Meu Vizinho, Justin. - Third Season
27 Deal with it
Ela saiu apressada, e eu olhei pra ela. Ainda estava em choque, acho que tava mutio difícil pra ela acordar e do nada não saber nem o próprio nome. Será que isso era por causa da pancada? Tava mais do que óbvio, será que tem um remédio que faça isso passar? Eu tinha que rezar pra que tivesse.
Ela olhava pela janela enquanto as lágrimas ainda caiam no seu rosto, ela pressionava os lábios e mal podia perceber a sua respiração.
- Respira fundo, você acabou de acordar, isso vai passar, só... relaxa. — Me sentei na poltrona que estava ao lado da cama.Ela limpou as lágrimas e me olhou séria.
— Quem é você?
- Eu já disse, sou eu o Justin.
- Tudo que eu tenho são as minhas memórias recentes e pelo que eu saiba você disse que dormiu aqui a noite inteira! Por quê? Por que estava segurando minha mão? Você é meu irmão? — Ela perguntou tudo muito rápido... Eu me aproximei e só tinha vontade de abraçá-la pra confortá-la. Foi o que fiz e diferente de quando tentei tocá-la há alguns minutos atrás ela retribui e me abraçou apertado.- Pode me dizer o meu nome? — ela perguntou.
- Claro... — eu sussurrei. Me afastei e a olhei no rosto. — É Tamara.
- Ah meu Deus, que nome terrível. — Ela sorriu.
- Não, não é... É um nome lindo, é o seu nome. — Peguei uma mecha do seu cabelo e coloquei atrás da orelha.
- Vejamos quem acordou! Como está se sentindo? — O mesmo médico de ontem entrou na sala e se aproximou, eu apenas me afastei.
— Eu não sei, acho que confusa.
- Então, está tudo no seu devido lugar? Me diga seu nome! — Ele falou.
- Tamara... Eu acho. — ela sussurrou a última parte.
- Acha? Me diga seu nome completo!
- Me desculpe, eu não sei.
— Sabe seu primeiro nome e só? — ele a olhou espantado.
- Eu sei porque ele disse. — ela apontou pra mim.
- Quem é você? O que faz aqui? — Ele me olhou.
- Eu sou o Justin, prazer. — Disse calmamente.
- Tamara, você o conhece? — Ele a questionou.
- Provavelmente, ele me conhece então eu também o conheço, mas a questão não é quem eu conheço e sim por que não lembro! Pode me explicar?
- Quero que tente uma coisa, pode ser? — ele perguntou e ela assentiu. — Qual o nome da sua mãe?
Ela me olhou e olhou para a enfermeira, seu olhar foi pro chão e mais uma vez ela tentava puxar na memória.
- tente lembrar, consegue ver a imagem do rosto da sua mãe? — Ele insistiu.
Ela ficou ofegante novamente e via seu peito subir e descer rapidamente como se ficasse díficil pra respirar, ela cerrou as sobrancelhas e mordia os lábios e tentava exercer algum tipo de força para que seu cérebro trouxe as memórias de volta, mas percebi que falhou assim que ela começou a chorar pro meu desespero.
- Eu não posso, eu não sei quem ela é. Por favor, quem é minha mãe? — Ela chorava agora desesperadamente e eu queria poder abraçá-la. Mas o médico não estava muito ligando, apenas anotava.
- E o seu pai? Tente... — Ele insistiu.
- Eu não posso... — Ela chorou mais ainda.
- Para, por favor. Ela não lembra. — Eu pedi.
- Preparem ela pra fazer alguns exames. — Ele saiu da sala ríspido e tratava ela como um animal sem sentimentos, ela ficou ali chorando e assim que ele passou pela porta eu a abraçei.
Queria fazê-la se sentir segura, queria fazê-la parar de chorar. Ela puxou mminha blusa e apoiou todo o seu corpo no meu, sua cabeça escondida no meu pescoço e ela me apertava. Podia sentir todas as lágrimas encostarem na minha pele e cada uma delas ardia.
— Você tem que sair, ela vai fazer exames.
- Por favor, me dê dois minutos, ela tá muito nervosa. — Eu pedi.
- Ok... Dois minutos e eu volto.
Ela saiu e fechou a porta e agora só me restava ouvir os soluços dela, ela continuava me apertando e eu tinha medo de tomar qualquer atitude, eu não sabia como ela reagiria. Aos poucos levei minhas mãos ao seu cabelo e acariciei.
— Por favor, para de chorar. Fica calma, eu não aguento ver você assim... É... torturante. — Eu sussurrei pra ela.
- Justin, eu não lembro da minha vida... — Ela se afastou e me olhou.
Levei minhas mãos até o seu rosto e limpei suas lágrimas.
- Ei, eu te amo e não quero ver você chorando, tá? — A olhei nos olhos.
-Tá... — ela fungou.
- Fica calma, você vai ficar melhor, você foi sedada e talvez tenha algum efeito colateral! Vai que em algumas horas sua memória volta! Aí a gente vai rir bastante com você lembrando de tudo.
- Eu não sei... É como se tivessem me forçado a viver uma vida que não é minha, é como... Se eu nem tivesse vida, eu não sei de absolutamente nada. — Ela olhou pro chão e parecia desolada.
- Eu tô tão frustrado quanto você, o que eu mais quero agora é que você se lembre e tudo. Eu nunca me senti tão impotente em toda a minha vida. Se eu pudesse te passaria todas as minhas memórias de nós dois juntos... De como são as coisas com os seus pais, mas eu não posso.
- Promete me ajudar? — Ela pediu.
