Notas iniciais
Oi gente! ( morrendo de vergonha)
Eu sei que demorei, me perdoem... mas prometo tentar postar com mais frequencia.

O silencio que se fez foi enorme. Desci do banco procurando o rosto de Lily e a encontrei com um olhar encorajador. Vi quando ela apontou com a cabeça para a mesa ao lado, onde estavam Alvo e Scorpius.

- Isso não é possível- ouvi uma voz vinda da mesa que eu olhava. – Ela é sangue ruim, não pode vir pra cá. É uma lei direta de Salazar.

Vários murmúrios de concordância vieram da mesa. Vi prof. Mcgonagall ficar vermelha e se levantar, pronta para responder mas a interrompi a tempo.

- Tem razão Krici`c, essa é uma regra de Salazar. Mas o fato de eu ser órfã não significa que eu não tenha sangue bruxo. Não sei se você sabe mas Harry Potter era órfão de pai e mãe, mas ambos eram bruxos. Se quiser, tenho um exemplo ruim também, Voldemort era órfão e viveu a vida toda em um orfanato, mas sua mãe era bruxa e ele residiu na Sonserina. Mas parece que o seu preconceito é tão grande que te impede de pensar. Aconselharia que mantivesse essa boca fechada pra que não saiam mais merdas como essa.- terminei me sentando ao lado de Scorpius.

O jantar transcorreu normalmente depois disso. McGonagal disse algumas palavras e logo após apareceram comidas nos pratos. Todos estavam comendo e conversando tranquilamente, ninguém mais parecia ter algo contra minha vinda para a Sonserina.

Fui para o salão comunal na companhia dos meninos e eles me ajudaram a localizar meu quarto. Ele era redondo, com 8 camas, com um cortinado verde e prata, distribuídas perto das paredes. Ao lado de cada cama havia um armário que eu nunca tinha visto antes, era uma espécie de guarda-roupa com uma porta só grudado em uma escrivaninha pequena.

Procurei meu malão, que os meninos disseram que já estaria ali, e o encontrei em frente a uma cama com um M entalhado em prata, assim como o armário ao lado direito. Fui até o armário que tanto chamou minha atenção e o abri, dando de cara com o nada, nem fundo tinha. Estiquei meu braço tentando tocar o fundo invisível, mas não encontrei nada.

- Eu não faria isso se fosse você. — Disse uma garota que eu podia jurar ser filha de um buldogue, enquanto eu colocava um pé dentro de armário.- Isso é um armário magico.

Ela foi em direção a uma cama, se sentou nela, e abriu o malão, retirando as coisas de dentro dele e jogando no tal armário. Fiquei olhando as coisas dela simplesmente sumirem e aparecerem desenhos deles na porta.

A porta do quarto se abriu e entraram mais garotas, algumas já conversavam entre si enquanto faziam a mesma coisa que a cara de buldogue. Dei de ombros e fiz o mesmo, vendo minhas poucas coisas desaparecerem e simplesmente surgirem seus desenhos idênticos na porta.

Me virei para o que eu imaginei ser a escrivaninha e peguei meus livros, colocando-os em pé na mesa e vendo-os começarem a flutuar até pararem a certa altura, todos alinhados, como se estivessem em uma prateleira invisível.

Olhei ao redor e vi que ninguém tinha terminado ainda, então peguei um dos livros aleatoriamente e comecei a ler. Era o livro de poções e era realmente interessante. Estava entretida na leitura quando uma voz me puxou de volta para o mundo real.

- Gente, você não querem se conhecer não? – olhei para a garota alta de olhos azuis e cabelos extremamente pretos, levemente repicados indo até a altura dos ombros. – Sou Jane Soller.

- Diana Torres – continuou a do lado. Ela tinha a pele morena, os cabelos castanhos longos e cacheados e os olhos castanhos na cor de chocolate.

- Lara Paternostro – disse uma garota com os cabelos loiros escuros muito lisos e os olhos negros.

