Meu Milagre

18 Capítulo XVII


Notas iniciais
Demorei, mas voltei. Como estão? No capítulo de hoje teremos algo mais light, eu tenho sido muito má com vocês fazendo o nosso casal sofrer. Hoje não sofreram (muito) sei que vocês adoram. Chaga de blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá (tenho sério problemas com repetições, só paro quando chega ao número 13) vamos ao capítulo de hoje. Boa Leitura!

Após o ocorrido de domingo o casal teve que lidar com a pressão do pais do namorado. Henrique e Denise conhecem bem a personalidade do filho e sabe que o rapaz é explosivo – adoram a nora – porém temem por ela.

Os dois tentavam não deixar o ocorrido afetar o namoro, mas é algo impossível a se fazer. Sebastian e Bárbara sempre provoca Richard e cada dia que se passava a convivência entre eles quatro ficava pior.

Beatriz evitava ficar perto de Sebastian e Bárbara, agora vivia acompanhada de Natália que sempre ficava ao seu lado na hora do intervalo ou quando iam embora, pois sabia que se ficasse sozinha os outros atacariam ela como uma leoa ataca uma gazela.

—Daqui a pouco ele vem. – Diz Natália ao notar o olhar triste da cunhada. – Ele está apenas conversando com eles, Sebastian e Richard sempre brigam, mas no final acabam fazendo as pazes.

—Não quero que isso continue. – Direciona seu olhar para a cunhada a sua frente. – Não quero que ele sofra, estou sendo muito egoísta.

—Por que diz isso? – Segura nas mãos da cunhada que se encontra sobre a mesa. – Está escondendo alguma coisa, dá para ver em seus olhos.

—Natália eu não tenho coragem. – Abaixa a cabeça fugindo dos olhos acuadores da cunhada. – Estou dividida.

—Agora você tem uma amiga. – Natália solta uma das mãos da cunhada e a leva para o queixo da mesma fazendo seus olhos se encontrarem. – Não precisa guardar tudo para si, você pode contar comigo.

—Não quero que ninguém sofra. – Tira a mão de Natália de seu queixo e a põe junto a outra. – Eu sei como é sofrer por amor e como dói, mas acho que estou agindo pior que os outros.

—Faça a escolha certa. – Sorri sincera para a cunhada. – Eu sei o que você passou e passa, mas não seja como seus pais ou como o Richard foi. Eu sei que você é uma pessoa maravilhosa e demonstra isso nas suas atitudes.

—Acha que o Richard vai sofrer se eu partir? – Seu olhar para em Richard que caminha em sua direção. – Acha que ele realmente gosta de mim?

—Não acho, tenho certeza. – Acompanha o olhar da cunhada e sorri para o irmão. – Ele está perdidamente apaixonado por você e sei que vai sofrer se vocês terminarem.

—Atrapalho? – Richard diz ao chegar perto da mesa delas.

—Atrapalha e muito. – Natália mostra a língua para ele. – Mas terminamos de conversar depois. – Solta as mãos da cunhada e se levanta. – Depois do colégio nós duas iremos conversar. – Dá um beijo na bochecha do irmão e pisca para a cunhada. – Comportem-se. – Dá as cotas para os dois e segue seu caminho para longe deles.

—Que carinha é essa? – Richard beija o topo da cabeça da namorada e em seguida senta ao lado da mesma. – O que a Lia te disse?

—Nada. – Dá um longo suspiro. – Só estávamos conversando.

—Sobre o quê? – Segura o rosto da namorada com as duas mãos. – Está me escondendo alguma coisa, dá para ver nos seus olhos.

—Não é nada. – Se solta das mãos do namorado. – Só estou cansada, acordei com o corpo dolorido.

—Quer ir para a casa? Eu falo com o diretor. – Acaricia a bochecha dela com o polegar. – Aí você vai para casa e descana um pouco.

—Não quero, estou bem. – Fecha os olhos apreciando a carícia do namorado. – Richard me promete uma coisa?

—O que você quiser. – Rouba um selinho da namorada fazendo ela abrir os olhos assustada. – Não resisti.

—Tudo bem. – Põe a mão no rosto dele fazendo uma pequena carícia. – Você tem sido a melhor coisa na minha vida. Promete não desistir? Caso algo nos separe.

—Ninguém vai nos separar. – A puxa para mais perto de si. – Pode parecer precipitado, mas quero me casar com você.

Beatriz arregala os olhos, não pelas palavras e sim por saber que os sentimentos dele são mais intensos do que imaginava.

