Notas iniciais
Olá meus amores!
Mais um capitulo da fiction mais incrivel de todas! (ok parei de me gabar kkk) Espero que gostem. Boa leitura.

POV Megan Slander

Eu olhava pela centésima vez a tela do meu celular. Já havia se passado mais de trinta minutos do horário que Dean e eu combinamos que ele viria me buscar de carro.

Minhas pernas e pés doíam de tanto que andava de um lado para o outro em cima do tapete preto e felpudo do meu quarto e já tinha retocado meu batom todas as vezes que me deparava com meu espelho. Dean estava atrasado e eu estava subindo pelas paredes por isso.

Talvez aconteceu alguma coisa com ele... Talvez ele teve que ir visitar o professor Wilson no hospital. Ou pior, ele tinha esquecido que tinha marcado comigo. De certo ele se resolveu com a esposa e se esqueceu de mim. Acalme-se Megan, são só meia hora de atraso.

Tirei meu salto e me sentei encolhida na cama ainda olhando para a tela do meu celular, que insistia em ficar apagada, sem nenhum sinal de um telefonema ou uma mensagem se quer.

Talvez eu esteja exagerando... Talvez ele tenha pego transito da casa dele até a minha. Transito é uma coisa séria e que ninguém está salvo. Talvez eu possa ligar para ele...

Argh! Por que ele demora tanto?

Respira Megan. Se ele não vir eu pode mudar de ideia sobre a festa que Stacy me convidou. Não faria nada mal uma festa repletos de adolescentes bêbados fazendo besteira e se pegando na frente de todo mundo. OK, seria horrível.

Para minha alegria e para a palpitação do meu coração, meu celular vibrou me avisando que tinha chego mensagem, a mensagem que eu tanto esperava.

“Olá, Meg! Já estou na esquina te esperando.”

Um sorriso surgiu em meus lábios assim que li a mensagem e me dirigi até o espelho para ver se estava tudo certo comigo. Roupa, cabelo, maquiagem, perfume. Eu estava pronta e muito ansiosa.

Desci as escadas dando tchau para minha mãe, que insistia em gritar do quarto para que eu ligasse se fosse demorar. Mães...

Assim que botei os pés fora de casa, avistei um carro grande, antigo e preto parado logo na esquina da rua. Abri mais ainda o meu sorriso conforme ia chegando mais perto e não pude me conter ao ver o motorista do carro.

- Oi! — disse ele sério, mas com um pequeno sorriso nos lábios.

- Olá. — respondi fechando a porta do carro.

Me virei para ele e depositei um beijo em seus lábios.

- Cinema então? — perguntei sorridente.

- Não. — respondeu ele me olhando fixamente. — Eu pensei em um restaurante. Estou com um pouco de fome.

- Como quiser. — sorri.

Ele estava estranho. Frio, calado e cabisbaixo o contrário do que ele era sempre que nos encontrávamos.

O caminho todo até o restaurante nós ficamos em silêncio, havia somente o som tocando alguma banda antiga de rock, típico das músicas que Dean escutava. Dean pegou minha mão entrelaçando nossos dedos, ele só soltava quando tinha que trocar de marcha ou de música, o que não era sempre.

Assim que chegamos ao restaurante, Dean pediu uma mesa e nós nos sentamos. Nós conversamos como de costume, fizemos os nossos pedidos e começamos a comer.

Estava tudo perfeito, o lugar, a comida... Só havia uma coisa de errado: Dean.

Ele estava quieto demais. Não fazia piadas nem comentários maldosos, nem se quer disse nada quando me levantei para ir ao banheiro e fui secada pelo garçom. Havia algo de errado com Dean, e era impossível descobrir o que era sem perguntar á ele.

Quando voltei do banheiro, Dean já havia pago a conta e a mesa estava arrumada. Dean estava pensativo com o olhar vago. Aquilo estava me matando de curiosidade.

- Você está bem, Dean? — perguntei me sentando á mesa.

- Estou. Por que a pergunta?

- Você está distante. Nem tentou fazer seus comentários hoje. Aconteceu alguma coisa?

- Não, eu estou bem. Vamos? — tornou ele se esquivando de minha pergunta.

Ele se levantou pegando na minha mão e nos guiando até o estacionamento.

Eu não estava gostando nada da atitude dele. Era como se ele estivesse guardando alguma coisa para ele mesmo e aquilo estava fazendo com que ele ficasse daquele jeito, todo calado e pensativo.

Dean colocou a chave no contato, mas antes que ele conseguisse gira-la, eu o impedi pegando em sua mão e o encarando diretamente nos olhos.

– Eu intendo que você não queira falar. Mas ficar guardando para si mesmo não vai adiantar.

