Mesmo com tudo, no Natal...
1 O Natal de Caterine, Lana e Caitlin
Notas iniciais
Dia 6 de dezembro, casa dos Radley’s, Inglaterra 1920
Nem era semana de Natal, mas a tia Morgana já estava pirando! Todos os convidados, inclusive eu, estávamos presentes na pré-ceia dela, feita todos os anos antes do Natal, para ver se o gosto dos convidados está de acordo com tudo que que ela preparou, ela faz até um formulário para que tudo fique perfeito na ceia de verdade.
Eu e minha família vamos para a casa dos meus tios Morgana e Leonard Radley quase todos os Natais, e eu sinceramente preferia que fosse verão, porque no verão, em vez de ir para a casa da irmã do meu pai, eu vou para a casa dos meus primos em Wellington, onde a gente corre, brinca e faz piqueniques na grama.
Eu não gosto muito do Natal mesmo. É toda essa besteira de ficar dando presentes para todo mundo, além do que, eu fico sozinha nesta enorme casa sem nada para fazer, exceto ler e escrever minhas ideias num outro caderno de anotações.
Dia 6 de dezembro, casa dos Teddy’s, França 1991
Eu simplesmente amo o Natal! Mas as vezes ele me faz lembrar da minha mãe, de quem eu sinto tanta falta, mas pelo menos é o único dia que o meu pai está em casa e ele nunca briga comigo nesse dia, o que é muito raro, pois ele está sempre me colocando de castigo, geralmente é por que eu canto outras coisas que não sejam ópera, ele ama minha voz, mas só me deixa cantar ópera.
Mas eu vejo cantoras maravilhosas cantando na televisão com uns vestidos enormes e cabelo cacheado loiro, eu sinto vontade de cantar “papa don’t preach” da Madona, “Thriller” do Michael. Eu tenho tanta saudade da mamãe, porque ela me deixava cantar e dançar o que eu quisesse, mas por enquanto, terei que continuar no curso de ópera.
Dia 6 de dezembro, casa dos felton’s, Havaí 2032
Nossa, eu nem acredito que já é dezembro! Tudo passa tão rápido! Eu sei lá... Hoje escrevo no meu Iphone 8 s, onde antes, meus antepassados escreviam em diários ou nos computadores, eu geralmente penso no passado quando não estou pensando no meu cachorro perdido. Os meus pais não queriam ele em casa e pediram para que EU fizesse caridade, EU! E foi assim que meus pais me obrigaram a dar meu cachorro para uma menina fedida que mora lá em Los Angeles, longe da minha amada ilha, aqui no Havaí.
Depois da terceira Guerra Mundial de 2022 até 2029 as coisas se tornaram mais tristes, sim eu nasci 2020 e tinha apenas dois anos quando a Guerra começou, mas eu realmente não fui muito afetada, pois eu moro numa ilha isolada do mundo, o que é muito bom, só que a economia não está indo muito bem, porque a base da economia aqui, é o turismo, e quando as pessoas estão tristes, elas NÃO fazem turismo. Você deve provavelmente se perguntando porque eu grito tanto: na verdade eu não grito, só expresso meus sentimentos, o que eu não faço no mundo real, por isso que os meus pais dizem que eu sou antissocial e não tenho amigas.
Eu só queria me expressar...
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