Meu Vizinho, Justin. - Third Season
4 Jantar surpresa.
Notas iniciais
- Hey, venham. — a mãe do Math disse.
- Ok, mãe... — Ele falou e eu dei as costas indo em direção a entrada da sala de estar. — Hey, eu sei que sou irresistível. E você quer me beijar agora. — Ele disse fazendo biquinho.
- Cala a boca Math.
Todos sentamos a mesa e o almoço foi servido. Meus pais estavam se dando super bem com os pais do Math, e eu parecia estar me dando bem com ele, parecia que estava tudo bem claro entre nós.
- Como andam suas notas na escola? — A Dorothy me perguntou.
- Estão indo bem até agora. Mas tô querendo melhorar... — Eu disse.
- Math está precisando melhorar as notas e muito. — O Eduardo disse.
- Nisso nós não temos do que reclamar da nossa moranga. — Meu pai falou e eu fiquei sem onde enfiar a cabeça, eu não acredito que ele me chamou daquele apelido ridículo. Ah me matem.O Math olhou pra mim e riu, quase se engasgando com a comida.
- O Math tem me dado muito do que reclamar ultimamente, estou pensando em tirá-lo da escola, os amigos dele não o fazem bem. — Eduardo disse e no mesmo momento o Math abaixou a cabeça e o sorriso sumiu do seu rosto. — Ele tem relaxado muito e suas notas estão baixíssimas.
- Ele é um garoto, garotos em geral são bem mais desligados. Talvez ele só preciso de uma motivação pra melhorar. — Eu disse.
- Talvez, ele não devesse estudar a tarde. — A Dorothy disse. — Lhe sobra muito tempo pra aprontar. Estudando pela manhã talvez ele fique mais envolvido. — Ela continuou.
- Você não vai protestar? — o Eduardo o instigou.
- Por que eu deveria? — Ele disse irritado.
Parece que o seu pai gostava de o provocar.
- Perfeito então. Amanhã de manhã iremos todos a escola, te trocar de horário.
- Vai ser bom, você parece ficar tão gentil perto da Tamara. — Ela disse me dando um sorriso.
- Quem sabe, vocês não acabam sendo da mesma sala.- Meu pai incentivou.
- Seria perfeito. Sinceramente, estou impressionada... — A Dorothy começou a falar. — Hoje de manhã o Math estava extressado, zangado, todo não me toque e agora ele simplesmente está relaxado e sorridente. — Ela disse o dando um beijo na cabeça.
- Mãe... — Ele falou constrangido.
- Sua filha tem um dom. — Ela falou e todos riram.
Eu estava me sentindo totalmente desconfortável com toda aquela situação.
O resto do almoço foi tranquilo e meu pai só falava de negócios, minha mãe parecia um tanto perdida e a Dorothy mantinha um olhar cansado, mas ainda sim me parecia tão simpática.
Terminamos o almoço e nos despedimos, meu pai foi buscar o carro e eu me despedia da mãe do Math.
- Você não era nada do que eu esperava. — Ela disse sorridente.
- Sou melhor ou pior? — Eu perguntei.
- Bem melhor. Ele não se entusiasmava tanto com alguém há algum tempo, sempre que ele me fala dos amigos, quando acabo conheçendo não são nada bons.Não gosto de julgar ninguém, mas são pessoas que o fizeram acabar sendo o que é hoje. Fechado e revoltado. — Ela disse enquanto caminhávamos pelo jardim.
- Entendo, ele me falou que você estava tentando ajudá-lo. Acredite, ele gosta muito de você e não gosta de te decepcionar, ele só está meio perdido.
- E eu acho que você é a luz no fim do túnel, ainda estou espantada, na mudança dele hoje, foi de água pro vinho. E ele só vai aceitar ir pra manhã pra ficar perto de você, eu sei, em outro caso ele teria brigado pra não trocar de turno e ficar longe dos amigos dele. — Ela disse.
- Então vocês vão mesmo mudá-lo de turno? — Achei que tudo era apenas uma grande brincadeira.
- Sim, eu acho que é o melhor por enquanto.
Eu abaixei a cabeça e sentia os problemas chegarem.
