Meu Anjo Caído

1 Sonhos Infernais


Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo da minha fic. Espero postar muitos outros! Conheçam nossa querida Hayley Jaconi! Boa Leitura e Aproveitem!

Eu estava imóvel, minha visão estava meio turva e meu coração acelerado. Me sentia prestes a desmaiar, mas me negava a fazer isso. Queria me libertar, mas levantei meu olhar e vi coisas prateadas nos meus pulsos, me pendurando. Vi sangue escorrendo dos meus braços, muito provavelmente era por eu estar tentando me libertar do que eu achava ser correntes e que machucavam meus pulsos.

Olhei para frente e fiquei ofegante. Vi dois garotos. Um de joelhos, estava cuspindo sangue e havia uma corrente para cada braço dele. O outro estava com o chicote e... Tinha asas? Sim, ele tinha grandes asas pretas. Parecia um anjo do mal.

– Ser inferior, fraco por natureza! Não sei como ficou vivo por tanto tempo! — Disse o anjo do mal. A voz dele era de desdém e superioridade.

Ele levantou o chicote e escutei ele batendo nas costas do outro garoto, que gritou agonizantemente.

O anjo riu com um prazer na voz. Eu queria gritar, mas não consiga falar nada. Minha voz estava presa na minha garganta.

Vi o chicote sendo levantando de novo e senti o desespero se espalhando pelo meu corpo.

Acordei segurando um grito. De novo tive sonhos estranhos. Desde que eu fiz 17 anos, a um mês, estou tendo sonhos esquisitos com pessoas com asas, eu sendo torturada, procurando alguém e acabava vendo ela morta...

Tento tirar o sonho da minha cabeça. Me levanto, lavo meu rosto e olho-me no espelho. Meus cabelos pretos estão embaraçados e meus olhos dourados inchados. Será que chorei enquanto dormia?

Sei que não vou conseguir dormir, então me arrumo para ir a escola. Afinal, faltava apenas 20 minutos até meu despertador tocar.

Pego meu violino e como meu café rapidamente. Não quero me encontrar com os monstros que me criaram.

Morei em um orfanato até fazer 6 anos, quando fui adotada por um casal que eu esperava que eles fossem legais, mas estava errada.

Marta e Pietro. Eles são estrangeiros e não podiam ter filhos, então decidiram adotar uma criança. Nisso, você espera que eles tenham muito amor e cuidado pela criança que adotaram. Eu imaginava isso, mas não tinha noção de como estava errada. Eles são muito agressivos. Me batem com frequência e já fui abusada diversas vezes por Pietro. Quando desobedeço algum deles, sou trancada dentro de um armário.

Nunca fui muito social. Com 8 anos, comecei a aprender violino. Hoje, ele é meu melhor amigo. Me expresso com ele e, apenas ele, me tira da minha realidade.

Saio de casa e vou a caminho do colégio. Falta 30 minutos até acontecer minha primeira aula, então vou até a sala de música.

Não há ninguém lá, como sempre. Nesse horário, as pessoas estão socializando com as outras. Eu não. Eu sempre fui a esquisita.

Afino meu violino e depois começo a tocá-lo. Adoro o som que ele faz, como as notas se formam nos meus dedos com facilidade. Esqueço tudo, apenas me concentro no som.

Depois de um tempo tocando, guardo meu violino e vou até meu armário. Pego meus livros, coloco meu instrumento no armário com todo cuidado possível e me viro para ir para sala. Quando me viro, esbarro em alguém. Meus livros caem no chão.

– Desculpa! — Falamos ao mesmo tempo.

A pessoa me ajuda a pegar os livros e, com a cabeça baixa. Eu agradeço a ela e ela me entrega e os livros.

Quando vejo a pessoa, meus olhos se arregalam.

Era um garoto alto, branco, um cabelo preto um pouco ondulado e belos olhos verdes com umas linhas sutis amareladas. Ele pareceu preocupado com a minha expressão.

– Algum problema? — Ele me perguntou gentilmente.

Eu não sabia o que havia acontecido, mas, sem pensar, as palavras saíram da minha boca:

– Eu te conheço?

Notas finais
O que vocês acharam? Esse capítulo foi para vocês conheceram um pouco da nossa querida Hayley e sua difícil vida. Comentem o que vocês acharam e, se tiverem gostado, acompanhem.Tentarei postar capítulos o mais rápido possível. Até eu estou ansiosa com os anjos e demônios que aparecerão na vida de Hayley.