– Eu briguei com a Carmem. – disse ele desviando o olhar.

– Pelo que eu saiba, vocês brigam sempre. Por que agora você ficaria desse jeito?

– É que dessa vez eu tenho certeza de que não a conheço como conhecia antes. Droga! Acho que eu nunca a conheci. – lamentou ele colocando as duas mãos no volante e o apertando com força.

– O que aconteceu? – perguntei me inclinando mais em direção a Dean e tocando sua nuca e seus cabelos.

– Ela me disse que ela... — ele respirou fundo e apertando mais o volante na sua frente – Ela disse que havia engravidado de mim.

– O QUE? – disse em voz alta indignada e ainda sem entender nada – Vocês tem um filho?

– Nós tínhamos... Na verdade ele nem chegou a nascer.

– Como assim? Ela perdeu o neném? – perguntei cautelosamente.

– Antes fosse. – murmurou ele com a voz carregada de raiva.

– Ela abortou? – chutei indignada e ele apenas assentiu com a cabeça.

Poderia jurar que os olhos de Dean, agora marejados, encheram de água. Ele piscava constantemente, lutando para que as lágrimas não caíssem e, assim, deixar que eu o veja se render.

Ao olhar aquela cena: Dean segurando o volante com bastante força, como se fosse um meio dele se manter sereno, e se segurando para não chorar, o meu primeiro pensamento foi: “Como uma pessoa tem coragem de fazer algo tão bruto?”. Depois me veio a mente que ela deve ter tido alguma razão para tomar essa decisão, mas nenhuma veio a minha mente.

Qual é? Vamos ser sinceros. Ela era casada com um cara incrível e que, claramente, a amava, tinham uma hipoteca e uma carreira estável. Tudo estava a favor deles terem esse bebe, mas ai ela simplesmente acaba com essa hipótese.

– Ela te disse o por quê? – perguntei quebrando o silêncio dentro daquele carro.

– Ela disse que estava com medo. – um fio de voz saiu pela garganta de Dean, que cada vez mais tinha seus olhos mais vermelhos e cheios d’água. – O que me deixa mais indignado, é que ela escondeu de mim durante anos. Ela nem se quer pensou em me contar. Simplesmente me deixou de lado e tomou a decisão mais fácil e viável para ela. Ela nem se quer tentou me contar, simplesmente foi lá e fez. – desabafou.

– Isso é normal, Dean. Tem mulheres que sofrem dessa fobia. Elas ficam tão apavoradas em pensar que tem um ser dentro delas que elas surtam. Algumas até chamam seu bebe de parasita.

– Você está a defendendo? – perguntou ele me encarando indignado com a minha explicação.

– Er... Não. – respondi confusa. Eu estava a defendendo. — Eu acho que eu não deveria ter tido isso, certo? – comentei pensativa arrancando um sorriso inesperado de Dean. – O que foi?

– Nada... Era só isso que eu precisava. – continuou ele com o mesmo sorriso tímido — Eu não estava nenhum pouco a fim de sair de casa hoje, na verdade, eu não tinha forças nem para me mover direito, mas, eu tinha certeza que se eu ficasse naquela casa, eu iria enlouquecer com a Carmem lá. Então eu resolvi vir te encontrar, porque tinha certeza de que você, e esse seu jeito de ver as coisas de uma forma tão fácil e inocente, ajudaria a me sentir melhor. E olha só para mim agora, — continuou ele soltando do volante e tocando minhas mãos – estou até sorrindo. – concluiu ele me fazendo sorrir feito uma boba.

– Você fica muito melhor sorrindo. – cochichei me aproximando de seus lábios.

Nossos lábios se tocaram sutilmente, como pétalas de flor que toca o solo, e se tocavam lentamente sem nenhuma pressa ou preocupação com o tempo ou lugar onde estávamos.

Cravei minhas unhas nos ombros de Dean sentindo o toque de suas mãos em minha cintura e ouvindo nossa respiração calma.

Meu coração batia forte quando Dean me pegou pelo quadril me fazendo sentar em seu colo de frente para ele. Dei graças a Deus de que o estacionamento onde estávamos não era bem iluminado quando nosso beijo ficou mais urgente e nossas línguas entraram no jogo. Eu sentia o toque das mãos de Dean por baixo da minha blusa me causando um arrepio constante naquela região, mas um som de guitarra, incrivelmente e irritante começou a vir de dentro da jaqueta de Dean.

– É melhor você atender. – sussurrei entre os lábios de Dean.

– Não mesmo. – respondeu ele ignorando o toque de seu celular.