- Tamara, seu pai tá te esperando! — O Math gritou.
- Tenho que ir. — Eu disse.
Ela me abraçou inesperadamente. — Foi um prazer te conhecer, espero te ver mais vezes na minha casa. — Ela disse e deu um sorriso.
- Você é uma das pessoas mais legais que já conheci. Prometo te visitar assim que o Math me der o endereço.- Eu disse rindo.
Saí andando pelo jardim até me encontrar com o Math.
- A dona Dorothy gostou de você. — Ele disse sorrindo.
- É, e eles falam sério em te colocar de manhã. — Eu disse ainda meio assustada com essa ideia.
- É... Eles iam esperar até depois das férias, mas acho que agora é pra valer. Te vejo amanhã na escola? — Ele disse.
- Ahh, eu não pretendo ir amanhã. — Eu disse.
- Por que? — Ele disse.
- Eu mal descansei, tenho que ter um dia em casa sozinha pelo menos, hoje o dia foi cheio, amanhã minha mãe vai me obrigar a deixar meu pai no aeroporto a tarde e... E vai ser um saco. — Eu disse.
- Que preguiçosa. — Ele disse.
- Ouch.Você é mais preguiçoso do que eu, só preciso de um dia pra me restabelecer. — Eu disse fingindo estar ofendida.
- Então... Moranga, posso ter seu número? — Ele disse.
- Não me chama de moranga, eu posso te matar. — Eu o ameaçei.
Ele continuou me olhando como se esperasse que eu lhe desse o meu número.
- Ok. — Eu disse o tomei o celular que estava na sua mão. Anotei rapidamente pois o meu pai já buzinava. — Quando vai voltar pra casa? — Eu perguntei.
- Hoje a noite, como nós vamos passar um bom tempo sem vir pra cá, meu pai quer deixar tudo certo com o caseiro. — ele disse apontando para o homem que estava perto da piscina.
- Ok, o meu número está aí. — Eu o entreguei o celular.
- Até terça se toda essa história for verdade.
- Tudo bem. — Ele disse e me abraçou.
- Tchau. — Eu disse e saí andando até o carro.
Entrei no carro e meu pai não estava bravo como achei que ele estaria, talvez ele esteja começando um pouco a sair da sua zona de conforto. Há meses atrás ele não deixaria eu passar 5 minutos sozinha com algum garoto, agora é só esperar pelo melhor da próxima vez que me encontrar com o Justin.
***
Já eram 4 da tarde quando finalmente entramos dentro de casa, me joguei no sofá, super cansada. Minha mãe foi até a cozinha pegar um copo d'água e meu pai foi direto pro quarto tomar banho.
- Mãe, trás um copo de água pra mim? — Eu pedi ainda imóvel no sofá.
Logo ela veio com o copo, bebi rapidamente e me levantei em direção ao quarto. Assim que abri a porta a campainha tocou, não liguei fui direto pro meu banheiro. Pelo caminho deixei as peças de roupa. Tomei um banho rápido, coloquei um short e uma blusa leve e me deitei na cama, dormi rapidamente.
Acordei com a Nick batendo na porta, juro que queria matar ela, mas ela não ia parar de bater até eu abri.
- Acorda! Acorda! Sua mãe me deixou entrar e não vou sair daqui... — Eu abri logo a porta e a puxei pra dentro.
- Eu quero um pouco de descanso. — Eu disse me jogando na cama.
- Como foi o almoço? Gente riquinha e metida? — Ela perguntou.
- Eram ricos, mas não eram metidos. E por coincidência era a família do Math.- Eu disse.
- Do Math? VOCÊ PASSOU A TARDE INTEIRA NA CASA DO MATH? — Ela aumentou o tom de voz.
- Shhh. Acho que o Justin pode ouvir essa gritaria. — Olhei pra parede.
- Ow. Como foi? — Ela meio que sussurrou.
- Foi legal, esquisito e legal. — Eu disse confusa lembrando de tudo.
- Explique-se... — Ela disse.
- Bom, os pais dele são muito legais e gentis, a mãe dele é uma fofa e a casa é maravilhosa.
- Tamara... — Minha mãe bateu na porta.
- Entra... — Eu disse.
