Metamorfose Do Amor
17 Verdade...mentira...eu e você...
Notas iniciais
Ponto de vista Laila
Hoje eu completava nove meses de gestação. Os meus pés estavam inchados e meu corpo um pouco cansado. Era difícil dormir, não conseguia encontrar uma posição confortável e quando o bebê mexia eu sentia um desconforto às vezes nas costas, outras vezes no pé da barriga. Henrique havia me falado que era normal e que de hoje em diante o bebê poderia nascer a qualquer momento.
Faziam quatro dias do acontecido com Robert e o berço destruído, durante esses dias eu não o vi, fiquei a maior parte do tempo em meu quarto e confesso que estava com medo de vê-lo com Isadora.
Estava tomando o meu café quando o celular toca.
“Alô.” Falei.
“Laila querida, sou eu, Richard, estou tentando ligar em casa e não consigo por isso liguei em seu telefone. Sabe me dizer se Robert já saiu de casa?”
“Não sei, mas vou perguntar para Esmeralda.” Falei e estava me levantando para ir até Esmeralda, quando a mesma aparece na cozinha. “Esmeralda, Richard quer saber se Robert já saiu de casa.” Falei e lhe entreguei o telefone.
“Oi amor, Robert já saiu sim, ele saiu cedo. Não está na empresa?” Ela perguntou. “Agora estou preocupada, vou ligar no celular dele...ãh...já ligou e está desligado? Amor deve ter acontecido alguma coisa...” Esmeralda falava e eu não podia deixar de ouvir. Onde será que ele estava? Será que estava com Isadora? “...ok...qualquer notícia me liga, vou ficar tentando também.” Esmeralda falou e desligou o telefone com uma expressão bem preocupada.
“Aconteceu algo?” Perguntei.
“Robert não apareceu na empresa e está com o telefone desligado.” Ela falou.
“Deve estar tudo bem, logo ele aparece.” Falei com o objetivo de tranquilizá-la.
“Espero minha querida, espero.” Ela disse e saiu.
Fiquei muito inquieta, alguma coisa me dizia que ele estaria com Isadora. Eu preciso tirar Robert do meu coração, não aguento mais este sofrimento. Fui para o jardim e fiquei um tempo por lá. Henrique chegou e ficamos conversando, ele havia encerrado as sessões de exercícios com Isadora, dizendo que agora que estou no final da gravidez não é adequado fazer muito esforço e eu nem aguentava também, pois me sentia muito pesada.
Henrique me examinou e falou que estava tudo bem. O bebê estava quietinho hoje, mexeu um pouco quando eu acordei e depois não mexeu mais.
“Isso é normal Laila, principalmente no final da gravidez.” Henrique falou quando percebeu a minha preocupação com isso.
Henrique foi embora à tarde e eu decidi tomar um banho antes do jantar. Robert ainda não havia aparecido e Esmeralda estava muito preocupada.
No dia seguinte, acordei ouvindo uns barulhos estranhos, pareciam marteladas, barulho de madeiras batendo umas nas outras. Levantei-me, fiz minha higiene matinal e saí do quarto para tomar meu café. Quando estou no corredor, passando pelo quarto que seria o meu e do bebê, escuto novamente os barulhos. Aproximo-me da porta com o objetivo de ver o que estava acontecendo, quando vejo um homem estranho saindo do quarto.
“Bom dia senhorita.” Ele falou e saiu.
Entrei no quarto e vi uma cena que não acreditei. Robert estava todo suado, com uma camiseta regata branca e uma bermuda azul montando um berço. Ele estava de costas para mim e não percebeu quando cheguei. Nunca pensei em vê-lo daquele jeito e pra ser sincera, ele estava LINDO. Fiquei um tempo observando a cena e as vezes sentia vontade de rir, pois ele se atrapalhava todo, colocava peças em lugar errado tendo que desmontar partes do berço e montar de novo.
“Porra! Pensei que seria mais fácil.” Ele falou para si mesmo e eu ri. O homem que havia saído voltou ao quarto com mais caixas.
