Meu Professor Substituto
23 Ligeiramente Apaixonada
Notas iniciais
Venho com bastantes coisas para falar para vocês.
1: O titulo para o capitulo anterior foi escolhido e atualizado com os devidos créditos. Corre lá para ver qual foi o escolhido;
2: Ainda falando das sugestões: MUUITO OBRIGADA A TODOS QUE MANDARAM SUGESTÕES!;
3: Capitulo 23 já!! OMG!! Sim, a fic esta acabando :/
4: A fic recebeu mais uma recomendação! UHHHU!! Dessa vez foi a Feh Lourenço Lupin que escreveu algumas palavras e declarou seu amor pela Fic. MUIIITO OBRIGADA FEH!
5: BEEEM VINDOS TODOS OS NOVOS LEITORES!!! (mesmo aqueles que ñ me deixam review U.U)
BOA LEITURA!
– Conversar? — perguntei – Não temos mais o que conversar Tyler. Você já deixou bem claro o que pensa sobre mim. O que quer? Me humilhar mais?
– Me escute, Meg. Eu não vim aqui para brigar. Essa é a ultima coisa que quero. — respondeu ele sutilmente – Stacy disse que vocês me viram na praia ontem. Disse também que você estava sentindo minha falta. É verdade?
– Stacy e suas fofocas. — resmunguei.
Stacy se metia sempre entre mim e Tyler, sempre foi assim, mas só agora estava começando a me deixar nervosa com essa história. Ela alimentava esse sentimento de que eu e ele deveríamos ficar juntos e isso só me afeta. Tyler é um cara legal, super carinhoso e bastante companheiro, mas meu coração pertence a outro. Sim, meu coração pertence a Dean Winchester. Só agora eu vejo isso transparente em mim. Eu não tinha parado para pensar nisso, mas a cena mais cedo, o ataque de ciúmes que tive quando vi Lisa dando em cima do Dean prova o meu sentimento.
Eu sentia bastante falta de Tyler, claro, nós temos uma história bastante longa, mas isso não quer dizer nada.
– É verdade, Megan? — tornou ele incomodado com meu silêncio.
– É. É verdade sim. Eu sinto sua falta, mas não é como a Stacy esta insinuando. Sinto sua falta pela amizade e cumplicidade que nós temos. Tyler, você é um cara muito legal, mas eu não...
– Quer ficar comigo. — disse me interrompendo.
– Olha... Nós já passamos muita coisa juntos, e se não fosse por você, não tinha vivido metade das coisas que vivi.
Peguei em sua mão e caminhei até a varanda de casa o carregando atrás de mim. Nós nos sentamos no banco de madeira escura, que ficava encostado na parede que dava para a sala da minha casa e de frente para a rua.
– Você vai sempre ser meu amigo, Ty. — continuei. — E vai ser sempre o meu primeiro namorado e meu primeiro homem também. Você nunca será esquecido, e eu sempre vou ter carinho por você.
– Eu não quero ter sua gratidão eterna, Meg. Quero ter seu amor, quero que me ame. — ele disse com seus olhos cheios de lagrimas.
– Eu amo, Tyler.
– Não como eu amo você. Não como eu quero que me ame. — agora as lágrimas caiam dos olhos de Tyler e molhavam seu rosto.
Um sentimento estranho surgiu dentro de mim. Por um momento eu quis que fosse pelo Tyler que eu tivesse apaixonada, seria tudo mais fácil. Nada nos atrapalharia. Nem diretor, nem Lisa, nem esposa nem nada. Mas não é isso que eu sinto. Não é isso que esta acontecendo. Minha mãe sempre me disse que eu escolhia o caminho mais difícil e era teimosa por insisti até alcançar meus objetivos. Talvez seja por isso que escolhi Dean ao invés de Tyler.
Os olhos de Tyler me encarraram fixos nos meus. Lágrimas ainda escorriam em seu rosto e um formigamento tomou conta de meu nariz avisando que meus olhos iriam encher de lágrimas também.
Lá estávamos nós, chorando feito criança. De um jeito inesperável, Tyler se aproximou de mim e me abraçou forte cochichando em meu ouvido. “Eu não vou desistir de você, Meg.” Disse ele antes de se levantar e ir em direção a rua.