- Filha, sei que está exausta mas... Temos um jantar importante. — Ela disse.
- O quê? Não, cê tá de brincadeira... Eu não preciso ir, certo? — Eu perguntei.
- Precisa, mas não é com a família do Math é com outra família. — Ela disse.
- Isso não tem nada haver com que família é, e sim com eu estar mega cansada e exausta de andar por essa cidade, ainda tá frio, não quero sair, quero comer uma sopa e ficar deitada embaixo do edredom. — Eu disse.
- Acabou? — Ela perguntou irritada.
- ah.. Você escutou... — Mas ela não me deixou terminar.- Escolha uma roupa bem bonita e fique pronta em 40 minutos. — Ela disse.
- ARGH! — Eu gritei.Mas ela fingiu não escutar e fechou a porta.
- Por que você vai? Não precisa, faz birra e fica em casa... — A Nick disse.
- Eu tenho que ir. Meu pai me prometeu que ia tratar o Justin bem, e eu estou fazendo todos esses favores pra cobrá-lo depois. — Eu disse.
- Saco. — Ela disse.
- Enfim... Que horas são? — Eu perguntei me direcionando ao guarda-roupa.
- 6 da noite. — Ela disse.
- Pelo menos não vamos sair da cidade, é menos cansativo. — Eu disse.
- Me conta a parte esquisita de ter que ficar com a família do Math? — Ela falou.
- Bom... Ele quase me beijou e confessou ter uma atração por mim. Cara no quarto dele tem um espelho no teto. — Eu disse lembrando.
- Pera, para tudo. Ele quase te beijou, disse que era afim de você e você tava no quarto dele? Que evolução, vocês já tem um caso. — Ela disse.- Sabia que o amor pelo Justin era fogo de palha.
Eu me virei pra ela com fúria nos olhos me aproximei e sussurrei:- Nunca mais repita isso! Tá entendendo? Você não sabe nem a metade do que eu sinto pelo Justin. Se você ouvisse a história direito saberia, que o Math e eu nos resólvemos e vamos ser bons amigos. Nunca mais repita isso. — Eu falei saindo de perto dela.
- Eu já vi essa história de amigo antes, só mudava o nome do cara, qual era mesmo? ãn... Ow, certo, Fred! — Ela disse.
- Isso é totalmente diferente, o Math tem caráter e personalidade e entende que eu amo o Justin. — Eu disse.
- Tudo bem, vamos ver quanto tempo vai durar esse entendimento. — Ela disse.
- Ele vai começar a estudar de manhã, acredita?
- Ele é simpático, logo vai se enturmar. Um monte de garotas vão dar em cima dele, mas deixa eu adivinhar, ele vai querer você!
Fingi não escutar e continuei a procurar uma roupa.
- Devia vestir algo quente, tá muito frio lá fora. — Ela disse.
- É, bem diferente do calor da viagem. — Eu falei lembrando do calor de matar.
- Ah, que viagem. Achei que tinha aproveitado tempo suficiente a sós com o Chaz, mas acho que não foi o suficiente. — Ela disse.
Eu apenas ri.
- Já ficou a sós com o Justin desde que chegou? — Ela perguntou.
- Não. Acha que eu devo vestir um vestido? Eu usei pela manhã vestido também, não sei se é uma boa... — Eu falei confusa.
- Desde que não seja o mesmo vestido, não vejo o porque de não vestir um vestido. — Ela disse.
- Quer saber, vou me empacotar da cabeça aos pés, com alguma coisa confortável. — Eu disse pegando alguma peças e jogando em cima da cama.
Assim que ela viu eu tirando o all star, começou com o piti.
- Vai de tênis? Aff, coloca um salto. — ela disse.
- Num tô afim de usar salto e eu tô indo pra um jantar não uma balada. É um jantar besta, vou bem despojada, tô afim.
Resolvi usar um short jeans, uma meia calça, uma blusa branca básica e uma jaquetinha xadrez e peguei minha all star vermelha.
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- Vai logo tomar banho. — Ela disse.
Foi o que fiz, peguei meu roupão, entrei no banheiro e tomei um banho quente rápido. Afinal quanto antes a gente fosse, mais rápido voltaríamos. Confesso que já estava mega chateada com essa merda de ficar comendo fora. Hoje a noite eu poderia fazer algo com o Justin.
