Meu Melhor Presente
12 Capítulo 12 - Notícias
Notas iniciais
Em pouco minutos apareceu um médico, se aproximando das duas.
_Parentes de Freddie Benson?
Marissa e Sam logo se levantaram das cadeiras.
_Sim, somos – respondeu Marissa.
_A Sra. É o que dele?
_Sou a mãe.
_E você garota?
_Sou a am...
_A namorada dele – disse na frente de Sam que a olhou como se estivesse ficando louca.
_Tem certeza?
Marissa cutucou o braço de Sam.
_Sim, tenho.
O médico as encarou por alguns segundo, mas logo foi andando em direção a sala que Freddie estava. Sam e Marissa ficaram um pouco mais atrás.
_Que história é essa de namorada? – sussurrou para que apenas Marissa ouvisse.
_Se dissesse que era só amiga, eles não te deixaram entrar e aposto que quer entrar.
_Argh! Tudo bem.
Continuaram andando em direção ao quarto que Freddie estava. Logo que chegaram, o médico abriu a porta com um pouco de cuidado e as conduziu para a cama dele.
Freddie estava com um curativo na testa e alguns arranhões na no rosto, o canto de sua boca também estava machucado e havia alguns fios grudados em suas mãos. Ele estava desacordado, provavelmente ainda não tinha acordado desde que Sam o encontrara.
_Fizemos alguns exames nele e examinamos esses machucados, isso foi resultado de ter entrado em alguma briga e não ter conseguido se defender. Estava olhando o resultado de alguns exames e encontramos resíduos de drogas pelo o seu corpo, ele usa essas coisas Sra. Benson? – ela apenas assentiu – Isso está afetando algumas partes de seu corpo, eles está correndo um grande risco de ter câncer no pulmão.
_E quantas chances tem disso acontecer?
_Pelo o que eu estava analisando 90%.
_Mas e se ele parar com essas coisas? Fazer um tratamento isso não resolve?
_Sim, pode resolver, mas é muito difícil uma pessoa parar com isso.
_E é a única coisa que ele tem, certo?
_Por enquanto sim, mas se ele aumentar a frequência disso, ele poderá ir adquirindo esses outros efeitos... Vou deixar vocês aqui com ele – saiu do quarto.
Sam percebeu que Marissa estava com olhos lacrimejados, ela foi se aproximando de Freddie até se sentar ao lado da cama dele e o abraçar e então Sam começou a ouvir os soluços da mulher que agora já estava chorando.
Sam não sabia o que fazer, afinal nunca esteve em uma situações dessas, se aproximou da cama de Freddie, mas do outro lado e segurou a mão dele. Marissa que enfim percebeu a presença dela ali perto, levantou a cabeça e enxugou suas lágrimas.
_Me desculpe.
_Tudo bem, deve estar se sentindo mal mesmo.
_Não imagina o quanto – ela olhou para ele, passando a mal pelo o rosto dele e depois levou a mão para o peito – Eu não posso perdê-lo Sam, ele é tudo o que eu tenho.
_Entendo, mas sabe como ele é teimoso e não vai querer escutar ninguém.
_Eu sei disso, por isso pedi a sua ajuda.
_Até agora não entendi, porque se ele não me escuta, imagina se iria me escutar.
_Eu sei que ele vai, eu preciso que nos ajude, só tente – Sam ficou em silêncio, não sabia o que responder – Você gosta dele não é? – Aquela pergunta pegou Sam de surpresa, ela arregalou os olhos.
_Ahn... O que? Eu? Claro que não... Quer dizer, sim, gosto, considero ele como meu amigo – ela se atrapalhou um pouco com as palavras.
_Entendeu minha pergunta.
_Desse jeito, que a senhora está pensando não – olhou para o lado, tentando não encara lá.
_Por favor me chame de Marissa.
_Tudo bem.
Elas ficaram mais um tempinho quietas e Sam percebeu que ainda segurava a mão de Freddie e então soltou com cuidado, olhou no relógio que estava na parede e se assustou por já ser dez horas.
_Eu tenho que ir.
_Mas já?
_Sim, eu tenho que ir na escola amanhã.
_Vai sozinha?
_Não, vou pedir para a minha mãe me buscar.
_Se quiser posso te levar.
_Não se incomode com isso, pode ficar com o Freddie, minha mãe vem.
_Tudo bem.
_Tchau.
_Tchau.
Sam saiu do quarto e voltou para a sala de espera, sentou-se no mesmo onde estava sentada, pegou seu celular e discou o número de sua casa, por sorte sua mãe ainda estava entretida com a televisão e não havia dormido, então em poucos minutos a mãe de Sam foi lá para busca lá.
_Então como foi sua tarde? – sua mãe perguntou enquanto saia do hospital.
_Foi legal, comprei meu vestido e meu sapato – mostrou as sacolas.
_Para o baile, não é?
_Sim.
_Quem era a pessoa que encontrou?
_Freddie.
_Tem amizade com esse garoto?
_Mais ou menos.
_Você sabe com o que ele anda, certo?
_Sei.
_Não acha perigoso?
_Sei que ele não vai me machucar.
_Não confie tanto assim.
_Tarde demais.
_E como ele estava?
_Parece que ele entrou em uma briga e não conseguiu se defender.
_É com isso que quero que tome cuidado.
_Mãe, pode deixar, não vai acontecer nada demais – tentou encerrar o assuntou por ali mesmo, não queria conversar cobre aquilo e queria entrar em detalhes com nada.
_Filha, todos falam dele pela a cidade, ele já matou uma mulher – esperou por alguma resposta – Não quero que isso aconteça com você.
_Não vai.
Agradeceu por fim chegarem em casa, Sam pegou sua mochila e suas sacola e desceu do carro, fechou a porta e entrou em casa, subindo direto para seu quarto. Deixou as sacola em um canto perto de seu guarda-roupas e sua mochila deixou ao lado de sua cama e foi tomar um banho.
A água estava quente e era o que ela realmente precisava, eram muitas coisas que estavam acontecendo em sua vida e tudo estava ficando cada vez mais confuso, não sabia mais o que estava sentindo e porque toda essa vontade de ficar ao lado dele e de querer ajuda-lo,querer se aproximar cada vez mais dele e aquela pergunta da Marissa que havia a pegado de surpresa, sem deixar com que ela pensasse direito no assunto. Já imaginava Freddie bravo com ela, por ter chamado por ajuda, quando ele queria distância dela.
Não sabia ao certo, por quanto tempo ficara debaixo daquele chuveiro. Terminou seu banho e logo saiu, assim que se secou, colocou uma roupas mais confortável e penteou seus cabelos, e enfim foi para a cama, enrolou-se debaixo das cobertas e com mais alguns pensamentos, enfim conseguira dormir um pouco.
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