—Casar? A gente está namorando a pouco tempo. – Fala exasperada. – Só sou mais uma namorada entre muitas que teve.

—Nas não me vejo sem você. – A puxa para um abraço. – Quando nos afastamos eu me senti muito só. Doía não te ver todo os dias e quando você voltou foi como se tivesse voltado uma parte de mim. – Aperta ela contra seu corpo. – Quero sempre estar ao seu lado.

—Richard? – Empurra ele devagar, fazendo o mesmo a soltar. – Não sei como lidar com tudo isso. Foi um erro aceitar ser sua namorada. – Se afasta dele levantando em seguida. – Melhor terminarmos. Você não é ideal para mim.

Richard a olha surpreso, nunca imaginou ouvir essas palavras vindo de Beatriz. Petrificado – é como se encontra – seu cérebro tenta processar cada palavra dita por Beatriz, mas parece que não consegue aceitar.

Sem perceber Beatriz já não se encontrava mais ali – a jovem corria entre os alunos e todos a olhava sem entender – a dor em seu coração doía como nunca havia doido antes, estava mil vezes pior e cada passo que corria para longe de Richard era como se a dor aumentasse.

Sua consciência pesava por ter aceitado o pedido de namoro, mas achava que era de momento, porém cada dia que passava Richard a conquistava ainda mais e agora após a confissão dele finalmente percebeu que o rapaz sentia muito mais que uma simples paixão – talvez amor – isso ele nunca sentiria por ela, mas como ela podia ter certeza? Afinal ela não sabe o significado de tal sentimento.

Após correr quase todo o colégio finalmente chega ao seu destino – a sala do psicólogo – fazia dias que não falava com ele e agora mais do que nunca precisava conversar com alguém que pudesse lhe aconselhar. Adentra a sala e avista o psicólogo sentado atrás de sua mesa, lendo alguma coisa.

—Dr. Lobo? – Chama um pouco receosa.

—Beatriz? – Levanta a cabeça surpreso. – Houve alguma coisa? – Põe os papéis em cima da mesa e levanta. – Faz dias que não vem aqui.

—Eu sei. – Fecha a porta atrás de si e caminha até o psicólogo, parando em frente à mesa do mesmo. – Eu cometi um erro. Eu não devia ter aceitado ser a namorada do Richard e agora ele está apaixonado por mim, mas não é uma paixão passageira como eu sentia pelo Sebastian, é algo mais forte e quando eu for embora ele vai sofrer e não quero isso para ele. – Disse tudo de uma só vez, porque se parece para pensar não ia conseguir falar nada.

—Como assim ir embora? – Põe a mão no ombro da jovem e a conduz até o sofá, fazendo-a sentar no mesmo. – Pretende fugir?

—Não vou fugir. – Desvia o olhar fugindo dos olhos analítico do psicólogo. – Eu sei que o Dr. Steven conseguiu minha emancipação.

—Ele ligou para nós. – Senta ao lado da jovem. – Parece que não está me contando a verdade, mas não insistir. – Encosta as costas nas costas do sofá. – Mas quero lhe dizer uma coisa.

—O que? – Vira o rosto encara o psicólogo.

—Fugir não vai resolver nada. – Olha sério para a jovem. – E se você gosta do Richard da mesma forma que ele gosta de você, devia lutar junto com ele, pois agora você pelo que lutar.

—É só um garoto. – Levanta dando as costas para o psicólogo. – Desejo que esse namoro seja só mais uma brincadeira.

—Nós dois sabemos que não é. – Levanta do sofá e a olha. – Se você guarda algum segredo é melhor contar logo, se não será tarde demais para obter o perdão. – Caminha até a porta e põe a mão na maçaneta abrindo a mesma. – Esse seu segredo pode ser sua destruição. – Após dizer essas palavras ele se retira da sala.

—Do que está falando? – Beatriz se vira para encarar o psicólogo, mas percebe que o mesmo já não se encontra mais na sala. – O que eu faço agora? – Caminha de volta ao sofá e se joga no mesmo. – Senhor me ajuda.

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Após o termino das aulas Beatriz fugiu i mais rápido que pode de Richard, sabia que precisavam conversar, mas não tinha coragem de olha-lo nos olhos e confirmar o termino – afinal ela não queria isso – mas precisava se afastar dele e de todos que agora estavam presentes em sua vida.