Saí do banho e a Nick tava remexendo no meu celular.
- Privacidade é uma coisa boa, saca? — Eu falei.
- Você anda cheia de piadinhas e indiretas. — Ela disse.
- Num é indireta, é super direta mesmo. — Eu disse.
- Se veste logo, quero ver como vai ficar. — Ela disse apoiando o queixo na mão.
Coloquei minha roupa íntima, passei uns hidratantes e começei a vestir o resto da roupa. Meu cabelo molhado estava me irritando, então vesti a meia-calça e o short e fui secar logo.Minha mãe entrou no quarto reclamando porque eu estava demorando.
- Nós temos hora pra chegar, o restaurante não vai ficar lá esperando sua boa vontade.
- É em um restaurante... Então posso pedir o que eu quiser né? — Eu falei me animando.
- É, pode. — ela disse. — Tem 20 minutos pra terminar de se vestir, aprontar o cabelo e se maquiar, melhor se apressar.
- Tá. — Começei a correr e tirar toda a maquiagem necessária de dentro da necessaire, me sentie na cadeira em frente ao espelho e começei a me maquiar.- Nick, por favor... Termina de secar meu cabelo? — eu pedi fazendo bico.
- Ok, mas você me deve uma. — ela falou. — E eu cobro.
Eu ri e continuei me maquiando enquanto ela secava. Terminei a maquiagem, mas meu cabelo continuava um pouco úmido. Parei de secar e fui vestir a minha blusa e a jaquetinha. Olhei no relógio e ainda tinha 10 minutos, terminei de secar rapidamente e passei um perfume. Peguei o celular que estava na cabeçeira e guardei no bolso.
- Vamos. — Eu disse e a Nick me acompanhou.
- Mãe, eu vou indo esperar vocês lá embaixo. — Gritei.
Ela e o pai continuavam no quarto se arrumando e sussurrando, não liguei muito e saí com a Nick.
- Não vai avisar pro Justin que vai sair? — ela perguntou assim que entramos no elevador.
- Não, é apenas um jantar, quando voltar dou um jeito de ficar um tempinho com ele. Vocês ainda vão ficar um tempo na praça né? — Eu perguntei.
- Sim, vou na casa do Chaz. — Ela falou saindo no andar dele.
- Ok, bye. Te vejo mais tarde. — Eu falei acenando.
Desci até o estacionamento e estava meio que escuro lá embaixo, assim que localizei o carro do meu pai quase que corri até ele, me encostei nele e tentei manter a calma. Começava a achar que não tinha sido uma boa ideia ter vindo pra cá pra baixo sozinha. Me sentia acuada e o medo estava me dominando.
Ouço a porta de um carro abrir, percebo que era o carro que estava atrás do carro do meu pai. Tento não olhar pra trás e começo a ficar ofegante, parecia que um assassino ia aparecer e eu ia morrer. Começei a me preparar pra correr quando sinto a pessoa se aproximar, espremi os olhos e começei a contar mentalmente até três. Um, dois...
- O que faz aqui sozinha? — Ouvi a voz do J.
- J, ai que alívio. — Eu falei e o abraçei.
- Estava com medo. Por que apareceu assim do nada? — Eu perguntei.
- Estava no carro esperando minha mãe. Ela foi pegar a bolsa, esqueceu lá em cima. — Ele disse.
- Onde vocês vão? — Eu perguntei.
- Ela disse que desde que chegamos na cidade ainda não jantamos fora, então... Ela quis ir hoje. — ele disse se apoiando no carro.
- Ahh...
- E você vai sair de novo? — Ele perguntou me olhando da cabeça aos pés.
- É, meus pais tem um jantar importante. Eu estou exausta, mas minha mãe deixou bem claro que a minha presença é de suma importância. — Eu falei revirando meus olhos.
- Queria que a gente tivesse outro cruzeiro pra ir ou viagem pra fazer... — Ele disse.
- É, a gente se distraí e é tudo tão divertido. — Eu disse lembrando.
