Meu Vizinho, Justin. - Third Season
5 Nada melhor que uma festa!
Acho que agora tudo ia se tornar oficial, tudo ia ficar mais sério. Mas será que é o certo?
- Finalmente, todos reunidos. — Minha mãe disse.
Nos sentamos na mesa e obviamente eu sentei do lado do Justin.
- Vocês gostaram da surpresa? — A Pattie perguntou.
- Isso foi incrível... — Eu disse.
- E inesperado. — O Justin complementou.
- Nós não somos adolescentes, mas ainda sabemos como surpreender. — Meu pai disse.
Todos rimos e a Pattie me perguntou:
- O que está achando do restaurante?
- É lindo, eu ainda estou meio boba, fico olhando os mínimos detalhes e pra falar a verdade eu não sabia desse restaurante aqui. Espera... Ah, esse é o seu restaurante. — Eu falei, sou mesmo uma idiota, como não pude pra notar isso.
- É... Fico feliz que tenha gostado da decoração, eu que fiz grande parte dela. — Ela falou orgulhosa.
- Você tem muito bom gosto, quando tiver minha casa quero sua ajuda pra decorar. — Eu disse entusiasmada.
- Quando a gente casar, ela pode nos ajudar. — O Justin falou.
Senti sua mão segurar a minha por debaixo da mesa e nossos dedos se entrelaçaram. Sentia uma felicidade imensa brotar no meu peito, quando ele mencionava qualquer tipo de futuro junto com ele, e logo agora e aqui na frente dos meus pais ele dizia sem medo.
- Já marcaram a data? — O meu pai falou sério.Todos se olharam e o Justin abaixou a cabeça confuso.
- Bom.. Ãn.. -Ele tentava encontrar as palavras.
- É brincadeira... — Ele disse e todos rimos. — Não fique nervoso, vocês são jovens, tem muito o que aproveitar.
Durante o jantar tudo estava indo muito bem, todos sorriam e o meu pai não estava apenas sendo educado, ele estava se divertindo e eu acho que ele estava começando a se entender com o Justin. Assim que veio a sobremesa Pattie começou a falar sobre uma parente que poderia vir pra cá, passar um tempo.
- Ao que tudo parece vamos confirmar na terça se ela virá ou não. — Ela disse animada.
- Ela é sua sobrinha? — Eu perguntei.
- Bom, é complicado, ela é filha da minha melhor amiga, somos como irmãs, então a trato como uma sobrinha. Afinal nem sempre o sangue nos une, sim os laços que criamos durante a vida. — Ela explicou.
- Quanto tempo ela vai ficar? — Eu perguntei.
- 5 meses talvez. — Ela disse.
- Ela é um pouco mais velha. — O Justin disse.
- Quantos anos ela tem? — minha mãe perguntou.
- 18. — A Pattie disse.
- Acabou de fazer, está terminando o 3° ano, então provavelmente ela ficará estudando no mesmo colégio de vocês por um tempo.
- Legal.- Eu disse. — Você que escolheu o cozinheiro? — mudei de assunto.
- Sim. — Ela disse.
- Bom, dê os meus parabéns a ele, a comida estava fantástica e a sobremesa deliciosa. — Eu disse.
- Fico feliz que tenha gostado e espero que venha mais vezes, fico sozinha aqui cuidando das coisas o Justin nunca quer vir me fazer companhia. — Ela disse.
- Bom, eu podia trazê-lo mas, nós iríamos apenas te atrapalhar. — Eu falei e todos riram.
- Então, foi uma noite maravilhosa, mas acho que chegamos ao fim. — Meu pai disse.
- Bom, Edgar, se não fosse pedir muito, poderia levar o Justin até em casa? Tenho que ficar e cuidar das coisas, hoje tem muitas pessoas como podem ver. — Pattie falou.
- Claro, não há problema algum. — Minha mãe disse e meu pai apenas assentiu.
- Ok, então vamos. — Minha mãe disse.
- Foi ótimo o jantar. — Meu pai disse.
- Tchau, Pattie! — Eu disse e lhe dei um abraço.
- Mãe, você acha que vai chegar mais cedo? — J perguntou
.- Acho que não filho, hoje tá cheio. — ela falou.
- Tudo bem, então. — Ele concordou.
Justin e eu ficamos do lado de fora esperando meu pai vir com o carro, estávamos de mãos dadas e sorrindo feito bobos.
- Não é ótimo quando tudo acaba bem? — Eu constatei.