Após um tempo com mais beijos e arrepios, a música parou fazendo um sorriso de satisfação aparecer nos lábios do homem que eu estava sentada no colo.

Os lábios perfeitos e ágeis de Dean chegaram a meu pescoço, logo depois uma das mãos do mesmo afastar meus cabelos naquela região. Um calor conhecido começou a subir pelo meu corpo. Somente Dean conseguia acende-lo com tanta facilidade, mas, para a minha decepção e a de Dean também, o som de guitarra novamente ecoou em todo o carro.

– Chega. É melhor você atender. – disse saindo de seu colo e me sentando no banco do passageiro.

Dean com a face explicitamente frustrada tateou sua jaqueta e sacou seu celular. Ao olhar no pequeno display do aparelho, a fisionomia de Dean mudou, voltando a ser tensa e um tanto desgostosa.

– Alô. – sua voz grossa e pesada ecoou em todo o carro. Por um momento ele ficou calado e começou a arregalar seus olhos conforme ia escutando a outra pessoa no outro lado da linha.


POV Dean Winchester


Assim que encarei a tela de meu celular tive certeza de que minha paz acabaria.

Estava demorando para Carmem me ligar com aquela vozinha irritante dela e cortar o único momento em que finalmente consegui relaxar.

– O hospital em que o tio Wilson esta internado ligou. – disse ela calma.

Senti um aperto no coração e uma sensação ruim tomou conta de todo o meu ser. Fiquei mudo por um instante, mas ao ouvir a voz de Carmem me chamando do outro lado da linha, eu voltei ao meu “eu”.

– O que houve? — perguntei temendo a resposta.

– Uma complicação... O Tio Wilson sofreu uma parada cardíaca.

– O que quer dizer com isso? — perguntei encarando Megan ao meu lado. — Não me diga que ele...

– NÃO! Ele não morreu. — fechei meus olhos, aliviado ao saber que o pior não tinha acontecido. — Mas disseram que ele piorou e foi removido para a UTI novamente.

– Ai meu Deus! — murmurei.

– O fato é que eles precisam de um familiar para tomar algumas decisões, e Jo não esta na cidade.

–Tudo bem, eu... Eu estou indo para lá.

–Eu também estou indo. Nos vemos lá.

–OK.

Disse e desliguei o telefone encarado Meg e seu enorme ponto de interrogação estampado na testa.

A última coisa que me fazia feliz e com o pensamento de que as coisas iriam melhorar era conversar com meu tio Wilson. A sua sabedoria e calma me traziam paz. Ele não poderia ir embora. Ele não poderia ir e me deixar aqui.

– Quem era? – Megan perguntou.

– Carmem.

– Aconteceu alguma coisa?

– Meu tio Wilson sofreu uma parada cardíaca. – respondi pensativo.

– Ai meu Deus! Não me diga que ele morreu. – disse ela franzindo a sobrancelha.

– Ele não morreu, mas, o quadro dele piorou e o removeram para a UTI novamente. Eles precisam que eu vá para lá.

– Tudo bem. – respondeu ela preocupada. – Eu pego um taxi e você pode ir.

– Não! – respondi ligando o carro – Sua casa é perto daqui. Eu te deixo lá depois eu vou para o hospital.

Levei um pouco mais de duas horas para ir da casa de Megan ao hospital, pois ele ficava do outro lado da cidade e a chuva que começou a cair não ajudou muito. Malibu, na maioria das vezes, é uma cidade ensolarada, mas que não pode virar o tempo que vira um verdadeiro caos.

Minha despedida com Megan foi rápida e ela me deu bastante força e pensamento positivo dizendo que meu tio estava bem. Por um momento fiquei mais tranquilo.

Estacionei meu carro em uma das vagas destinadas aos pacientes e desci do mesmo indo correndo em direção a parte de pronto socorro.

Logo avistei a recepcionista, um tanto mal humorada, e relatei minha situação. Ela me disse onde poderia encontrar com meu tio e os médicos responsáveis pelo caso dele.

Sai do elevador no segundo andar e segui pelo longo corredor até chegar a ala da UTI adulta e falei com a primeira enfermeira que vi. Ela não pode me ajudar muito, mas disse para que esperasse, pois o médico iria falar comigo.

Sentei angustiado numa das varias cadeiras azuis escuras e levei as mãos até meu rosto.

Droga! Se eu pudesse fazer algo para ele. Eu me sentia com as mãos e braços atados. Vinha em minha mente tudo o que fiz para ajuda-lo a sair dessa situação e se recuperar, ou seja: NADA.

Eu não tinha feito nada para ajudar meu tio, nem mesmo pesquisado sobre seu quadro. A única coisa que tinha feito foi visita-lo para pedir conselhos, pois estava fazendo uma coisa mais suja ainda. QUE IDIOTA EU SOU!