- Sempre. — Respondi com um sorriso.
- Desculpe, ela tem mesmo que ir. — a enfermeira disse na porta.
- Eu tenho que ir, acho que em menos de uma hora a gente vai se ver de novo. Ou a tarde, não sei bem. — Eu disse.
- Justin, não me deixa sozinha por muito tempo... — Ela pressionou os lábios e seu olhar passava todo o medo que ela sentia de estar ao redor de pessoas que ela não conhecia.
Respirei fundo e deixar ela naquela sala, foi a coisa mais difícil que já fiz, a cada passo que dava pra longe meu coração doía. Esse é de longe um dos piores dias da minha vida.
Caminhei pra fora da sala e saí pelos corredores totalmente desolado. Passei direto pela recepção que hoje estava bem mais cheia, não troquei olhares com ninguém, nem mesmo dentro do elevador. Após sair daquele hospital, peguei um táxi e me direcionei até a minhaa casa.
Assim que abri a porta minha mãe saiu do seu quarto e veio até a sala gritar comigo. Fechei a porta e as reclamações continuavam. Caminhei cabisbaixo até ela e abraçei, no mesmo momento ela se silenciou. Me apertou contra si e afagou os meus cabelos.
- Você estava no hospital, não era? O que houve, ela não acordou? Ela piorou? — Ela perguntava tudo rapidamente.
Eu mantive os silêncio, até que aquele torpor pasasse e eu pudesse mover qualquer músculo do meu corpo,ela continuava questionando e me esforçei para responder.
- Ela não lembra de mim... — Disse ainda não acreditando naquelas míseras palavras que saíam da minha boca.
- Como... Isso... Pode acontecer? Ela perdeu a memória? — Ela respirou fundo.
- É. Foi horrível, eu vi ela acordar e olhar pra mim como se eu fosse um completo estranho, mas depois de alguns minutos mesmo não lembrando de mim, eu era o único naquela sala que sabia algo sobre ela e ela me abraçou, mas eu sei que... Assim que ela tiver o mesmo tipo de amizade que criou comigo há alguns minutos atrás, com os outros, nada vai voltar a ser como era antes. — Eu desabafei.
- Filho... Você não disse... Que era o namorado dela? — Ela me questionou.
- Eu não poderia, seria muito egoísta... Seria como lhe dizer: Sou seu namorado, me ame, me aceite. Eu não quero pressioná-la, ela vai lembrar... algum dia.
— Own, meu filho! Por favor, não fique assim! Essa foi uma bela atitude, ela deve estar tão frustrada, vai ser difícil se ela realmente perdeu a memória se acostumar com todos novamente e talvez aí vocês poderão conversar... Estou muito orgulhosa de você Justin, você está pensando como um homem. É uma pena que agora hajam tantas complicações, mas sinceramente eu não achei que fosse te ver assim, amando uma garota e se você ama como diz e ela te amava como eu percebia, esse amor ainda está lá. Não se preocupe ele não vai fugir...
- Espero que sim.
- Filho, o que você tem, está com um olhar péssimo, tá sentindo alguma coisa?
- Acho que estou com fome.
- Pelo menos o apetite está intacto. O que você quer?
- Um copo de leite e dormir um pouco em seguida.
- Só leite? Me diz uma coisa, você passou a noite inteira acordado?
— Não, eu dormi, quase a noite inteira, me acordei apenas uma vez.
- Onde você dormiu? — Ela perguntou.
- No quarto dela... Chega de perguntas, tá? Pode me fazer um leite, vou pro meu quarto esperar...
Fui até o meu quarto e tirei as minhas roupas, meus olhos pesavam e caí na cama, fechei os olhos e já me desliguei.
Acordei algumas horas depois, ainda com o corpo pesado, levei uns cinco minutos pra virar a cabeça e olhar pro relógio. Já eram quase 14 horas, vi o copo de leite ali do meu lado, mas acho que minha mãe não tinha tentado me acordar.
Meu corpo estava pesado, era como se eu carregasse o dobro do meu peso e minha vontade era de nem ao menos levantar. Mas aí lembrei que eu poderia ir no hospital e vê-la. Então levantei de uma vez e peguei o copo, saí do quarto só de boxer e fui pra cozinha, larguei copo por lá e não vi sinal da minha mãe ou da Isabeka, fui até a sala e peguei o telefone pra ligar pra minha mãe.
A Isabeka surgiu do seu quarto mas eu tentei ignorar a presença dela.
- Se sentindo melhor? — Ela falou perto do meu ouvido.
Não liguei e esperei minha mãe atender o telefone na outra linha.
- Provavelmente está no silencioso.
- O que você sabe? — Perguntei.
- Sei que ela foi almoçar fora... — Ela veio e parou na minha frente. — Me pareçe que você anda malhando, é verdade? — Ela me observou.
- Com quem ela foi almoçar fora?
- Bom, ela... Tinha uns contratos a fechar. — Ela se ajoelhou na minha frente e levou suas mãos as minhas pernas.
- Tira suas mãos Isabeka, não me toca. Sério. — eu disse calmamente.
Notas finais
Desculpa postar mais tarde :(
A net não estava colaborando! Mas então, eu ameei todas as reviews! *----*
Mas eu fiquei super emocionada com a recomendação da twiggy, que perfeição! Eu não mereço uma leitora tããão especial. Sério >.
Obrigada por tudo mesmo, e twiggy não sou a mais simpática, sou a mais chata e a mais megera #fato
JBeijos :*
P.S: CAPÍTULO MAIS QUE DEDICADO PRA TWIGGY #ailoviu hahahaha
Fale com o autor