“Senhor Robert, não quer mesmo que eu ajude na montagem do berço?” Ele falou.
“Já disse que não. Monto esse berço nem que para isso fiquei aqui o dia todo. Comece a montar o guarda roupa e a cama da Laila. Onde estão os dois que iriam te ajudar?” Robert falava ainda de costas para mim, sem perceber a minha presença.
“Já estão vindo Senhor, foram buscar umas ferramentas que estavam faltando.” O homem falou e começou a tirar os móveis desmontados das caixas. “A senhorita tem alguma preferência em relação ao lugar onde quer a cama e o guarda-roupas?” Ele falou olhando para mim e neste instante Robert se virou me vendo em pé parada próximo a porta.
“Não...Robert pode decidir.” Falei e pensei em sair, mas Robert se levantou e falou:
“Não Laila, pode escolher sim, afinal o quarto é seu.” Ficamos um tempo nos olhando.
“Já que está tão empenhado pode decidir por mim.” Falei.
“Espero que goste do modelo dos móveis que escolhi.” Ele falou.
“Vamos gostar sim.” Falei colocando as mãos na minha grande barriga. Robert se aproximou de mim e colocou a sua mão também.
“Como ele está?”
“Está bem, mas quase não mexe.”
“Será que está tudo bem com ele?”
“Deve estar sim.” Falei e Robert se abaixou ficando de frente para a minha barriga.
“Ei garoto!” Ele chamou e eu fiquei encantada com a cena. Eu estava surpresa com tudo aquilo, parecíamos tão bem um com o outro. O bebê deu um chutinho de leve e Robert sorriu. “Você está com preguiça? Chuta como homem, rapaz!” Ele falava sorrindo. O bebê não mexeu mais. “Preguiçoso, eu aqui trabalhando duro e você só aí dentro de boa.” Robert falou e se levantou.
“Deve estar cansado. Que horas começou a montar esse berço?” Perguntei.
“Faz um tempo já.” Eles respondeu voltando para o seu trabalho.
“E então? Onde monto a cama e o guarda-roupas?” O homem falou e neste instante me lembrei que ele estava no quarto também.
“Diga Laila.” Robert falou voltado para a sua montagem.
Pensei um pouco e falei para o homem onde ele poderia montar os móveis. Dois rapazes chegaram no quarto também e começaram a trabalhar.
“Laila, melhor sair.” Robert falou e eu concordei quando comecei a ouvir várias marteladas soarem pelo quarto.
Como havia sido bom ver Robert daquele jeito, dedicado com as coisas do filho. Eu estava tão feliz. Cheguei à cozinha e todos já estavam sentados à mesa.
“Hum...que carinha boa!” Esmeralda falou assim que me olhou.
“Bom dia.” Falei e me sentei.
“Bom dia Laila. E esse garotinho?” Richard perguntou.
“Está bem.”
“Garotinho nada, vai ser um garotão como o titio.” Tyson falou.
“E lindo como a titia.” Juliette falou.
“Como a titia mesmo.” Rosália disse se levantando e vindo até mim colocando a mão sobre a minha barriga.
“Já vi que vai ser a criança mais mimada do mundo.” Vinicius disse sorrindo.
“Se depender da vovó vai ser mesmo.” Esmeralda falou e todos riram.
“Rosália, vamos logo, temos um compromisso agora, ESQUECEU?” Juliette falou.
“Laila vai com a gente?” Rosália perguntou.
“Onde?” Perguntei.
“Vamos comprar a decoração do quarto do bebê Laila, será que você aguenta ir com a gente?”
“Não sei se é uma boa ideia?” Esmeralda falou.
“Vamos a uma loja apenas, Laila não irá se cansar. É a loja de uma amiga da Rosália.” Juliette disse.
“A loja tem vários modelos de decoração de quartos para bebês, vamos apenas escolher um.” Rosália falou.
“Bom...melhor falar com Henrique, ele saberá dizer se Laila poderá ir ou não.” Esmeralda disse.