- É mas, não tem nada haver com se divertir fazendo a viagem e sim ter você ao meu lado. A gente não se fala muito desde que chegou... Isso tá me deixando irritado, triste, frustrado, um pouco de tudo.
- Me desculpa. A culpa é um pouco minha. Mas eu vou compensar por tudo! — Eu falei passando a mão pelo seu ombro e o abraçando.
Ele deu um beijo no meu pescoço e sussurrou:
- Me beija agora.
E foi o que eu fiz, encostei nossos lábios calmamente. E ele pediu passagem pra língua, eu concedi e logo sua língua fazia movimentos sútis dentro da minha boca, seus lábios estavam gelados e eu gostava disso. Gentilmente ele me deu um selinho e partiu o beijo.
- A gente podia fugir agora e voltar mais tarde, você prometeu que fugiria comigo se tivesse que fazer isso. — Ele propôs.
- Eu vou ficar feliz em cumprir essa promessa. — Eu disse.
- Então me diz aonde a gente vai, e eu te levo agora! — Ele disse.
- Você escolhe.
- Eu escolho, né? — Ele sussurrou e me deu um selinho.
Eu passei minha mão pela sua nuca o impedindo de afastar nossos lábios e ele sorriu. Mordi seu lábio e estava pronta pra aprofundar o beijo quando a Pattie chega.
- Os pais dela estão vindo e acho que ele não vai reagir tão bem a isso quanto eu. — Ela falou gentilmente e sorriu.
- Mãe, eu não quero mais ir. — Ele disse.
- Justin, eu sinto muito mas você tem que ir. — Ela disse.
- Eu sinto muito, mas não vou poder te obdecer. — Ele disse.
- Justin... acho melhor você ir com ela... — Eu disse.
- O quê? Você vai desistir tão fácil... — Ele falou irritado.
- Eu não estou desistindo, está óbvio que é importante pra sua mãe, seria melhor você ir com ela. — Eu falei.
- Ela está certa Justin, é importante pra mim e vai ser mais importante ainda pra você. Acredite, você vai gostar. — ela disse e sorriu.
-Pattie, quando vocês voltarem, posso ir ver o Justin? — Eu disse.
- Claro, agora temos que ir. — Ela disse.
O Justin me deu um beijo na bochecha e falou baixinho.- Eu te espero em casa. É melhor você aparecer. — Ele sorriu e os dois foram pro carro.
Nesse momento meu pai e minha mãe vinham na minha direção. Meu pai abriu o carro e os dois entraram, fiquei olhando o carro do Justin ir embora e agora eu mal podia esperar pra voltar pra casa. Nem que eu tivesse que fugir, ia passar um tempinho com o Justin.
Entrei no carro e por incrível que pareça, meu pai não falou nada. Parecia que ele ia cumprir mesmo com a promessa.
O restaurante não era muito longe, ficava apenas há algumas ruas do condomínio. Era enorme e tinha um ar rústico, mas mesmo assim era muito chique e o nome confirmava isso, Valentino Restaurant. Me sentia totalmente deslocada com aquela roupa, pela primeira vez a Nick tinha dado uma opinião correta, eu devia ter vindo mais girlie, mas já que já estou aqui.
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Meu pai estacionou o carro enquanto eu caminhava até lá dentro, fiquei admirando os quadros que tinham lá.
Meu pai e minha mãe falavam com o hoste sobre a mesa, estava cheio, se eles não tivessem reserva talvez nem mesmo entrássemos.
- Tamara, vamos! — Minha mãe disse.
Eu os segui rapidamente e passamos pelas mesas até chegar bem lá no fim, onde tinha uma mesa com duas pessoas, assim que nos aproximamos, um sorriso se formou no meu rosto. Percebi que eram Pattie e Justin que nos esperavam. Ele estava de costas e não percebeu que nos aproximávamos.
- Eu te prometi que ia melhorar. — Meu pai falou.
Eu apenas sorri e a Pattie sorriu também, nesse momento o Justin vira em nossa direção e assim que percebe que éramos nós que vínhamos pro jantar ele dá um sorriso de orelha a orelha. Eu confesso que fiquei surpresa, não desconfiei nem quando ele disse que vinha pra esse jantar com a mãe dele.
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