Notas iniciais
Olá meus queridos e minha queridas! Como vão vocês? Eu vou bem, obrigada rs..
Prontos para mais um capitulo? Já vou logo avisando: é curto mas é cheio de emoção.
BOA LEITURA!

POV Dean Winchester


– Por que você tem que ser tão egoísta? – respondeu Carmem aumentando o tom de voz.

– É egoísmo querer construir uma família? Isso é ser egoísta para você? – tornei no mesmo tom que o dela.

Eu e Carmem estávamos brigando desde que voltei do trabalho, e eu nem sabia como tudo começou, acredito que ela também não. Nós já tínhamos dito horrores um pro outro, “jogado na cara” todos os defeitos que o outro tinha e, novamente, nossa conversa foi parar no nosso filho, ou melhor, no filho que Carmem insistia em não ter.

– Eu só quero saber o porquê de você não querer ter um filho do homem com quem esta casada há três anos!

– PORQUE EU JÁ TIVE ESSE FILHO! – gritou ela jogando o prato na pia o espatifando.

Por um momento tudo ficou em silêncio. Nós dois ficamos encarando um ao outro e eu com um ponto de interrogação na minha testa.

– Como assim? – forcei minha garganta para que minha voz saísse forte como antes, mas a única coisa que consegui foi um fio amargo e confuso.

Carmem se virou de costas para mim, se apoiando na pia e se negando em me responder. Por um momento eu pude ouvir soluços vindos dela.

– O que você quis dizer com “eu já tive esse filho”, Carmem? – forcei novamente minha voz, mas sem conseguir muita mudança em meu timbre. Fui caminhando em direção a ela, que ainda insistia em não me encarar. – DIGA AGORA! – finalmente minha voz saiu muito mais alta do que o normal. Já estava sem paciência para Carmem e sua voz irritante, Carmem e sua mania de me puxar para baixo, Carmem e sua mania de me deixar por fora de tudo. Estava caçado aquilo tudo.

Vendo que Carmem ainda insistia em ficar calada, a peguei pelo braço a fazendo me encarar e vi o que sempre impedi que acontecesse com ela; Suas lágrimas escorriam pelo seu rosto borrando sua maquiagem. Ela mordia seu lábio inferior com bastante força, como se tivesse se segurando para não dizer o que eu queria saber.

– Me diga, Carmem. Por favor! – implorei.

Ela fechou seus olhos e os apertou forte respirando fundo.

– Eu... Já fiquei grávida, Dean. Mas eu não suportei levar a diante essa ideia.

– Como assim? Você tirou o bebe? Por que você fez isso, Carmem?

– EU NÃO SEI! – gritou ela se soltando do meu braço e indo em direção ao quarto.

– ESPERE CARMEM! VOCÊ NÃO VAI SE SAFAR ASSIM! – exclamei correndo atrás dela até chegar o quarto, onde a vi sentada num canto da cama.

Me coloquei de pé em sua frente, a encarando com meus braços cruzados esperando uma explicação.

– Fazia mais ou menos um ano que nós estávamos casados e umas duas semanas que eu me sentia enjoada e me sentindo fraca então, eu fui até o hospital saber o que havia comigo. – começou ela, respirando fundo a cada frase que pronunciava – No primeiro momento em que eu descobri que estava grávida, eu fiquei super feliz em poder te dar o que você tanto queria e, de certa forma, eu o que eu também queria. Mas, quando eu sai do hospital e fui chegando em casa, eu comecei a me sentir estranha.

– Estranha como? – perguntei sentando na cama, só que um pouco mais afastado dela.

– Eu não sei explicar. Era como se eu tivesse algum parasita dentro de mim. Se alimentando de mim. O tempo foi passando e eu decidi que não iria te contar da gravidez porque eu não iria ter o bebê.

