Meu Vizinho, Justin. - Third Season
28 Can we start again?
- Quer mesmo que eu tire? — ela levou suas mãos até a minha virilha e se inclinou pra cima de mim.
- Isabeka... — Respirei fundo e virei o rosto, eu estava bem calmo até então, mas acho que ela ia conseguir me tirar do sério.
- Você não gosta mais? — Ela ia meio que tocar seus lábios na minha barriga, mas eu segurei seus braços e afastei.
- Não me faça te bater. — Eu levantei.
- Também está mais selvagem, né? Não se preocupe eu gosto, pode me bater. — Ela disse sorrindo aina sentada no chão.
- Você tá com os dias contado aqui nessa casa... — Dei as costas pra ela e fui para o meu quarto.
Tomei um banho e ia para o hospital de novo, mesmo que sem a minha mãe, ela ia depois. Vesti uma calça e uma blusa branca, coloquei um supra e já ia sair do meu quarto quando meu telefone tocou.
- Oi?
- Justin, que horas tá pretendo ir pro hospital? — Ouvi a voz do Ryan.
- Na verdade eu já estava ficando pronto pra ir. Por que cara?
- Bom velho, a Nick falou com a Marie e o horário de visita é lá pelas 16 tarde, e já são quase 15, então a gente queria ir também. Você pode esperar a gente? As meninas já estão estão quase prontas!
- Tá, tudo bem. Posso ir pra sua casa? Fica bem melhor, só tá eu e a Isabeka aqui... E eu tô quase batendo nela.
- Claro, vem... Tô sozinho, minha mãe foi pra aula de Yoga dela. — Ele riu.
- Então, tá. Tchau.. — Eu desliguei.
Saí do quarto e tranquei a porta pra Isabeka não entrar. Passei pela sala e ela assistia TV, procurei não me incomodar com ela, fui direto pra porta e saí.
Assim que cheguei na casa do Ryan, o Chaz já estava lá. Ficamos esperando o Ryan ficar pronto e nesse meio tempo a Monique e a Brena chegaram.
As perguntas eram sempre as mesmas; como ela estava? o que houve? e blá, blá, blá... Resolvi simplesmente esclarecer a regra de ouro nisso tudo!
- Olha, vou pedir apenas uma coisa a vocês como meus amigos, eu não contei a ela que nós namoramos e quero que continue assim.
- Você tá louco? Eu não tô entendo mais porra nenhuma! Ela vai achar que é solteira... Ou é esse o seu propósito ficar solteiro? — A Monique disse.
- Eu só não quero pressionar ela, eu vi como ela estava hoje de manhã, era tudo muito difícil e o melhor que eu posso fazer agora é ajudá-la e não pressioná-la pra que ela me aceite como namorado.
- É uma bela atitude. — O Ryan disse.
- Mas perigosa, já pensou em quantos meninos por aí vão cair em cima? Opa e não vamos esquecer o Freddie que só estava esperando uma oportunidade como essa. — a Monique disse.
- Agora você tá me fazendo arrepender. — Eu disse.
- Espera até ele saber que ela meio que perdeu a memória, ele vai amar isso. Mas, ainda é muito surreal pra mim, eu não acredito que quando eu chegar lá, ela vai me olhar e não vai reconhecer a amiga. — A Monique disse.
- Entendo, mas foi muito mais didícil pra mim. Eu vi ela me encarar como se eu fosse um estranho, ela até me bateu... — eu ri.
- Ela vai me bater também? — A Brena disse.
- Não, ela só estava nervosa, tinha acabado de acordar e tinha esse garoto estranho do lado dela, segurando a mão dela e acho que ela ficou meio assustada. Mas depois ela até me abraçou, então acho que agora ela me considera um amigo.
- Deve tá sendo ruim, mas não se preocupa ela te amava muito e você vai ser um dos primeiros que ela vai lembrar. — a Monique sorriu e me abraçou.
- Obrigada. — Eu respondi.
- Agora é melhor a gente ir. E nada de mencionar sobre o nosso namoro.
Enquanto íamos pro hospital, minha mãe me ligou, preocupada como sempre. Expliquei que já estava indo e ela disse que também não demoraria a chegar lá.
Assim que chegamos na recepção do terceiro andar vejo a Marie vindo do banheiro, ela dá um grande sorriso e eu me aproximo, ela me abraça apertado e dá um "Oi" pra todos.
Pude notar que ela ainda estava meio triste, acho que não é a melhor coisa do mundo uma mãe saber que a filha não lembra dela.
