Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Mais um capítulo para vocês. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO V – MENTIRAS DE MAIO

CAPÍTULO I — PROBLEMA

— Morre, Aaron! Morre, Aaron! Morre, Aaron! Morre, Aaron! — Grita Barry, apertando o botão do controle do vídeo game diversas vezes para atirar em todos os zumbis que vinham em nossa direção até que conseguimos destruir todos e passar de fase. — Isso!

— Até que é uma boa ideia colocar o nome do Aaron em todos os zumbis que aparecem. Me dá mais inspiração para matá-los. — Comenta Ben, com um sorriso divertido nos lábios.

— Acho que seria ainda melhor se esses zumbis tivessem a cara dele. — Afirmo e eles riem, concordando.

Batidas na porta chamam nossa atenção e não demora muito para que tia Echo, madrasta de Barry, aparecesse com uma bandeja cheia de guloseimas. Salivo só de sentir o cheiro de sua famosa torta de maçã. Não havia nada melhor no mundo do que os doces preparados pela bonita mulher que não aparentava em nada estar próxima dos cinquenta anos. Ela sorri e rapidamente corro para ajudá-la a carregar a pesada bandeja.

— Obrigada, querido. — Agradece a doce mulher, assim que eu pego a bandeja de sua mão.

— Não se engane, tia Echo. Ele só te ajudou porque quer comer a sua torta dos deuses. — Comenta Ben, sorrindo irônico. Como resposta, assim que coloco a bandeja com os sucos de laranja e os generosos pedaços da torta de maçã, lanço o dedo do medo para Ben.

— É calúnia dele, tia Echo. — Afirmo e ela ri.

— Vocês são uma graça, meninos. Comenta a mulher, observando-nos com uma expressão divertida e os olhos doces brilhando com carinho maternal.

— Não precisava ter preparado a torta, Echo. Eu poderia ter comprado alguma coisa para a gente comer. Você não estava ocupada com aquele seu estudo sobre a vacina que combate tumores malignos cerebrais? — Pergunta Barry e Echo lança um olhar analítico sobre nós.

— Você e Austin estavam tão desanimados quando chegaram aqui em casa. Estou preocupada com vocês, então pensei que minha torta pudesse fazer vocês se animarem um pouquinho. — Comenta a mulher e me surpreendo com a perspicácia dela depois de nos ver apenas por alguns segundos antes de entrarmos no quarto de Barry. — Agora eu preciso voltar para o meu estudo. Se quiserem conversar eu estarei no escritório. É só vocês me chamar. Às vezes uma opinião feminina pode fazer toda a diferença.

— Nós estamos bem, tia Echo. — Respondo, não perdendo tempo para experimentar aquela maravilha culinária de maçã. Suspiro, ao sentir a torta se derreter em minha boca. — Definitivamente, sua torta era tudo o que eu precisava nesse momento.

— Obrigado. – Barry agradece, dando um fraco sorriso. — E não se preocupe. Nós estamos bem.

— Tudo bem. Se quiserem mais, ainda tem torta sobre a mesa da cozinha. — Responde a mulher, dando-se por vencida ao ver que não falaríamos o que nos incomodava. Ela então se vira para Ben, que estava completamente concentrado em comer a torta. — E você, Ben. Fique de olho neles. Se eles aprontarem qualquer coisa é só me falar.

— Pode deixar! — Afirma o rapaz, batendo continência depois de engolir o pedaço que comia. Tia Echo ri e deixa o quarto, fechando a porta em seguida. Nós nos encaramos e voltamos a devorar a deliciosa torta de maçã. — Cait ainda está te ignorando?

— Sim. — Resmunga Barry, incomodado. — Eu não sei mais o que fazer. Já liguei, mandei mensagem, fui ao prédio dela, mas ela continua a fingir que eu não existo. Ela nem mesmo foi a faculdade hoje! E eu sei que ela não está doente, porque fui atrás da melhor amiga dela e Íris me disse que Cait estava ótima quando elas se encontraram ontem. Eu juro que ela é a garota mais complicada que eu já conheci em toda a minha vida. Eu nunca sei dizer o que ela está pensando. Uma hora estamos de bem e na outra, ela está irritada. O que ela quer que eu faça? E o pior é que eu não consigo tirar ela da minha cabeça.

