Notas iniciais
Essa é minha primeira fic. Eu espero que vocês gostem.

Atleta... nerd... popular. Nunca serei nenhum deles. Sou... apenas um motivo de piada para eles. As vezes penso que nem faço parte desse mundo. Bem e não faço.

Meu nome é Andrew Spence, tenho 17. Meus pais eram Benjamin e Maryne Spence e, morreram quando nasci.

Este sou eu. Eu. E não posso negar quem eu sou. Eu não sou como os outros humano, sou um Mercador das Sombras. Eu sei o que vocês devem estar perguntando. O que exatamente eu sou? E o que são Sombras? Bem... por onde eu começo. Acho que vou começar do início.

− Vamos lá peguem ele.

Mais uma vez estou fugindo deles. Ed, capitão do time de futebol e o garoto mais popular da escola. Max, melhor amigo do Ed e... não é muito esperto. Chad, ele se acha por ser o atacante do time.

− Você não vai escapar − diz Ed. Ele pode ser mais forte do que eu, mas não é mais rápido.

Passamos por todos os corredores da escola, correndo em círculos. Finalmente consigo despistá-los, paro para tomar fôlego, quando olha para trás. Droga. Eles me encontraram de novo.

− Ai está você. Você não pensou que ia escapar da gente, pensou? − ele diz isso rindo e cospe em minha cara. Minha mão está formigando para acertá-lo. Não consigo me segurar e lhe dou um soco. O soco acerta seu queixo, mas mesmo assim ele continua de pé, sem mover um by Text-Enhance\">músculo. Como se meu soco não tivesse doído nada. Ele me encara por um tempo, com um olhar de ódio e desprezo.

− Você vai se arrepender de ter feito isso − diz ele.

Começo a correr novamente, o mais rápido que consigo. Eles são rápidos, mas não rápidos o bastante para me alcançarem. Passamos por todas as salas. Quando nos aproximamos da sala do diretor, hesito em correr, não pegaria bem se o diretor me visse correndo desesperadamente deles. Eles me alcançam. Chad pula em cima de mim e me derruba, bato com as costelas no chão e sinto uma pontada de dor. Luto contra ele para me levantar, Ed avança e dá um chute em minha barriga, fazendo com que fique mais difícil eu me levantar, ele tenta me dar ouro chute mas agarro sua perna e a jogo contra a parede, ele perde o equilíbrio mas não cai. Me levanto. Max agarra meus braços e me segura com toda força, Chad cerra o punho e acerta um soco em meu queixo. Ed acerta dois socos em minha boca e, outro em meu maxilar, solto um grunhido de dor. Max acerta um chute em minhas costelas, dessa vez solto um gemido alto. Minha boca sangra, minhas costelas doem. Eles venceram.

− Eae gostou disso? Isso é pra você aprender quem manda aqui − o tom de arrogância e prazer na voz de Ed me irrita.

Não. Não, eles ainda não venceram. Digo para mim mesmo. Não vou deixar eles vencerem, não vou. Um surto de adrenalina passa por todo o meu corpo. Consigo livrar uma das mãos a qual Max a segurava e lhe dou uma cotovelada no queixo com toda a força. Consigo livrar a outra mão e acerto um soco no estômago de Ed. Chad tenta me parar, mas a adrenalina é tanta que por impulso acerto um chute em sua perna esquerda, um soco em sua boca e uma joelhada em seu estômago. Ele cai, gemendo de dor. Ed me agarra pelo pescoço e tenta me enforcar, mas seguro seu braço com força. Acerto um chute em seu ombro direito, dou um soco em seu maxilar e ele cai. Quando Max levanta com a boca sangrando, giro o corpo e lhe dou um chute, novamente em seu queixo. Ele cai inconsciente.

− E isso é pra você aprender que se mexer comigo de novo, vai desejar nunca ter nascido − até mesmo eu me surpreendo com o que digo. Nunca havia dito isso a ninguém antes. Já não me reconhecia mais.


O sinal do intervalo toca, me dirijo ao refeitório. Não quero chamar atenção, não depois do que aconteceu. Me sento em uma mesa que fica ao canto do refeitório. Sozinho. Quando acabo de lanchar, levanto e vou ao meu armário. Procuro os livros da aula seguinte, quando fecho o armário e estou prestes a ir para a minha classe, uma garota vem em minha direção e tropeça. Ela perde o equilíbrio e a vitamina que estava no copo dela derrama. Adivinha em quem? Todos começam a rir da minha cara.

− Ah... você não olha por onde anda não − Eu a encaro por um minuto, ela é bonita.

− Alô eu estou falando com você.

− Desculpe. O que disse? — digo.

− Há, alem de cego é surdo − Isso é típico de lideres de torcida, sem achando que são melhores que os outros, que os outros são inferiores. Mas não ligo pro que ela diz. Não ligo.

− Jéss vem logo, não fique perdendo tempo com esse idiota − diz uma garota a uns poucos metros atrás dela.

− Já vou Lily − ela se vira e corre até a outra garota. Fico calado sem dizer nada.