disse sorrindo.- Nossa, somos dois. Eu fiquei mega irritada ontem, meu pai implicou com o Justin e depois disse que tinha esse almoço hoje. Logo hoje que eu queria ficar em casa. — Eu disse irritada.- Parece que ainda quer ficar em casa... — Ele disse.- Não, foi legal ter vindo aqui. Eu achei que não ia te ver por um bom tempo. — Eu disse.- É... Eu também. Mas, por que seu pai implicou com o Justin? ele não gosta que vocês namorem? — Ele perguntou.- Na verdade ele não sabia que a gente namorava e quando soube, foi meio que dá pior forma.- Ele só soube quando viu os dois juntos saindo do ônibus? — Ele perguntou.- Não, foi bem pior. O J atendeu meu celular e tirou onda, tipo " quem é que tá falando? Aqui é o namorado dela."- Wow, acho que não é a melhor forma.- Pois é, e ontem quando os dois finalmente se conheceram ele não foi um poço de gentileza. O J tava meio inseguro e meu pai não ajudou em nada. - Por que os pais sempre fodem com tudo... Quero dizer, os pais mesmo, porque as mães são sempre mais bondosas e sensíveis, não em cem por cento dos casos mas... - É, minha mãe sempre me ajuda, inclusive ontem, ouvi ela falar bem do Justin, meu pai só tá concordando em ser bonzinho, porque eu fiz birra.- Hahaha, essa eu queria ver. — Ele disse.- Então... Como é a vida no campo? — Eu falei.- Ahh, devo dizer que é um completo tédio, madame. — Ele falou pegando minha mão e beijando.Ambos rimos, ele continuou segurando minha mão e aos poucos eu fui tirando ela.- Qual seu lugar favorito aqui? — Eu perguntei.- Quer conhecer? — Ele disse se levantando.- É, claro. — Eu disse. Ele segurou novamente minha mão e saímos correndo, na verdade ele me arrastava mais do que eu corria.Passamos pela piscina, mas ele desviou pela lateral da casa pra não passar pela sala onde sua mãe estava, tinha uma porta lateral que dava em um corredor. Entramos e tinha uma porta no fim do corredor.Ele abriu. — Entra... — Disse com um sorriso no rosto. Eu entrei, pelo que percebi era o seu quarto, tinha uma cama enorme e bagunçada, tinha um quadro de anotações na parede, com vários papelzinhos pregados. Me aproximei pra olhar melhor e percebi que era anotações do que ele pensava enquanto estava no quarto, alguns textos pareciam lembraças. Parei de olhar talvez ele se sentisse constrangido. Jogado em cima da sua cama o computador. - Essa é a sua diversão aqui. — Eu disse.- Shh, trouxe escondido. — Ele riu.Seu skate jogado no chão, bem perto de uma bola de basquete. Tinha um guarda-roupa gigante. Uma das portas estava aberta e tinham fotos grudadas na porta. Eram algumas fotos com seus amigos, ele nem parecia o garoto de agora, estava bem mais magro, pálido e parecia triste em todas elas. Percebi um baixo jogado lá dentro.Sorri instantaneamente, sempre gostei de baixos e a minha vontade era de pegar e começar a tocar feito doida, mas eu não sabia tocar uma nota sequer.- Gostou? — Ele perguntou enquanto leva a uma das mãso para a nuca e bagunçava o cabelo.