Desde que fomos a festa realizada por Damon, o melhor amigo de meu primo Oliver, para esquecer da festa estúpida de Aaron a três dias atrás, Barry tem passado por bastante frustrações ao tentar se comunicar com a colega de faculdade dele e a pessoa que ele ama — mesmo que ele seja lerdo demais para admitir isso. Caitlin Snow em seu estado completamente alterado pela bebida, beijou a lerdeza em pessoa que é meu primo e desde então tem evitado ele de todas as formas.

— Eu sei como é. — Concorda Ben, suspirando. — Eu também não faço ideia do que se passa na cabeça de Mal, mas não é como se eu pudesse culpá-la. Ela está passando por muita coisa e ainda precisa lidar com a Audrey no pé dela todos os dias na escola.

Ben era outro que ficava sofrendo e se fazendo de retardado para não admitir que está apaixonado. Assim como Barry, ele vive uma relação de amor e ódio com a rebelde Mal Faery de nossa escola. Ela é extremamente inteligente e acabou conseguindo uma bolsa de estudo na Auradon High School, escola onde o pai de Ben é o diretor. Mal é bastante popular e está sempre ajudando o pessoal rejeitado da escola, enfrentando a namorada falsa de Ben, Audrey Bennett, que não aceita ser contrariada. Para o azar dela, Mal não tem medo de ninguém e está sempre acabando com os planos de Audrey de maneira espetacular.

A situação de Ben era um pouco mais complicada que a de Barry, pelo simples fato de que ele está sendo chantageado por Audrey para ser namorado dela. A mãe de Ben tem uma doença extremamente rara e incurável e está recebendo um tratamento dos pais de Audrey que milagrosamente tem curado ela. Para evitar que a mãe perca o tratamento, Ben tem suportado o terrível namoro com a garota que parece ser a versão feminina de Aaron. A diferença é que ela não tem filtro e deixa claro para todos o quão sem caráter ela é.

— Ah, o amor. — Cantarolo e me jogo sobre a cama de Barry, depois de ter terminado meu lanche. Pego o adorável dinossauro de pelúcia que meu primo tem desde que era criança e o encaro com falsa decepção. — Está vendo isso, Gertrudes? Olha só como o amor mexe com a cabeça das pessoas. Infelizmente, meus primos são idiotas demais para admitir o que sente. Gertrudes, o que a gente faz com esses bobos apaixonados?

— Você é realmente um idiota. — Resmunga Barry, pegando o pequeno Triceratops que ele morre de ciúmes e odeia que as pessoas peguem. Ele só falta dar um chilique toda vez que alguém pega no primeiro presente que Echo deu para ele. — E eu já disse que o nome dele não é Gertrudes. Dino é macho.

— Dino! — Bufo, negando. — Que nome mais bobo e sem originalidade. Gertrudes é muito melhor. Até mesmo a pronúncia é mais divertida. Gertrudes! Olha para esse nome. Muito mais magnífico que Dino. Você não acha que Gertrudes combina muito mais com ele do que Dino, Ben?

— Eu acho que vocês dois são dois idiotas que pararam de crescer mentalmente quando tinham oito anos de idade. — Retruca Ben, desinteressado. — Ao invés de ficar pensando em qual nome combina mais com o bichinho de pelúcia do Barry, você não deveria estar pensando na acompanhante que você vai levar para o casamento de Aaron e Brooke?

— Ah, muito obrigado por acabar de vez com o meu humor. — Resmungo, voltando-me a deitar na cama de Barry e encarar o teto. Suspiro, frustrado.

— O quê? Você se colocou nessa sozinho. Se tivesse me ouvido naquela hora que eu disse que deveríamos ir embora, você não estaria nessa. — Responde Ben, dando de ombros.

— Isso é verdade. — Concorda Barry, sentando-se em sua cadeira giratória. Ele vira de um lado para o outro, pensativo. — Nós três conhecemos Aaron o suficiente para saber que nunca é uma boa ideia confrontar aquele maldito manipulador quando se está na frente de tantas pessoas. No momento em que você concordou em ir parabenizá-los, você caiu na armadilha dele. Se tivesse ido embora, você não tinha se tornado padrinho de casamento deles.