- Meninos, vocês querem ir logo no quarto dela? Ela está bem receptiva, me avisaram que pela manhã ela estava com um mau humor horrível.
- Marie, ela não lembra mesmo? — A Monique perguntou.
- Não... Mas não é permanente e se você der sorte, assim que você entrar ela pode te reconhecer!
- Sério isso? — O Ryan perguntou.
- É, ele disse que às vezes algumas memórias podem voltar com facilidade, é como um cadeado com milhares de chave, você tem que a certa qual é! Às vezes, um rosto, uma palavra, uma música, um cheiro... A faça lembrar de algumas memórias e aos poucos todas elas iram voltar. — Ela disse animada.
- Isso é ótimo! Acho que a gente só precisa insistir na rotina dela, se ela fizer todos os dias as coisas que costumava fazer as memórias voltarão rapidinho! — A Monique disse.
- Foi o que o médico recomendou, que ela volte a rotina o mais rápido possível.
- Onde fica o quarto dela?
- Corredor direto e vire a direita, porta 22. — A Marie disse.
- Vamos! — o Ryan disse.
- Vem Justin! — A Monique me puxou pelo braço.
- Se não se importam, o Justin irá logo em seguida. — A Marie interrompeu e eu a olhei surpreso.
- Tá. Não demora Justin... — A Monique disse.
A Marie sentou e eu sentei ao lado dela, sabia que ela iria me perguntar alguma coisa.
- Você estava aqui quando ela acordou, né?
- Sim... Eu estava ao lado dela e... Foi horrível. — Eu confessei.
- Ela não te reconheceu né? Ela também... Não me reconheceu... — Ela disse tirando o sorriso da cara.
- Foi bem difícil, eu me senti horrível, ela chorava muito e primeiro estava chateada, ela não queria nem mesmo que eu tocasse... Sua mão. — Eu lembrei daquele momento. — Não sei como vai ser, é como se eu tivesse deixado de existir pra ela...
- Como ela reagiu quando você disse que eram namorados? — Ela perguntou.
- Não disse... Eu seria um idiota se o fizesse, ela estava muito nervosa e instável, isso só a faria piorar.
- Quando vai contá-la? — Ela me olhou supresa.
- Eu não vou...
- Não vai? Então é como se vocês tivessem terminado? Ela vai seguir o lado dela e você o seu? — Ela balançava a cabeça e podia ver que ela não concordava.
- Não, de jeito nenhum. Eu só... Não quero pressioná-la, não quero ter que ver a sua reação quando eu disser isso, não quero ver ela reprovar, não quero ver uma reação negativa, eu não aguentaria. Prefiro que ela lembre, lembre de tudo, então esse vai ser o melhor dia da minha vida e eu posso esperar.
- É uma atitude admirável, espero que ela lembre logo.
- E vai... Melhorou muito em saber que ela pode lembrar facilmente, e se você ainda deixar, eu quero passar o máximo de tempo possível perto dela, eu realmente quero que ela lembre de mim.
- É claro que eu deixo Justin.
- Eu acho... Que você é a melhor sogra do mundo. — Eu a abraçei e tinha um sorriso de orelha a orelha.
- Aww, obrigada. Mas não me chame de sogra, me sinto uma velha. — Ela disse.
- Ah, você não é! E agora eu tô feliz e ansioso, eu quero ir lá ver ela, posso ir? — Pisquei um olho e sorri.
- Claro, vai lá... Mas vai com calma.
- Pode deixar.
Quase corri pelo corredor e parei perto da porta dela, respirei fundo, me acalmei, acho que aparecer lá agitado não era a melhor das opções.
Abri a porta e a Monique estava sentada ao lado dela, todos estavam sorrindo mas pararam pra me olhar, fechei a porta e a encarei.
Ela tinha um meio sorriso no rosto, levou uma mecha do cabelo atrás da sua orelha direita e disse um "Oi" tímido, me arrepiei com o tom da sua voz e esperava que ninguém tivesse percebido.
- Oi. — Eu respondi.
Dei passos rápidos e já estava ao lado dela, não liguei muito para a reação dela e a envolvi nos meus braços, não a apertei, mas apenas desfrutei daqueles poucos segundos que podia sentir sua pele em contato com a minha.
Ela não se afastou até que eu a soltasse, olhei pro Ryan e o Chaz e eles tinham um sorriso no rosto que me deixavam muito, muito envergonhado.