– Eu não acredito que você fez uma coisa tão desprezível e conseguiu me esconder durante esse tempo todo, Carmem. – disse surpreso e um pouco atordoado por tudo que tinha escutado. – Você não tinha o direito de não me contar. Talvez, comigo sabendo de tudo, eu poderia me ajudar, mas, como sempre, você me privou de saber o que estava acontecendo com você como você vive fazendo. Parece que eu não sou nada seu. Parece que nós nunca passamos por momentos difíceis e eu nunca estive do seu lado.

Me levantei indo em direção ao banheiro, mas Carmem se levantou também e me segui me impedindo de me isolar.

– Dean, não é bem isso. Eu não tive culpa de sentir o que eu senti! Eu estava desesperada!

– E para tirar esse desespero, você resolveu não me contar nada e praticar o aborto. Agora quem é o egoísta de relação? – perguntei batendo a porta do banheiro.

Carmem não podia ter feito aquilo comigo. O que dava o direito a ela de não me dizer que seria pai e o mesmo direito em mata-lo antes mesmo de ele ter nascido?

Agora eu sabia o porquê de tantas vezes que eu e Carmem brigamos quando eu tocava no assunto de ter um filho. Ela disse que teve medo. Como ela pode ter medo de um filho nosso? Como ela pode fazer isso comigo e ter coragem de me esconder durante dois longos anos?

Eu ainda ouvia o choro de Carmem e suas lamentações vindas do quarto, e cada vez mais eu fui ficando nervoso revoltado com o que ela tinha feito comigo e muito mais enjoado da vida que estava levando. Foi quando olhei no relógio e lembrei que tinha uma coisa a fazer. Eu tinha marcado com Megan de ir ao cinema mas, a essa altura, a ultima coisa que eu pensava era em ir ao cinema. Eu iria pensar em tudo, menos no filme diante de meus olhos e dar a atenção que Megan necessitava. Mas seria muito canalhice de minha parte se eu furasse com ela, ainda mais que nossa relação estava indo tão bem. Eu me sentia muito bem ao lado dela, e creio que ela também. Eu me esqueço dos meus problemas assim que encaro aquela face tão perfeita e angelical e me perco naquela imensidão azul que é o olhar de Megan.

Eu ainda tinha tempo. Ainda podia encontra-la e conversar com ela, tenho certeza de que ela me entenderá.

Arranquei minhas roupas e me enfiei de baixo do chuveiro deixando a agua morna me relaxar, mas toda vez que fechava os olhos, vinha a imagem de uma criança. Eu não sei quem é essa criança... Poderia ser o meu filho... O filho que Carmem tirou de mim.

Uma ansiedade tomou conta de mim assim que deliguei o chuveiro e comecei a me vestir. Eu peguei a primeira peça de roupa que vi na minha frente; Calça jeans escura, camisa de botão preta, meu par de botas marrom e minha inseparável jaqueta de couro.

Assim que abri a porta do quarto e me deparei com Carmem sentada aos prantos no sofá, um sentimento me subiu a cabeça. ODIO, era isso que eu sentia enquanto atravessava a sala de estar.

– Aonde você vai? – perguntou ela ainda sentada no sofá

– Sair. – respondi pegando a chave do meu carro.

– Pra onde? Com quem? – tornou ela se levantando e vindo em minha direção.

– Vou me encontrar com o Jimmy.

- Vai se encontrar com Jimmy? Todo arrumado e perfumado desse jeito? — perguntou ela chegando perto de mim e cheirando meu pescoço — E de barba feita? — concluiu ela passando a mão no meu rosto.

- E o que tem? — perguntei rude tirando sua mão de meu rosto — Não me espere.

Abri a porta e bati a mesma atrás de mim assim que a atravessei.

Eu precisava sair, precisava espairecer. Precisava de Megan...

Notas finais
UUUUUhhhh!!!!!! (sim, estou vaiando a Carmem. rs)
E ai, o que achou? Carmem fez besteira ou ela fez o melhor que ela pensou que seria?
Ahh!! A fic esta acabando!!! SOS!!
HORA DO REVIEW!