— Que belos amigos que eu tenho! — Bufo, cruzando os braços. Sento-me na cama e os encaro indignado. — Caso vocês não saibam, esse é o momento em que vocês me apoiam e me ajudam a pensar em uma solução ao invés de ficar me julgando e jogando na minha cara que eu não deveria ter caído nas provocações de Aaron.

— Mas sério, Austin, quais as chances do filho que a Brooke está esperando ser seu? — Questiona Barry, curioso.

— Nenhuma chance. — Respondo e eles me encaram em desconfiança. — É sério. A gente nunca... ah, vocês sabem. Nunca dormimos juntos.

— O quê? É sério? — Pergunta Ben, surpreso. — Em um ano de namoro, vocês nunca fizeram nada?

— Ela dizia que não estava pronta. Que queria que a primeira vez fosse especial. Eu não queria forçar nada, então é claro que eu a respeitava. — Conto e os dois idiotas a minha frente se encaram e logo vejo eles segurarem o riso. — O quê?

— Nada. — Responde Ben, prendendo o riso, mas estava claro que não estava sendo fácil segurar.

— É cara. Esquece isso. — Concorda Barry, desviando o olhar para não rir.

— Vocês são muito otários. — Reclamo e não demora muito para que eles caíssem na gargalhada. — Do que vocês estão rindo? Só por que eu respeitei o tempo dela?

— Não! É claro que não é disso. — Responde Ben, recuperando-se da crise de riso. — Na verdade, não deveríamos estar rindo disso, mas ela te fez esperar por um ano para nada acontecer e bastou dois meses de caso com o Aaron para ela engravidar.

— Desculpa, Austin. — Lamenta Barry, recompondo-se da crise de riso. — Não é certo rir disso.

— Podem rir. Além de corno, ela me fez de trouxa. Não basta me trair. Ela teve que fazer isso com o meu próprio irmão mais velho. Não tem como não rir dessa situação ridícula. — Digo e novamente eles voltam a rir como os dois idiotas que são. Bufo e eles logo tentam se recompor novamente. — De qualquer forma, eu só tenho três semanas para encontrar alguém que finja ser minha namorada e possa ser a madrinha de casamento dos dois Judas.

— Você não tem nenhuma amiga na escola? A sua beleza e riqueza não serve de nada? — Pergunta Barry, encarando-me em deboche. Ao ver que eu realmente não tinha uma resposta para aquela pergunta, ele ri em descrença. — Qual é, Austin? Ninguém?

— Esse idiota aí não conversa com ninguém além de mim, Trish e Dez na escola. E os dois últimos ele só fala quando precisa se juntar com alguém da turma para fazer os trabalhos em grupo, já que não somos da mesma turma. Ele passa o intervalo dele inteiro na cobertura da escola, comendo e dormindo. E nas aulas ele parece só vegetar mesmo. Acho que a única aula que ele realmente presta atenção é na aula de música. — Conta Ben e eu lanço o meu pior olhar para ele. — O que foi? Vai dizer que eu estou mentindo?

— Por que você é o meu melhor amigo mesmo? — Pergunto, irritado. — De qualquer forma, você não pode dizer muita coisa. Por causa da sua adorável namorada e seu amiguinho Chad, as únicas pessoas com quem você conversa sem ser por obrigação são Mal e eu.

— Pelo menos eu tenho motivos. E você? — Questiona o outro e eu dou de ombros. — Você precisa parar de afastar as pessoas e aprender a confiar mais nos outros, Austin.

— Eu confie e olha só no que deu. A garota que eu considerava a minha melhor amiga e planejava um futuro está noiva e grávida do meu irmão mais velho depois de seis meses de caso com ele, enquanto o idiota aqui estava sempre pronto para dar o mundo para ela se ela me pedisse. Quer dizer, eles dizem que estão juntos há seis meses. Mas quem garante que não é a mais tempo? — Pergunto e os dois me encaram com preocupação. — Eu estou bem assim. Não me importo de ter apenas meus primos da família Barton como amigos. Apesar de Aaron fazer parte dela, eu sei que posso confiar nos outros e isso é o suficiente para mim.