Senti uma mão tocar meu ombro, me fazendo levar um pequeno susto, e levantando a cabeça encontro com o rosto de Carmem aflita.

– Já falou com os médicos? — ela perguntou se sentando ao meu lado.

– Não. Nenhum veio falar comigo ainda. — disse angustiado.

– Eu não acredito nisso! — disse ela olhando ao seu redor – Eles ligam falando que é caso de vida ou morte e agora, quando estamos aqui, nem se quer olham na nossa cara.

– Se acalme, Carmen. Bancar a revoltada não vai fazer com que as coisas se aceleram.

A última coisa que precisava era de Carmem azucrinando meu ouvido.

– Responsável do paciente Wilson Winchester! — chamou um homem de jaleco branco e uma prancheta nas mãos.

- Sou eu! — respondi do outro lado da sala.

Me levantei e segui em direção ao homem de estatura mediana e óculos.

– Bom, o senhor já soube do que aconteceu com o seu... — começou o médico, cujo crachá estava escrito “Dr. Dotter – Cardiologista”.

– Tio. Sim, já fui informado. Ele sofreu uma parada.

– Exatamente. Foi uma parada cardiorrespiratória, para ser mais exato. Houve uma interrupção da circulação sanguínea, porém ainda não sabemos o que ocasionou. Talvez sejam os medicamentos que estão fazendo o papel contrário do esperado.

– E o que deve ser feito por isso?

– A primeira coisa que fazemos é mudar os medicamentos por outros mais fortes. Mas isso não é seguro que resolva o problema. Caso isso acontecer, nós precisaremos de sua permissão para dar entrada na sala cirúrgica.

– Cirurgia?

– É só em ultimo caso, mas não podemos descartar esta hipótese.

– Claro! – disse pensativo — E vocês precisam de minha autorização para isso.

– Exatamente.

– Tudo bem. O que for necessário.

– Muito bem, me siga, por favor, Sr. Winchester.

Depois de assinar alguns papeis autorizando a remoção automática para a sala de cirurgia, caso o caso do meu tio piore, pude ir até seu leito na UTI para vê-lo.

Cortava meu coração vê-lo daquela forma, ligado a vários fios, maquinas e respirando pela ajuda de aparelhos.

Eu o encarava quando Carmem se aproximou de mim ficando ao meu lado olhando para meu tio deitado na cama.

– Assinou os papeis? — ela perguntou

– Sim. — disse sussurrando

– Acha que ele vai precisar ir para a cirurgia?

– Tudo é possível, Carmem. Não se pode descartar nenhuma hipótese.

Carmem desviou seu olhar de meu tio, passando sua atenção para mim. Eu estava cansado, um verdadeiro caco, mas não precisava que me olhasse com dó.

– Vai passar a noite aqui? — ela perguntou e eu assenti – Vou te fazer companhia.

– Não precisa.

Eu não precisava de Carmem ao meu lado, me cutucando e me deixando mais nervoso do que já estou. Ainda mais depois da briga que tivemos mais cedo.

– Mas eu vou. Não será você que falará ao contrário.

– Faça o que achar melhor. — disse dando a volta no leito de meu tio e parando ao seu lado.

– Vou buscar café. Quer algo?

– Não. Eu estou bem. — respondi e me sentei na poltrona ao lado da cama.

Carmem saiu do quarto me deixando sozinho com meu tio e os pips dos aparelhos ligados.

Eu estava agonizado, eu queria fazer alguma coisa, saber de algo que possa amenizar o sofrimento do meu tio, mas eu não sabia de nada. Se pelo menos eu tivesse terminado minha faculdade de medicina...

Peguei em sua mão, que estava com vários fios colados com fita, e a apertei forte.

– Tudo vai ficar bem, tio Wilson. — disse o encarando e deixando derramar uma lágrima e molhando minha bochecha.

Eu precisava ser forte, precisava passar esperança para meu tio, assim como ele fez comigo, mas eu não me aguentei. Era demais para mim.

Notas finais
Quem ai ta com dó do Dean? o
Será que as coisas vão melhorar para o nosso galã? E finalmente ele vai escolher entre Megan ou Carmem? E o Tio Wilson, vai se recuperar? Não percam os últimos capítulos de.... MEU PROFESSOR SUBSTITUTO.
(Olha eu pagando de locutora rsrs.)
PS: Tenho uma noticia um tanto quanto ruim para vocês. Eu tive que mudar o meu horário no trabalho e eu não sei se vou ter tanto tempo para escrever como eu tinha antes, mas, é claro, que eu vou dar um jeito ;) BJUS!