Metamorfoses Da Vida
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Eu sei que demorei, me perdoem... mas prometo tentar postar com mais frequencia.
O silencio que se fez foi enorme. Desci do banco procurando o rosto de Lily e a encontrei com um olhar encorajador. Vi quando ela apontou com a cabeça para a mesa ao lado, onde estavam Alvo e Scorpius.
- Isso não é possível- ouvi uma voz vinda da mesa que eu olhava. – Ela é sangue ruim, não pode vir pra cá. É uma lei direta de Salazar.
Vários murmúrios de concordância vieram da mesa. Vi prof. Mcgonagall ficar vermelha e se levantar, pronta para responder mas a interrompi a tempo.
- Tem razão Krici`c, essa é uma regra de Salazar. Mas o fato de eu ser órfã não significa que eu não tenha sangue bruxo. Não sei se você sabe mas Harry Potter era órfão de pai e mãe, mas ambos eram bruxos. Se quiser, tenho um exemplo ruim também, Voldemort era órfão e viveu a vida toda em um orfanato, mas sua mãe era bruxa e ele residiu na Sonserina. Mas parece que o seu preconceito é tão grande que te impede de pensar. Aconselharia que mantivesse essa boca fechada pra que não saiam mais merdas como essa.- terminei me sentando ao lado de Scorpius.
O jantar transcorreu normalmente depois disso. McGonagal disse algumas palavras e logo após apareceram comidas nos pratos. Todos estavam comendo e conversando tranquilamente, ninguém mais parecia ter algo contra minha vinda para a Sonserina.
Fui para o salão comunal na companhia dos meninos e eles me ajudaram a localizar meu quarto. Ele era redondo, com 8 camas, com um cortinado verde e prata, distribuídas perto das paredes. Ao lado de cada cama havia um armário que eu nunca tinha visto antes, era uma espécie de guarda-roupa com uma porta só grudado em uma escrivaninha pequena.
Procurei meu malão, que os meninos disseram que já estaria ali, e o encontrei em frente a uma cama com um M entalhado em prata, assim como o armário ao lado direito. Fui até o armário que tanto chamou minha atenção e o abri, dando de cara com o nada, nem fundo tinha. Estiquei meu braço tentando tocar o fundo invisível, mas não encontrei nada.
- Eu não faria isso se fosse você. — Disse uma garota que eu podia jurar ser filha de um buldogue, enquanto eu colocava um pé dentro de armário.- Isso é um armário magico.
Ela foi em direção a uma cama, se sentou nela, e abriu o malão, retirando as coisas de dentro dele e jogando no tal armário. Fiquei olhando as coisas dela simplesmente sumirem e aparecerem desenhos deles na porta.
A porta do quarto se abriu e entraram mais garotas, algumas já conversavam entre si enquanto faziam a mesma coisa que a cara de buldogue. Dei de ombros e fiz o mesmo, vendo minhas poucas coisas desaparecerem e simplesmente surgirem seus desenhos idênticos na porta.
Me virei para o que eu imaginei ser a escrivaninha e peguei meus livros, colocando-os em pé na mesa e vendo-os começarem a flutuar até pararem a certa altura, todos alinhados, como se estivessem em uma prateleira invisível.
Olhei ao redor e vi que ninguém tinha terminado ainda, então peguei um dos livros aleatoriamente e comecei a ler. Era o livro de poções e era realmente interessante. Estava entretida na leitura quando uma voz me puxou de volta para o mundo real.
- Gente, você não querem se conhecer não? – olhei para a garota alta de olhos azuis e cabelos extremamente pretos, levemente repicados indo até a altura dos ombros. – Sou Jane Soller.
- Diana Torres – continuou a do lado. Ela tinha a pele morena, os cabelos castanhos longos e cacheados e os olhos castanhos na cor de chocolate.
- Lara Paternostro – disse uma garota com os cabelos loiros escuros muito lisos e os olhos negros.
- Alice Bach – disse uma garota muito pequenina, com os olhos negros muito brilhantes, as feições miúdas e os cabelos castanhos muito escuros, repicados e curtos.
- Clair Bassane – disse uma garota muito branca, os cabelos longos e loiros, os olhos castanhos claros e rosa, sim rosa, a garota estava com um pijama rosa e tinha mudados a cor de tudo ao seu redor para rosa.
- Kate Hastings – disse uma garota de cabelos roxos rebicados na altura dos ombros, pele branca e olhos negros.
- Sindy Parkinson – disse a garota de cabelos negros e cara de buldogue.
- Mellorie. – respondi vendo todos me olharem.
- Gostei da sua resposta hoje. Digna de uma sonserina nat. – disse Kate vindo se sentar ao meu lado.
- Duvido que qualquer ser vivo do colégio duvide disso agora. – completou Alice se empoleirando a escrivaninha.
O resto da noite se passou tranquila, conversei até tarde com as meninas até a cara de buldogue reclamar do barulho e irmos dormir. Acordei na manhã seguinte e corri para o banheiro com minhas coisas, tomei um banho, penteei meu cabelo, escovei meus dentes e sai, tentando não acordar ninguém.