- Sim, belo quarto e você toca baixo? Tipo, eu não sabia! Você faz um pouco de tudo... — eu disse.- É... Muito tempo sozinho, me sobra tempo pra aprender coisas, assim. Você gosta de baixo? Sabe tocar? — Ele perguntou se aproximando.- Sim e não, sou um desastre tocando baixo, mas eu gosto pra caramba. — Disse animada.- Nunca conheci uma garota que gostasse de baixos, geralmente gostam de guitarras. — Ele disse.- Do que a Ster gostava? — Eu perguntei. — Ah... — Ele tirou o sorriso do rosto. — Guitarra, eu acho. — Ele disse revirando os olhos.- Parece que você ama ela! — Eu disse.- O quê? — Ele alterou o tom de voz e parecia indignado com o que eu tinha falado.- Ué, você revirou os olhos, é um sinal claro do quanto você ama... — Ele me interrompeu.- Isso mesmo, amo ficar longe dela. — ele terminou.- Isso é tão ridículo. — Eu disse me virando e olhando a paisagem pela janela do quarto dele.- O que é ridículo?- Garotos que falam mal das garotas depois que terminam com elas, é tão infantil. — Eu disse.- Tem razão, mas... ela merece. E eu amo ficar longe dela é a verdade! Deixei tudo ir longe demais. — Ele disse.- Longe demais? - É,- Ele sentou na cama- nós éramos apenas amigos, e acho que os dois estavam sozinhos e carentes, víamos conforto um no outro e os amigos ficavam nos pressionando. — Ele disse.- Ah. Entendo, agora sim, vejo o porque de todo aquele desapego, vocês não estavam juntos nunca, nem trocavam carinhos, é um namoro complicado, eu acho. — Disse sentando do lado dele.- É... Nós mal nos beijávamos, mas eu sou fiel demais pra ao menos olhar pra outra garota. — Ele disse.- Mas garotos tem necessidades e você acabou com a garota. — Eu disse rindo.- Na verdade, se eu gostasse dela de verdade a minha única necessidade seria estar perto dela o tempo inteiro. — Ele disse com um sorriso fraco no rosto, foi simplesmente fofo.- Aww, isso foi tão fofo. Acho que você não é tão durão afinal. — Eu falei dando uns tapas no seu braço.- Owww, não posso ser fofo, deixa eu ver... Então, mas eu não gostava tanto dela, então basicamente sim, eu tenho necessidades e eu precisava que rolassem alguns amassos, eu não suportaria tanto tempo. — Ele disse dando uma de muleque de novo.- Hahaha, a parte fofa não pode ser vencida por isso, não soou verdadeiro.Ele se deitou na cama e olhou pro teto com um sorrisinho no rosto. Eu olhei e me espantei.- Ah meu Deus, tem um espelho em cima da sua cama.- É, imagina, é muito fofo olhar os atributos das mulheres enquanto você as beija. — Ele disse com um sorriso maroto no rosto.- Ah meu Deus, seu pervertido. — Eu levantei da cama.- Só tô brincando, minha cama nunca foi usada para outros fins burocráticos, e na verdade você é a primeira garota que entra aqui. — Ele me olhou depois direcionou o olhar pro teto novamente. — Meu quarto é tão pessoal, tem tantas coisas que fazem com que eu me sinta exposto, então só trago aqui pessoas com quem eu sinto uma conexão especial, quando eu vejo que uma garota é especial e sinto que tem algo a mais nela que me deixa extasiado... Então ela pode entrar aqui. — Ele disse se sentando e vagarosamente jogou seu olhar em mim.O clima ficou bem pesado e ele se sentia bem confortável, era o seu ambiente, eu era a vítima acoada e com um namorado que me mataria se soubesse que tive esta conversa com o garoto que ele tentou mil vezes dizer que tinha uma queda por mim. Me assustei quando lembrei do que ele disse pela manhã. " É como se eu estivesse te entregando nas mãos do lobo."Mas o Math não era um lobo, ele não era mal, ele não falava por maldade, ele só era sincero demais comigo, mas confesso que estar no quarto dele faz com que ele pareça realmente um lobo. Um lobo em pele de cordeiro.- Math! Você tá no quarto? — Ouvi seu pai gritar. — Nós vamos almoçar...- Ah meu Deus! — Eu disse.- Se ele te ver aqui comigo, vai pensar besteira. — Ele disse segurando minha mão. Me arrastou até o banheiro e trancou a porta. - Ele... — Eu ia dizer algo, mas ele me puxou contra seu corpo e tapou minha boca com a mão, eu estava de costas pra ele e podia ver seu reflexo no espelho, ele estava olhando pra porta e tinha expressão de medo. Suas mãos estavam geladas, mas tinham um cheiro bom, não estava me sentindo confortável e não deixava de pensar que nosso corpo estava colado demais pro meu gosto.Ouvi seu pai abrir a porta do quarto e ele me apertou mais ainda. Podia sentir sua respiração no meu pescoço e ele não parecia tão ofegante ou assustado.