Notas iniciais
Oi gente, rapidinho esse né?
O inicio desse ficou um titica de galinha. mas foi a unica forma que consegui arrumar. Digamos que eu percebi que não sei escrever como um garota de 11 anos, e o que eu tinha pensado na historia não poderia acontecer com uma garota de 11 anos sem que ela ficasse louca.
Boa leitura...

CAPITULO 4

O primeiro dia de aula se passou rapidamente, sem muitas coisas diferentes, assim como o 1º ano, não me pergunte como não vi o ano passar, provavelmente da mesma forma que não vi o 2º ano passar. Mas tudo bem tenho mais 5 anos na escola, que provavelmente vai passar da mesma forma pacata que os outros dois. As vezes queria que o meus anos fossem tão emocionantes como os anos que o tio Harry passou em Hogwarts, mesmo ele dizendo que temos sorte por não passar por tudo aquilo.

Estava pela 3ª vez na estação King’s Cross, dessa vez não precisei da carona do motorista do orfanato, na verdade não pego carona com ele desde que descobri que posso usar o Noitebus. E tinha valido bem a calhar essa descoberta, já que passei mais da metade de minhas férias na casa de Lily, junto das outras meninas.

Fui tirada de meus pensamentos assim que cheguei no grupo em que as meninas estavam. Quando foi mesmo que eu atravessei a pilastra? Bom, que seja. Olhei ao redor e vi que Helena e Bianca estavam lá também, contando alguma coisa que eu não consegui entender, já que peguei pela metade, e isso estava realmente me irritando.

– Oi pra quem não me viu aqui. — disse conseguindo atrair a atenção das meninas. — A fofoca é tão boa assim pra vocês não verem ninguém chegar?

– Essa é das grandes Mel, e você tá no meio. – disse Bianca me olhando com um sorrisinho suspeito.

– Ficamos sabendo de uma fonte muito confiável que o Alvo saiu no murro com o Mat. – continuou Helena.

– O Kricic?

– Esse aí senhorita Mellorie. – respondeu Bianca

– Segundo nossa informante, a briga foi por sua causa. – continuou Helena.

– Tem certeza que sua fonte é confiável? Acho que ela tá bem errada viu. – respondi rindo.

– Acho que não eim? – disse Bianca apontando o queixo pra atrás de mim.

Virei-me e vi os Potter vindo em nossa direção. Já tinha um tempo em que não via os meninos, Thiago tinha passado as férias na casa de Fred II e Alvo na casa de Corpie, então não nos encontramos.

O tempo tinha sido bom para eles, se eles já eram gatos, conseguiram virar deuses gregos. Thiago estava mais malhado e tinha cortado o cabelo, assim como Alvo, que devo dizer, ficou perfeito com o cabelo cortado.

Olhei direito para Al, tentando entender do que Bianca tinha falado, ele não tinha nem um arranham se quer. Virei um pouco a cabeça para dizer isso pra elas quando vi Kricic ou pouco ao lado da pilastra, com o olho roxo e um braço enfaixado.

– Oi garotas! – disse Lily se jogando em cima de Jen. – Qual a novidade da vez? – perguntou olhando pra Helena.

– A briga do seu irmão. Já esta se espalhando. – respondeu Bianca.

– E o motivo também... – continuou Helena.

– Ainda acho que o motivo pode ser outro, aqueles dois vivem brigando. – respondi cruzando os baços.

– Quem vive brigando? – perguntou Alvo, que já tinha chegado à roda. E passou dando um beijo em cada uma.

– Você, quem mais seria? – perguntei abraçando Thiago que tinha parado ao meu lado.

– Mas eu sou um amor de pessoa, super pacifico. – disse chegando ao meu lado. – Da pra soltar minha mulher?

– Sei... – disse me soltando de Thiago e mi virando pra ele. – meu maridinho é o cara mais pacífico do mundo. – continuei rindo e dando um abraço apertado nele.

– Vocês adoram me irritar né? – disse uma voz grossa atrás de mim .

– Sempre. – disse Alvo com um sorriso travesso.

Soltei-me dele e olhei para trás, dando de cara com um loiro muito gostoso batendo na mão de Al. Desde quando Scorpius virou uma personificação de Apolo que eu não tô sabendo. Não, pergunta errada. Desde quando eu entrei no monte olimpo e não me informaram?

– Não vou ganhar um abraço não? – perguntou abrindo os braços pra mim.

Pulei em seus braços sentindo meus pés saírem do chão. Que tanquinho é esse? Que Merlin me dê lucidez.

– Desde quando você ficou tão gostoso Corpie?- perguntou Lily de queixo caído.

– Eu sempre fui gostoso, querida. – provocou enquanto me colocava no chão. – Aí! — reclamou se virando para trás.

– Fui eu. – disse dando outro tapa em sua cabeça.

– Por que me bateu? — reclamou passando a mão na cabeça.

– Pra você parar de se achar. – respondi indo para um dos vagões do treim. – vem, me ajuda aqui.

– E se eu não quiser? – brincou segurando minha mão.

– Vem logo Scorpius. – disse já o puxando.

Fiz ele colocar minhas coisas no treim e subimos junto com a galera, procurando uma cabine vazia.

O pessoal achou uma cabine e começaram a entrar quando eu ouvi uma voz não muito agradável.

– Mas ele ainda me paga. Ela vai ser minha.