- É maravilhoso. — Ele disse e depositou um beijo na minha teta.
- Eu sinto como se tivesse um peso a menos nas minhas costas, é tão mais fácil quando você tem as pessoas que você mais ama te apoiando. — O abraçei apertado e percebi o carro se aproximar.
- Vamos.
- Apesar do jantar, ainda estou nervoso de ter que ir no carro com vocês. — Ele confessou.
- Não fica, não vamos demorar nem 20 minutos lá dentro e meu pai não é de conversar enquanto dirige então, não precisa se sentir acuado. — Eu falei e o puxei em direção ao carro.
- Se ao menos você pudesse me beijar durante o tempo que estivéssemos lá dentro.
- Não é como se você fosse morrer. — Eu falei.
Entramos no carro e foi um caminho bem curto e calmo, meu pai continuava simpático o que confirma que ele definitivamente estava sendo gentil e não estava bancando o simpático por causa da Pattie.
Levamos 10 minutos até chegar na rua do nosso prédio, mas resolvi descer na praça, tinha certeza que a Nick e os meninos estariam lá.
- Pai! Posso descer na praça, quero conversar um pouco com as minhas amigas... Prometo voltar logo. — Eu disse.
- Não sei, é seguro? — Ele perguntou.
- Não tem problema Edgar, ela sempre desce pra ficar com as amigas. — Minha mãe tentou convencê-lo. — A Gente podia ir no super mercado por enquanto, preciso comprar algumas coisas. Você vai descer com ela não é Justin?
- Sim, eu também vou ficar lá.
- Para aqui, pai. — Eu falei.
Descemos do carro e fomos andando até o banco que os meninos estavam.
— Hey, de onde vocês vem juntos? — A B perguntou.
- Nossos pais preparam um jantar surpresa. — Eu disse toda contente.
- Owwn, que fofo. — A Nick disse.
- E você irritada, não queria ir.
- O namoro tem o consentimento dos pais de vocês? — O Chaz perguntuou.
- É, acho que depois de hoje, sim. — O Justin disse.
- Então que tal contar como foi bom dormir um no quarto do outro durante toda a viagem. — Ele falou zoando com a gente.
- Chaz? — Eu chamei sua atenção.
- Oi?
- Cala a boca. — Eu falei e todos riram.
- Todo mundo vai pra escola amanhã? — O Ryan perguntou.
- Eu pretendo faltar e conseguirei. — Eu disse.
- Você o quê? Haha, não vai faltar. — O Justin disse.
- Me desculpa, mas... Eu mal descansei desde que cheguei da viagem, me sinto exausta. É como se me faltasse energia. — Eu disse.
- Você dormiu hoje a tarde inteira e ainda se sente cansada?- A Nick perguntou.
- É... Só estou sonolenta, não é nada demais. — Eu falei.
- Você deve estar ficando doente, não acha? — A B falou.
- Sempre fico extremamente cansada depois de viagens, mas não se preocupem. Estou bem. E não vou pra aula amanhã. — Eu falei.
- Ok, mas só porque não está se sentindo bem. — O Justin disse.
- Ainda no assunto das aulas, adivinha quem vai estudar de manhã? — A Nick falou.
Eu não podia acreditar que ela ia falar do Math, por favor que não fosse. Eu a olhei e gesticulei negativamente, mas ela não percebeu e continuou.
- O Math! — Ela disse alegre e meu humor mudou rapidamente.
- Como você sabe disso? — O J perguntou curioso.
- Ele falou pra Tamara, durante o almoço de hoje! — Ela disse.Puta que pariu! Puta que pariu! Essa garota é minha amiga ou inimiga? O Justin vai simplesmente me matar.O Justin olhou pra mim confuso e depois pra Nick.
- Vocês ainda não... Ah, me desculpa Tamy! Eu pensei que com o jantar, vocês tinham... falado sobre isso. — Ela disse triste e envergonhada.
- Sem problemas. — Na verdade tinha um problema enorme, eu queria matá-la agora mesmo.
- Então o seu almoço hoje era com o Math? — Ele perguntou tranquilamente, mas sentia como se aquela calmaria fosse apenas um disfarçe pra tempestade que viria.
- Eu não sabia, o sócio novo do meu pai é o pai do Math. Eu fiquei suspresa... Não estava esperando ver ele, durante um bom tempo... — Eu esclareci.
Ele respirou fundo e por incrível que pareça ele não ia discutir sobre aquilo, ele não ia armar uma briguinha idiota por causa daquilo e eu me senti aliviada.