“Logo Henrique estará aqui.” Falei.
“Não podemos esperar Laila, vou ligar para ele.” Juliette disse se levantando e pegando seu celular para ligar. Henrique viria hoje mais tarde para me examinar, pois tinha um parto para fazer pela manhã. Ele me deixou ir com as meninas, mas fez várias recomendações.
“Tudo bem Henrique...vamos cuidar muito bem dela, ela não irá se esforçar.” Juliette falou e desligou o telefone. “Tudo certo!”
“Bom... minha querida, tome o seu café.” Esmeralda falou e comecei a me servir.
“Vamos meninos, há muito trabalho hoje.” Richard falou se levantando.
“Robert não irá?” Vinicius perguntou.
“Não, ele está com muito trabalho hoje também.” Richard falou.
“Véi...nunca vi alguém tão atrapalhado para montar um berço.” Tyson falou zombando do irmão.
“Não fale assim dele filho.” Esmeralda o repreendeu.
“Mas é verdade, o cara monta e desmonta tudo várias vezes.” Tyson insistia e todos riram.
“Uma hora ele consegue, agora vamos.” Richard finalizou a conversa e os meninos saíram com ele.
“Laila vou me trocar enquanto você termina o seu café.” Rosália falou e saiu da mesa.
“Vou levar algo para Robert comer.” Esmeralda preparou uma bandeja com suco, frutas, bolachas, torradas e saiu.
Ficamos apenas Juliette e eu.
“Parece muito feliz hoje...” Juliette falou olhando para mim. Eu apenas sorri. “Tem alguma coisa a ver com Robert?”
“Por que está perguntando?” Falei.
“Sei lá...achei que o fato de Robert se dedicar em algo referente ao bebê iria te deixar feliz.” Suspirei com a fala de Juliette, ela estava certa. “Ainda o ama amiga”. Juliette realmente queria falar sobre isso.
“Fiquei surpresa com a atitude dele.” Falei.
“Eu também Laila, Robert é uma pessoa tão difícil de lhe dar, mas ultimamente ele anda tendo algumas atitudes que surpreende a todos. No dia em que ele quebrou o berço que Henrique comprou estava claro o ciúme que ele sentia.”
“Não sei Juliette, acho que Robert apenas quer implicar com Henrique.”
“E por que Laila? Você realmente não sabe por quê?” Ela me perguntou.
“Sei lá.” Respondi apenas.
“Não quero me intrometer neste assunto Laila, mas...acho que...Ele está com ciúme de Henrique com você.”
“Ele não tem porque sentir ciúme de mim Juliette, talvez ele só queira implicar mesmo.”
“Acha que ele não se importa com o bebê?”
“Acho que com o bebê ele se importa um pouco sim, desde o dia do primeiro ultrassom que ele demonstra gostar do bebê, por isso acredito que a implicância com Henrique seja para provar que ele é o pai.”
“Acha que ele não sente nada por você? Porque todos já perceberam que Henrique não está interessado somente no bebê.”
“Henrique se tornou meu amigo Juliette, não temos nada.”
“E Robert? O que acha?”
“Ele não sente nada por mim, nunca sentiu.” Falei de cabeça baixa. “Está interessado em outra.”
“Que outra?” Juliette perguntou.
“Deixa pra lá Juliette.” Eu não queria continuar com aquela conversa.
“Tudo bem...não vamos mais falar sobre isso, não quero que se aborreça. Saiba que sempre estarei com você.”
“Obrigada” Falei e terminei meu café.
Saímos para a loja e lá eu fiquei encantada com os modelos de decoração para o quarto do meu filho.
“Juliette, isso deve ser muito caro.” Falei.
“Não se preocupe com o valor Laila, afinal Robert que está pagando tudo.” Rosália falou e eu olhei para ela surpresa.
“Robert está pagando isso também?” Perguntei.
“Laila, Robert falou para mim ontem que iria pagar tudo que fosse para o filho dele. Parece que ele tem uma conta que Richard o fez abrir quando você sumiu e todo o dinheiro depositado lá é para o bebê.”
