Mesmo com tudo, no Natal...

2 Unicórnia: o Reino dos Unicónios


Notas iniciais
Uma terra mágica.

P.O.V Catherine

Eu estava sozinha, cuidando das minhas coisas, quando tive uma ideia maravilhosa para uma história: Um lugar mágico onde teriam todos os tipos de coisas. Então comecei a escrever:

“Era uma vez, um pequeno reino, que ficava na curva do fim da Terra e na esquina com a imaginação dos homens. Lá a magia ainda resistia forte, apesar da ignorância humana. Todas as plantas lá eram estranhas, menos uma que era vagamente parecida com uma rosa, mas era prateada por causa dos raios constantes da lua, que a regavam durante o dia e a noite.”

Mas assim que tirei meus olhos do papel, eu vi que a rosa no meu quarto havia ficado prateada, achei que era só coisa da minha cabeça e me pus a continuar escrevendo:

“A lua e o sol viviam juntos, como irmãos siameses, nunca saiam do lugar. Era uma das coisas famosas no reino dos unicórnios, além dos unicórnios, e rosas prateadas. O céu era azul vivo meio escuro e a lua/sol sorriam de forma macabra. O chão era parecido com um tapete de relvas que dava muitas voltas, havia também o belo portão de entrada que parecia um arco-íris escrito “Unicórnia” que significa reino dos unicórnios na língua encantada dos elfos.”

De repente percebi que não estava mais sentada na poltrona do meu quarto e sim sentada numa relva estranha, com voltas e reviravoltas parecida como escrevi em minha história, me levantei e olhei para uma placa colorida que dizia Unicórnia.

P.O.V Caitlin

Lá estava eu, sentada brincando com o meu novo Husky Siberiano branco e sem nome, que não era lá meu melhor amigo. Então peguei meu tablet com canetinha e comecei a desenhar uma paisagem: primeiro fiz um chão confuso e o pintei de verde, depois fiz um unicórnio e o deixei em branco, peguei o pincel colorido e fiz uma placa, desenhei algumas rosas, que de brincadeira, pintei de prateado, desenhei por fim uma lua e a completei com um sol, desenhei um sorriso engraçado e coloquei meu Husky no meu colo.

Continuei colorindo até perceber que minha perna estava coçando, comecei a coçar um pouquinho, e assim aquela coceirinha tornou-se infernal. Não aguentava mais e fui olhar o que era e minha perna estava vermelha, tentei lembrar se tinha alguma alergia de pele. Pensei e alguns minutos depois lembrei que tinha uma pele sensível a grama e outros tipos de matinhos.

Ri sozinha enquanto pensava nisso, era totalmente absurdo que existisse grama no meu quarto! Só que descobri que não estava no meu quarto... Peguei meu Husky pela coleira que por sorte a minha mãe tinha esquecido de tirar depois do passeio, coloquei meu tablet em modo guardar e ele se fechou sozinho, tornando-se do tamanho de um nano ipod.

Na minha frente, vi uma garota com roupas esquisitas escrevendo num caderninho escrito “Catherine”. Ela olhou para mim como se estivesse em dúvida e disse:

– Eu não escrevi você! – Ela gritou porque estava muito longe. Percebendo isso andei mais um pouco a frente quando vi um portão colorido do jeito que eu havia desenhado.

– Como?

– Eu escrevi tudo nesta terra distinta com o nome de Reino do Unicórnios, mas eu não escrevi você! – Desta vez eu estava em dúvida.

– Mas, eu desenhei quase tudo isso!

– Posso ver o seu desenho? – Eu geralmente não mostro meus desenhos para ninguém, com medo de que não possam compreender o que estava pensando, mas como aquele era um caso à parte (para perceber isso era só pensar onde estávamos), sabia que não podia deixar aquele pedido, passar despercebido.

– Pode, mas cuidado. – Então entreguei-a meu tablet, um objeto que ela parecia nunca ter visto na vida.

– O que é isso?

– É um tablet 12, eu sei que não é a última das versões, mas dá para o gasto...

– Tablete? Mas isso não é um tablete, – ela tirou do bolso um pedaço de chocolate meio derretido – isso é.

– Ah, quer saber? Deixa que eu acesso a câmera para você. Parece que veio das cavernas, tablete... – então peguei o tablet e mostrei a ela meu desenho, e ela espantada, me deu um caderninho.

– Lê. Só lê. – Então abri o caderno e li a página marcada pela fitinha marrom-avermelhado. Comecei a ler em voz baixa e percebi assim uma semelhança louca com o meu desenho, depois ela retirou o caderno da minha mão, pegou uma caneta com ponta esquisita e continuou a escrever. – Observe:

Ela escreveu uma frase:

“Um unicórnio branco, da mais macia crina, guardava o portão.”

E assim apareceu um unicórnio nos meus desenhos e na minha frente.

P.O.V Lana

Meu pai havia saído e eu estava sozinha em casa. Então resolvi descer até a sala de música, para ver se eu conseguia compor alguma coisa tentei começar no piano com um mi, e comecei a tocar. Decidi que aquela melodia precisava de uma voz por trás, e comecei a inventar a letra.

Hino de Unicórnia

Eu moro lá depois de tudo

De tudo nesse mundo

E só quero lá ficar

Eu moro onde crescem as belas plantas

Rosas prateadas

Que são tocadas pelas fadas

E não quero mais sair

Eu moro onde o Sol não vai embora

A lua colore dentro e fora

Deste meu jardim

Eu moro neste lindo sonho onde a relva é tão brilhante

Cobre o chão rodopiante,

Cheio de jasmim

Eu moro aqui com unicórnios

Na vila onde a vida é mais bonita

E a placa é colorida

Neste mundo assim.

Foi assim que percebi que estava em Unicórnia com outras duas meninas maravilhosas...

Notas finais
bem é isso, depois explicarei as aventuras das meninas, eu prometo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.