Cheguei ao salão comunal e o encontrei vazio. Olhei no relógio preso acima da lareira e vi que estava cedo de mais. Sentei em um dos sofás extremamente macios que estavam espalhados pelo lugar e peguei o livro de poções que eu estava lendo ontem.
- Mel? – ouvi a voz de Corpie pouco antes dele se jogar ao meu lado. – Bom dia! – continuou dando em beijo em minha bochecha e se deitando em meu colo.
- Bom dia Corpie. – respondi mexendo em seus cabelos – dormiu bem?
- Dormir? Qual o significado dessa palavra... – ele se interrompeu com um grande bocejo. – uma dica, não vá ao café-da-manhã hoje. – continuou, fechando os olhos.
- O que foi que você aprontou eim Malfoy? – brinquei dando um tapa em seu braço.
- Você via descobrir maninha.
- Maninha?
- É, a galera cismou que somos parecidos de mais pra não sermos irmãos.
- Fala serio, ela é a sua versão feminina e mais nova Scorpius. – disse Alvo surgindo atrás de mim e me dando um beijo na testa.
- Voltando, — disse Scorpius – o povo encheu tanto o saco, dizendo que nos éramos irmãos, que eu cansei de dizer o contraria e disse q você é minha irmão mais nova.
- Esse povo tem titica de galinha entupindo o ouvido? – perguntei arrancando risadas dos dois. – Eu disse lá na frente que eu sou órfã.
- Quem disse que isso te impede de ser parente do Fuinha aí? – disse Alvo se sentando no chão e encostando a cabeça em minhas pernas.
- Mellorie! – gritou uma baixinha brava, descendo as escadas – Por que você desceu sem mim?
- Porque você estava dormindo.
- Era só me acordar sua boba. – respondeu cruzando os braços e fazendo bico.
- Boba? Isso é serio fadinha?
- Fadinha? Gostei... mas se eu sou a fada você é a princesa...- respondeu batendo palmas.
- Que -incesa que o que. Nem das revoltadas eu sou.
- Quantos anos você tem Mel? – Perguntou Alvo me encarando com o cenho franzido.
- 11, por que? – respondi pondo o dedo em sua testa e vendo ela voltar ao normal.
- Você não tem maturidade se 11 anos nunca. Diria que você tem 16 se fosse olhar por ela.
- Ela não tem corpo de uma garota de 16 anos- Disse a voz de Jane atrás de mim me assustando. De onde essa garota brotou?
- Isso também, – disse Alvo rindo. – mas é mais bonita que muitas... aí! – reclamou ao levar um tapa de Scorpius.
- Ela tem 11 anos, idiota! Nem pense nisso! – Reclamou se levantando de meu colo. – Vamos logo, se não levantamos suspeitas de mais.
- Não vão me dizer o que fizeram não? – perguntei me levantando junto.
- Nada! Vamos tomar café-da-manhã no jardim, vocês vem com a gente? – perguntou Alvo, já passando o braço por meu ombros e oferecendo o outro a Alice.
- Claro que vem, — disse Scorpius de braço dado com Kate e Jane. De onde esse podo surge? – que pergunta idiota! Quem em sã consciência perderia nossa companhia?
- Acho que o ego de vocês esta grande de mais, vocês não acham não?- perguntei arrancando risos das meninas.
- Não. – responderam simplesmente.
Fomos arrastadas pra fora do salão e caminhamos assim, até o jardim, aonde vimos um grupo sentado em baixo de uma arvore. Caminhamos até a arvore, ainda conversando, e atraindo a atenção de Thiago.
- Mais sonserinos? Nosso grupo já está ficando infestado deles. – Comentou brincalham atraindo a atenção de todos.
- Pois é, o que seria de vocês sem nós? – perguntou Alvo com um sorriso idêntico se sentando na roda e nos puxando junto.
Começamos a conversar com o resto da família Weslley e companhia e a comer. Thiago estava brincando de bagunçar o meu cabelo, enquanto eu deitava com a cabeça em seu colo e conversava com Lily, Jane, Kate e Alice.
- Mel! Te procurei a manhã toda amiga – disse, ou melhor, berrou Sindy saindo do castelo e vindo em nossa direção
Sua saia estava tão curta que eu podia jurar ver o útero dela, poderia comparar aquilo à um cinto, acho que seria mais apropriado. A blusa com o brasão da sonserina estava com os três primeiros botões abertos, mostrando um decote sem nada, usava sapatos com um salto agulha, podia chutar 15 cm, e um batom vermelho em seus lábios, junto de sombra prata.
- Ainda são 7:30, você não pode ter procurado a manhã toda nem que quisesse.
- Oi pra você também Hastings. – disse a buldogue a encarando com nojo.
- O que você quer? – perguntei indo direto ao ponto.
- Sua amizade. – disse se fazendo de inocente e dando uma boa secada em Corpie.
- Conheço seu tipinho garota, não vou cair nessa. Se você quer falar com ele, aconselharia a ir direto a ele, porque eu é que não vou te ajudar.
- Mas...
- Mas nada Parkinson, — disse a interrompendo – e se eu posso dar mais uma diga, andar igual a uma puta não vai te dar a atenção dele. Afinal, você não tem nada pra mostra que vá o atrair.