Fiquei mais um tempo sentada naquele banco olhando Tyler dobrar a esquina e secando minhas lágrimas ao ver o carro de meu pai estacionando em frente a minha casa. Logo ele saltou do mesmo e, com um sorriso radiante, veio correndo em minha direção.
– FILHA!
– Oi, pai. Como o Sr. esta?
– Bem, muito bem. Vim te fazer uma visita e te dar uma noticia. Mas... — ele olhou diretamente para meu rosto, e ao ver meus olhos marejados e meu rosto molhado, se sentou ao meu lado pegando minha mão – O que foi filha? Estava chorando?
– Não pai... – neguei secando minhas lágrimas.
– Não minta pro seu pai. Eu te conheço desde sempre. Agora me diz o que houve.
– Não houve nada. É que as coisas ficam tão difíceis a cada dia que passa.
– Pois é, filha. – disse ele amigavelmente me pegando para um abraço – A cada dia que se vai, nós vamos ficando mais velhos, as responsabilidades dobram, os problemas ficam maiores... É cada dia mais complicado. Mas sabe de uma coisa? Por mais que a gente faça tudo para não termos problemas, ou dúvidas, eles não vão deixar de aparecer. E isso é bom, porque é assim que a gente cresce. – ele sorriu amoroso e eu afundei meu rosto em seu ombro, molhando seu terno escuro com minhas lágrimas.
Eu não posso fazer nada se eu gosto do Dean e não do Tyler. É com o Dean que eu me sinto bem, é com ele que eu sonho, é dele meu pensamento e é dele o meu coração. Eu posso até estar me arriscando muito, mas o que é a vida sem erros? Um parque de diversão sem montanha russa.
Ficamos mais um tempo conversando na varanda e eu me senti muito melhor depois de expor meus sentimentos para o meu pai, claro, sem tocar no assunto do estado civil de Dean e nem o fato dele ser meu professor. Seria muito mais difícil eu conversar sobre o que eu pensava e sentia colocando todas as cartas na massa e, por mais que meu pai seja um pai bastante liberal e moderno, tem coisa que um pai não permite de jeito nenhum.
– Mas pai, o senhor tinha dito que tinha que me dar uma noticia. O que é?
– Bom... – disse ele após respirar fundo – Lembra de quando você era pequena, e vivia se queixando que era filha única e não tinha ninguém pra conversar ou brincar?
– Lembro sim. Eu era louca pra ter uma irmãzinha...
– Pois é... Acho que agora é um pouco tarde mas... – ele parou de falar e abriu um enorme sorriso.
– Não. Você e a Jennifer... Vão... Eu vou ter uma irmãzinha? – chutei meio atordoada e sorrindo junto com meu pai, que balançava a cabeça positivamente e abrindo cada vez mais seu sorriso.
– Bom, talvez seja um irmãozinho. Vamos descobrir isso mais para frente.
– Que ótimo pai! – disse alegre o abraçando forte.
Uma irmãzinha... Ou um irmãozinho. Seria legal ter mais alguém na família. Será que eu vou ser uma boa irmã mais velha?
Depois de festejar mais um pouco, nós entramos em casa e ficamos fazendo planos para o futuro membro da família. Eu estava tão feliz pela noticia que nem vi o tempo passar se não fosse pelo meu pai, eu nem teria reparado que já tinha escurecido.
– Bom filha. A conversa esta ótima, mas eu tenho que ir antes que sua mãe chegue e fique aquele clima horrível.
– Tudo bem. Eu tenho que me arrumar também.
– Vai sair é? É com o cara que você disse? Dean, certo?
– É sim pai.
– Tudo bem. Me leve até o carro então.
Fui até o carro de meu pai abraçado com ele. Era tão bom passar um tempo, nem que sejam algumas horas, com ele. Nós nos despedimos e marcamos um jantar para o fim de semana, junto com a esposa dele, para que possamos conversar mais sobre o bebezinho que está por vir.
Entrei em casa e subi as escadas indo direto para meu quarto. Eu precisava tomar um banho, arrumar meu cabelo, me maquiar e arranjar uma roupa bem legal, tudo isso em menos de duas horas.
Eu estava feliz, como a tempos não estava, até cantarolei debaixo do chuveiro. Espero que essa felicidade dure por muito tempo.
Notas finais
E ai, o que achou do capitulo? Não deixe de comentar.
Até a próxima, pessoal!
HORA DO REVIEW!
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