- Tamara, por favor, vamos amanhã pra aula! — A Nick fez biquinho.
- Eu não sei... — Eu falei ríspida.
- Vamos, a gente pode fazer meio que o nosso ritual do primeiro dia de aula! — Ela tentou me convencer.
- Ah! Eu tô dentro! Se rolar também quero ir. — A Brena disse.
- Ritual do primeiro dia de aula? — O Ryan perguntou.
- É, dã. A gente vai fazer as unhas, fofocar e planejar ou tentar descobrir o que vai acontecer no primeiro dia de aula! — A Nick explicou animada, na verdade eu gostava.
- Eu não sei... — Eu continuava em negação.
- Bom, vocês podiam ficar nessa chatice ou todo mundo podia ir lá pra casa e fazer algo melhor do que pintar as unhas. — O Justin propôs.
- Tipo o quê? — O Chaz parecia ter gostado.
- Eu não sei, na minha casa tem uma grande variedade de coisas, eu tenho bebida, tenho dados eróticos, eu tenho todos os tipos de jogos.
- Justin, dados eróticos? Não tem graça, todos nós estamos namorando e somos amigos uns dos outros. — Eu falei.
- Ok, então... — ele disse desanimando.
- Ei, a gente só faria os lances dos dados nas nossas namoradas. — O Ryan falou.
- Ow, agora ficou legal! Todo mundo se pegando e fazendo coisas íntimas na frente uns dos outros! — Eu disse sarcástica.
- A gente podia fazer uma coisa melhor. — O Chaz falou, parecia ter lembrado de algo.
- Manda... — O Ryan disse.
- Hoje à tarde o Michael falou que ia dar uma pequena festinha na casa dele, os pais deles vão chegar amanhã e a casa dele tá liberada, vão poucas pessoas, tipo a galera do time de baskete lá da escola e alguns amigos dele. — O Chaz explicou.
- Michael? — O Justin provavelmente não conhecia.
- Ele é do time de baskete do turno da tarde, é meu amigo desde a 1° série.
- Então provavelmente só vai ter pessoas do turno da tarde. — Eu conclui. — Não gosto deles, são uns bestas.
- Você sabe que não são, grande parte já estudou com a gente. E não vai ter só a galera da tarde, vai uns amigos dele que nem conhece a galera da tarde, então vão estar tão perdidos como nós. — O Chaz disse.
- Acho que quero ir. — Ela disse pondo um sorriso no rosto.
- Eu tenho certeza que quero ir. — A Brena disse.
Todos me olharam e só estavam esperando a minha resposta, não gostava de ser a estraga prazeres, mas não acho que eu vá conseguir driblar os meus pais. E uma festa na noite anterior a aula, pra quem estuda de manhã, não é uma boa.Mas, peraí, os pais deles jamais deixariam, eu conheço, tudo ia acabar em um grande não, então não ia ter problema se eu concordasse.
- Tá, tudo bem. — Eu concordei.
- Então como vai ser? A mãe da B e da Nick não vão deixar. — O Chaz concluiu o que eu já tinha imaginado.
- Se todo mundo disser que vai dormir na casa da Tamy. Acho que vai ficar tudo bem, e ela pode dizer que vai dormir na minha casa. — A Nick disse.
Tudo tava indo conforme eu tinha previsto, tudo que eu precisava fazer era concordar e apoiar.
- É, com certeza. — Eu disse com um sorriso.
- Perfeito, todo mundo indo pra casa agora. — O Chaz disse.
- Minha mãe vai ter que deixar nem que eu tenha que implorar. — A B disse contente.
- Espera. — Eu ia começar com meu plano dizendo coisas negativas. — Minhas amigas com massa cinzenta faltando. Se vocês vão dormir na minha casa e eu vou dormir na da Nick. Onnde a gente vai se arrumar? — Eu perguntei.
- Nossa, acho que você deve tá mesmo cansada, até porque a sua massa cinzenta não tá funcionando bem. — A Nick disse. — Na casa do seu namorado não tem adultos, a gente vai pra lá.
- É, shawty. — Ele disse me agarrando pela cintura.
- Tá... — Primeira tentativa falha.
- Todo mundo com seus celulares, esperando confirmações, tá? — O Ryan disse.
- Ok. — Todo mundo disse em coro.