- Alice Bach – disse uma garota muito pequenina, com os olhos negros muito brilhantes, as feições miúdas e os cabelos castanhos muito escuros, repicados e curtos.

- Clair Bassane – disse uma garota muito branca, os cabelos longos e loiros, os olhos castanhos claros e rosa, sim rosa, a garota estava com um pijama rosa e tinha mudados a cor de tudo ao seu redor para rosa.

- Kate Hastings – disse uma garota de cabelos roxos rebicados na altura dos ombros, pele branca e olhos negros.

- Sindy Parkinson – disse a garota de cabelos negros e cara de buldogue.

- Mellorie. – respondi vendo todos me olharem.

- Gostei da sua resposta hoje. Digna de uma sonserina nat. – disse Kate vindo se sentar ao meu lado.

- Duvido que qualquer ser vivo do colégio duvide disso agora. – completou Alice se empoleirando a escrivaninha.

O resto da noite se passou tranquila, conversei até tarde com as meninas até a cara de buldogue reclamar do barulho e irmos dormir. Acordei na manhã seguinte e corri para o banheiro com minhas coisas, tomei um banho, penteei meu cabelo, escovei meus dentes e sai, tentando não acordar ninguém.

Cheguei ao salão comunal e o encontrei vazio. Olhei no relógio preso acima da lareira e vi que estava cedo de mais. Sentei em um dos sofás extremamente macios que estavam espalhados pelo lugar e peguei o livro de poções que eu estava lendo ontem.

- Mel? – ouvi a voz de Corpie pouco antes dele se jogar ao meu lado. – Bom dia! – continuou dando em beijo em minha bochecha e se deitando em meu colo.

- Bom dia Corpie. – respondi mexendo em seus cabelos – dormiu bem?

- Dormir? Qual o significado dessa palavra... – ele se interrompeu com um grande bocejo. – uma dica, não vá ao café-da-manhã hoje. – continuou, fechando os olhos.

- O que foi que você aprontou eim Malfoy? – brinquei dando um tapa em seu braço.

- Você via descobrir maninha.

- Maninha?

- É, a galera cismou que somos parecidos de mais pra não sermos irmãos.

- Fala serio, ela é a sua versão feminina e mais nova Scorpius. – disse Alvo surgindo atrás de mim e me dando um beijo na testa.

- Voltando, — disse Scorpius – o povo encheu tanto o saco, dizendo que nos éramos irmãos, que eu cansei de dizer o contraria e disse q você é minha irmão mais nova.

- Esse povo tem titica de galinha entupindo o ouvido? – perguntei arrancando risadas dos dois. – Eu disse lá na frente que eu sou órfã.

- Quem disse que isso te impede de ser parente do Fuinha aí? – disse Alvo se sentando no chão e encostando a cabeça em minhas pernas.

- Mellorie! – gritou uma baixinha brava, descendo as escadas – Por que você desceu sem mim?

- Porque você estava dormindo.

- Era só me acordar sua boba. – respondeu cruzando os braços e fazendo bico.

- Boba? Isso é serio fadinha?

- Fadinha? Gostei... mas se eu sou a fada você é a princesa...- respondeu batendo palmas.

- Que -incesa que o que. Nem das revoltadas eu sou.

- Quantos anos você tem Mel? – Perguntou Alvo me encarando com o cenho franzido.

- 11, por que? – respondi pondo o dedo em sua testa e vendo ela voltar ao normal.

- Você não tem maturidade se 11 anos nunca. Diria que você tem 16 se fosse olhar por ela.

- Ela não tem corpo de uma garota de 16 anos- Disse a voz de Jane atrás de mim me assustando. De onde essa garota brotou?

- Isso também, – disse Alvo rindo. – mas é mais bonita que muitas... aí! – reclamou ao levar um tapa de Scorpius.

- Ela tem 11 anos, idiota! Nem pense nisso! – Reclamou se levantando de meu colo. – Vamos logo, se não levantamos suspeitas de mais.