– Esquece ela Mat querido. Não vê que eu sou muito melhor?- ouvi a voz de Sindy dizer da mesma cabine.

– Era pra rir né? A Mellorie é uma verdadeira rainha da beleza.

– Assim você me magoa Mattew!

– Quem disse que eu ligo pra você Sindy. Sabe que é só um passa tempo pra mim. Se contente com isso.

– Mel? – disse a cabeça de Alvo saindo da cabine.

– Estou indo. – disse indo até ele. – Meu cadarço desamarrou.

Entrei na cabine e fechei a porta, sentando-me no colo de Corpie e me lançando em uma conversa com Lily e Alice.

A viagem parecia mais longa que o normal e uma a uma as pessoas iam caindo no mundo dos sonhos. Estava indo para o mesmo caminho, se é que já não estava lá.

– Você esta de sapatilha. – disse Corpie em meu ouvido.

– Eu sei. – respondi em um bocejo.

– Não tem cadarço. – continuou.

– Eu sei também. – respondi novamente deitando a cabeça em seu ombro e sentindo-o tremer com o riso.

Acordei com uma freada brusca que quase me jogou no chão, pena que Corpie também não segurou a mochila que caiu na minha cabeça. O que tem ali dentro? Tijolo? Olhei para a mochila e vi o nome de rose, isso explica o peso.

– Só a Mel acordou? – perguntou Corpie.

– Parece sim. – disse Alvo.

– Vou ver porque parou. Você está bem Mel?

– Sim, só está doendo. – disse me levantando de seu colo e vendo tudo girar.

–Não tá não. Você tá branca. – disse Alvo me segurando.

– Você cuida dela? – pediu Corpie com a cara preocupada.

– Sempre... – Respondeu me puxando para seu colo.

Scorpius olhou e, seus olhos e parece ter visto algo porque deu um aceno com a cabeça e saiu, fechando a porta atrás de si.

– Ainda está tonta? – perguntou Alvo me puxando para mais perto.

– Um pouco. – respondi baixinho, encostando minha cabeça em seu ombro largo. – Al...

– Sim?

– Eu já sou branca, se eu ficar mais viro um fantasma. – disse sentindo seu peito tremer com o riso controlado.

– Suas bochechas tem um tom rosado lindo. Você estava sem eles, por isso disse aquilo.

Senti seus lábios em meus cabelos e suspirei, sentindo seu perfume me inebriar. Coloquei minhas mãos sobre seu peito, agarrando sua blusa e me ajeitando em seu colo. Fechei meus olhos e deixei a inconsciência se arrastar até mim quando ouvi sua vós me acordar.

– Não durma. Minha mãe diz que não podemos dormir quando batemos a cabeça.

– Mas eu estou com sono. – disse fazendo bico.

– Mas não vai dormir. – disse afastando minha cabeça de seu peito.

– Você é muito bobo. – disse abrindo os olhos e dando a língua.

– Pela primeira vez desde que te conheço consegui te ver como uma garota de 13 anos e não de 18. – disse serio.

– Mas eu sou assim. – disse me sentando mais ereta – Só aprendi que quanto mais velha eu parecer, menos as pessoas da sua idade se sentem superiores. Aprendi que sempre que eu parecia me igualar à maturidade dos mais velhos, menos as pessoas se sentem superiores por você ser órfã. Camuflar meu jeito de ser assim é uma forma de proteção que eu encontrei.

– E por que parou de se camuflar agora?

– Confio em você... – respondi simplesmente.

– Sinto-me honrado. – disse com um sorriso lindo.

– É pra se sentir mesmo. Só me mostre pra você e pro Corpie.

– Tá, esquece o que eu disse. — disse brincalhão. – Eu nem fui o primeiro.

– Deixa de ser bobo. – brinquei também dando uma leve tapa em seu peito. – O Corpie é meu irmão.


– Não de sangue.

– Mas ele cuida de mim como se fosse...

– Eu também. – disse serio, olhando fundo em meus olhos.

– Mas eu não consigo te ver como um irmão.

–E você me vê como?

Olhei em seus olhos perfeitos e tombei minha cabeça para o lado. Como eu o via? Eu não conseguia vê-lo como meu irmão, mas ele era mais que um amigo pra mim.

– Não sei. – respondi simplesmente.

– Como assim não sabe?

– Não sabendo, uai. ( POV Bela: desculpem, sou mineira e não achei uma palavra melhor para colocar. )

– Posso ajudar?

– Se você conseguir... – respondi rindo de seu desespero.

– Você disse que não me vê como um irmão...

– Não. O amor que eu sinto por você é tão grande quanto o que eu sinto pelo Corpie, mas é diferente.

– Um amigo?

– Também não, muito maior.

– Melhor amigo?

– Ainda não, maior.

– Então não sei. O que mais eu posso ser pra você.

– Entendeu porque eu não consigo te rotular?

– Sim... A não ser que... – disse ganhando um brilho diferente no olhar.

– O que?

– Nada, não é possível que você sinta o mesmo que eu. – disse perdendo aquele brilho.

– O que? – pedi desesperada para ver aquele brilho de novo.

– Não vou dizer. Um dia você vai descobrir meu anjo.


Notas finais
Me digam se ficou bom ou se eu devo voltar para 11 anos, ou se eu devo fazer essa transição de forma mais lenta.
Tentei colocar os personagens de novo, mas não sei fazer, se alguém puder me ensinar. *-*
Bjm da Bela.