Entramos no condomínio e pegamos o elevador, tava todo mundo muito animado, rindo e as meninas planejando o que vestir, eu estava apenas na minha com o meu sorriso maléfico, eu ainda tinha um plano B e C, pra acabar com essa ida a festa. O Justin me notou calada.
- Algo de errado? — Ele perguntou.
- Nada, só pensando em como convencer meu pai. — Eu falei.
- Sei... Não se preocupa, ele vai deixar. — Ele disse.
Cada um foi pro seu andar, eu e o J saímos do elevador e ele me deu um selinho.
- Me liga, tá? — Ele disse.
- Ok. — Eu falei e fui até a porta da minha casa. Bati e minha mãe rapidamente abriu, ela e o meu pai estavam na sala assistindo TV. Fui direto na cozinha e peguei um copo d'água.
- Voltou tão rápido. — Meu pai observou.
- É, todos meio que já estavam indo embora, como amanhã tem aula, e ainda estamos meio exaustos por causa da viajem, achamos melhor dormir cedo. — Eu expliquei.
- E já está meio que no horário mesmo. — Meu pai disse.
- Vou pro meu quarto, boa noite. — Disse dando um beijo na minha mãe.
- E o meu? — Ele pediu.
- Tá... — Me aproximei e dei um beijo.
- Boa noite, filha. — Meu pai disse.
Entrei no quarto e tranquei a porta, tirei o celular do bolso e joguei em cima da cama. Começei a tirar aquela jaqueta pra tomar um banho, mas o maldito do meu celular começou a tocar. Hesitei em atender, com certeza era a Nick e ela não ligaria se tivesse dado errado. Mas eu ainda posso me livrar dessa festa, então, vou atender.Peguei o telefone rapidamente antes que meus pais percebessem.
- Oi?
- Minha mãe deixou. Aiii! — A Nick vibrou do outro lado.
- Mesmo? Legal... — Eu disse desanimada.
- O Chaz me ligou e já tá indo pra casa do Justin.
- Que bom, né? — Eu tentei demonstrar interesse.
- Já pediu seus pais? — Ela perguntou.
- É, eu meio que pedi. — Eu disse, era péssima em mentir pra ela.
- Meio? Vai lá pedir agora. — ela disse.
- Tá, daqui há pouco eu te ligo com a resposta. — Eu ia ter bastante tempo pra inventar o porque do não dos meus pais.
- Haha, você acha que eu sou idiota? Você vai lá com o celular na mão e eu escuto o não ou o sim dele! Ok? Vá lá.
- O quê? Isso é ridículo. Você não confia em mim?
- Não. — Ela respondeu sem hesitar.
- É, você tá certa! — Eu falei e nós duas rimos.
- Vai lá... — Ela mandou.
- Indo. — Eu respondi.
Saí do quarto e fui até a sala com o celular na mão.
- Não vai mais dormir? — Meu pai perguntou.
- Bom, na verdade... Eu e as meninas sempre temos um costume no primeiro dia de aula, de fazer uma festa do pijama, amanhã é o primeiro dia de aula depois dessa "semana de férias" digamos assim. E eu estava pensando se eu podia ir... — Eu disse.
Meu pai e minha mãe se olharam e pelo rosto da minha mãe, notei que tinha um sim da parte dela.Mas o não do meu pai ia ser épico.
- Onde essas amigas moram, não acha que está tarde? — Ele falou.
- Edgar, é a Monique, ela mora aqui no andar debaixo. Ela nem vai sair do prédio. — Minha mãe disse.Droga, se eu não tivesse no telefone diria que era na casa de uma amiga do outro lado da cidade.
- Ah, então acho que tudo bem. — Ele disse.Puta que pariu, cadê o meu pai rigído quando eu preciso?!?!? Droga, agora fudeu meu plano A, B e C. Argh!- Mas quero você aqui de manhã na hora do café da manhã, já que vai ser o último café da manhã em família. — Ele disse.
- Tudo bem, vou arrumar minhas coisas. — Eu disse e voltei pro quarto.Tranquei a porta e me joguei na cama, respirei fundo e coloquei o celular na orelha.- Você ouviu a resposta.
— Te encontro na casa do Justin em 5 minutos. — Ela disse e desligou.
Aff, agora é oficial, vou ter que ir em uma festa. Mas ainda bem que as festas do Michael nunca foram lá essas coisas em menos de uma hora todos vão querer voltar. Geralmente nessa festa rolava muita bebida, umas brincadeiras sem graça e uma músiquinha chata de fundo, por isso essa minha vontade toda de não ir.
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