- Não vão me dizer o que fizeram não? – perguntei me levantando junto.

- Nada! Vamos tomar café-da-manhã no jardim, vocês vem com a gente? – perguntou Alvo, já passando o braço por meu ombros e oferecendo o outro a Alice.

- Claro que vem, — disse Scorpius de braço dado com Kate e Jane. De onde esse podo surge? – que pergunta idiota! Quem em sã consciência perderia nossa companhia?

- Acho que o ego de vocês esta grande de mais, vocês não acham não?- perguntei arrancando risos das meninas.

- Não. – responderam simplesmente.

Fomos arrastadas pra fora do salão e caminhamos assim, até o jardim, aonde vimos um grupo sentado em baixo de uma arvore. Caminhamos até a arvore, ainda conversando, e atraindo a atenção de Thiago.

- Mais sonserinos? Nosso grupo já está ficando infestado deles. – Comentou brincalham atraindo a atenção de todos.

- Pois é, o que seria de vocês sem nós? – perguntou Alvo com um sorriso idêntico se sentando na roda e nos puxando junto.

Começamos a conversar com o resto da família Weslley e companhia e a comer. Thiago estava brincando de bagunçar o meu cabelo, enquanto eu deitava com a cabeça em seu colo e conversava com Lily, Jane, Kate e Alice.

- Mel! Te procurei a manhã toda amiga – disse, ou melhor, berrou Sindy saindo do castelo e vindo em nossa direção

Sua saia estava tão curta que eu podia jurar ver o útero dela, poderia comparar aquilo à um cinto, acho que seria mais apropriado. A blusa com o brasão da sonserina estava com os três primeiros botões abertos, mostrando um decote sem nada, usava sapatos com um salto agulha, podia chutar 15 cm, e um batom vermelho em seus lábios, junto de sombra prata.

- Ainda são 7:30, você não pode ter procurado a manhã toda nem que quisesse.

- Oi pra você também Hastings. – disse a buldogue a encarando com nojo.

- O que você quer? – perguntei indo direto ao ponto.

- Sua amizade. – disse se fazendo de inocente e dando uma boa secada em Corpie.

- Conheço seu tipinho garota, não vou cair nessa. Se você quer falar com ele, aconselharia a ir direto a ele, porque eu é que não vou te ajudar.

- Mas...

- Mas nada Parkinson, — disse a interrompendo – e se eu posso dar mais uma diga, andar igual a uma puta não vai te dar a atenção dele. Afinal, você não tem nada pra mostra que vá o atrair.

- E você tem muito né sua loira de farmácia. – respondeu bufando de raiva.

- Ao contrario de você eu não quero chamar a atenção de ninguém. A proposito aconselharia a passar um protetor antes de entrar na piscina, sua tinta tá ficando verde.

Ela puxou rapidamente o cabelo pra frente pra ver se era verdade e ao ver que eu estava zoando com a cara dela, me olhou com o que eu imagino ser um olhar pra me amedrontar, virou as costas e saiu rebolando dali.

Voltei a me deitar no colo de Thiago e vi os grifinórios me encarando surpresos.

- O que foi? – perguntei já incomodada

- Você falou igual a uma sonserina agora. – respondeu Fred II.

- Eu sou uma sonseria. – disse o obvio.

- É, mas você é toda doce, aí de repente você fala igual, igual...

- A mim. – disso Corpie ao mesmo tempo em que Rose dizia ao Malfoy.

— Até o sorriso foi igual. – acrescentou Alvo. – Tem certeza de que vocês não são irmãos?

- A ser que meu pai tenha pulado a cerca, não. – respondeu Corpie com um ar de certeza.

- Sem querer ofender, mas eu não consigo imaginar mais alguém aguentando a chatice do seu pai não viu Fuinha? – disse Thiago risonho.

- Imagino que você não deveria dizer isso de seu professor, senhor Potter. – disse uma voz grossa e gélida atrás de nós.