Com o tumulto dos alunos no portão conseguiu fugir de Richard e Natália e agora andava o mais rápido para casa e se esconderia deles até não eles desistirem, porém estava se enganando achando que eles iram desistir.

—Beatriz? – Richard finalmente havia conseguido alcança-la. – Não fuja de mim. – Segura no braço da namorada a fazendo parar. – Temos que conversar.

—Richard me solta. – Tenta puxar o braço, mas Richard o segura com mais força. – Você está me machucando.

—E você acha que não me machucou com o que disse? – Natália finalmente os alcança, mas para um pouco mais longe. – Por que disse tudo aquilo?

—Você também me machucou. – Reunia coragem para não fraquejar. – Agora sabe como dói ser rejeitado. – Alguns alunos que passavam por ali paravam para ver o que estava havendo.

—Você não é uma pessoa má. – Segura o outro braço da namorada. – Você não é cruel como os outros, por isso me apaixonei por você.

—Me solta. – Olhava para qualquer canto menos para os olhos do namorado. – Não quero mais ser sua namorada, eu não gosto de você. – Doía dizer essas palavras mentirosas.

—MENTIRA SUA. – Grita chamando a atenção de todos. – Não é verdade. Você gosta de mim. – Aperta com mais força os braços da namorada. – É O SEBASTIAN, NÃO É? – Beatriz se assusta com a explosão repentina dele. – VOCÊ AINDA GOSTA DELE. POR ISSO ESTÁ FAZENDO ISSO COMO.

—Acalme-se, Richard. – Natália agarra os braços do irmão e o puxa, fazendo o mesmo lagar a namorada. – Não seja explosivo, isso não vai te ajudar em nada. – Fica entre o irmão e a cunhada. – Vamos conversar com calma.

—Lia, ela não gosta de mim. – A voz embargada denunciava o choro entalado. – Ele sempre ganha tudo. Sempre fica com tudo. Sempre é o Sebastian. – Os olhos azuis demonstra toda a dor que nunca foi nítida. – Nunca vai mudar.

—SAIAM DAQUI SEUS FOFOQUEIROS. – Natália grita para a plateia que se formou ali. – ANDEM LOGO, ANTES QUE EU LIGUE PARA O MEU PAI. – Dito isso todos começam a correr. Natália não gostava de ser superior, mas as vezes isso a ajudava. – Acho que agora podemos conversar.

—Não tem nada para dizer, Lia. – Richard encara a namorada, deixando visível a dor que sentia. – Beatriz terminou comigo e eu tenho que aceitar isso. – Sorri sem humor. – Ela apenas se vingou de mim e agora sei como ela se sentiu.

—Isso é verdade Beatriz? – Natália pergunta surpresa.

—Não. – Se aproxima de Richard. – Jamais me vingaria de você. – Toca o rosto do namorado com as pontas do dedo. – Eu só não quero que você sofra. Eu irei partir daqui algumas semanas e não quero que você sofra.

—Para onde você vai? – Pega a mão da namorada e deposita um beijo na mesma.

—Eu ainda não sei e se pudesse eu não iria, não agora que tenho vocês. – Olha para Natália e estende a mão para a mesma que segura de imediato. – Eu não posso ficar. Não tenho essa escolha. – As lágrimas caem pela face da jovem.

—Iremos fugir. – Limpa as lágrimas que mancham o belo rosto da namorada. – Não vou deixar ninguém separar a gente.

—Nós dois vamos estar sempre com você. – Natália abraça a cunhada. – Nossa missão agora é lhe fazer feliz e cuidar de você.

—Lia tem razão. – Richard abraça as duas. – Nada vai tirar você de nossas vidas. – Beija o topo da cabeça da namorada. – Agora nós somos sua família.

Como se tivessem combinado Natália e Richard abraçam ainda mais Beatriz, a envolvendo em dois abraços protetores e repleto de carinho e nesse momento que a jovem cai em prantos – deixando as lágrimas levarem sua dor – os dois apenas permanecem com aquele afeto e nem se importam com as pessoas que passam ao seu redor.

Agora é tarde demais para mudar suas escolhas e Beatriz terá que lidar com as consequências de uma escolha egoísta.

Notas finais
Acharam que eles iam terminar, não é? Ou que ela ia contar sobre sua morte, não é? Para que a pressa? Vamos com calma. O que acham que ela vai fazer? Acha que Beatriz vai contar ou não? Me digam o que acha que vai ocorrer. Nos vemos nos comentários e na quinta novamente com mai um capítulo. Beijos.