— Austin... — Sussurra Barry, inconformado. — Olha, é verdade que tem muitos Aaron e Brooke no mundo afora, mas também há pessoas incríveis no mundo. Você pode até impedir de se machucar afastando todo mundo, mas isso também te impede de conhecer pessoas gentis e divertidas.

— Barry tem razão. Assim como na família Barton temos a ovelha negra que é o Aaron no meio de tantas pessoas incríveis, você também vai encontrar muita gente que possui o coração tão bom quanto o seu, Austin. Basta você dar uma chance. Confie nos seus instintos. Eu sei que você não vai se arrepender de explorar o mundo. – Aconselha Bem e eu acabo suspirando, incomodado. Não queria continuar falando sobre o meu fracasso com as interações humanas.

— Por que a gente não foca no verdadeiro problema aqui? — Sugiro, mudando de assunto. — Eu preciso encontrar alguém o mais rápido possível ou acabarei tendo problemas. O casamento será realizado na ilha Thunderbolts no último dia de maio.

— O casamento será na ilha do padrinho? — Questiona Ben, surpreso. Assinto, cansado. — Esse casamento será mesmo luxuoso.

— Para piorar, Aaron teve a excelente ideia de levar os cinquenta amigos e familiares mais próximos irem uma semana antes para aproveitar as atrações da ilha, realizar ensaios e essas coisas. Minha mãe está me pressionando para dar o nome da minha suposta namorada e pegar os documentos dela para comprar as passagens aéreas, já que nós vamos ter que alugar um avião para levar todos esses convidados para a ilha. — Conto e Barry bufa, revoltado.

— Vocês vão alugar um avião e sustentar a viagem de cinquenta pessoas? Ao invés de ficar esbanjando dinheiro desse jeito sem necessidade, vocês poderiam estar ajudando pessoas que estão passando fome no mundo! Você sabia que... — Barry começa a sua indignação pelo o estilo de vida exagerado de nossa família.

— Eu sei, Barry. Concordo totalmente com você, mas no momento, eu estou com outras prioridades. — Interrompo meu primo, que por causa do projeto da faculdade que começou a fazer com Cait, acabou envolvido ainda mais com as causas sociais. — Depois nós podemos exigir morte aos ricos e todos aqueles que não possuem consciência de classe e de seus privilégios, mas agora eu realmente preciso de ajuda. Agora vamos focar no verdadeiro problema e encontrar uma solução que não seja eu parecer um mentiroso patético e me faça ser humilhado mais uma vez por Aaron.

— Você fala como se essa família não fosse sua também. — Comenta Ben para Barry e então se vira para mim. — Sinceramente, não acho que a gente vai conseguir alguma coisa ficando aqui. Nenhum de nós tem amigas, além de Sam, Beth, Elena e Nancy. Ninguém da nossa família acreditaria que você está namorando uma das meninas da família Barton. A nossa solução é pedir para uma delas nos indicar uma amiga para você. Como Nancy está em Chicago, não acho que ela pode ajudar. Sam nunca se dar bem com as garotas, então não acho que ela tenha amigas além das meninas da família Barton. As amigas de Beth também não devem ser muito confiáveis para se envolver em algo assim.

— Então sobrou a Elena. — Responde Barry, pensativo. — As únicas amigas que eu sei que ela tem são Bonnie e Caroline. Não sei se você conseguiria fingir estar em um relacionamento com elas.

— Definitivamente não. Elas são amigas de Stefan e Damon. Eu não tenho dúvidas de que os dois vão se estranhar na ilha e as duas vão se envolver. Eu gosto delas, mas seria complicado demais. — Afirmo, relembrando o quanto os irmãos Salvatore são problemáticos e estão sempre prestes a se matar. — Tio Mike nos alertou sobre isso uma vez, não se lembram?

— É isso! — Exclama Ben, animado. — Tio Mike! Ele pode nos ajudar.

— Como assim? — Pergunto, confuso.

— Mon-El Mike Matthews é a pessoa que mais possui contatos de garotas na cidade. Ele está trabalhando na casa burlesca de meu padrinho. — Explica Ben, sorrindo animado.

