Meu Melhor Amigo é o Meu Amor
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Não sei de que horas acordei, tateei a cama procurando por ele e só encontrei um lugar vazio, me espreguicei fiz minha higiene e desci. Mal abri a porta do quarto e já dei de cara com aquela garota, dei apenas um bom dia e seguimos juntas para a cozinha.
- Bom dia meu amor. Georg falou todo animado vindo em nossa direção, notei que a Vivian abriu os braços e o sorriso indo na direção dele, o qual se desmanchou quando ele veio em minha direção me dando um selinho.
- Bom dia Vivian. Ouvi um barulho de chave, corri para a porta e quase fui ao chão com o abraço em conjunto.
- Mas o que é isso? Vamos soltando a mulher dos outros.
- Perdi alguma coisa?
- Perdeu sim Gustav. Informo a todos que estamos namorando. Até eu olhei para ele surpresa, não tinha recebido nenhum pedido, mas já que ele insiste...
- Acho que dá próxima vez que a gente viajar vamos ganhar um sobrinho.
- Menos Bill.
- Opa, carne nova no pedaço.
- Não sou para o seu bico Tom Kaulitz.
- Gente, essa é minha prima Vivian.
- Logo duas Gezão? Dei apenas uma tapa na cabeça do Tom.
- Bom, acho que não tenho mais nada pra fazer aqui. A gente se vê por aí priminho. Tchau pra vocês, até qualquer dia. O Tom fez questão de acompanhá-la até a porta e roubar um beijo dela.
- E então, como foi o passeio?
- Que passeio que nada, passamos o dia arrumando o estoque da loja da nossa mãe, e o Tom não parava de dar encima de uma garota que tava com a gente.
- E tu Gustav?
- Como tava tendo um festival de torta aproveitei que meus pais iriam participar e fui também. Cada uma mais deliciosa que a outra.
- Tu não tem jeito. Cada um se enfiou em um lugar da casa, aproveitei e fui ver meus emails.
“O que vejo? É Hoje que interno esses quatro”.
- Meninos! Corram aqui! Apontei para o email aberto. Fiquei olhando para as caras estáticas de cada um.
- Não vão falar nada? Pra quê fui perguntar? Eu quase fiquei surda.
- Meu Deus, é a nossa chance. Nossa banda vai sair dessa garagem. Bill pulava como se tivesse molas em seus pés. Teriam que comparecer na gravada pela tarde ou no dia seguinte, eles não agüentariam esperar. Logo estávamos indo na direção da gravadora, entram e eu preferi ficar, demoraram um pouco e voltaram com a noticia de que voltariam na próxima semana e começariam a gravar.
E os anos se passaram, a agenda deles sempre lotada, lembro como se fosse ontem quando fomos comprar o primeiro cd, os olhos de cada um brilhando, pegamos o ultimo da loja. Era dia de sessão de fotos, e eu tinha esse privilégio, não gostavam muito que outros fotógrafos tirassem as fotos, nunca ficavam completamente a vontade. Logo entrariam de férias, e aproveitaríamos esse tempo para marcar o meu casamento, algo muito simples e reservado, provavelmente numa capela próxima e de preferência sem a imprensa por perto. E quanto mais à data se aproximava, mais a correria em casa aumentava, prova vestido, penteado, escolhe a ornamentação, a comida, música, uma bagunça danada. E logo chegou o dia, foi realmente algo simples a capela por já ser muito bonita não precisou de muita coisa, eu estava uma pilha, confesso que tinha medo que de ultima o Georg desistisse, o mataria depois. E faltava poucas horas, os meninos já tinham saído de casa e eu estava no quarto com minha mãe terminando de me arrumar, faltava pouca coisa.
- Filha, como você está linda.
- Obrigada mãe. Vamos?
- Claro, seu pai te espera lá embaixo.
Um carro preto me esperava e meu pai estava na porta, quando me viu só faltou chorar.
- Pai, não posso borrar minha maquiagem.
E lá estava eu ouvindo a famosa música tocar, meu pai segurava firme em meu braço, acho que ele estava mais nervoso que eu. A cerimônia foi rápida, saí ao som instrumental de Zoom Into Me.
A festa foi no salão de casa apenas com alguns amigos e familiares, tive que falar com todos, e só nessa hora que pude falar direito com meus meninos.
- Nossa Ana, você realmente está linda. Agradeci ao Gustav pelo elogio, e o logo o mesmo apareceu em um pequeno palco improvisado onde estava o DJ e anunciou que eu iria jogar o buquê. E o meio do salão se encheu de crianças e adultos, fiz a contagem e joguei, uma prima dele quem pegou, aproveitei pra anunciar que estávamos de saída, tínhamos que estar dispostos para a lua de mel. Como já era tarde e estava cansada iríamos no dia seguinte, um chalé numa cidade vizinha, não fiz grandes exigências e o tempo curto não permitia e assim entramos.
Fui levada no colo até o quarto onde trocamos alguns beijos, tiramos a bendita roupa que já estava incomodando e caímos na cama, o dia seguinte seria cansativo.
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