Meu Querido Tutor
4 Capítulo 4

No dia seguinte na hora do almoço Alfonso foi à Squaw Valley ver o que Jasmine tinha achado das roupas, se era aquelas mesmas.
Ao chegar à lanchonete ele não viu uma cena muito boa. Estava Jasmine se derretendo para um garoto. Poncho cerrou as mãos e a mandíbula de raiva, seu corpo ferveu de raiva e irritação. Mas também foi invadido por inveja do garoto e tristeza. Ele respirou fundo e deu meia volta, mas Jessy estava parada na sua frente.
– Olá Alfonso. – sorriu meiga, mas estava muito nervosa, porque ele tinha esse poder sobre as mulheres e garotas.
– Oi Jessy . – sorriu sem vontade. – Como está?
– Bem e você? – perguntou ela educadamente.
– Estou bem sim, obrigado por perguntar. – Poncho sorriu de forma charmosa sem ao menos perceber.
Jessy ficou com as pernas bambas e sem fôlego em resposta. – Veio ver a Jaz ?
– Ah... Não, na verdade eu vim resolver... Um assunto com o diretor. – mentiu.
– Huum... Mas de qualquer forma ela está ali. – disse olhando sobre os ombros de Alfonso, ele olhou em sua direção e Jasmine estava ainda se derretendo para o garoto.
– Aquele... Quem é? – perguntou controlando a voz para não demonstrar a raiva que sentia.
– Ahhh aquele é o Joaquim Mascarô, ele é um novato. – disse Jessy . – Ele ta afim da Jaz.
– E ela? – questionou Poncho preocupado.
– Ela? — indagou rindo. – Está caidinha. – Alfonso engoliu seco, Jessy vendo sua expressão mudar exclamou. — Não vai dizer pra ela que eu te disse né? – Ele sorriu.
– Não se preocupe, não vou dizer nada que te comprometa. – garantiu.Jessy sorriu satisfeita.
– Não vai falar com ela?
– Ahh não eu já tenho que ir. — inventou Alfonso.
– Não Alfonso, eu chamo ela. – Jessy foi à direção de Jasmine. – Jaz ? – chamou-a, a própria a fitou com um sorriso.
– O que foi Jess ? – perguntou descontraída, pelo visto a conversa havia sido boa, pensou Jessy
– É que o Alfonso está ali. – virou-se aonde o próprio se encontrava. – Ele veio te ver. – completou Jessy .
– Ok, vem Joaquim. — disse Jasmine puxando o garoto.
– Pra onde? – quis saber ele.
– Vou lhe apresentar meu tutor. – respondeu ela sorridente.
– Então, ok. – sorriu Joaquim.
Assim eles caminharam para onde se encontrava Alfonso
– Oi Alfonso. – Jasmine o cumprimentou.
– Oi Jaz . – sorriu Alfonso e em seguida fitou o rapaz ao seu lado.
– olá, sou Joaquim. – sorriu o garoto estendendo-lhe a mão.
Alfonso forçou um sorriso em resposta, e pegou-lhe a mão meio incerto.
– É um prazer conhecer o senhor e quero lhe dizer que quero ser namorado de Jaz e por isso nesse final de semana irei a sua casa para fazer isso oficialmente. –Joaquim sorriu de canto.
Jasmine fitava o rapaz com deslumbre nos olhos e isso partiu o coração de Alfonso, ela realmente estava apaixonada por ele.
– Bom Jasmizinha , eu já vou. – anunciou ele dando-lhe um selinho rápido.
Mesmo sendo um inocente gesto Alfonso ferveu de raiva, sentiu vontade de socar a cara de garoto, mas isso iria ser covardia. Então ele deu um longo suspiro e serrou os olhos, quando os abriu encontrou só Jasmine em sua frente.
– Eu vim aqui pra saber se as roupas era o que você esperava. – disse a ela sorrindo.
– Ahh sim elas são perfeitas, como eu queria. – sorriu meiga. – Muito obrigada Alfonso! –disse colocando as duas mãos no rosto de Poncho. Esse foi um gesto inesperado, nunca ela havia feito isso, nunca. Já Jasmine se arrepiou toda ao sentir a barba lhe roçar as mãos, e por estar tão próxima dele. — Muito obrigada mesmo! — disse retirando cuidadosamente as mãos de seu rosto.
– Você está feliz, certo? – observou ele.
– E como... – sorriu boba. – Eu acho que estou apaixonada. – admitiu corada.
Poncho respirou fundo e contou até dez para não chorar na frente dela mesmo.
– Só espero que não se engane Jasmine . – pediu ele. – Tem certeza que esse rapaz é de boas intenções?
Ela revirou os olhos. – Claro que sim. – disse convencida. – Ele é um cavalheiro Alfonso. – sorriu.
– É pode ser, já que quer ir lá em casa oficializar o romance. – ele odiou admitir isso. – Em fim... Mas agora eu já vou. – ele hesitou. Lembrou-se de que Derrick lhe disse sobre as intimidades. Ele devia colocar em pratica agora que já sabia que ela nunca poderia se apaixonar por ele?
Melhor não, concluiu ele. E foi embora sem ao menos dar-lhe um beijo de despedida ou algo parecido.
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