“Áh...a obrigação.” Falei.
“No começo era obrigação mesmo, Richard pegou pesado com Robert quando você desapareceu, mas agora...” Juliette falou e deu uma pausa. “Acho que ele faz porque quer fazer.”
Baixei a minha cabeça e continuei vendo o catálogo de modelos para decoração.
“Desculpa, sei que não quer falar disso.” Juliette falou e eu sorri para ela.
Escolhi um modelo simples, mas muito bonito. O quarto seria da cor azul claro.
“Ficará perfeito Laila.” Rosália falou animada.
Voltamos para casa e Henrique já me esperava. Quando o vi, fiquei preocupada. Será que ele já havia visto Robert montando o berço do bebê?
“E então? Escolheu a decoração?” Ele me perguntou dando um beijo na minha bochecha.
“Sim, ficará muito bonito.” Respondi.
“Acho que amanhã Robert já terminou seu trabalho e poderemos colocar a decoração que você escolheu.” Rosália falou.
“Que trabalho?” Henrique perguntou e eu percebi que ele ainda não sabia.
“Robert está montando outro berço.” Falei e Henrique fez uma expressão de desagrado, mas não falou nada sobre o assunto.
“E como se sente hoje?” Ele perguntou.
“Bem.”
“Isadora está aqui, ela quer ver você.” Henrique falou e eu gelei.
“Onde ela está?”
“Disse que iria falar com Robert, deve estar lá com ele.” Henrique falou e eu não gostei do que ouvi. “Vamos subir, preciso examinar esse bebê.”
“Ok, depois conversamos meninas.” Despedi-me das meninas e saímos.
Henrique me examinou e depois ficamos conversando por um tempo. Eu não parava de pensar em Robert com Isadora no quarto. O que eles estavam fazendo?
“O que acha Laila? Laila?” Henrique havia me perguntado algo e eu não prestei atenção.
“O que?”
“Em que estava pensando?” Ele me perguntou.
“Nada, só estou um pouco cansada.” Menti, pois não iria dizer a verdade.
O celular de Henrique tocou e ele atendeu.
“Oi...sim, logo estarei aí.” Ele falou ao telefone e desligou.
“Laila, tenho que sair, uma de minhas pacientes não está bem, volto mais tarde ok?” Ele falou com pressa e saiu para a sua emergência.
Fiquei curiosa em saber o que estava acontecendo entre Robert e Isadora e por isso decidi ir ao quarto.
Ponto de vista de Robert
“Isadora...preciso terminar.” Falei tentando me afastar de Isadora que não parava de me abraçar. Logo que ela entrou no quarto já veio me beijar, dizendo que estava louca de saudade. Depois do nosso ultimo encontro, só nos falamos por telefone, pois eu havia ficado muito irritado com o ocorrido com Henrique e decidi não procurá-la. Hoje também não estava nos meus planos vê-la, já havia até falado com ela por telefone dizendo que não seria possível nos encontrarmos, pois tinha umas coisas pra fazer em casa, mas ela pareceu não se conformar e veio até mim.
“É que estou com saudade, esqueceu que me prometeu algo?” Ela falou se insinuando para mim, com certeza estava falando do sexo que não fizemos no primeiro encontro.
“Preciso terminar isso.” Falei apenas.
“Robert, deixa isso para os montadores da loja, vamos lá pra casa.”
“Não, eu vou montar o berço do meu filho.” Falei e ela se sentou em uma cadeira.
“Não sei pra que tanto interesse, já que Laila só liga para Henrique. Ela mesmo falou que Henrique será um ótimo pai para o filho dela.” Isadora falou e eu a olhei nervoso.
“O filho é meu! Ele não tem nada a ver com isso.” Falei irritado.
“É o que Laila precisa entender, mas...” Isadora falou e veio novamente para perto de mim. Eu estava abaixado, próximo ao berço e ela se abaixou ficando a minha frente. “Deixa isso pra lá.” Ela falou e sem me dar tempo pra nada, se atirou em meus braços me beijando. Fiquei sem reação e não tive outra escolha a não ser beijá-la também.