— Ótima ideia, Ben. Eu sempre quis visitar a casa burlesca do tio Clint. Nós nunca fomos lá, porque até recentemente o Austin era menor de idade, mas essa pode ser a nossa chance de aliviar o estresse, finalmente conhecer o lugar e ainda conseguir alguns conselhos de tio Mike. — Fala Barry, animado. — De todas as pessoas que conhecemos, ele é o que saber lidar melhor com mulheres. Talvez ele consiga me explicar o que fazer quanto a Cait.

— E encontrar uma garota para ser a namorada de Austin. — Relembra Ben, encarando Barry com repreensão.

— É. Isso também. — Concorda Barry, dando de ombros.

— Mas é mesmo uma boa ideia irmos em plena segunda-feira? Amanhã nós temos aula cedo. — Pondera Ben, pensativo e hesitante.

— Não podemos perder tempo! — Respondo, animado. — Minha mãe está me pressionando demais para dar o nome da minha acompanhante. Se eu fugir mais uma vez quando ela me perguntar sobre isso, eu tenho certeza de que é capaz dela arrancar minha cabeça. Nós vamos lá, conversamos com o tio Mike e voltamos cedo. Não tem erro.

— Sim. Como vamos no meu carro, antes da meia noite você já deve estar em casa. — Concorda Barry, fazendo seu olhar de cachorro pidão e Ben bufa. — Vamos lá, Ben. Eu prometo que te deixo em casa cedo. Vai ser super-rápido. Quando você menos esperar, já vai estar no seu pijaminha, tendo uma agradável noite de sono.

— Vocês sabem que eu não me dou bem em lugares cheios. — Resmunga Ben, ainda contrariado.

— Nós vamos ficar ao seu lado até a hora de você ir embora. Vamos lá, Ben. Vai ser legal. — Argumento, tentando convencer o garoto. — Você não quer me ver feliz? Não se lembra que eu te consolei quando você levou a detenção do seu pai? Eu compartilhei minha comida com você! Essa é a sua vez de me ajudar. Eu prometo que você não vai ficar sozinho na casa burlesca do tio Clint. A gente só vai lá, conversa rápido com o tio Mike e voltamos para casa. Amanhã vamos para a escola normalmente.

— Você é muito irritante! — Exclama o garoto e naquele momento eu tenho certeza de que o convenci. Barry e eu nos encaramos, sorrindo. — Mas eu acho bom mesmo vocês não me deixarem sozinho e que a gente volte cedo.

— Pode deixar! — Concorda Barry, animado. — Eu tenho certeza de que você não vai se arrepender, Ben. Aproveita e pede uns conselhos para o tio Mike sobre a Mal. Elena me contou que ele está em uma espécie de relacionamento estranho com a prima dela.

— Ah, ele e Kara fizeram uma aposta para ver quem se apaixona primeiro. Agora eles estão indo em vários encontros e tentando fazer o outro confessar seu amor. — Resume Ben, desanimado. — Todos estão torcendo para ele perder a aposta. Mal é uma dessas pessoas.

— Que tipo de aposta é essa? — Pergunto, confuso.

— De qualquer forma, é melhor nós começarmos a nos arrumar logo. Quanto mais cedo nós chegarmos, mais cedo nós saímos. Como eu estou sem roupas, vou pegar alguma sua, Barry. — Avisa o Florian, já abrindo o guarda-roupa de Barry em busca de alguma coisa que o agrade.

— Eu também não estou a fim de ir em casa me trocar e dar de cara com o Aaron. Vou pegar alguma roupa dele também. — Afirmo, já tendo em mente o que eu poderia vestir.

— Claro. Fiquem à vontade. — Ironiza Barry, encarando o dinossauro laranja com detalhes branco e olhos verdes. Não era como se isso fosse novidade. Éramos amigos desde que nascemos e compartilhar nossas roupas é algo que fazemos desde sempre.

Quando enfim terminamos de nos arrumar, apenas avisamos aos nossos pais que iríamos a casa burlesca nos encontrar com tio Mike e saímos com os corações cheios de esperança. Não sei o motivo de tanta animação, afinal, não iríamos fazer nada além de conhecer um dos inúmeros negócios de nosso tio mais excêntrico e pedir alguns conselhos a tio Mike, mas algo me dizia que aquela noite com certeza seria inesquecível.