- Oi tio Draco! – disse Alvo com um sorriso ingênuo.

- Vocês estão aprontando alguma coisa... Que seja venha comigo Scorpius.

— Tenho que ir galera. – disse se levantando. – Alvo, você leva as garotas?

- Claro!

Scorpius saiu de perto seguindo o homem que só agora eu me virei para olhar. O homem tinha os cabelos da mesma cor dos de Corpie, devia ser o pai dele.

- Por que você tem que levar as garotas? – perguntou Rose desconfiada.

- Elas têm poções agora. – respondeu como se isso fosse o suficiente para eles entenderem, o que parece que foi. – Vamos?

Peguei sua mão estendida pra mim e levantei, me juntando a Jen, Alice e Kate que já estavam de pé. Vi Lily grudando no braço de seu irmão e o puxando até a entrada do castelo onde já os esperávamos.

Alvo chegou ao meu lado e passou seu braço por minha cintura, nos puxando para um corredor movimentado. A conversa fluía naturalmente enquanto seguíamos um fluxo cada vez mais crescente de pessoas barulhentas.

- Por aqui garotas. – disse Alvo nos puxando rapidamente para um corredor deserto, escondido atrás de uma tapeçaria.

- O que... – gritou Lily antes de ser calada pela mão de Alvo.

- Esse é o real motivo de eu traze-las. — disse pouco antes de ouvirmos um estrondo. – Sigam-me, e rápido.

Saímos correndo pelo corredor atrás de Alvo e só paramos quando ele virou em um lugar sem saída, com um quadro de uma menininha que brincava com um gatinho. Alvo o afastou e entrou na pequena abertura que tinha atrás dele, fazendo sinal para que o seguíssemos.

O buraco dava saída em uma sala de aula, com um aspecto muito velho e um caldeirão no fundo, de onde saia um cheiro horrível.

- Parece que ele se superou esse ano- disse Alvo com a mão no nariz enquanto a porta se abria.

- Poção do morto-vivo pai? – disse Corpie tampando o nariz e entrando atrás do pai. – se superou esse ano.

- Tenho meus motivos. – disse indo até uma mesa e pegando um papel na gaveta – Não se esqueça de responder, e leve seu amigo junto. Um dia ainda descubro como vocês entram aqui.

- Fui garotas. – disse Alvo beijando a testa de Lily.

- Se cuidem. — avisou Scorpius saindo junto do moreno.

- Sentem-se. — avisou o professor assim que a porta se fechou. — Vejo que teremos muitos atrasos hoje. Meu nome é Draco Malfoy e isso é tudo que vocês precisam saber de mim, além de que não tolero atrasos.

“ Abram seus livros na pagina 3 e leiam, quero essa poção pronta no final da aula. “

Sentei-me em uma mesa com Lily e Alice e começamos a fazer a poção, enquanto algumas crianças chegavam e tinham que responder a algumas perguntas se quisessem entrar. Muitas ficaram do lado de fora já que não sabiam responder as perguntas.

- Professor. – chamou Lily quase no final da aula. – Acho que terminamos.

Ele olhou para o relógio, faltavam 10 minutos para a aula acabar, veio em nossa direção e examinou nossa poção, que estava rosa-choque. Recolheu uma amostra em um vidrinho e olhou para nós.

- Estão esperando o que para sumirem de minha sala? Andem!

Juntamos nossas coisas rapidamente e saímos da sala, seguindo pelo corredor e encontrando o seguinte completamente coberto por tinta, em alguns lugares dava para ver o exato contorno de algumas pessoas.

Olhamos uma para a outra e saímos rindo de lá, sabendo a sorte que tínhamos de ser amigas dos garotos.

Notas finais
Então gente, eu pretendi deixar como presentinho pra você as fotos dos personagens, mas eu descobri que não sei fazer isso, se alguém puder me ajudar eu agradeço muito.