Enquanto nos beijávamos, escutei o barulho da porta abrindo. Soltei-me de Isadora e vejo Laila parada em pé na porta nos olhando assustada. Levantei-me e Isadora fez o mesmo.
“Laila! Tudo bem?” Isadora falou animada. “Henrique já foi?” Ela perguntou. Laila afirmou que sim com a cabeça e saiu sem dizer nada.
Isadora me olhou e veio novamente para próximo de mim, mas eu me afastei.
“Preciso terminar isso Isadora.” Falei me virando e voltando a montar o berço.
“Ok meu bem, vou falar com Laila.” Isadora disse e saiu.
Ponto de vista de Laila
Eu não acreditei no que vi. Robert realmente estava se envolvendo com ela. Meus olhos queimavam e sentia uma vontade imensa de chorar. Fui para o Jardim e fiquei por lá. De repente Isadora se aproxima de mim. Eu não queria papo com ela.
“Oi Laila, como está? Nem falou comigo direito.” Ela falou.
“Estou muito bem.”
“Que bom.” Ela respondeu se sentando ao meu lado. “Vim ver você, agora que não temos mais os exercícios, quase não conversamos.” Ela falava e eu apenas balançava a cabeça.
“Quero lhe agradecer Laila.” Ela falou e eu a olhei.
“Agradecer?” Perguntei.
“Sim, Robert e eu estamos realmente bem.” Ela falou sorrindo e meu coração doeu. “Ele é muito carinhoso e beija otimamente bem.”
“Não tem que me agradecer, eu não fiz nada.” Falei.
“Estou realmente feliz Laila.” Ela insistia no assunto.
“Que bom.” Respondi apenas.
“Iríamos sair hoje, mas parece que Richard obrigou Robert a montar o berço do neném, já que ele quebrou o que o Henrique comprou.” Isadora falou.
“Como sabe que Richard o obrigou?” Perguntei.
“Rob me falou, mas...não tem problema, a noite iremos sair e aproveitar bastante.” Isadora falou animada. Era só o que me faltava, ter que aguentar ela falando da intimidade dos dois.
“Não quero saber da sua intimidade Isadora. Se me der licença, vou para o meu quarto”. Falei e saí sem olhar para trás.
Fiquei o resto da tarde em meu quarto, não estava a fim de ver ninguém. Algumas horas depois, escuto batidas em minha porta.
“Entra!” Falei e me arrependi no mesmo instante, pois era Robert que adentrava meu quarto.
“Terminei de montar, quer ver como ficou?” Ele falou.
“Depois.” Respondi apenas.
“Venha ver.” Robert falava calmo.
“Já disse que depois.” Respondi seca.
“Se fosse Henrique que tivesse montado você estaria lá com ele o tempo todo.” Ele falou e eu me irritei.
“Você já tinha companhia.” Respondi.
“Custa vim ver o berço do seu filho!” Robert falou num tom bravo e eu decidi ir ver, mas antes respondi.
“Meu filho mesmo!”
Cheguei ao quarto e o berço estava lá, montado e lindo. Tudo era de muito bom gosto, o berço tinha o modelo colonial, com detalhes dourados. O guarda-roupa e a minha cama, de casal, combinavam com o berço. Era tudo perfeito, pena que eram exigências de Richard e não desejo de Robert.
“E então?” Ele perguntou.
“É lindo.” Falei.
“Ele merece.” Robert falou se aproximando de mim e colocando a sua mão em minha barriga. Ficamos um tempo em silencio, Robert acariciava lentamente meu ventre e às vezes nos olhávamos.
“Vou voltar para o meu quarto.” Falei afastando-me dele.
“Ok” Robert respondeu apenas.
Estava saindo, quando Robert me chamou.
“Laila.” Ele falou e eu me virei. “Fiquei feliz que tenha gostado.”
Balancei a cabeça e sai.
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