- Math! Droga... Onde esse garoto se meteu, ele vai acabar metendo a garota em problemas... — Ele disse, pude sentir ele sair do quarto. Nos afastamos e já estava pronta pra sair do banheiro, quando meu celular começou a tocar. O Math me olhou e parecia não acreditar no que estava acontecendo. Ouço seu pai entrar no quarto novamente.- Tem alguém aqui? Imediatamente o Math me puxa novamente, me aperta contra o seu corpo, e digamos que serviu pra abafar o som, já que estava no bolso da minha jaqueta.Agora sim ele parecia nervoso.- Onde está o celular desse garoto!?!? — Ouvi seu pai resmungar. Sentia a respiração do Math próxima da minha boca, estávamos de frente um pro outro e estava inevitável não olhá-lo nos olhos, ele parecia bem confortável me encarando, sua mão descia rapidamente até a minha cintura, me puxando pra mais perto ainda. Mas eu simplesmente não expressava nenhuma reação.Era como se seus olhos me mantivessem presa a ele, era uma espécie de hipnose e apesar de ter plena noção de que eu não gostava dele e isso era quase uma traição, eu não esboçava nenhuma reação.Senti ele inclinar sua cabeça e vagarosamente posicionar seu rosto no meu pescoço.- Awww, esse menino. Math! — Seu pai saiu gritando. Ele não ligou e de repente senti seus lábios depositarem um beijo no meu pescoço, me fazendo arrepiar. Ele se afastou e me soltou.Passou sua mão na cabeça e parecia arrependido. - Temos que ir. — Ele abriu a porta e saiu eu apenas o segui, passamos pelo corredor e novamente estávamos no jardim.Passamos pela piscina e ele parou, parecia um tanto nervoso.- Isso não pode acontecer de novo. — Eu disse.- Eu sei, me desculpa. Me desculpa. Eu não quero ser o Freddie e ficar tentando atrapalhar seu relacionamento.- Eu não estou dizendo que você é o Fred. -Eu disse.- É... Mas, eu quase agi como ele, eu queria te beijar. Eu não sei o que é! Eu não costumo ser gentil, não costumo gostar das pessoas ou me apegar a elas facilmente. Mas você parece que quebra todas as regras. — Ele disse andando de um lado pro outro.- Eu sinto muito... Eu não quero brincar com seus sentimentos. — Eu disse.- Você não está brincando com nada, eu não me sinto machucado, eu nem sei o que sinto por você, não é amor, não sei se é uma paixonite, mas você me atrai é como um ímã. Quando te vi descer do ônibus, foi instântaneo, eu precisava ficar com você, era como se você fosse a garota que eu procurava. Mas aí você disse seu nome e eu saquei toda a história com o Justin, deixei pra lá. Então você veio conversar comigo na piscina e me deixou mais apegado ainda... E... Ahh! — Ele dizia tudo rapidamente e confuso. — Você devia ser proibida de sair fora de casa, você é tão linda, e não devia falar, porque você é inteligente também e não fala baboseiras sobre compras ou coisas fúteis. É, eu tô admitindo que eu tenho uma queda por você. - Nossa, obrigada pelos elogios, isso é estranho. — Eu disse. — Não precisa se torturar, tá tudo bem. Eu também te acho lindo, seus olhos me hipnotizam de uma maneira que eu ainda não saquei. Meu Deus seu corpo, é escultural de um Deus-grego, você também tem tudo que uma garota quer, e se eu fosse solteira definitivamente eu também teria uma queda por você. Mas por enquanto a única coisa que eu me sinto é usada, você olha de um jeito que sabe que vai me deixar desnorteada e se aproveita disso. — Eu disse e ele riu.- Não é verdade.- É sim, e você sabe. Mas, a questão aqui é que tudo se trata de um mal entendido.Você não gosta de mim e nem eu de você, somos amigos que acham um ao outro um tanto irresistíveis, mas é só isso. Mas a diferença é que eu já tenho alguém, e amo demais. Como você não tem, você se sente mais livre pra tentar flertar comigo. Mas assim que você encontrar a garota que você ama, você vai pensar igualzinho à mim. — Eu disse.- Uffa, então, chega de mal entendidos, somos amigos e eu não vou dar uma de Freddie, prometo. — Ele disse.
- Então, somos amigos.
Notas finais
Oiiiiiii *.*Como vocês estão babies? O que acharam do capítulo? Gente tô muito feliz com os reviews, tipo tô sorrindo até agora! VOcês são as melhores leitoras do mundo, juro! JBeijos :*
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