- E você tem muito né sua loira de farmácia. – respondeu bufando de raiva.
- Ao contrario de você eu não quero chamar a atenção de ninguém. A proposito aconselharia a passar um protetor antes de entrar na piscina, sua tinta tá ficando verde.
Ela puxou rapidamente o cabelo pra frente pra ver se era verdade e ao ver que eu estava zoando com a cara dela, me olhou com o que eu imagino ser um olhar pra me amedrontar, virou as costas e saiu rebolando dali.
Voltei a me deitar no colo de Thiago e vi os grifinórios me encarando surpresos.
- O que foi? – perguntei já incomodada
- Você falou igual a uma sonserina agora. – respondeu Fred II.
- Eu sou uma sonseria. – disse o obvio.
- É, mas você é toda doce, aí de repente você fala igual, igual...
- A mim. – disso Corpie ao mesmo tempo em que Rose dizia ao Malfoy.
— Até o sorriso foi igual. – acrescentou Alvo. – Tem certeza de que vocês não são irmãos?
- A ser que meu pai tenha pulado a cerca, não. – respondeu Corpie com um ar de certeza.
- Sem querer ofender, mas eu não consigo imaginar mais alguém aguentando a chatice do seu pai não viu Fuinha? – disse Thiago risonho.
- Imagino que você não deveria dizer isso de seu professor, senhor Potter. – disse uma voz grossa e gélida atrás de nós.
- Oi tio Draco! – disse Alvo com um sorriso ingênuo.
- Vocês estão aprontando alguma coisa... Que seja venha comigo Scorpius.
— Tenho que ir galera. – disse se levantando. – Alvo, você leva as garotas?
- Claro!
Scorpius saiu de perto seguindo o homem que só agora eu me virei para olhar. O homem tinha os cabelos da mesma cor dos de Corpie, devia ser o pai dele.
- Por que você tem que levar as garotas? – perguntou Rose desconfiada.
- Elas têm poções agora. – respondeu como se isso fosse o suficiente para eles entenderem, o que parece que foi. – Vamos?
Peguei sua mão estendida pra mim e levantei, me juntando a Jen, Alice e Kate que já estavam de pé. Vi Lily grudando no braço de seu irmão e o puxando até a entrada do castelo onde já os esperávamos.
Alvo chegou ao meu lado e passou seu braço por minha cintura, nos puxando para um corredor movimentado. A conversa fluía naturalmente enquanto seguíamos um fluxo cada vez mais crescente de pessoas barulhentas.
- Por aqui garotas. – disse Alvo nos puxando rapidamente para um corredor deserto, escondido atrás de uma tapeçaria.
- O que... – gritou Lily antes de ser calada pela mão de Alvo.
- Esse é o real motivo de eu traze-las. — disse pouco antes de ouvirmos um estrondo. – Sigam-me, e rápido.
Saímos correndo pelo corredor atrás de Alvo e só paramos quando ele virou em um lugar sem saída, com um quadro de uma menininha que brincava com um gatinho. Alvo o afastou e entrou na pequena abertura que tinha atrás dele, fazendo sinal para que o seguíssemos.
O buraco dava saída em uma sala de aula, com um aspecto muito velho e um caldeirão no fundo, de onde saia um cheiro horrível.
- Parece que ele se superou esse ano- disse Alvo com a mão no nariz enquanto a porta se abria.
- Poção do morto-vivo pai? – disse Corpie tampando o nariz e entrando atrás do pai. – se superou esse ano.
- Tenho meus motivos. – disse indo até uma mesa e pegando um papel na gaveta – Não se esqueça de responder, e leve seu amigo junto. Um dia ainda descubro como vocês entram aqui.
- Fui garotas. – disse Alvo beijando a testa de Lily.
- Se cuidem. — avisou Scorpius saindo junto do moreno.
- Sentem-se. — avisou o professor assim que a porta se fechou. — Vejo que teremos muitos atrasos hoje. Meu nome é Draco Malfoy e isso é tudo que vocês precisam saber de mim, além de que não tolero atrasos.
“ Abram seus livros na pagina 3 e leiam, quero essa poção pronta no final da aula. “
Sentei-me em uma mesa com Lily e Alice e começamos a fazer a poção, enquanto algumas crianças chegavam e tinham que responder a algumas perguntas se quisessem entrar. Muitas ficaram do lado de fora já que não sabiam responder as perguntas.
- Professor. – chamou Lily quase no final da aula. – Acho que terminamos.
Ele olhou para o relógio, faltavam 10 minutos para a aula acabar, veio em nossa direção e examinou nossa poção, que estava rosa-choque. Recolheu uma amostra em um vidrinho e olhou para nós.
- Estão esperando o que para sumirem de minha sala? Andem!
Juntamos nossas coisas rapidamente e saímos da sala, seguindo pelo corredor e encontrando o seguinte completamente coberto por tinta, em alguns lugares dava para ver o exato contorno de algumas pessoas.
Olhamos uma para a outra e saímos rindo de lá, sabendo a sorte que tínhamos de ser amigas dos garotos.
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