Uma vez eu li sobre garota de olhos como jabuticabas, e vi eu nela. Quando pedem para descrever eu nunca sei, mas acho que sou uma garota tentando ainda me descobrir, procurando quem eu devo ser, e sem vontade de crescer. Eu ao mesmo tempo sou uma menina e uma mulher. Acho que sempre vai ser assim. Ou talvez um dia, eu saiba algo mais sobre mim, que ainda não sei.

Quem foi que estabeleceu as regras? Quem falou que esse é o jeito certo? Já notou que nascemos com as normas todas prontas e temos que seguir a risca? Senão… Senão somos “aquele moleque malandro que não gosta de estudar” ou “aquela menina que não leva nada a sério e que não tem juízo”. Nós nem procuramos saber o fundamento de tantas ordens, pressões e exigências. Simplesmente nos deixamos levar e, quando acordamos, surgem as perguntas: “O que estou fazendo? Por que estou fazendo isso? É realmente o que eu quero?”. E é aí que começamos a ver o erro da sociedade, o erro que nos induzem a cometer sem nem mesmo termos consciência disso. Lutamos tanto pela liberdade, almejamos mais que tudo, para, no fundo mesmo, sermos nossa própria prisão. Ninguém deve decidir o que é o melhor para você, ninguém pode dizer o que você deve ou não fazer só porque o padrão é um só. Siga seus sonhos, faça o que tiver vontade, afinal, a felicidade é relativa e você só conseguirá alcançá-la quando se sentir bem consigo mesmo.

''Ela tinha olhos do tipo que nos levam a apoiar todas as suas decisões.''

  • ID: #218901
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  • Entrou em 13 de out. de 2012, 22:34
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