- Como você tá? — Eu perguntei.
- Melhor e você... Muito chateado comigo? — Ela me perguntou.
- Não, não, não... Por que eu estaria? — Eu negava com a cabeça.
- Eu não sei... Eu fui... bipolar com você. Me desculpe. — Ela disse.
- Não foi nada...
- Fui sim, primeiro te falei pra não me tocar, depois quase te agarrei pelo pescoço. — Ela explicou.
- Você bateu nele? Por que se você bateu eu ia adorar ver você fazer de novo... — O Chaz disse.
Ela o olhou confuso e acho que não via graça naquilo, tentou fingir que entendeu o motivo da cisma dele comigo e voltou a olhar pra mim.
- Eu gosto de você bipolar. — Sorri feito um bobo enquanto ela me olhava.
- Você é muito gentil... — ela disse.
- Eles te disseram quando vai pra casa? — o Ryan perguntou.
- Não... — Ela respondeu.
Percebi que ela estava se sentindo no meio de estranhos e acho que não era uma situação muito confortável pra ela.
- Você já conseguiu mais informações sobre você? — eu perguntei.
- Sim... A Marie estava aqui e... — Ela sorriu. — Ela é minha mãe. — Ela me olhou confusa, ainda tentando concordar com aquilo.
- E ela é super legal... — O Ryan afirmou.
- Ela é legal com vocês? Vocês podem ficar lá em casa ou ela é... rígida? — Ela perguntou.
- Não, não... Ela é super legal, a gente sempre vai lá. A gente faz meio que uma festa do pijama e ela é sempre muito legal! — A Monique disse.
- É, ela é... Super legal, compreensiva e te ama muito. — Eu complementei.
- Legal. — Ela sorriu.- Ela tentou não demonstrar mas ela estava triste, eu realmente tentei lembrar dela... Eles disseram que...
- Você pode lembrar facilmente, não é? — A Monique perguntou.
- Sim, é... Mas acho que talvez demore uns dias, sabe? — Ela disse.
- Não se preocupa, não precisa se pressionar, sua memória vai voltar. — A Monique segurou sua mão.
- Eu não posso evitar, agora eu tô me distraindo, mas quando eu tô sozinha eu sinto a necessidade de lembrar e... É horrível.
- Então não tenta, assim que você voltar pra casa eu sei que você vai começar a lembrar, então não se esforça, tenta ficar apenas descançando... — Eu tentei confortá-la.
- É, talvez você esteja certo. Vou tentar não ligar muito. — Ela sorriu.
- Então, você... Por que é tão calada? — Ela perguntou a Brena.
- Ah não, eu... Só me sinto estranha, isso tá parecendo um sonho. Achei que essas coisas só aconteciam em filmes, como pode você olhar pra mim... Pra nós... E não saber quem nós somos! — A Brena disse.
- Me desculpa... — Ela abaixou a cabeça.
- Não, não... Não é culpa sua, é só que... É surreal pra mim, ainda preciso me acostumar.
- Como foram os exames?- eu perguntei.
- Ah... Chatos. — Ela se jogou na cama e revirou os olhos. — Eu esperava te ver depois de fazer eles... Mas você teve que ir embora... — Ela me olhou.
- Me desculpe, mas eu tive que fugir pra vir pra cá e minha mãe não ficaria nada contente se eu não explicasse.
- Ah meu Deus, ela deve ter muita raiva de mim por ser o motivo da sua fuga.
- Não mesmo, ela meio que já sabia. Ela sabe que eu não ficaria em casa com você aqui... E só pra constar, ela gosta muito de você.
- Ow, ela gosta? Isso é legal...
- Ela vai vim te visitar daqui há pouco.
- Sério? ah meu Deus, como eu devo me comportar?
- Calma, ela te adora, só de você falar "Oi" ela vai ficar feliz.
- Mesmo?
- Acredite nele, ela sempre gostou muito de você. Desde o dia que te conheceu. — A Monique disse.
- Acho que eu tenho ótimos amigos. Acho que eu sou uma pessoa legal... — Ela sorriu.
Notas finais
COmo vocês estão?
Percebi que o sentimento de todos se resumem a raiva e aflição.
RAIVA= ISABEKA TEM QUE MORREEEEEEEEEEEER.
AFLIÇÃO = A TAMARA TEM QUE LEMBRAR DO JUSTIN.
Digamos que eu tbm tô assim, mas a história não pode se resolver tão facilmente,concorda?? Soudomal
JBeijos :*
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